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 Over and Over '

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AutorMensagem
Lilium
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Feminino Número de Mensagens : 149
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Data de inscrição : 04/09/2007

MensagemAssunto: Over and Over '   Ter Fev 19, 2008 12:35 am

Nome: Over and Over '

Status:
- Publicado: 1/3 Capítulos
- Escrito: 2/3 Capítulos
- interrompida

Shippers: Ele, Ela

Tipo: Drama

Censura:G

Resumo: O que aconteceria se algum dia conhecesses, sem querer, alguem que nunca viste e esse ser te começasse a cativar ?

“I feel it everyday, it’s all the same. It brings me down, but I’m no one to blame. I’ve tried everything to get away, so here I go again, chasing you down again… Why do I do this?”


Não passava de mais um banal Sábado de um dos imensos fins-de-semana rurais. A mesa farta oferecia comida a mais de quinze pessoas que, à roda dela, se sentavam admirando as deliciosas iguarias, preparadas por alguns deles, que esta apresentava.
Acompanhada pelos pais, sentada à mesa, Ela esperava pela sua vez de se servir do delicioso jantar. Todos falavam, todos riam, todos brincavam. Ela, na flor dos seus catorze anos, sentava-se como sozinha no meio de uma multidão. Não falava com ninguém, porém, só o facto de admirar toda aquela energia e diversão dos circundantes e, ao mesmo tempo, saber que ali era sempre bem vinda, eram os mais fortes motivos que a arrastavam, numa tépida viagem de setenta quilómetros, para as constantes festas.
No seu canto, a sua única companhia repousava no seu bolso; o seu telemóvel, um dos milhões de sistemas de comunicação portátil no mundo acabara de dar sinal de uma nova mensagem. Discretamente sacara o pequeno objecto e abrira a aplicação que a levava à conversa.
“Olá, tudo bem?”
O emissor não lhe era estranho. Era o responsável por uma pequena comunidade cibernauta em que ela estava inserida. Por eles já tinham passado umas quantas conversas, cujo interesse era sempre, única e exclusivamente, profissional. Era sempre sobre a comunidade. Mas, naquele dia, estava tudo a ser diferente.
Ela gostava imenso de todos aqueles debates e da variedade de opções de discussão e jogos sobre aquele tema que, embora interessando pouca gente, a fascinava. Naquele sítio, descoberto por simples e mero acaso, ela sentia-se confortável e, de certa forma, abria a enorme casca que a rodeava e, comunicava, debatendo com os demais utilizadores que também por ali passavam.
“Tudo. Contigo também?”
“Sempre!”

A conversa ia crescendo, ao mesmo tempo que o dia também caminhava a passos largos para o seu final. O tempo, apressado, esticava-se e esticava-se pelos pequenos ínfimos raios brancos lunares. Cada vez se conheciam melhor, cada vez se desenvolvia melhor um determinado tema. Falavam de coisas parvas, como de rebuçados favoritos e legumes que menos gostavam, mas, como se de magia se tratasse, davam sempre a volta e acabavam, todas as vezes, numa conversa intelectual que, por toda a parte transpirava cultura, sobre as mais diversas áreas científicas, linguísticas… Discutiam ideais ou defendiam teorias sobre determinado livro ou determinada situação. Tal coisa tinha-se prologado noite dentro, a fervorosa conversa, até que ela, sem querer, adormeceu.
“Dorme bem. Obrigado pela conversa…És muito interessante! Xau”
Presa num sono profundo, há já umas certas horas, sonhava. Pensava como seria o seu novo conhecido, em que cidade viveria, seria muito longe dela? Porém, acima de tudo, questionava-se sobre a durabilidade desta sua nova “amizade”, seria duradoura?
Lá fora, na noite, a Lua brilhava fortemente. Cheia, via se reflectida na pequena piscina ao lado da casa de pedra, e penteava os seus longos cabelos, os seus longos raios, para, dali a umas horas cumprir o seu encontro com o Sol, de quem ela tanto gostava. Beijar-lhe-ia a face quando ele chegasse e sabia que, de igual forma, ele lhe correspondia, com os seus raios de luz que, fogosos, a vinham cumprimentar. As estrelas, brilhando lá no alto, brincavam, saltando de par em par até que uma ou outra mais descuidada escorregava e caía com o seu pequeno brilhozinho na noite do país adormecido.
- Bom dia mundo! – Exclamara baixinho enquanto abria as portadas das janelas do seu quarto improvisado.
De súbito, a teimosa luminosidade matinal cegara, por momentos, os seus olhos castanhos cor de castanha outonal. Esfregara-os com ênfase e, de volta à vista normal, enchera-os com a bonita paisagem que a rodeava. O monte, à sua frente era uma boa amostra do Inverno pouco rigoroso. As vinhas, secas, tentavam virar-se para o amigo Sol que lhes devolvia a vida, todos os anos pela mesma altura e, numa harmonia perfeita, nasciam as pequenas bagas de uva, frutos de cada beijo que os pequenos raiozinhos davam as secas ramas, para as animar, para que não ficassem tão sós e tristes.
De volta à rotina, depois de ter feito tudo o que precisava na manhã do dia Trinta de Dezembro que lhe chegava agora, pegara no seu “pequeno meio de comunicação para o mundo” e tentara ligá-lo.
Tentara uma, duas, três vezes… Era inútil, o telefone estava sem bateria.
- Tia Júlia! – Chamara a rapariga – Tens um … carregador?
A amiga oferecera-lhe o objecto pretendido. A rapariga, sentada ao lado de uma tomada, atingira o seu primeiro objectivo: Ligar o seu dispositivo de comunicação. Abrira a aplicação, tarefa morosa, e esperara pelo seu novo amigo.
Na cozinha, debruçada sobre a mesa, vira os preparativos para o almoço, almoçara e observara os trabalhos de limpeza da divisão onde se encontrava. O seu amigo, nada… Não aparecia.
Sozinha, mais uma vez, sentia uma enorme desilusão. Afinal o seu conhecido não correspondera às suas expectativas. Cansada de tanto esperar, começara a preparar-se para deixar o programa. Não tinha ninguém com quem falar, pelo menos ali. Até que, inesperadamente, no último momento, recebera a derradeira mensagem, a que ela realmente esperava.
“Olá! Tudo bem? Desculpa, tive uns trabalhos a fazer e só agora arranjei tempo de vir aqui…”
Ela respondera-lhe de imediato, a ansiedade terminara.
O seu segundo objectivo possuía já um pequeno visto à frente; alcançado!
A tia passara por ela e beijara-lhe a face.
- Ainda bem que toda aquela tristeza, reflectida no teu olhar, desapareceu. Gosto de te ver com esse enorme sorriso estampado na tua carinha.
A conversa continuava, não parava nunca, ele perguntara-lhe onde é que ela vivia. Juntando factos e comentários, ambos descobriram que a distância física que os separava era muita. Ele vivia na capital, ela, trezentos quilómetros para norte. Separava-os uma longa e aborrecida auto-estrada. Três horas de carro, três horas de comboio ou trinta minutos e, para ele, um ano de avião e, para ela, trinta minutos e três anos na “lata com asas”. Porém não seria isso que, naquele momento os separaria ou que os impediria de caminharem juntos. A conversa interminável continuara e continuara…
Chegado a altura de regresso a casa, pela estrada sinuosa que conduzia a casa da aldeia à auto-estrada que a conduziria até casa dela, não podendo falar com o amigo, devido às imensas quebras de rede, olhava os céus que, estrelados, pareciam brilhar só para ela. Sonhadora, enquanto mirava os ínfimos pontinhos de luz no céu escuro, relembrava os seus objectivos para a vida que ainda agora tinha começado. Revia o sonho de ser médica, nas Urgências, salvar vidas e tornar-se emocionalmente forte, pouco vulnerável, precisamente o contrário do que era agora. Além de tal sonho, pensava no amigo que, lá longe, deveria esperar uma resposta.
- Uma estrela cadente! – Exclamara o seu pai, condutor do automóvel – Rápido, pensa num desejo!
A rapariga parara por milissegundos e nesse tempo, procurando nos céus, encontrara a estrela.
“Desejo que esta amizade nunca tenha fim”, pensara
A sinuosa estrada, por entre casa e mais casas, aparentemente interminável, por fim tivera um final. Alcançara agora a auto-estrada que a conduziria, em meia hora, até casa.
“Vens cá muitas vezes?”, perguntara o rapaz.
Ela, com expressão triste, respondera que não, mas que, por ele, faria tudo o que estivesse ao seu alcance, mesmo que fosse só para o visionar, ao longe. Sentia que, se não fosse possível ir mais além, o facto de o ver e reconhecer a sua verdadeira existência seria verdadeiramente gratificante.
No último Domingo do na corrente, finalmente alcançara a casa e a sua pequena cidade portuária onde habitava. O frenesim constante da saída da auto-estrada, a ponte móvel que, imponente, destacava a sua pequena cidade de todas as outras pequenas cidades portuárias que apareciam no mapa do seu também pequeno país. O barulho dos carros que, apressados, corriam na noite era constante.
Já se fazia muito tarde. Seus olhos, mesmo cobertos pelas finas lentes dos seus óculos de leitura quase sem graduação, já se queriam fechar e, cansados, deixaram-se ir, envoltos na misticidade do sono que os cobria, e levaram-na com eles.
“Gute nacht. Schlaffen gut! É um prazer enorme falar contigo. Tchüss!”

Capitulo grande - ENORME [pelo menos para mim ^^']
Hope You like IT ! Wink

{Eis uma das razoes da ausencia e da quebra nas outras FF ^^'}
- Esta fic foi editada pela moderação. 27.07 -
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CarinaBita
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MensagemAssunto: Re: Over and Over '   Dom Abr 13, 2008 11:26 pm

mas que grande capítulo xD
gostei sim senhora ^^

vou ficar á espera do próximo cap ;D
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cherryPOP
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MensagemAssunto: Re: Over and Over '   Qua Jun 18, 2008 11:25 pm

Que testamento tão bom de lêr.


Mais que faz bem à saude ler, não é verdadE?
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MensagemAssunto: Re: Over and Over '   

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