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 Memórias Escritas

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AutorMensagem
Catarina
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Número de Mensagens : 21
Data de inscrição : 24/04/2008

MensagemAssunto: Memórias Escritas   Sex Jul 04, 2008 12:29 am

Estava a organizar as pastas do meu computador quando encontrei uma história que escrevi quando tinha 12/13 anos. Achei engraçada, apesar de triste, e decidi partilha-la convosco Very Happy quase não a modifiquei porque quero saber como escrevia com 13 anos quando tiver 30 XD. Parti-a em pequenas partes. Espero que gostem.

“A morte não podemos evitar”

A Rita era uma jovem escritora. A sua mãe, chamada Margarida, era poetiza e ela tal como a mãe também escrevia poesia. A sua própria mãe dizia que a filha tinha bastante jeito para poesia, apesar de escrever melhor a prosa. Quase que trabalhavam juntas, mas, enquanto que a Rita
o fazia para praticar, a mãe era uma poetiza famosa. Já fora uma vez nomeada para vários prémios, apesar de ter apenas trinta e três anos. Como a sua mãe dizia, era preciso esperar pelo momento certo para ganhar, momento esse que ainda não chegara. Margarida tinha uma vida inteira à frente.
A certa altura, quando a Rita tinha apenas nove anos, a mãe adoeceu. Estavam a meio de um Inverno gelado, o Inverno mais frio de que havia memória. A mãe tinha asma, aquela doença que limitava a respiração dos seus afectados. A Rita tinha-a herdado, mas, enquanto ela tinha as crises na época das flores, a sua mãe tinha-as no Inverno.
A Rita pensava que se tratava de uma dessas crises, coisa normal para ela e para a mãe. Contudo, uma semana depois de apresentar os primeiros sintomas, a mãe piorou e foi preciso o pai pegar-lhe ao colo para a levar ao hospital. A Rita ficou em casa, com a tia Ana.
Quando o seu pai voltou, estavam ambas na cozinha a jogar o monopólio.
Ele vinha sozinho e tinha um olhar destroçado, um olhar que a Rita não
conhecia. Parecia quase desesperado e ela soube, por instinto, que alguma coisa não estava bem.
- Vai para o teu quarto, Rita. – disse o pai baixinho, com voz rouca. Parecia que cada sílaba que pronunciava lhe custava a sair da boca. A Rita nunca tinha visto o pai assim. Vendo a cara de desespero do pai, nem lhe passou pela cabeça protestar. Saiu da cozinha para o corredor, dirigiu-se às escadas e subiu-as fazendo mais barulho do que seria necessário. Sabia que o seu pai estava à espera de ouvir a sua porta a fechar-se para começar a contar o que se passava à tia Ana. Por isso, abriu a porta e fechou-a novamente. Esta emitiu um ruído estridente, que depois parou.
A Rita tinha razão:
- Carlos… Como é que ela está? – perguntou a voz preocupada da tia Cristina.
O pai suspirou lentamente. Houve um momento de silêncio e, depois, com um novo suspiro, ele disse:
- Não há esperanças.


É uma história muito pequena.. tem só três partes mais ou menos do tamanho desta..

espero que gostem ^^
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