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 Até que a Morte nos Separe

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AutorMensagem
Larissa



Feminino Número de Mensagens : 3
Idade : 23
Data de inscrição : 06/02/2009

MensagemAssunto: Até que a Morte nos Separe   Sex Fev 06, 2009 6:34 pm

Eu corri, corri o mais rápido que pude.Tudo o que eu queria era fugir dali.Eu fugi, mas apenas por pensamentos, pois meus pés continuavam fincados ao chão, eu estava completamente imóvel e eu sentia que perderia os sentidos á qualquer momento.Minha cabeça girava, eu estava tonta.A unica certeza que eu podia ter naquele instante..era que eu precisava dele, eu o amava.Pois ele era a única coisa que me importava realmente.Segundos antes de eu fazer a pergunta, nós estavamos bem, pelo menos aparentemente, mas se tratava de um momento tão sublime, tão surreal.Eu mal podia acreditar que houvesse acontecido.Tudo ia além do que eu poderia compreender, eu tentava mas acabei por desistir de entender o que aquilo tudo realmente significava.Mas eu não pude desviar da dor, eu não pode impedir que ela se abatesse sobre mim...eu não pude evitar que o pânico de perde-lo me apavorasse, me deixasse atônita.
- Eu te amo!Mas se você quiser seguir com sua vida - disse ele num tom cauteloso.
Levantei meus olhos, quase que implorando para que ele me pedisse para ficar.Reuni minhas forças e falei quase num sussurro
- Eu não quero seguir com a minha vida, não pelo menos sem você do meu lado, não faria sentido sem você.Eu te amo... - eu disse num tom apreensivo
Pude sentir suas mãos frias e pálidas deslizarem suavemente pelo meu rosto.Eu vibrava por dentro, meus batimentos aceleraram.Eu evitava fechar meu olhos, porque a possibilidade de abri-los e perceber que foi apenas uma ilusão, um sonho...me apavorava!
Meus pensamentos, minhas aflições, meus medos foram interrompidos pelo seu abraço forte e seguro.Eu apenas consegui esboçar um sorriso breve, por um minuto poderia jurar que meu coração pararia de bater naquele momento.
- Eu te amo, Rob - murmurei, soltando um suspiro
Ele afagou meus cabelos cuidadosamente, e disse quase num tom de súplica
-Não poderei viver onde você não estiver, Jullie - disse ele num tom de súplica
-Eu.... - mal pude terminar a frase, ele pôs um dedo frio dob meus lábios pedindo silêncio, eu me limitei a olhar sua beleza extraordinária
- Apenas sinta, Jullie! - ele fechou seus olhos verdes profundos e beijou-me o cabelo.
Eu não tinha coragem de me mexer, eu não poderia suportar a dor se ele se afastasse um segundo sequer de mim.Eu o amava e precisava dele como necessitava do ar.


Última edição por Larissa em Sex Fev 06, 2009 8:33 pm, editado 2 vez(es)
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Larissa



Feminino Número de Mensagens : 3
Idade : 23
Data de inscrição : 06/02/2009

MensagemAssunto: Capitulo 2 - Até que a Morte nos Separe   Sex Fev 06, 2009 10:42 pm

Era por volta de umas seis e meia daquela tarde de domingo.Eu tinha marcado com o Rob de irmos ate o Parque Avery.O tempo estava instável e incrivelmente gelado em São Paulo há dias.Olhei pela janela e pude ver um densa neblina sob meus olhos, na verdade eu não sabia se era exclusivamente a poluição ou se era tambem a poluição que existe nesta cidade.Mas mesmo assim, eu adorava morar em São Paulo.Apesar de ser uma cidade barulhenta, com muitas carros, congestionamentos, gente demais, eu gostava.Eu nasci ali.
Fui tomar um banho, demorei, precisava sentir a aguá quente escorrendo pela minha pele fria.Eu lutei para sair.Abri meu armário e peguei uma blusa de gola alta cinza e um jeans preto, talvez eu houvesse escolhido isso para combinar com a acinzentada manhã.Arrumei minha cama e fui em direção ao banheiro.Escovei meus dentes e desci as escadas.
A casa estava num silêncio fora do normal demais.Fui até a cozinha, nenhum sinal da minha vó.``Ela deve estar querendo descansar um pouco mais talvez´´, pensei comigo mesma.
Abri a porta da geladeira e coloquei um pouco de leite no copo.Estava sem apetite para nada.Poderia dizer que estava até..enjoada.Minha cabeça girou.Sentei um pouco na mesa até a tontura passar.Um milhão de coisas passaram em minha cabeça naqueles dez minutos seguintes.O tempo que Rob levou para apertar a buzina do carro, me arrancando de meus pensamentos.Levantei num salto e sai.
Ele estava em pé ao lado da porta do passageiro.Lindo, com uma jaqueta preta e uma calça jeans.Parecia confortavel.Eu sorri e acenei.Ele sorriu também, deixando á mostra uma fileira de dentes perfeitos e alinhados.Me aproximei.Ele pegou em minha cintura e tocou seus lábios nos meus.Estremeci.
- Bom dia, meu amor. - disse ele com uma voz serena.
- Bom dia! - eu respondi num tom eufórico, exagerado até.
Ele abriu seus braços largos e seguros e me abraçou.Um arrepio me percorreu o corpo.Mesmo depois de 7 meses, eu ainda não havia me acostumado com sua beleza, com seu toque.Ele abriu a porta para mim, eu dei meio sorriso e entrei.Eu o segui com os olhos em quanto ele dava a volta no carro para entrar tambem.Ele era perfeito, nada de errado havia em sua fisionomia.Seus traços sutis e marcantes, sua boca fina e redonda, seus cabelos castanhos cor de ocre encaracolados...tudo nele era bonito.
- Você parece ...cansada - disse ele ligando o carro, sem olhar para mim
-É.. eu não consegui dormir muito bem esta noite. - eu disse num tom mais calmo, tentando parecer bem
- E porque não conseguiu?O que ta acontecendo para você estar assim, tao preocupada? - ele respondeu tentando disfarçar a preocupação em sua voz, mas ainda não olhava para mim.Ele ja havia saido com o carro á essa altura
- Nada demais..apenas a saude de minha vó.Sabe como está comprometida ne?Ela anda muito cansada, longe ultimamente.
- Mas pode ser que não seja nada também.As vezes ela apenas se sente exausta e parece mais atingida pela doença.
Eu balancei a cabeça afirmativamente, concordando com cada palavra dele
- Tomara que seja isso mesmo - eu disse apertando minhas mãos cruzadas contra minha barriga, eu não sentia que ele estava muito relaxado naquele momento
- Não é nada.Você vai ver só - ele sorriu
Enquanto isso eu me perguntava o porque daquele comportamenteo estranho, ele nunca me tratara daquele jeito.
- Você tá...estranho.O que foi? - eu lancei um olhar curioso para ele
Ele se limitou a me fitar rapidamente e virou o rosto novamente para a direção
-Er....nada.Só estou um pouco preocupado com o meu irmão
- Qual? O Leandro?
- Não.O Pedro.
Eu não sabia bem o que era, mas havia alguma coisa no seu tom de voz que alertava que era alguma coisa além disso.Eu me conhecia, e tentei resistir ao máximo, mas soltei
- Tem alguma coisa á mais.O que é? Me fala? - eu olhava para ele com olhar apelativo
Pela primeira vez ele olhou dentro dos meus olhos, e então parou o carro no acostamento.Não vou mentir que fiquei assustada.Sabia que ele diria algo sério, e então por um minuto me arrependi de ter forçado ele a responder.
- Jullie... - ele disse pegando na minha mão, seu tom de voz pareceu ficar cauteloso - eu vou me mudar com os meus pais para Holanda.
Eu senti minha cabeça rodar, parei de respirar, meu coração acelerava muito rápido, eu apenas o olhava pedindo para que ele explicasse, me dizendo que tudo não passava de uma brincadeira.
- É mentira não é?Claro! Você sempre tão brincalhão..por um momento eu.. - ele me interrompeu dizendo
- Não Jullie.Eu nunca brincaria com isso.
Eu procurava no seus olhos qualquer coisa que o denunciassem.Mas seus olhos eram profundos e me olhavam fixamente.E mesmo seu tom de voz..era sério, preocupado, doloroso.
- Nao! Por favor, Rob.Me diz que você vai ficar.Eu não posso viver sem você! Eu posso aguentar qualquer coisa, menos te perder. - meu tom era de súplica e logo eu estava me agarrando em seu peito duro e seguro.
Ele passou delicadamente as mãos sobre o meu cabelo e pareceu que procurava as palavras certas a dizer
- Olhe, Jullie.Isso está sendo tão dificil para mim quanto está sendo dificil para você.Eu realmente não queria ir, mas eu não posso abandonar a minha família.Minha mãe sozinha com os meus irmãos, eu nem consigo imaginar.Meu pai recebeu ma proposta muito boa de emprego lá.E como você sabe, a nossa situação estava dificil..então não tinha como ele negar. - o tom de voz dele ainda parecia cuidadoso
Eu senti meu estomago embrulhar, meu coração sairia pela boca a qualquer momento.Eu não tinha o que falar.
- Rob, por favor.Não agora.Por favor! - eu olhei para ele como se implorasse para ele não partir
- Jullie..é necessário.Se eu pudesse você sabe que..
- Você pode! O problema é que você não me ama mais. - dizendo isso comecei a me sentir tonta, parecia que tudo ao meu redor girava.Eu gemi.
- O que você tem? - agora seu olhar era de preocupação, ele pareceu me apertar mais em seus braços, o que me causou uma dor imensa só de pensar que em breve eu não teria mais aqueles braços.
- Nada..eu estou bem! - murmurei, tentando parecer convincente
Ele alisou minha testa com sua mão.Eu suava frio.
- Não..voce não está bem.Vou te levar para casa
- NAO! - eu disse num tom já mais alto, mais recomposta - Quando vocês....vão ir embora daqui?
- Amanhã de manhã - ele pareceu esperar por minha reação
- Co-como assim? Amanhã?Voce só vem me falar que você vai embora da cidade um dia antes de partir? - eu parecia incrédula
- Eu sabia que seria mais dificil se você continuasse á me ver - ele tentou se desculpar
-E você acha que agora está sendo menos dificil...você realmente acha que eu não estou sofrendo? - minha voz se alterava de indignação
Por um momento pude jurar que ele me olhava com um ar de pena.Isso me descontrolou.Tudo o que eu menos precisava naquele momento era pena.
- Olha...eu vou voltar.Não vou demorar mais que dois anos por lá.É só meu pai ter tempo de guardar um dinheiro pro tratamento da minha mãe de novo.
- Se você prefere ir, então vai Rob.Que você seja muito feliz. - eu disse quase num tom de revolta
Ele pareceu notar e se apressou em dizer
- Eu sempre vou te amar, sempre.... - disse passando suas mãos em meu queixo
Estremeci com aquele gesto.Isso doia.Doeria ainda mais quando eu me lembrasse e não pudesse mais ve-lo, abraça-lo, sentir seu cheiro.A dor me invadiu cruelmente.
- Por favor...eu tenho que ir agora - respondi abaixando a cabeça, simplesmente eu não tinha coragem de olhar nos seus olhos
- Você ouviu o que eu disse, Jullie? - ele levantou meu rosto e seus olhos encontraram com os meus
Gelei.
- E isso muda o que nessa historia toda?Você vai embora mesmo.. - a tristeza não pode deixar de marcar presença nessa frase
- Eu vou mais você vai tá sempre em mim, eu nunca vou deixar de te amar Jullie.Nunca. - ele pareceu enfatizar a palavra ``nunca´´
- Eu amo você tambem..mas ..bom, é melhor eu ir agora - eu disse tentando conter as lágrimas que teimavam escorrer sob minha pele
Coloquei a mão na porta e estava pronta para sair.Senti sua mão pegar em meu ombro, me puxando para trás
- Vamos, Jullie.Para com isso.Me deixa ficar com você pelo menos essa tarde.A última - essa ultima palavra me machucou com uma força surreal..- É a ultima até eu voltar pro Brasil.Por favor? - agora ele tocava minhas mãos
- Por favor - agora eu já não podia evitar, lagrimas rolavam sob meu rosto
Ele pareceu sensibilizado.Olhou para mim e secou-as.Lancei um olhar de piedade.Ele pareceu entender.Abri a porta do carro e com dificuldade sai.Eu precisava ficar sozinha.Refletir um pouco sobre os ultimos acontecimentos.Minha vida tinha chegado ao fim! Ainda senti seu olhar sob mim enquanto eu caminhava em direção ao parque.Aquele era o único lugar em que eu poderia me sentir um pouco mais calma.
Ouvi seu carro dando ré.Tentei manter meus passos firmes e caminhei até a entrada do parque.
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