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 À Prova de Tudo - A História.

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MensagemAssunto: À Prova de Tudo - A História.   Seg Jan 03, 2011 5:48 pm

A morte inesquecível de um rei insubstituível.


Era um belo dia em toda a Grécia, Merlin, por ser um mago extremamente poderoso e talentoso, havia sido coroado o novo rei não só da Grécia, mas de todo o mundo, considerado por muitos, um Deus. Infelizmente, nem todos os seus servos gostavam da idéia de ele ser rei, pois Merlin estava sempre de bom humor, e para ser um rei, deveria ser mais durão.

_Aqui está seu chá, vossa majestade! - Disse um dos servos com rancor, trazendo uma xícara de chá com um prato.

_Muito obrigado... err... - Merlin lia o crachá do servo, puxando um pouco sua enorme barba branca. - Patrício... Pietro... Pedro...

_É Paulo! - Disse o servo, irritado.

_Naturalmente! Pode tirar uns dias de folga! - Disse Merlin, piscando para o servo.

Enquanto bebia seu chá, Merlin pensava cada vez mais em sua morte, o quão próximo ela estava. "Preciso de alguém para herdar o meu trono... os meus poderes... minha sabedoria...", pensava ele. De repente, surgia uma ideia em sua mente antiga e, mesmo assim, brilhante.

_Servo, onde está a minha varinha? - Perguntou Merlin.

_Pela décima quarta vez senhor, está no cofre, ao lado do seu trono. - Respondeu o servo, entediado.

_E qual a senha? - Perguntou Merlin, sorrindo.

_Err... a senha... - Começou o servo, envergonhado.

_Diga! - Exigiu Merlin, desfazendo o sorriso.

_Batata cozida de mais vira purê, e não maionese... - Disse o servo, envergonhado.

E com aquelas palavras, o cofre se abriu, revelando a varinha mágica de Merlin. Sua varinha estava rodeada de teias de aranha, mas, não havia nenhuma aranha.

_Naturalmente, servo, não cozinhe muito as batatas, quero minha maionese bem gostosa! E eu gostaria de que todos saíssem por um minuto, preciso fazer algo... - Disse Merlin, sorrindo novamente.

Então, todos saíram de lá, deixando Merlin sozinho com sua varinha. Após perceber que não havia ninguém naquela sala, Merlin movia sua mão lentamente e a teia se desfazia na velocidade em que o mesmo movimentava sua mão. Em seguida, Merlin empunhava a sua varinha.

_Quatro filhos... quatro elementos... seus nomes ligados ao meu... e um filho que manterá o equilíbrio entre eles... - Disse Merlin.

_Matheus... inteligente e talentoso, seu poder ligado ao ar;

_Eric... o mais forte, controla toda a terra;

_Rupert... um menino especial que não possui poder nenhum, mas é extremamente corajoso. Vai equilibrar os outros irmãos e seu estilo de luta será Capoeira.

_Lúcio... o mais "esquentadinho" e poderoso, seu poder será o fogo;

_E Iara, a mais sábia, vai possuir minha sabedoria.

_Esses filhos cuidarão de todo o mundo, um em cada lugar... um em cada lado do mundo... serão adotados por pessoas humildes, e se tornarão pessoas incríveis... como o pai... heh heh heh! - Disse Merlin.

Várias horas haviam se passado, todos já estavam dormindo, exceto Merlin. Olhava todo o jardim pela janela, estava tudo iluminado, a lua estava cheia, e a luz era tão forte que as árvores faziam sombras. Uma pequena aranha subia pela sua capa macia e brilhante. Aos poucos, ela chegava na mão de Merlin.

_Você também tem medo de morrer, não tem...? - Perguntou Merlin, observando a aranha. - Acredito que... esse não seja seu habitat!

Então, Merlin colocava a aranha sobre a janela, que, em seguida, descia pela parede, até chegar no chão.

_Eu sinto que esqueci alguma coisa... - Disse Merlin, coçando sua cabeça. Até que, de repente, seus dedos tremiam intensamente e sua visão escurecia aos poucos. Merlin caminhava lentamente até sua cama e sobre o lençol vermelho, estava a sua varinha. Rapidamente, Merlin a pegava.

_Ahh... meu coração!!! - Dizia Merlin, sentindo uma enorme dor em seu coração. De repente, algumas palavras saíam de sua boca, e sua varinha começava a girar sozinha, Merlin estava criando mais um filho, sem querer.

_N... Nilo... para completar o nome MERLIN... dominará o metal, e terá toda a angústia e raiva em seu coração... que eu sempre evitei demonstrar... - Disse Merlin.

_E agora... - Merlin sacudiu sua varinha, e da ponta da mesma surgiu 5 itens: Uma coroa, duas luvas e duas botas, todas feitas de ouro. Os itens flutuaram até a janela, e desapareceram. E no chão, ficou um bilhete, dizendo:

"Aquele que possuir os 5 itens dourados que eu chamo de Merlitens, heh heh, poderá dominar todos os elementos já imaginados, o usuário será invencível, boa sorte!"

Aos poucos, o azul dos olhos de Merlin desapareciam, e então, Merlin caía no chão, morto. Sua varinha, que também estava caída, continuava brilhando. Um brilho negro.

Já era de manhã, e que bela manhã, estavam todos contentes, exceto os servos, é claro. Mais um dia de trabalho com um velho estranho dando ordens, ordens ridículas... mas o estranho é que ninguém ouviu o grito de Bom Dia dele. Todos já acharam que Merlin havia acordado com o pé esquerdo, ou direito, ou caído da cama... até que se ouviu um berro de uma moça, era a faxineira, responsável pela limpeza do quarto de Merlin.

_Meu Deus... Merlin está morto! - Anunciava a faxineira.

Os guardas corriam para o quarto de Merlin, e lá estava ele. A luz do sol iluminava seu corpo velho e cansado, e em sua volta, pessoas tristes. Havia alguns pássaros sobre seu corpo. Todos olhavam para ele, apesar do seu humor irritante, ele faria falta.

_Ele usou o feitiço da criação... ele criou a lei que proibisse esse feitiço, e ele mesmo o usou... - Disse um dos servos.

_Como pode ter tanta certeza? - Perguntou uma jovem que estava ali.

_Porque a varinha dele ainda está brilhando... ele esqueceu de finalizar o feitiço... Merlin já mostrou como é esse feitiço, e disse que ao inicia-lo, o feiticeiro deve finaliza-lo, ou algo ruim irá acontecer.

_Então foi por isso que ele pediu para que saíssemos aquela hora? - Perguntou um dos servos.

_Acho que não, quando ele pediu era quase meio-dia... e quando eu fui fechar as portas do quarto dele eram 9 horas. Um feitiço desses, quando não finalizado, não deixaria o feiticeiro vivo por tanto tempo! - Respondeu o servo.

_Vamos enterrá-lo então... - Disse um jovem.

_Sim, é só o que podemos fazer! - Disse um outro servo.

_O enterro será às 3 horas da tarde, avisem à todos! - Disse o servo, que, segundo ele mesmo, se chamava Paulo.
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MensagemAssunto: Re: À Prova de Tudo - A História.   Seg Jan 03, 2011 5:49 pm

Desenterrando o Passado.


Já eram 3 horas da tarde. Quem diria, um dia tão lindo, se tornar o dia mais triste da vida de muitos. Bilhões de pessoas estavam lá, pessoas de todo o mundo. Lá estava, inclusive, os 5 filhos de Merlin. Eram apenas bebês, como qualquer outro bebê, e com os 5, estavam os casais, exceto um dos filhos, que estava com um homem e um cachorro. Eram pessoas humildes, que adotaram pessoas incríveis, tal como Merlin previu. É claro que os 5 bebês estavam afastados uns dos outros.

Matheus foi para os Estados Unidos.

Eric foi para a Alemanha.

Rupert foi parar no Brasil, para praticar a Capoeira.

Lúcio foi parar na África, onde fosse bem calor, para praticar o poder de fogo.

E Iara foi parar na Antártica, para que seu poder de água fosse bem praticado e treinado.

Ninguém sabia onde Nilo foi parar, poderia ter caído num lugar escuro e assombrado, ou num lugar bastante povoado, ninguém sabia.

_Merlin... um senhor bastante querido e amado por todos... vivia rindo e brincando com todos. Foram raríssimas as vezes em que ele estava de mau humor. Ainda lembro do dia em que eu e ele estávamos lutando contra Mordred... - Começou um dos servos. No momento em que o nome Mordred saía da boca do servo, muitas pessoas começavam à cochichar umas com as outras

_E como foi essa luta? - Perguntou um garotinho, curioso. Todos paravam de cochichar.

_Bem... Merlin era o conselheiro de Artur, o homem que tomou o trono antes de Merlin! Ele era um homem alto, forte e, considerado por muitos, uma lenda! Mas num dia, Artur não acreditou no que Merlin disse... ele disse que o rei Artur iria morrer na Batalha de Camlann, nas mãos de Mordred. Mas Artur não acreditou, simplesmente o jogou para fora de seu castelo, chamando-o de louco. Merlin estava indignado com tudo aquilo, se sentia traído. Ele foi preso no porão do castelo, sem água, sem comida, sem nada.

O dia da Batalha de Camlann havia chego, do porão podia-se ouvir gritos e batidas, até que então uma enorme bola de ferro atingiu a parede do 1º andar, perfurando-a. A bola era pesada de mais, e quebrou o chão, caindo no porão, perto de Merlin.

Felizmente, Merlin ainda tinha forças para dominar elementos! Ele utilizou a bola de ferro e destruiu as grades da prisão, libertando-o.

Não foi difícil achar a saída do castelo, Merlin o conhecia na palma da mão, mas quando ele saiu, ele não viu Somerset como via antes, ele viu o inferno. O céu estava vermelho como sangue, havia corpos mortos no chão, e, daquela multidão, ouvia-se berros: "Merlin!!! Aqui!!!"

Era eu, estava lá batalhando, e me enchi de esperanças ao ver Merlin, ver que ele ainda estava vivo. Nós dois saímos de lá às pressas, procurando o Rei Artur... Merlin queria achá-lo antes que fosse tarde de mais.

Felizmente, conseguimos achar o lugar em que os dois lutavam, era uma luta intensa, Artur, com a espada Excalibur e Mordred, com uma outra espada. Merlin lançou uma rajada de ar contra o Mordred e o atingiu em cheio, mas ar não era o suficiente para detê-lo.

_Merlin!!! O que faz aqui? Achei que estavas morto! - Disse Artur, assustado.

_Não banque o tolo, Artur! Sei que estás feliz em me ver! - Disse Merlin, rindo.

_Covardes!!! Três contra um! É esse o estilo de luta do famoso Rei Artur? - Disse Mordred, observando os três, dando alguns passos para o lado.

_Fique fora disso Merlin, vá para longe daqui! Você e seu ajudante! Essa luta é minha. - Disse Artur, não tirando os olhos de Mordred.

_Não, Artur! Por favor, me escute!!! - Implorou Merlin.

_Tá legal! E qual é o seu plano? - Perguntou Artur.

_Precisamos derrotar Mordred juntos, e depois derrotar os homens de Mordred, só assim traremos paz para Somerset! Para isso, precisamos que você enfie a Excalibur no coração de Mordred, é o único jeito de derrotar à ele e aos seus homens!!! - Disse Paulo.

_Tá certo, deixem comigo! - Artur ia se preparando para a batalha. O mesmo fazia Mordred. Merlin e Paulo ficaram assistindo.

Os dois começaram a lutar, espada contra espada, murros contra murros e chutes contra chutes. A luta causava um certo nervosismo, pois a qualquer momento alguém poderia perder a vida. Merlin não conseguia se conter, por mais que Artur tivesse pedido, Merlin sentia-se obrigado a ajudar. Foi onde ele resolveu atirar uma rajada de fogo contra Mordred, mas o mesmo pegou Artur pelo braço e utilizou-o como escudo humano.

_Não!!! Artur!!! - Gritava Merlin, mas antes que pudesse fazer algo, Mordred pegava a Excalibur da mão de Artur e a enfiava no coração do mesmo. Em seguida, o corpo de Artur se desintegrava.

Todos ficavam aterrorizados com aquela cena, não havia nenhuma esperança, a não ser Merlin e a espada Excalibur.

_Como pôde matar o Artur??? - Berrou Paulo.

_Foi culpa minha... - Começou Merlin. - ... e eu sei que Artur sabia disso, do tanto que avisei... Mas não vou permitir que a morte dele tenha sido em vão!

O chão começava a tremer e um enorme pedaço do chão começava a flutuar. Merlin esmagava Mordred com o pedaço de terra. Mas aquilo não foi o suficiente. Mordred destruía o pedaço de terra e levantava-se, intacto.

_Seus poderes não são nada! Agora que Artur morreu, eu serei o novo rei de todo o mundo!!! - Disse Mordred, gargalhando.

Merlin e Paulo começaram a lutar contra Mordred, mas por mais que eles lutavam, por mais que eles usavam todas as suas forças, nada parecia possível, Mordred estava mesmo disposto à tomar o mundo todo. Mas nossos heróis estavam dispostos a proteger o mundo à todo o custo. Lutaram o máximo possível, até que Mordred nocauteava Paulo com um golpe na nuca, transformando uma batalha num duelo.

Mordred lançava algumas facas contra Merlin, e para se defender, Merlin levantava do chão um outro pedaço de terra, que protegia seu corpo das facas. Em seguida, lançava o mesmo pedaço de chão contra Mordred, mas o mesmo desviava com um salto.

Merlin atirava pedras para o céu, que fazia com que Mordred se distraísse olhando para cima, enquanto isso, das mãos de Merlin, surgia água, que ia rastejando na direção de Mordred, e no momento em que a água atingia os pés de Mordred, a água virava gelo, prendendo Mordred.

_Estás preso na minha armadilha, Mordred! O que farás agora? - Disse Merlin, arrancando a Excalibur da mão de Mordred.

Ignorando a pergunta, Mordred golpeava o gelo com murros, até quebrá-los e escapar da armadilha. _Não pode me pegar! Seus poderes não prestam!!! - Gargalhou Mordred.

_Eu estou com a poderosa espada de Artur, e mandarei você para o lugar de onde você veio... do inferno!!! - Merlin corria na direção de Mordred e começava a atacá-lo com a Excalibur, mas Mordred desviava dos ataques, ele possuía uma velocidade incrível, mas mesmo assim, Merlin não parava de atacar. Até que Mordred dava um golpe de mão aberta no peito de Merlin, que lançava-o longe.

_Vou lhe ensinar a não se meter com aqueles que são mais fortes... - Disse Mordred enquanto se aproximava de Merlin, que estava caído e inconsciente.

_Fique longe dele! - Berrou Paulo, empurrando Mordred para longe de Merlin.

_Você de novo? Já estou ficando cansado dessa luta! - Mordred se preparava para atacar Paulo mas, de repente, sentia que algo havia perfurado seu peito, seu coração... era a Excalibur, e quem havia atacado, era Merlin.

_Nunca dê as costas para seu inimigo... heh heh! - Disse Merlin.

De repente, o corpo de Mordred desintegrava e, o mesmo acontecia com os homens de Mordred. O céu ficava azul e a Terra estava em paz, novamente.

_Merlin... você destruiu Mordred e seus homens... você é o rei do mundo... como você...??? - Perguntou Paulo, não conseguindo acreditar.

_É como eu sempre digo Paulo, fingir sempre dá certo! - Disse Merlin, sorrindo.

_Hah hah! O senhor nunca disse isso mas... adorei!!! - Disse Paulo, emocionado.

_E foi assim que aconteceu a Batalha de Camlann, Mordred matou Artur, e Merlin matou Mordred, se tornando o novo rei do mundo! - Explicou Paulo.

_Incrível, foi emocionante! - Todos diziam.

O corpo de Merlin havia sido enterrado, agora, ele só está em nossos pensamentos, e na alma dos 6 bebês...

Após esta longa e emocionante história, todos começavam à colocar flores sobre o túmulo de Merlin, e, em seguida, saíam. Até restar apenas Paulo.

_Sei que nunca entendeu o meu motivo de ter tanta raiva de você... mas eu quero deixar tudo bem claro... - Começou Paulo. - Apesar de que tenhamos derrotado Mordred juntos, você levou todo o crédito! Você nem lembrava meu nome! Mas tudo bem... talvez seja a idade. Além de ter criado aquela Corte dos Dominus e nem ter me convidado. Peço perdão se eu tenho sido ridículo nos últimos anos... mas, eu me perdoo e... espero que o senhor me perdoe! Agora... estamos quites!

Paulo sorria e uma lágrima saía de seu olho, percorria seu rosto branco até seu queixo. Em seguida, caía sobre o túmulo de Merlin.
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MensagemAssunto: Re: À Prova de Tudo - A História.   Seg Jan 03, 2011 5:50 pm

O Dominador de Ar.


Matheus era um bebê de olhos azuis, e seu cabelo era branco acinzentado e muito liso. Ele apareceu nos Estados Unidos, no estado de Nevada, perto de uma cabana de madeira, na qual havia um homem, uma mulher e um menino. Matheus estava deitado no chão, coberto por um pano, e em sua testa, um pequeno símbolo, que indicava a dominação do ar.

A mulher escutou o bebê chorar, e correu para fora da cabana, perto do bebê deitado no chão. Ela o pegou no colo e ficou encarando-o.

_Querido! Olhe que bebê mais lindo... e o que é este negócio na testa dele? - Disse a moça, passando o dedo num símbolo chinês.

_Que estranhon querida! O cabelo dele é branco! - Disse o homem no meio de risadinhas.

_Não tem graça! Ele agora é nosso! E ele se chamará... Éter! - Disse a mulher.

Vários dias se passaram, já era dia de escola. O primeiro dia de aula nunca foi fácil para ninguém. Matheus era extremamente tímido, digamos que o que ele tinha de talento, ele tinha de timidez.

O dia foi passando, até que Matheus dava de cara com um garoto mais velho no pátio da escola.

_O que que você está olhando, seu estranho? - Perguntou o garoto.

_Nada não... - Respondeu Matheus.

_É claro que não!!! Hah hah! - O garoto pegava Matheus pelo ombro e jogou-o para o lado, o que fez Matheus enfurecer-se. - O que foi? Vai contar para a mamãe?

Matheus levantava-se, e antes de poder fazer algo, o garoto já vinha com um soco. Matheus movia a sua cabeça para o lado esquerdo, desviando do soco. Percebendo o erro, o garoto então atacava Matheus com um chute, mas Matheus conseguia agarrar seu pé, fazendo com que o garoto ficasse com apenas um pé no solo, até que Matheus dava uma pequena rasteira no pé que estava em contato com o solo, derrubando o garoto.

Os companheiros do garoto corriam para pegar Matheus, e, ao mover o braço, Matheus criava uma enorme onda de vento, que jogava todos para trás. Naquele segundo, Matheus sentia a maior dor de toda a sua vida, a dor ocorria na marca de sua testa, que brilhava sem parar.

_O que é isso, meu jovem? Brigando com seus colegas logo no seu primeiro dia? E dizem que as crianças são o futuro, que mundo é esse? - Disse o diretor, pegando Matheus pela camisa e levando-o para dentro de sua sala.

Ao chegarem na sala, o diretor colocava Matheus sentado numa carteira de madeira e o diretor sentava-se num banco de plástico, com uma almofada muito confortável. O que dividia os dois era uma mesa de madeira.

_Você é o tipo de garoto que nossa escola não precisa... aquilo que você fez no pátio, foi coisa do... - A voz do diretor sumia aos poucos, Matheus fechava seus olhos lentamente, e, dentro de sua mente, viu seu verdadeiro pai, Merlin.

_Você se tornou um belo garoto, Matheus, e sua dominação do vento foi ótima, mas precisa melhorá-la. - Disse Merlin.

_Quem é você? Quem é Matheus? - Perguntou Matheus.

_Tudo será revelado no momento certo... ache os Merlitens na caverna de La Pasiega, na Espanha, e tudo que precisa saber, será revelado. Em uma fração de segundo, Matheus viu-se na sala do diretor, e o mesmo estava na sua frente.

_Você não está me ouvindo? Eu disse que quero ver seus pais aqui amanhã!!! - Berrou o diretor.

_Eu tenho que ir! - Matheus correu o mais depressa possível e ao chegar em casa, começou a fazer as malas.

_O que pensa que está fazendo? - Perguntou o pai.

_Preciso chegar na Espanha, na caverna de La Pasiega, e preciso que me dê uma carona. - Respondeu Matheus.

_É brincadeira, não é? Para que você quer ir para a Espanha? E para esta tal caverna? Ouvi rumores de que esta caverna é Mal Assombrada! - Disse o pai.

_Eu tenho um... trabalho de escola para fazer lá, é extremamente importante! Por favor... leve-me para lá? - Perguntou Matheus.

_Mas teríamos dinheiro o suficiente para pagar apenas uma passagem... - Começou o pai.

_Mas pai! Eu quero muito!!! Por favor? - Implorou Matheus.

_Tá certo, você terá de ir sozinho. Mas lembre-se, evite ser visto, não sei se eles permitem crianças de 10 anos embarcarem em avião. - Disse o pai, pegando as chaves. - Te levarei ao aeroporto, lá você pega o avião que vai para a Espanha e você faz o que tem de fazer!

Os dois entravam no carro, e sem perder tempo, o pai ligava o carro. Minutos depois, no meio do caminho, o pai tentava puxar conversa.

_E então... você... ahh... vai fazer o que lá na Espanha? - Perguntou o pai.

_Uma peça de teatro... sobre... rei... Artur...? - Respondeu Matheus, estranhando o que havia dito.

_Rei Artur? Mas ele não era rei da Inglaterra? Ou será da França...? - Começou o pai.

_Ahh eu sei lá... só... disseram que era uma peça sobre rei Artur! - Finalizou Matheus.

O caminho já estava no fim. Agora era só comprar a passagem, curtir o vôo e encontrar os Merlitens. Ambos começavam à caminhar, até chegar numa mulher.

_Pai... por que simplesmente não dizemos que eu tenho 12 anos? - Cochichou Matheus.

_Nem pensar! Não quero filho meu mentindo por aí! E depois, você não tem cara de 12 anos! - Respondeu o pai, também cochichando.

_E então, quantos anos ele tem? - Perguntou a moça, uma moça gorda, estranha e mau humorada.

_12 anos!!! - Respondeu o pai imediatamente.

_Tanto faz! Pegue aqui menino! - A moça dava a passagem para Matheus, junto com algumas moedas de troco. O mesmo pegava a passagem o troco, e dava um forte abraço no pai.

_Não minta para mais ninguém... os caras daqui são espertos! - Cochichou o pai. - Boa sorte filho!

Matheus assentiu, e procurou algum lugar que estava escrito "Espanha". E após achar, Matheus entrava no avião que levava para a Espanha o mais rápido possível. Matheus ficava atrás de um casal de idosos.

_Opa opa, moço! Onde pensa que vai? Onde estão os seus pais? - Perguntou a moça que pegava as passagens.

_Puxa, o casal que entrou agora a pouco não lhe contou? Eu estou com eles! - Respondeu Matheus, nervoso.

_Tá certo, entre! - Disse a moça, pegando a passagem.

Matheus entrava no avião, e sentava-se, olhando tudo que havia a sua volta. Metade do objetivo estava cumprido. Só restava chegar na Espanha, encontrar a caverna de La Pasiega e pegar os Merlitens.

O tempo passou voando, literalmente, e já estavam chegando na Espanha. Quando tudo estava bem, algo acabou dando errado.

_Ei, você! Não devia estar aqui sozinho! - Disse a aeromoça.

_Ahh... err... está vendo aquele casal de idosos ali? - Matheus apontava para o casal de velhos que havia apontado antes. Eles estavam sentados do outro lado do avião, dormindo. - Eles são meus tios!

A aeromoça suspeitava um pouco e se aproximava dos idosos, até ser interrompida por Matheus.

_O que vai fazer??? - Perguntou Matheus. - Eles demoram muito para pegarem no sono! Se acorda-los agora, eles vão ficar furiosos com a senhora!

Então, a aeromoça sorria e saia andando. Matheus ficava aliviado, havia ultrapassado mais uma barreira. O avião ia aterrissando, Matheus via o aeroporto pela janela, sorridente e muito mais aliviado. Ele tirava o cinto de segurança e levantava-se. Todos saiam do avião, até que mais um obstáculo aparece.

_Ei! Não vai esperar os seus tios? Que vergonha, não? - Disse a aeromoça, apontando para o casal de idosos que já estavam se levantando.

_Tios? Nós nem conhecemos esse moleque! - Disse o velhinho.

A aeromoça e o casal de idosos olhavam para Matheus com rancor. Então, Matheus olhava para o outro lado e percebia que a porta estava aberta. Sem perder tempo, Matheus corria o mais rápido possível e se espremia entre as pessoas, conseguindo passar pela porta. E lá estava ele, no aeroporto da Espanha. Matheus mal começava a andar, e já o pegavam outra vez.

_Não deveria estar aqui sozinho garoto! - Disse um guarda.

_Mas eu tenho doze anos! - Disse Matheus.

_E quem disse que pode-se andar por aí sozinho com doze anos? Não pode andar por aí até que tenha quinze... ou será dezesseis... - Começou o guarda, confuso.

_Acho que é com dez que pode! - Disse um outro guarda.

_Bem, pode ser, mas para garantir, vamos levá-lo ao chefe para ver o que ele diz! - Terminou o guarda.

Matheus não podia desviar do caminho, então, Matheus dava uma rasteira, e de seu pé que passava pelo chão, saia uma forte rajada de vento, que lançava os guardas longe. Matheus corria e pegava o mapa da Espanha. A porta do aeroporto estava aberta, e ele conseguia sair, mas ao olhar em volta, vários guardas estavam lá, prontos para qualquer golpe que Matheus desse.

_Eu preciso mesmo ir à Caverna de La Pasiega!!! - Matheus pisava fortemente no chão, e uma forte onda de vento empurrava todos para trás, Matheus havia escapado.

Todos olhavam para Matheus, mas o mesmo não se importava com as outras pessoas. Matheus pegava um táxi e disse: "Para a caverna de La Pasiega!"

_Hm... certo... agora, me diga, para onde você quer ir? - Perguntou o motorista.

_Eu já disse, caverna de La Pasiega! - Repetiu Matheus.

_Ahh, você é um daqueles turistas que gostam de visitar lugares assombrados, certo? Tá legal então! - Disse o motorista, pisando fundo no acelerador. O caminho para a Caverna de La Pasiega estava livre e limpo. Até que finalmente chegaram.

_É o seguinte garoto, esse é o mais próximo que posso te deixar... - Disse o motorista, com o carro à 400 metros de distância da caverna. - ... é muito funda e pode ser que o carro não consiga subir... como você... MAS como você parece estar tão decid...

Matheus já havia saído do carro à tempos e no banco onde estava sentado, estava as moedas. O caminho era bastante escorregadio, Matheus se aproximava da entrada, quando...

_Ei você! - Disse um garoto, apontando a mão para Matheus, na qual a mesma estava pegando fogo. - O que faz aqui?

_Eu vim para descobrir o meu passado, apareceu um homem na minha mente... - Começou Matheus.

_Foi exatamente o que aconteceu conosco! - Disse uma garota que estava lá.

_Meu nome é Matheus, qual o nome de vocês?

_Eu sou Eric, e domino a terra!

_Sou Iara, e domino a água!

_Sou Lúcio, e domino o fogo!

_Incrível! Eu domino o ar... o que será que... - antes de Matheus terminar, um estrondo vinha de dentro da caverna, e em seguida, uma cortina de fumaça.

_Olha, esse buraco deve ser a entrada da caverna, e... parece ter luz lá dentro! - Disse Eric, apontando o dedo.

Todos pularam para dentro da caverna, e lá, estavam dois garotos lutando, um feito de metal, e outro parecia ser um humano comum. Podia-se ver uma porta no fundo da caverna, e nessa porta, havia cinco buracos, sendo que num, havia uma esfera de metal, e no centro deles, havia a marca de dois pés. Era um enigma? Ou uma prova?
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MensagemAssunto: Re: À Prova de Tudo - A História.   Seg Jan 03, 2011 5:51 pm

O Dominador de Terra.

Alemanha, Berlim, e lá estava Eric, um garoto de cabelo marrom, pele escura e de olhos castanho claro. Eric estava deitado no chão, da mesma forma que seu irmão Matheus.

Alguns homens com espadas se aproximavam do bebê, todos assustados.

_Viram isso? - Perguntava um dos homens.

_É um meteoro? - Perguntou um outro.

_Parece um bebê! E ele tem um símbolo na testa! - Respondia um outro.

_Ele será o nosso herdeiro! - Dizia um homem que aparecia em meio a multidão, com uma armadura feita de ouro.

Os homens pegavam o bebê, e começaram a caminhar pelas terras de Berlim. Todos eles passaram por muitas guerras durante dias e noites. Eram rebeldes que gostavam de conquistar terras.

Na medida da caminhada, os homens iam sumindo, até que restava apenas um homem, o líder, e um menino, Eric.

_Escute, filho, somos os únicos rebeldes que sobraram, e só resta uma terra para tomar-mos! - Dizia o pai.

_Certo, pai! - Dizia Eric.

Ambos se aproximavam de uma torre imensa, havia restos do Muro de Berlim no chão, eles passavam pelos restos do muro e seguiam em frente. Havia um imenso muro feito de concreto. Eric, ao se aproximar da parede, sentia uma forte ligação.

_O muro é alto de mais para escalar, temos que dar um jeito de arrombar! - Dizia o pai.

_E eu sei exatamente o que fazer! - Dizia Eric, levando os braços levemente para frente, e, depois, puxando-os para trás, fazendo com que um pedaço do concreto do muro venha à frente, caindo no chão.

_Como você...? Desde quando... ? - Perguntou o pai, não conseguindo acreditar no que tinha visto.

_Eu descobri agora, me senti ligado ao muro, como se eu fosse ele... eu pensei que todos pudessem fazer isso! - Respondeu Eric.

_Que eu saiba, ninguém faz isso! - Respondeu o pai.

A marca na testa de Eric brilhava e ardia, e em sua mente, aparecia Merlin, dizendo:

_Eric, você se tornou muito forte e valente, será um grande guerreiro, mas sua dominação de terra ainda precisa ser aprimorada!

_Eric? Quem é Eric? E como sabe que eu dominei a terra? Aliás, o concreto.

_Tudo será revelado, no momento certo... ache os Merlitens na caverna de La Pasiega, na Espanha, e tudo que precisa saber, será revelado.

Merlin desaparecia, e Eric via-se ao lado de seu pai.

_Você ouviu? - Perguntou Eric.

_Ouvi o que? - Perguntou o pai.

_Um homem... ele estava bem aqui na nossa frente! E você tinha sumido! - Disse Eric. - Preciso ir para a caverna de La Pasiega, na Espanha! Me dá carona, pai?

_Primeiro você enlouquece, e agora quer fugir? - Perguntou o pai, rigorosamente, já pegando sua espada e apontando para o filho. - Nenhum filho meu foge de uma batalha!

_Não me faça lutar contra você, pai! Eu preciso ir à Espanha! Já chega de tomar terras, isso é ridículo! - Respondeu Eric.

Sem dizer nada, o pai fez um movimento horizontal com a espada na direção da garganta de Eric, mas o mesmo se abaixava. Em seguida, Eric encostava sua mão no chão, e a terra em que ambos estavam em cima, parecia sugar os pés do pai de Eric.

_Ei, moleque! Me tire já daqui! Seu estranho!!! - Gritava o pai.

_Você não merece liberdade! Matou milhares de vidas, seu monstro! - Finalizou Eric. Em seguida, afastava-se do pai, e começava a fazer vários movimentos com as mãos. Uma onda de terra surgia do chão, e no topo da onda, estava Eric. Mas antes que Eric pudesse escapar, vários homens surgiam em cima do muro de concreto.

_Nós dois morreremos aqui! E é sua culpa!!! - Gritou o pai.

_Eu não morrerei aqui! Porque eu lutarei. E não se preocupe, não deixarei que morra, pois você cuidou de mim! - Disse Eric.

Eric movimentava suas mãos para frente, na direção do muro de concreto. O imenso muro tremia, e, assim, derrubando os homens que lá estavam. Eric virou as costas, e a onda na qual estava em cima, começou à se locomover em alta velocidade.

Segundos depois, Eric parou, não tendo idéia de em que direção ficava a Espanha. Ele andava pelas ruas de Berlim, perguntando à todos em que direção ficava o aeroporto. Ninguém sabia. Até que Eric teve uma idéia. Pisou fundo no chão, e o mesmo começou a subir, formando uma pequena torre, o suficiente para dar liberdade à Eric de poder ver a cidade que se escondia atrás dos prédios. Ele olhava em volta, o vento batia em seu rosto, dificultando a vista, mas ele conseguiu ver um avião decolando de longe.

Eric não perdeu tempo, desceu junto à torre e começou a se locomover com a onda de terra. Havia muitos prédios e casas no meio do caminho, mas nada o fazia parar, Eric escalava os prédios e casas sem dificuldade, graças à dominação de terra.

O aeroporto estava próximo, até que finalmente chegou. Ele foi entrando no aeroporto, e todos olhavam-no, pois suas roupas de rebelde não eram adequadas para tal lugar. Eric se aproximou de um guarda e perguntou:

_Onde fica o avião que vai para a Espanha?

O guarda não respondia.

Eric procurou um lugar em que estivesse escrito Espanha. E achou! Mas havia uma moça na frente da porta, que com certeza não o deixaria entrar. Só havia um jeito. Eric fez nascer do chão paredes enormes e finas, que trancaram a mulher. Eric, sem perder tempo, entrou na porta e liberou a mulher.

Mais tarde, o avião ia decolando, Eric ficou no banheiro, pois não havia lugar para ele sentar. A viagem foi longa, mas já estava no fim, o avião aterrissava, e Eric ainda estava no banheiro. E do lado de fora da porta, milhares de pessoas esperando a porta se abrir.

_Senhor, este é o último aviso, se não sair do avião agora mesmo, vamos abrir a porta e o senhor será multado! - Disse a aeromoça.

A porta do banheiro se abriu, e lá estava Eric. Muitas vozes se ouviam, "Ele é só um menino!", "Levem-no à polícia e deixem-no apodrecer na prisão, por culpa deste menino eu me urinei nas calças e não tenho lugar para me trocar!".

_Eu não tinha dinheiro pra comprar passagem, sinto muito! - Disse Eric, no meio das reclamações.

A aeromoça pegava Eric pelo braço, a porta do avião se abria, e apenas os dois saiam, pois os outros ficaram no banheiro.

_Te levarei para os guardas, eles saberão o que fazer. - Disse a aeromoça.

_Não mesmo! - Eric fazia alguns movimentos com a mão livre, e o chão sugava os pés da aeromoça. Sem perder tempo, fugiu.

No aeroporto, Eric procurou um mapa, mas não encontrou, mas viu um menino correndo com um pedaço de papel enorme na mão. Eric começou a correr atrás do menino, mas não deu tempo, ele pegou um táxi.

Eric novamente puxou a terra que estava pisando, formando uma onda, e então, a onda começou a se locomover. Havia muitos carros na rua, então Eric foi para a calçada, usando o mesmo truque. Alguns segundos, Eric se esbarrou com um menino e uma menina.

_Você não olha por onde anda? - Perguntou o menino.

_Desculpa, estava seguindo um garoto que está com o mapa da Espanha! Preciso chegar a Caverna de La Pasiega! - Disse Eric.

_Sério? Nós também! - Disse a menina. - Eu sou Iara, domino a água.

_Eu sou Lúcio, e domino o fogo. E, pelo visto, você domina a terra!

_Sim, isso mesmo! - Disse Eric. - A propósito, me chamo Eric!

_Prazer! Vamos, temos de correr, não aguento mais essa curiosidade! - Disse Lúcio. - Você pode nos levar para a caverna, como você estava fazendo antes?

_Claro! - Disse Eric.

Os três ficaram próximos, e a onda começou a se locomover. Segundos mais tarde, já via-se o táxi, mas o mesmo virava a esquerda, pois havia um imenso lago. Mas aquilo não era obstáculo.

_Quando eu falar três, vocês pulam na água! - Disse Iara. - Um, dois... três!!! - Os três pularam na água, mas a mesma se transformava em gelo. O gelo formava uma pequena onda, e a onda começava a se locomover, exatamente como Eric fez na terra.

_Impressionante! - Disse Eric.

_Obrigada! - Disse Iara, sorrindo.

O lago ia chegando ao fim, os três pularam na terra firme, e então, novamente, era a vez de Eric de dominar a terra. Podia-se ver a caverna, eles se aproximaram, mas não havia entrada, parecia que eles estavam no lado dela. Foi quando ouviu-se passos.

Lúcio foi correndo e viu um menino.

_Ei você! - Disse Lúcio, apontando a mão coberta de fogo para o menino. - O que faz aqui?

_Eu vim para descobrir o meu passado, apareceu um homem na minha mente... - Começou o menino.

_Foi exatamente o que aconteceu conosco! - Disse Iara.

_Meu nome é Matheus, qual o nome de vocês?

_Eu sou Eric, e domino a terra!

_Sou Iara, e domino a água!

_Sou Lúcio, e domino o fogo!

_Incrível! Eu domino o ar... o que será que... - antes de Matheus terminar, um estrondo vinha de dentro da caverna, e em seguida, uma cortina de fumaça.

_Olha, esse buraco deve ser a entrada da caverna, e... parece ter luz lá dentro! - Disse Eric, apontando o dedo.

Todos pularam para dentro da caverna, e lá, estavam dois garotos lutando, um feito de metal, e outro parecia ser um humano comum. Podia-se ver uma porta no fundo da caverna, e nessa porta, havia cinco buracos, sendo que num, havia uma esfera de metal, e no centro deles, havia a marca de dois pés. Era um enigma? Ou uma prova?
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MensagemAssunto: Re: À Prova de Tudo - A História.   Seg Jan 03, 2011 5:52 pm

O Dominador de Fogo.


África, Egito... Lúcio, um garoto ruivo, de olhos castanho claro e de pele clara estava no colo de uma moça muito bonita, de longos cabelos loiros e olhos azuis. E ao seu lado, um homem, com um pequeno cavanhaque. Extremamente ricos, donos de uma mansão.

Lúcio foi batizado de Tom. O tempo foi passando e Lúcio se tornou uma pessoa bastante agressiva. Levava bastante a sério as aulas de caratê, pois era o único estilo de luta que ele se dava bem, por mais que seus pais contratassem os professores mais experientes, nada adiantava, exceto o caratê.

Lúcio completava seu décimo aniversário, juntamente com seus irmãos, Lúcio estava muito feliz, tinha tudo que queria, não havia mais nada que seus pais pudessem lhe dar. Exceto poder.

_Faça um pedido, Tom! - Disse o pai.

_Eu quero mais poder! - Disse Lúcio.

_Mas, filho, isso é impossível! Só porque somos ricos por sermos donos do maior parque do Egito, não quer dizer que somos reis! Você precisa parar de ser tão egoísta! - Disse a mãe.

_Hah hah! Egoísta!!! - Dizia os amigos de Lúcio. Os parentes de Lúcio riam por causa de seu pedido. Humilhado, Lúcio lançou uma rajada de fogo contra uma parede, perto de um dos amigos. Naquele exato momento, o símbolo na testa de Lúcio brilhou e ardeu incontrolávelmente. Merlin estava lá, na sua frente. Todos haviam sumido.

_Lúcio... ah, Lúcio! Exatamente como planejei, você será o típico herói, valente e seu poder é incomparável. Mas não esfregue isso na cara de ninguém. O verdadeiro poder vem de dentro! - Disse Merlin.

_Lúcio? Meu nome é Tom! E exijo respeito. Você não sabe quem eu sou! - Respondeu Lúcio.

_Você não faz ideia de quem você é! Ache os Merlitens na caverna de La Pasiega, na Espanha, e tudo que precisa saber, será revelado. - Finalizou Merlin.

Lúcio voltava à festa, todos estavam lá, olhando para ele e para a parede.

_O que foi isso?- Perguntou uma tia.

_Eu QUERO ir à caverna de La Pasiega imediatamente! - Disse Lúcio.

_Não sem pedir desculpas ao seu amigo! Não faço ideia de como fez isto, mas eu não quero nenhum filho do demônio de baixo do meu teto! - Disse a mãe.

_Me desculpa, entenda essa viagem como uma fuga de mim desta família então! - Disse Lúcio.

Todos assentiram uns para os outros e levaram Lúcio para o aeroporto mais próximo. Tudo ocorreu bem, pois Lúcio, ao contrário de seus irmãos, era extremamente rico e estava acompanhado de seus pais.

Ao chegar na Espanha, Lúcio se despediu de seus pais.

_Mãe, pai, me desculpem se fui grosseiro todos esses anos. Mas prometo... eu JURO que irei compensar toda a minha grosseria! - Disse Lúcio, chorando.

Os pais, emocionados, sorriram para Lúcio, e o abraçaram fortemente.

_Podíamos te acompanhar! - Disse o pai.

Lúcio sentiu uma fortíssima dor de cabeça, e saiu algo de sua boca contra sua vontade.

_NUNCA!!! - Disse Lúcio. Segundos depois, Lúcio percebeu o que tinha dito. - Mãe... pai... eu não sei o que deu em mim... eu... - Os pais de Lúcio estavam voltando para o Egito.

Lúcio estava só, procurou por todos os cantos um mapa, até que deparou com uma menina.

_Oi... por que está chorando? - Perguntou a menina.

_Tive alguns problemas com meus pais... - Disse Lúcio. - Qual seu nome?

_Sou Iara! Problemas? Que problemas?

_Eu ataquei um amigo meu com fogo... é uma longa história, você me chamaria de louco! - Disse Lúcio.

_Fogo? Eu dominei a água para salvar à mim e à uma amiga minha!!! E eu achando que eu era a única a fazer isso! - Disse Iara. - Qual seu nome?

_Nossa, somos especiais!!! - Disse Lúcio, no meio de risadas. - Sou Lúcio! E você... também recebeu a mensagem?

_Sim, vamos, não devemos estar muito longe! - Iara e Lúcio se aproximavam do mapa.

_Vamos pegar o mapa! - Disse Lúcio.

_Não, nunca! - Disse Iara. - Olha, ao sairmos daqui, pegamos a direita e depois a esquerda...

Lúcio se distraía com a voz de Iara, nem prestava atenção no que ela dizia. "Ela é tão doce e inteligente. Honesta, a garota dos meus sonhos!"

_E então chegamos, é só isso! - Disse Iara. - Vamos!

_Não é mais fácil pegar um táxi? - Perguntou Lúcio.

_Mas não tenho dinheiro! - Disse Iara. Lúcio colocava as mãos nos bolsos, e pensou a mesma coisa.

Os dois começaram a correr, antes de se esquecerem do caminho, mas deram de cara com dois bandidos.

_Ora ora ora, olha quem está perdido no aeroporto. João e Maria! - Disse um dos bandidos.

_Passem a grana, ratos sujos! - Disse o outro bandido.

_Só pode estar falando de você! - Disse Iara.

_Ora sua... - O bandido pegava uma arma, mas Lúcio lançava uma rajada de fogo contra a arma, derretendo-a.

_Mas o que? - Disse um dos bandidos.

Iara assoprava na cara do outro bandido, congelando-a, e Lúcio, atacava o mesmo bandido com uma rasteira, restando apenas um, o que estava com a arma derretida.

_Como vai ser? Fogo ou água? - Perguntou Lúcio.

_Eu voltarei com mais homens, vocês já eram!!! - O bandido saiu correndo no exato momento, Lúcio e Iara ficaram surpresos um com o outro. Mas nem perderam tempo e correram para se esconder.

Começaram a andar entre prédios e casas, seguindo o caminho que haviam decorado no mapa.

No meio do caminho, encontraram vários bandidos, a luta não parecia ser mais fácil como havia sido antes.

_Vocês estão muito encrencados! Mexeram com o touro, agora levarão chifre. - Disse um dos bandidos.

Lúcio se lembrava do que Merlin disse, "O Verdadeiro poder vem de dentro". Lúcio então começou a soprar fogo, não para queimá-los, mas o suficiente para assustá-los.

Os bandidos ficaram, eles não estavam dispostos a fugir por nada no mundo. Parecia aquelas cenas de Faroeste, mas apenas os bandidos tinham armas. Mas Iara tinha um plano, pois percebeu que havia um jarro de água ao seu lado.

Sem perder tempo, os bandidos começaram a atirar, e Iara fez a água levitar e cobrir seus corpos, fazendo com que as balas atingissem a água, e ficassem lá, boiando. Lúcio esperou o momento em que os bandidos fossem carregar as armas, e quando esse momento chegou, Lúcio lançou várias rajadas de fogo contra os bandidos, mas as rajadas não eram para queimar, e sim para derruba-los. Lúcio e Iara fugiram.

No meio do caminho, acabaram se esbarrando em um garoto que estava sob uma onda de terra, todos caíram no chão.

_Você não olha por onde anda? - Perguntou Lúcio.

_Desculpa, estava seguindo um garoto que está com o mapa da Espanha! Preciso chegar a Caverna de La Pasiega! - Disse o menino.

_Sério? Nós também! - Disse Iara. - Eu sou Iara, domino a água.

_Eu sou Lúcio, e domino o fogo. E, pelo visto, você domina a terra!

_Sim, isso mesmo! - Disse Eric. - A propósito, me chamo Eric!

_Prazer! Vamos, temos de correr, não aguento mais essa curiosidade! - Disse Lúcio. - Você pode nos levar para a caverna, como você estava fazendo antes?

_Claro! - Disse Eric.

Os três ficaram próximos, e a onda começou a se locomover. Segundos mais tarde, já via-se o táxi, mas o mesmo virava a esquerda, pois havia um imenso lago. Mas aquilo não era obstáculo.

_Quando eu falar três, vocês pulam na água! - Disse Iara. - Um, dois... três!!! - Os três pularam na água, mas a mesma se transformava em gelo. O gelo formava uma pequena onda, e a onda começava a se locomover, exatamente como Eric fez na terra.

_Impressionante! - Disse Eric.

_Obrigada! - Disse Iara, sorrindo.

O lago ia chegando ao fim, os três pularam na terra firme, e então, novamente, era a vez de Eric de dominar a terra. Podia-se ver a caverna, eles se aproximaram, mas não havia entrada, parecia que eles estavam no lado dela. Foi quando ouviu-se passos.

Lúcio foi correndo e viu um menino.

_Ei você! - Disse Lúcio, apontando a mão coberta de fogo para o menino. - O que faz aqui?

_Eu vim para descobrir o meu passado, apareceu um homem na minha mente... - Começou o menino.

_Foi exatamente o que aconteceu conosco! - Disse Iara.

_Meu nome é Matheus, qual o nome de vocês?

_Eu sou Eric, e domino a terra!

_Sou Iara, e domino a água!

_Sou Lúcio, e domino o fogo!

_Incrível! Eu domino o ar... o que será que... - antes de Matheus terminar, um estrondo vinha de dentro da caverna, e em seguida, uma cortina de fumaça.

_Olha, esse buraco deve ser a entrada da caverna, e... parece ter luz lá dentro! - Disse Eric, apontando o dedo.

Todos pularam para dentro da caverna, e lá, estavam dois garotos lutando, um feito de metal, e outro parecia ser um humano comum. Podia-se ver uma porta no fundo da caverna, e nessa porta, havia cinco buracos, sendo que num, havia uma esfera de metal, e no centro deles, havia a marca de dois pés. Era um enigma? Ou uma prova?
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MensagemAssunto: Re: À Prova de Tudo - A História.   Seg Jan 03, 2011 5:52 pm

A Dominadora de Água.


Antártica, Iara, uma linda garota de longos cabelos loiros e olhos de cor violeta, estava numa imensa cidade no meio da Antártida. Os pais de Iara lhe deram o nome de Carol. Apesar do imenso frio e das milhares gripes que Iara teve, ela se tornou uma menina linda e saudável.

_Mãe, estou indo para a escola! - Disse Iara, do lado de fora da sua casa.

_Beijo filha, boa sorte! - Disse a mãe do lado de dentro da casa.

Iara andava calmamente pela neve, e, na estrada de neve, passavam vários carros. Um dos carros parou perto de Iara. O vidro de trás se abriu, e ali, apareceu o rosto de uma menina.

_Ei, Carol, quer uma carona? - Perguntou a menina.

_Ah, Lisa! Que susto! Eu quero sim, obrigada! - Disse Iara, entrando no carro.

_E então... Carol, como foi com seu pai? Ele te deixou ir ao passeio? - Perguntou Lisa.

_Sim, ele deixou! Ele sabe o quanto eu adoro água! - Disse Iara, sorrindo. - E o seu pai?

_Meu pai... - Começou Lisa.

_Bem, já que Carol vai... então, Lisa, você também pode ir! - Disse o pai de Lisa, enquanto dirigia.

_Sério, pai? Brigada!!!

_Será muito divertido! Imagine, nós duas e todos da nossa sala num Parque Aquático enorme!!! - Disse Iara.

As duas ficaram planejando o passeio, até que chegaram à escola. O tempo passou voando, e já era hora de ir. Novamente, o pai de Lisa estava lá, para buscar Iara e Lisa.

As duas entraram no carro, e o mesmo começou a andar.

_E então, está tudo decidido? - Perguntou Iara.

_Sim! Eu passarei na sua casa amanhã às... que tal... às 8 e meia? - Perguntou Lisa.

_Sim, eu estarei pronta até lá! - Respondeu Iara.

O carro parou e Iara saiu do carro.

_Até amanhã Carol! - Disse Lisa.

Iara sorriu e entrou em sua casa, onde acabou dando de cara com sua mãe.

_Ah, mãe! A Lisa também vai ao passeio amanhã! - Disse Iara.

_Er... filha... eu sinto muito mesmo... mas acho que você não poderá ir à esse passeio. Sua avó virá aqui amanhã, e você sabe o quanto ela odeia quando está faltando alguém na família! - Disse a mãe.

_Mas mãe, nós planejamos tudo o dia inteiro, não pode pedir à ela? - Perguntou Iara.

_Sinto muito, já está decidido! - Disse a mãe.

Iara ficou furiosa, e correu para dentro do quarto, batendo a porta. A mãe, suspirou de tristeza ao ver que a filha não aceitou muito bem. Ao entrar no quarto, Iara se aproximou de seu guarda roupa e pegou algumas roupas e um biquíni. Em seguida, tirou a mochila de suas costas e guardou as roupas dentro. Lá já havia um salgadinho que ela havia comprado naquele dia.

_Carol... - Disse a mãe, abrindo a porta do quarto, Iara fechava a mochila. - Eu sei o quanto está brava comigo, mas... ah... quer saber...

_Não, mãe! Está tudo bem! Fez o certo. Eu que... esqueci como a vovó é! Me desculpe! - Disse Iara, sorrindo.

_Ah Carol... - As duas se abraçaram, e, em seguida, se soltaram. - Vamos, o jantar já está na mesa!

A mãe de Iara saía do quarto, Iara suspirava, aliviada. No outro dia, de manhã, Iara abria a janela de seu quarto devagar, e em seguida, pulava. Ao chegar na frente de sua casa, ela esperou alguns minutos e o carro de Lisa chegou.

_E então, nervosa? - Perguntou Lisa ao abrir a porta do carro.

_Nem um pouco! - Disse Iara, entrando no carro.

O carro partia. Durante a viagem, Iara e Lisa falavam sobre o que havia nas mochilas, até que finalmente chegaram.

_Obrigada pela carona! - Agradeciam Lisa e Iara, ambas saindo do carro.

Sem perder tempo, correram para perto dos outros alunos.

_Lisa e Carol... - Disse a professora, anotando o nome das duas. - ... agora não falta mais ninguém.

Todos foram para dentro do parque, observando os peixes e outros animais marinhos que haviam lá. Após uma volta pelo parque, chegou a hora da diversão, todos foram para a piscina.

_E então, você gosta de nadar, Lisa? - Perguntou um menino, em seguida, empurrou-a dentro da piscina dos adultos.

_Lisa! Qual o seu problema David? - Perguntou Iara, estendendo o braço para que Carol pudesse pegar, mas a mesma não alcançava.

_Vocês, suas estranhas! - Respondeu David, empurrando Iara na água.

As duas estavam na piscina se afogando, até que Iara, levantou os braços e a água formou uma onda enorme, e Iara e Carol estavam sobre ela. Iara fez mais um movimento com a mão, e a onda empurrou David para a piscina de crianças.

Iara sentia uma dor imensa na marca de sua testa e caiu dentro da piscina de adultos junto com Lisa. Dentro da água, ela viu Merlin.

_Iara, fugir de sua casa daquela maneira foi uma atitude vergonhosa, mas crianças são crianças, achei muito divertido! Agora... sua dominação de água foi perfeita, mas ainda tem alguns truques que você precisa aprender! Encontre os Merlitens, na caverna de La Pasiega, na Espanha, e tudo que precisa saber, saberá. E só para constar, Iara, é seu nome!

Antes que Iara pudesse dizer algo, ela via-se deitada no chão, ao lado de Lisa.

_Carol, Lisa, vocês estão bem? - Perguntou a professora.

_Preciso ir à Espanha! - Disse Iara, levantando-se.

_O que? A água afetou seu cérebro, não foi? - Perguntou um menino.

_Me levem até lá, ou... afogarei vocês!!! - Disse Iara.

Com medo, a professora levou Iara para o ônibus, onde o motorista estava escutando música.

_Motorista, nos leve para o aeroporto! - Disse a professora. - Eu volto já, crianças. Fiquem aí!

_O que? Não posso levar vocês lá, eu tenho coisas para fazer, sabia? - Disse o motorista.

_Ah sim, como dormir, ouvir música e perder tempo!! - Disse Iara, olhando tudo em volta.

O motorista resmungou, e ligou o ônibus. - Vamos, sentem-se! - Iara e a professora se sentaram, e esperaram a viagem acabar.

Ao chegarem, Iara e a professora se levantaram. O motorista levantou-se também.

_Pronto, chegamos! Agora caiam fora do meu ônibus!- Disse o motorista.

_Aqui, tome algumas moedas, não posso ir com você! Se cuida!- Disse a professora.

_Obrigada! - Iara pegou as moedas e saiu do ônibus. O ônibus saiu em disparada.

Iara entrou no aeroporto e dirigiu-se ao balcão.

_Eu gostaria de uma passagem para Espanha! - Disse Iara.

_E eu gostaria de ter um outro emprego! - Disse o balconista, entregando a passagem e pegando as moedas.

Iara olhou assustada para o balconista, e saiu andando, procurando o avião que levava à Espanha. Até que achou.

_É esse o avião que leva à Espanha? - Perguntou Iara para o guarda.

_Você não leu o letreiro? Senhor, dai-me paciência! - Disse o guarda.

Iara entregou a passagem para o guarda e entrou no avião, em seguida, sentou-se.

A viagem foi extremamente rápida. O avião pousava, Iara saía voando do avião, procurando um mapa, até que viu um menino.

_Oi... por que está chorando? - Perguntou Iara.

_Tive alguns problemas com meus pais... - Disse o menino. - Qual seu nome?

_Sou Iara! Problemas? Que problemas?

_Eu ataquei um amigo meu com fogo... é uma longa história, você me chamaria de louco! - Disse o menino.

_Fogo? Eu dominei a água para salvar à mim e à uma amiga minha!!! E eu achando que eu era a única a fazer isso! - Disse Iara. - Qual seu nome?

_Nossa, somos especiais!!! - Disse o menino, no meio de risadas. - Sou Lúcio! E você... também recebeu a mensagem?

_Sim, vamos, não devemos estar muito longe! - Iara e Lúcio se aproximavam do mapa.

_Vamos pegar o mapa! - Disse Lúcio.

_Não, nunca! - Disse Iara. - Olha, ao sairmos daqui, pegamos a direita e depois a esquerda...

Lúcio se distraía com a voz de Iara, nem prestava atenção no que ela dizia. "Ela é tão doce e inteligente. Honesta, a garota dos meus sonhos!"

_E então chegamos, é só isso! - Disse Iara. - Vamos!

_Não é mais fácil pegar um táxi? - Perguntou Lúcio.

_Mas não tenho dinheiro! - Disse Iara. Lúcio colocava as mãos nos bolsos, e pensou a mesma coisa.

Os dois começaram a correr, antes de se esquecerem do caminho, mas deram de cara com dois bandidos.

_Ora ora ora, olha quem está perdido no aeroporto. João e Maria! - Disse um dos bandidos.

_Passem a grana, ratos sujos! - Disse o outro bandido.

_Só pode estar falando de você! - Disse Iara.

_Ora sua... - O bandido pegava uma arma, mas Lúcio lançava uma rajada de fogo contra a arma, derretendo-a.

_Mas o que? - Disse um dos bandidos.

Iara assoprava na cara do outro bandido, congelando-a, e Lúcio, atacava o mesmo bandido com uma rasteira, restando apenas um, o que estava com a arma derretida.

_Como vai ser? Fogo ou água? - Perguntou Lúcio.

_Eu voltarei com mais homens, vocês já eram!!! - O bandido saiu correndo no exato momento, Lúcio e Iara ficaram surpresos um com o outro. Mas nem perderam tempo e correram para se esconder.

Começaram a andar entre prédios e casas, seguindo o caminho que haviam decorado no mapa.

No meio do caminho, encontraram vários bandidos, a luta não parecia ser mais fácil como havia sido antes.

_Vocês estão muito encrencados! Mexeram com o touro, agora levarão chifre. - Disse um dos bandidos.

Lúcio se lembrava do que Merlin disse, "O Verdadeiro poder vem de dentro". Lúcio então começou a soprar fogo, não para queimá-los, mas o suficiente para assustá-los.

Os bandidos ficaram, eles não estavam dispostos a fugir por nada no mundo. Parecia aquelas cenas de Faroeste, mas apenas os bandidos tinham armas. Mas Iara tinha um plano, pois percebeu que havia um jarro de água ao seu lado.

Sem perder tempo, os bandidos começaram a atirar, e Iara fez a água levitar e cobrir seus corpos, fazendo com que as balas atingissem a água, e ficassem lá, boiando. Lúcio esperou o momento em que os bandidos fossem carregar as armas, e quando esse momento chegou, Lúcio lançou várias rajadas de fogo contra os bandidos, mas as rajadas não eram para queimar, e sim para derruba-los. Lúcio e Iara fugiram.

No meio do caminho, acabaram se esbarrando em um garoto que estava sob uma onda de terra, todos caíram no chão.

_Você não olha por onde anda? - Perguntou Lúcio.

_Desculpa, estava seguindo um garoto que está com o mapa da Espanha! Preciso chegar a Caverna de La Pasiega! - Disse o menino.

_Sério? Nós também! - Disse Iara. - Eu sou Iara, domino a água.

_Eu sou Lúcio, e domino o fogo. E, pelo visto, você domina a terra!

_Sim, isso mesmo! - Disse Eric. - A propósito, me chamo Eric!

_Prazer! Vamos, temos de correr, não aguento mais essa curiosidade! - Disse Lúcio. - Você pode nos levar para a caverna, como você estava fazendo antes?

_Claro! - Disse Eric.

Os três ficaram próximos, e a onda começou a se locomover. Segundos mais tarde, já via-se o táxi, mas o mesmo virava a esquerda, pois havia um imenso lago. Mas aquilo não era obstáculo.

_Quando eu falar três, vocês pulam na água! - Disse Iara. - Um, dois... três!!! - Os três pularam na água, mas a mesma se transformava em gelo. O gelo formava uma pequena onda, e a onda começava a se locomover, exatamente como Eric fez na terra.

_Impressionante! - Disse Eric.

_Obrigada! - Disse Iara, sorrindo.

O lago ia chegando ao fim, os três pularam na terra firme, e então, novamente, era a vez de Eric de dominar a terra. Podia-se ver a caverna, eles se aproximaram, mas não havia entrada, parecia que eles estavam no lado dela. Foi quando ouviu-se passos.

Lúcio foi correndo e viu um menino.

_Ei você! - Disse Lúcio, apontando a mão coberta de fogo para o menino. - O que faz aqui?

_Eu vim para descobrir o meu passado, apareceu um homem na minha mente... - Começou o menino.

_Foi exatamente o que aconteceu conosco! - Disse Iara.

_Meu nome é Matheus, qual o nome de vocês?

_Eu sou Eric, e domino a terra!

_Sou Iara, e domino a água!

_Sou Lúcio, e domino o fogo!

_Incrível! Eu domino o ar... o que será que... - antes de Matheus terminar, um estrondo vinha de dentro da caverna, e em seguida, uma cortina de fumaça.

_Olha, esse buraco deve ser a entrada da caverna, e... parece ter luz lá dentro! - Disse Eric, apontando o dedo.

Todos pularam para dentro da caverna, e lá, estavam dois garotos lutando, um feito de metal, e outro parecia ser um humano comum. Podia-se ver uma porta no fundo da caverna, e nessa porta, havia cinco buracos, sendo que num, havia uma esfera de metal, e no centro deles, havia a marca de dois pés. Era um enigma? Ou uma prova?
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MensagemAssunto: Re: À Prova de Tudo - A História.   Seg Jan 03, 2011 5:54 pm

Em Busca dos Merlitens.

Brasil, Santa Catarina, Rupert, um garoto de cabelo prateado, olhos cinzas e de pele clara, estava deitado no chão, em baixo da chuva, cobrido por um manto de ouro. Um cachorro se aproximou do bebê e deu uma mordida no manto. Em seguida, saiu correndo, carregando o bebê, levando-o para uma casa.

_Dingo? O que você trouxe? - Perguntou um homem de cabelos longos e olhos castanhos e um pequeno cavanhaque. - Minha nossa... é um bebê!

O homem pegava o bebê com cuidado. - Ele é... diferente... - Disse o homem, encarando-o.

_Ele tem... uma aura diferente! - Disse o cachorro, se transformando em um rapaz, que possuía cabelos lisos e castanhos. - Será ele um dos filhos que Merlin enviou?

_Não faço idéia, ele... não parece ter poder, mas... não sei explicar... - Disse o homem.

_Deveríamos levá-lo à Corte dos Dominus. - Disse o cachorro.

_Sim, mas antes, temos de treiná-lo! - Disse o homem.

Os anos foram se passando, o homem ensinava ao menino uma das lutas mais conhecidas no Brasil, a capoeira.

_Bem, por hoje é só! Você está muito forte... - Disse o homem.

_Quando é que você me dará um nome? - Perguntou Rupert.

_Bem... - O homem olhou para baixo, e olhou para Rupert novamente. - Olha, deixe-me lhe explicar!

_Há muitos anos, Merlin, um mago muito poderoso, fundou um pequeno grupo de jovens magos, esse grupo se chamava Corte dos Dominus. Merlin nos contou sobre a futura Batalha de Camlann, poucos foram os que acreditaram em Merlin, mas Ramsés, um dos jovens que fazia parte da corte, e que tinha muita inveja de Merlin, começou a contar mentiras sobre Merlin. Final da história: Todos deixaram-no só. Mais tarde, Merlin tornou-se conselheiro de Arthur, mas o mesmo também não acreditou nesta batalha...

_Mas espere aí, não pode pular para o final? - Perguntou Rupert.

_Merlin criou 6 filhos, e você é um deles! Ele nos avisou! Avisou à todos da corte! Você é o RUPERT! - Disse o homem.

_E qual o meu poder? - Perguntou Rupert.

_Bem... seu poder... não tem...! Você foi escolhido para manter o controle entre os outros 4, ou melhor, 5! - Disse o homem.

_Isso é ridículo! O que esse Merlin tem na cabeça? Deixe-me adivinhar! NADA! Ah, já sei, então vai dizer que eles tem poderes incríveis, e eu não? - Perguntou Rupert.

_Ele quer que você encontre os itens que ele criou, ele quer que você seja o Merlin, quer que você derrote o 6º irmão, o irmão que Merlin criou ao morrer. - Respondeu o homem num tom grosso.

Rupert abaixava a cabeça. - Desculpe mestre, é que... eu sou só um menino, eu não queria nada disso...

_Ah, qual é? É divertido ter poderes! Venha, vamos dormir, depois, te levarei à Espanha! É lá que estão os Merlitens!

Já era à noite, o mestre de Rupert e seu cachorro estavam dormindo, exceto Rupert.

_Mestre? - Disse Rupert.

O mestre não respondeu.

_MESTRE! - Berrou Rupert.

_O que? - Perguntou o mestre.

_Posso lhe fazer uma pergunta? - Perguntou Rupert.

_Você já fez! - Disse o mestre, rindo. - Brincadeira, o que foi?

_Qual o seu poder... e o que aconteceu com a corte dos... er... - Começou Rupert.

_Dominus? - Completou o mestre. - Bem, eu tenho a capacidade de absorver poderes... naquela época... esse poder não era grande coisa, se havia uma coisa praticamente impossível, era encostar a mão no adversário e sugar seu poder! Agora, a corte, ela está em pedaços, todos se separaram após a Batalha de Camlann, pois perceberam de que Ramsés era um mentiroso, um traidor.

_E quantas pessoas faziam parte dessa corte? - Perguntou Rupert.

_Ah, era impossível contar, num dia entrava um, noutro dia saía outro. E assim ia. - Respondeu o mestre.

_Mestre, eu quero encontrar os itens que Merlin criou! - Disse Rupert.

_Eu achei que não queria... achei que eu é que teria de convidá-lo! Mas parece que eu me enganei sobre você, você parece ser o Merlin em pessoa! Será uma honra levá-lo até a Espanha! - Disse o mestre.

_Podemos ir agora? - Perguntou Rupert.

_Você está mesmo disposto à ir agora? - Perguntou o mestre.

_Estou mais do que disposto!!! - Disse Rupert. - Vamos lá!

Os três saíram de casa, Rupert, seu mestre e o cachorro, à caminho do aeroporto. Foi tudo tranquilo, pois Rupert tinha alguém mais velho com ele e dinheiro. Até que chegaram na Espanha.

_Bem, é isso Rupert, me acompanhe! - Disse o mestre, andando até a saída do aeroporto da Espanha.

_Esse é o caminho que você seguirá! - O mestre passou a mão pelo rosto de Rupert, e o mesmo via uma corda azul que levava para o meio dos prédios.

_Você não vem comigo, mestre? - Perguntou Rupert.

_Sinto muito, mas não, Merlin não me deixaria chegar perto do local, mas, por outro, lado, ficarei aqui na Espanha, ouvi dizer que eles servem um prato chamado Gaspacho, que é uma sopa fria à base de vegetais! Delícia! - Disse o mestre, rindo.

_Rupert fez uma cara de nojo, e em seguida, sorriu. - Obrigado, mestre! Obrigado, Dingo! Espero poder vê-los mais tarde... - Rupert abraçava os dois.

Quando ele começou a seguir a corda imaginária, ele ouviu a voz de seu mestre.

_Rupert! - Disse o mestre, sorrindo. - Nunca abaixe sua guarda!

Rupert sorriu, e saiu correndo. O caminho foi longo, até ele perceber que a corda levava à uma caverna, Rupert foi para lá.

Ao entrar na caverna, várias chamas se ascenderam, iluminando um corpo feito de metal.

_Eu estive esperando você, Rupert! - Disse o corpo de metal. - Você e nossos outros irmãos!

_Quem é você? Você é o 6º irmão? Como chegou aqui? - Perguntou Rupert.

_Eu sou Nilo, o último irmão! Eu domino o metal, e você não vai tirar as minhas chances de me tornar rei! - Disse Nilo, um garoto feito de metal da cabeça aos pés. Possui um cabelo negro e os olhos escuros e vazios.

_Ah eu vou sim! Eu... - Antes de fazer algo, Rupert via uma esfera de metal sair da mão de Nilo, e essa esfera se encaixava num dos cinco buracos que havia na porta.

_O que está fazendo? - Perguntou Rupert.

_Nós todos somos a chave para esta porta, nesses buracos, nós todos colocaremos uma parte de nós nesta porta, no seu caso, você deve colocar seus pés nesta marca! - Disse Nilo, apontando para as marcas na porta.

_Eu nunca abriria esta porta para você! Eu vou adquirir os itens e vou manter a paz em nossa família! - Disse Rupert.

_Você vai tentar! - Disse Nilo, enquanto seus braços se transformavam em espadas.

Rupert se preparava, Nilo corria em sua direção e atacava várias vezes com a espada, mas Rupert desviava. Numa fração de segundo, Rupert atacava o rosto de Nilo com um Parafuso, jogando-o no chão.

_Sua dominação de metal não é fort... - Antes de Rupert terminar a frase, o braço de Nilo se esticava e acertava o rosto de Rupert com um soco no rosto, empurrando-o para trás. Enquanto isso, Nilo se levantava.

Uma lança de metal saía do braço de Nilo, e voava na direção da testa de Rupert, mas o mesmo conseguiu se abaixar e atacar Nilo com uma rasteira, derrubando-o. Rupert se afastava.

_Eu já estou ficando cansado disso! - Das mãos de Nilo, surgia uma enorme esfera de metal, em seguida, lançou-a contra Rupert. Por pouco Rupert não escapava, mas ele correu o suficiente para escapar da esfera, que atingiu a parede e formou uma imensa cortina de fumaça.

Durante a corrida, Rupert tropeçava numa pedra e caia no chão. Nilo aproveitava a situação e formava uma espada nas mãos. Rupert levantou-se sem demora e correu na direção de Nilo, até que ambos ouviram passos.

Eram quatro jovens, três meninos e uma menina, eles ficaram encarando Rupert e Nilo.

_Vocês? São vocês os outros filhos de Merlin? - Perguntou Nilo, rindo.

_Merlin, quem é Merlin? - Perguntou um dos meninos, ficando em posição de luta. - Eu sou o Lúcio, e domino o fogo!

_Provavelmente é o homem que apareceu em nossas mentes! - Disse a menina, também ficando em posição de luta. - Eu sou Iara.

_Meu nome é Matheus, domino o ar!

_Eu sou Eric, e domino a terra!

Todos da família estavam lá, em posição de luta.

_Ah, graças à Deus! - Disse Nilo. - Irmãos, eu sou Nilo, e eu domino o metal. E esse menino, ele... ele quer roubar a única coisa que nosso pai nos deixou!

_O que? Isso é mentira! Eu fui treinado por um dos jovens da Corte dos Dominus, fundada pelo próprio Merlin!- Disse Rupert.

_E qual o nome deste seu mestre? - Perguntou Nilo.

_É... ele não me disse! - Disse Rupert, abaixando a cabeça.

_Estão vendo? Ele quer roubar nosso tesouro, ele só pensa nele mesmo! - Disse Nilo.

_Já chega! - Qual seu nome, o cara de lata? - Perguntou Eric.

_Nilo! - Disse o mesmo, com a cara emburrada.

_E o seu? - Perguntou Iara, apontando para Rupert.

_Rupert... - Disse o mesmo.

Iara pensou em voz baixa, e disse.

_É isso, nós seis, aqui dentro, formamos o nome MERLIN! - Disse Iara.

_É, mas destas seis letras, apenas o N deve permanecer vivo! - Disse Nilo, e suas mãos se transformavam em espadas novamente.

_Preparem-se, gente! - Disse Matheus.
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MensagemAssunto: Re: À Prova de Tudo - A História.   Seg Jan 03, 2011 5:54 pm

Briga de Irmãos.


Nilo corria na direção de Eric e se preparava para atacar, mas Eric formava uma parede de terra em sua frente. Nada podia parar Nilo, ele destruía a parede e atacava o rosto de Eric, fazendo um pequeno corte, jogando-o para o lado. Lúcio se aproximava com uma rajada de fogo, mas o fogo não era pário para o metal.

_Elementos não o destroem!! - Gritou Rupert.

_Que tal água? - Perguntou Iara.

_Mas não tem água aqui! - Respondeu Matheus, atacando Nilo com socos.

_Eu buscarei! - Disse Iara, correndo.

_Eu não permitirei! - Disse Nilo, ficando na frente de Iara.

_E eu não permitirei que você não permita... que... ah... - Começou Matheus, dando uma voadeira no rosto de Nilo, jogando-o para o lado.

Iara saiu da caverna, agora restavam Matheus, Eric, Rupert e Lúcio contra Nilo.

_Você pagará por isso, Matheus! - Nilo lançava vários espinhos de metal contra Matheus. Eric formava uma barreira de terra, fazendo com que os espinhos fiquem encravados na parede. Em seguida, Eric pisava fortemente no chão e a parede de pedra com os espinhos dava um pequeno giro, agora os espinhos encravados estavam apontados para Nilo. Sem perder tempo, Eric socou a parede e os espinhos voaram na direção de Nilo, mas o mesmo não sofreu dano algum.

_Lúcio! - Disse Eric, levantando uma enorme pedra do chão.

Lúcio ficou atrás de Eric [ uns 3 metros ] e lançou uma poderosa rajada de fogo, forte o suficiente para transformar a pedra num Meteoro. A enorme pedra flamejante atingiu Nilo em cheio, deixando-o embaixo das pedras. Os irmãos ficaram quietos, até que perceberam que o chão se transformava em metal.

_Mas o que? Como ele pode fazer isso? - Perguntou Rupert.

Nilo se levantava das pedras, em seguida, levantava os braços. Espinhos enormes surgiam em volta do pescoço de cada um que havia lá.

_Agora, me escutem! - Berrou Nilo. - Coloquem seus poderes naquela porta e vocês viverão!

Os irmãos se entreolharam e assentiram. Lúcio lançou uma rajada de fogo num dos buracos, Matheus lançou uma esfera de ar noutro buraco.

_Aqui! Lance isto! - Disse Nilo, entregando um pedaço de pedra para Eric, onde o mesmo a lançou no buraco. - Agora só falta a Iara, eu encontrarei ela e trarei ela aqui! Nem pensem em sair!

Nilo deixava a caverna, os irmãos se entreolharam novamente.

_O que faremos agora? - Perguntou Rupert.

_Primeiro, temos que nos soltar... - Começou Lúcio. - E depois...

_Nossa, você nem sabe, cabeção! - Completou Matheus.

_Qual é o seu problema? Estamos todos na mesma situação, sabia? - Perguntou Lúcio.

_Gente, precisamos nos concentrar aqui! No agora, gente! - Cortou Rupert.

_Ah, então você tem uma ideia, Rupert? Algo que Lúcio não teve! Conta aí! - Disse Matheus.

_Bem... é que... - Começou Rupert.

_Ele esqueceu! Viu? Viu só? Burro, você ficou tagarelando aí e fez ele esquecer! - Disse Lúcio.

_Ele não tem plano, gênio! E eu não sou tagarela! - Respondeu Matheus.

_Eu sei que sou gênio, e fico feliz por você admitir! - Disse Lúcio.

_Admitir? Está dizendo que você é melhor que eu? - Perguntou Matheus.

Durante o bate boca, Rupert tentou empurrar os espinhos de ferros apontados para sua garganta, tentando escapar, mas não conseguia.

_Aquele seu fogo não foi forte o bastante! O que foi aquilo? - Perguntou Matheus.

_Eu não tenho culpa se Eric não fez uma pedra de metal! - Disse Lúcio.

_Eu tenho um plano! - Disse Rupert, sorrindo.

_Aleluia, finalm... - Começou Lúcio.

_Eric, o Nilo transformou a terra da caverna em metal, você pode transformar o metal em terra novamente? - Perguntou Rupert.

_Eu... eu não sei... eu... - Começou Eric.

_AGORA! - Berrou Rupert.

_Ai! - Disse Eric, fechando os olhos, começando a se concentrar no metal.

_Vamos... vamos... - Repetia Lúcio, sentindo Nilo se aproximar com Iara.

O metal ia se transformando em terra, mas quando o chão ia se transformar completamente em terra, ele virou metal novamente.

_Opa! Essa foi por pouco, Eric! - Disse Nilo, segurando Iara pelo braço. - Aqui, domine isso Iara, e não tente nenhuma gracinha! - Disse Nilo, colocando o balde de água no chão.

_Nem pensar! - Disse Iara, mas antes de fazer algo, Nilo já criava vários espinhos de metal em sua volta.

_Vamos! - Berrou Nilo.

Iara não tinha escolha, principalmente ao ver os outros elementos nos buracos, Iara lançou uma esfera de água no último buraco. Em seguida, as marcas de pés na parede ascendiam.

_Agora, o prato principal! - Disse Nilo, se aproximando de Rupert.

_Você pode arrancar meus pés, pois eu não abrirei aquela porta para você!! - Disse Rupert.

_Você não cansa de resistir? Admita Rupert, vir até aqui foi a pior coisa que você fez, depois de ter nascido! - Disse Nilo, rindo. - Mas tudo bem, eu tenho outra opção!

Nilo pisou fortemente no chão, fazendo com que os espinhos que estavam em volta de Rupert descessem, em seguida, atacou Rupert com uma rasteira, fazendo-o cair de costas no metal, desmaiando.

_E agora, o grande final! - Disse Nilo, levantando os braços, um tipo de mesa de metal crescia do chão, e em cima, estava Rupert. A mesa estava na altura das marcas de pés. Em seguida, a mesa dirigiu-se até as marcas, ligando os pés de Rupert com as marcas de pés da parede.

A caverna inteira tremia e a porta se abria lentamente, revelando os Merlitens dentro de uma sala.

_Amém! Consegui!!! - Nilo correu até os Merlitens e os equipou. Em seguida, começou a brilhar.

_Agora eu sou imortal!!! EU ESTOU À PROVA DE TUDO!!! - Disse Nilo, gargalhando.

A alma de Merlin aparecia na frente de Nilo.

_Muito bem, Nilo. Espero que use bem esses itens! - Disse Merlin.

_Você está maluco? Eu serei o novo rei do mundo!!! - Disse Nilo. - Como se sente em relação à isso.

Merlin abaixou a cabeça e olhou novamente para Nilo.

_Não destrua seus irmãos, Nilo, eu imploro! Seja o novo rei do mundo, mas não os destrua! Eu... - Antes de Merlin terminar, Nilo atacava a alma com uma rajada de fogo, fazendo a alma desaparecer.

Nilo saía da sala e lá estavam os irmãos, exceto Rupert, que estava inconsciente.

_Puxa, devo ter libertado-os sem querer, mas tudo bem, pois será aqui o vosso túmulo! - Disse Nilo.

_Nunca!!! Soco Flamejante!!! - Disse Lúcio, atacando Nilo com um soco de fogo, porém o mesmo parecia não sentir.

Nilo pegava a mão de Lúcio e o lançava contra seus irmãos, derrubando todos. Até que finalmente saiu da caverna.

_Adeus, irmãos!!! - Nilo abaixava as mãos e a montanha começava a desabar. Eric segurou um pouco a caverna que caía, mas era pesada de mais, até que ela parou de tremer. Várias pedras caíam na entrada da caverna, trancando-os lá. Eric, sem forças, desmaiava, junto com seus irmãos.
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MensagemAssunto: Capítulo 9.   Seg Jan 03, 2011 5:55 pm

Surge uma Luz.


Estava tudo no maior silêncio, a escuridão tomava conta do lugar, até que as pedras da entrada começaram a tremer. Uma forte luz surgia e as pedras explodiam, revelando uma pessoa. Em seguida, tudo ficava escuro novamente.

_Nilo! - Berrou Rupert, levantando-se de uma cama.

_Opa, devagar aí amigo! - Disse um jovem. - Vocês apanharam feio, hein?

_Você não faz ideia do que passamos! - Respondeu Rupert, olhando seus irmãos dormindo.

_É, eu não tenho! E nem quero ter... Rupert! - Disse o jovem.

_Como sabe meu nome? - Perguntou Rupert.

_Eu sabia que vocês viriam! Permita-me apresentar-me! - Disse o jovem. - Eu sou Diego, Vice Presidente da Corte dos Dominus e tenho o poder da luz!

_Minha nossa, o Vice Presidente? - Disse Rupert, assustado. - Eu não sabia, me perdoe!!!

_Que nada, Rupert! Vocês são filhos de Merlin, eu que devo pedir perdão por não ter uma casa tão bonita, para que vocês possam se sentir à vontade! - Disse Diego.

_Prefiro sua casa do que a caverna! - Disse Rupert, sorrindo, mas parou de sorrir ao ver que Diego não achava graça nenhuma. - Err... então tá, né?

_O que vai fazer agora? - Perguntou Diego.

_Preciso achar meu mestre, ele pode me dar alguns conselhos e dicas para meu... nosso próximo passo! - Respondeu Rupert. - Aliás, você conhece um membro da Corte dos Dominus, que luta capoeira e absorve poderes?

Diego olhou seriamente para Rupert. - Você não se aproximou dele, certo?

_Na verdade, ele me ensinou tudo o que eu sei! - Respondeu Rupert. - Por que?

_Ele é Ramsés! O cara... - Começou Diego.

_Que traiu meu pai??? - Gritou Rupert. - Por que ele não me disse nada???

A porta da casa se abria, e o mestre de Rupert, Ramsés, aparecia.

_Não diga mais nada, Diego! - Disse Ramsés.

_Você... você estava ouvindo atrás da porta? Isso é... ridículo Ramsés, você não cresceu nada??? - Perguntou Diego.

_Ai... o que está acontecendo? - Perguntou Iara, acordando.

_Iara... - Disse Ramsés, se aproximando de Iara.

_Afaste-se dela! - Disse Rupert.

_Eu não vou machucá-la! - Disse Ramsés.

_Você me machucou! Tanto que machucou à mim e aos meus irmãos! - Disse Rupert.

_Você não entenderia, Rupert! - Retrucou Ramsés.

_Não entenderia? Ramsés, eu quase morri lá na caverna! Se você realmente se preocupasse comigo, você teria me ajudado... - Começou Rupert.

_Eu te disse que Merlin não permitiria! - Finalizou Ramsés.

_Então como Merlin permitiu que Diego nos ajudasse? - Perguntou Rupert.

_Porque... ele me pediu! - Disse Diego.

Naquele momento o telhado da casa de Diego era arrancado fora, Nilo estava lá, flutuando.

_Eu sabia que não morreriam tão fácil, mas essa briga entre vocês, ISSO eu já previa! - Disse Nilo, rindo., enquanto os irmãos acordavam.

_É bom aproveitar os Merlitens, pois pegaremos eles de volta sem misericórdia! - Disse Rupert.

_Venham pegá-los! - Nilo lançou várias rajadas de fogo contra os 5 irmãos, Diego e Ramsés, mas todos conseguiram se esconder.

_Pai... me ajuda... ele pegou os itens, nunca o pegaremos de volta... me ajuda!!! - Disse Rupert, em baixo da mesa.

_Você precisa deixar de ser egoísta, Rupert! Eu ajudarei vocêS! Lembre-se, vocês 5 estão juntos, e depois, confie no Ramsés e no Diego! Apesar de tudo, eles serão bons aliados, eu sinto isso! - Disse a alma de Merlin.

_E o que eu faço agora? - Perguntou Rupert.

_Vocês precisam reunir a Corte dos Dominus, eles são magos extremamente poderosos que podem ensinar à você e aos seus irmãos técnicas incríveis! - Disse Merlin.

_E como os encontraremos? - Perguntou Rupert.

_Hm... a marca! - Disse Merlin. - Todos os membros da Corte dos Dominus possuem uma marca na barriga, no seu caso e no dos seus irmãos, a marca está na testa! Vocês precisam fazer uma ligação... ligar os membros da corte! - Disse Merlin.

_E quantos membros são? - Perguntou Rupert.

_Hm... é impossível contar, porque... - Começou Merlin.

_Porque a cada dia entrava um e saía outro! - Completou Rupert.

_Puxa, não me lembro de ter dado à você a habilidade de adivinhar! - Disse Merlin, sorrindo. - De fato, os membros da Corte dos Dominus possuem a habilidade de se comunicarem uns com os outros! Peça à Diego ou à Ramsés que ensinem à vocês esta habilidade e usem-na para reunir a Corte!

A mesa se destruía, e Nilo estava lá, encarando Rupert e a alma de Merlin.

_Já chega, Nilo! Esta batalha está durando de mais! Vou acabar com você eu mesmo! - Disse Merlin, fazendo um sinal para que Rupert e os outros fujam escondidos.

_Acabar comigo? Você é só poeira, nada mais que isso! Acha que pode me atingir? - Perguntou Nilo, rindo.

Enquanto isso, os 5 irmãos, Diego e Ramsés fugiam da casa, planejando o próximo passo.

_Olha, galera, precisamos ir para um lugar onde Nilo não pode nos achar! - Disse Ramsés.

_O que Merlin te disse, Rupert? - Perguntou Matheus.

_Bem, é o seguinte... - Começou Rupert.

Voltando para a casa de Diego, lá estavam os dois, pai e filho se encarando.

_Como foi o inferno... Mordred? - Perguntou Merlin.

Nilo abria os olhos. - Como ousa... quer saber? Foi legal, planejei toda a minha ressurreição, e ela está ocorrendo conforme o planejado! - Respondeu Mordred, agora, conforme revelado.

_Você não faz ideia do que passei quando você nasceu, eu me arrependo tanto...! - Disse Merlin.

_VOCÊ é quem não faz ideia do que passei após minha morte, agora, será SUA vez de conhecer o inferno! - Mordred voou até Merlin e agarrou-o pelo pescoço, em seguida, os dois sumiram.

Segundos depois, ambos caíram num chão avermelhado e quente. Merlin abriu os olhos e viu fogo para todos os lados, ele estava no inferno.

_Minha nossa, este lugar fede à beça, o que você comeu, Mordred? Deixe-me adivinhar, flocos de fogo? - Perguntou Merlin, rindo.

_Vamos ver se você vai contar piadas quando eu matar você! - Disse Mordred, lançando rajadas de fogo contra Merlin.

Algumas rajadas, Merlin desviava, outras, ele desfazia com outras rajadas de fogo. Em seguida, Merlin lançava pedaços de terra contra Mordred, porém o mesmo desfazia-os com socos e chutes.

_Você não tem chances contra mim! Esta é minha terra, meu lar, meus poderes são mais fortes aqui! - Disse Mordred, gargalhando.

_Tem razão, vamos para minha casa então! - Disse Merlin, correndo na direção de Mordred e encostando sua mão na testa do mesmo, em seguida, os dois sumiam.

Mordred abria os olhos e via milhares de nuvens. - Onde estou...? - Perguntou Mordred.

_Você não gostou? É minha casa! Aqui você não manda de jeito nenhum! - Disse Merlin.

_Você... você que pensas! - Disse Mordred, lançando uma enorme rajada de fogo.

Merlin assoprava a rajada, e movia seus braços, puxando a água do ar para os mesmos. Em seguida, lançava um enorme espinho de gelo.

Mordred desviava e, junto com Merlin, movia os braços, formando uma corrente de água em cada braço. Os dois se atacavam com os chicotes, até que Merlin atacou as pernas de Mordred com a corrente, derrubando-o. A água das correntes caiam sobre Mordred, congelando-o.

Merlin olhou para Mordred, e antes que pudesse dar um passo, o gelo se derreteu e a água do chão levitava e atacava o rosto de Merlin, formando vários cortes, fazendo o mesmo andar para trás.

_Hora de acabar com isso, pai! - Disse Mordred, pegando novamente Merlin pelo pescoço e em seguida, sumir com Merlin.

Merlin caía novamente no chão do inferno, exceto Mordred, que ficava flutuando graças à um tornado.

_Servos! - Disse Mordred, e, segundos depois, vários monstros surgiam do meio do fogo.

_Sempre soube que você era covarde, mas nunca pensei que seria tão covarde a ponto de pedir ajuda e fazer uma luta de 3 contra 1! - Disse Merlin, rindo.

_Como ousa, eu... - Antes de Mordred terminar, Merlin lançava uma rajada de água na cara de Mordred e congelava-a.

_Chega de papo! - Disse Merlin, enquanto Mordred derretia o gelo de seu rosto.

Os dois monstros se aproximavam de Merlin. Merlin levantava o braço direito, uma linha de fogo rodeava Merlin, que começava dos pés e parecia entrar na mão de Merlin. Em seguida, Merlin abaixava o braço com força total, socando o chão e formando uma enorme onda de fogo, desintegrando os monstros.

_Não me envergonhe, Mordred! - Disse Merlin.

_O que... como ousa! Seu... grrr... - Mordred desceu e correu até Merlin, atacando-o com vários socos e chutes flamejantes. Merlin desviava de todos.

_Você não pode me acertar com golpes físicos! - Merlin segurou uma das mãos de Nilo e lançou-o para o lado. Mordred caiu e rolou. _ Nem na sua casa, você me vence!

_Pai... por que me fizestes assim? - Perguntou Mordred.

Merlin olhou seriamente para Mordred. - Você mesmo o fez assim!

_Eu não queria nada disso! Eu herdei tudo o que tinha de ruim no senhor, por que essa injustiça? - Perguntou Mordred, se levantando e começando a rodear Merlin.

_Não! Não foi minha culpa! Deu algo errado naquela noite! - Respondeu Merlin.

_Então... se deu algo errado, é porque você falhou! - Sussurrou Mordred no ouvido de Merlin, enquanto formava uma espada de gelo em seu braço.

Merlin arregalava os olhos e se abaixava, enquanto a espada de gelo passava por sua cabeça a alguns centímetros de distância. Vendo naquela situação uma oportunidade, Merlin atacava Mordred com uma rasteira, fazendo-o cair de cabeça na terra quente do inferno. Merlin se levantava, olhando Mordred, desmaiado.

_Eu NUNCA falhei! Até mesmo para você! - Merlin virava as costas e se preparava para se teletransportar, até que Mordred lançava uma rajada de água em Merlin, congelando-o.

_Acabou de falhar! - Disse Mordred, se levantando e descongelando apenas a cabeça de Merlin. - Achou que um golpe desses iria me derrotar? NUNCA! Sabe aquele dia?

Os dois começavam à se lembrar...

Mordred se preparava para atacar Paulo, quando Mordred percebeu que algo havia atravessado seu peito, seu coração... era a Excalibur, e quem havia atacado, era Merlin.

_Nunca dê as costas para seu inimigo... heh heh! - Disse Merlin.

_Quando você atacou meu coração com a Excalibur, meu corpo se desintegrou, o mesmo aconteceu com o de Artur! Caso você não tenha percebido, a espada estava velha, e um pedacinho dela ficou dentro da minha alma! Um terço do poder dela está dentro de mim! Eu existirei enquanto a espada existir! - Disse Mordred, rindo. - Bem, continuando, então, eu fiquei um tempo sem corpo, sem nada, até que você, com essa ideia ridícula de criar os seus filhinhos, esqueceu de finalizar o feitiço, e eu, EU MESMO o obriguei a utilizar mais uma vez aquele feitiço naquela noite e criar um corpo de metal, só o corpo, e eu, estaria dentro dele...

_Por que está me contando isso? - Perguntou Merlin.

_Só quero deixar claro o que aconteceu aquela noite e agradecer por esta segunda chance de me tornar o rei do mundo, mas não se preocupe, serei melhor que você! - Respondeu Mordred.

_E o que vai fazer? Me matar? - Perguntou Merlin.

_Agora não, primeiro, quero deixá-lo aqui, preso no inferno, sentindo o que senti, passando o que passei! - Respondeu Mordred. - E nem fique triste, voltarei assim que matar seus irmãos!

_SERVO!!! - Gritou Mordred, enquanto um monstro aparecia.

_Leve esta "coisa" para o mais fundo buraco de todo o inferno! VÁ!!! - Ordenou Mordred, e em seguida, sumia.

_Ohh eu odeio este cara!!! - Disse o monstro.

_Jura? Você poderia me ajudar... - Disse Merlin, sorrindo.
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MensagemAssunto: Capítulo 10.   Seg Jan 03, 2011 5:56 pm

Aprendendo Coisas.

Os 5 irmãos, Ramsés e Diego estavam sentados em círculo, em volta de uma fogueira no meio de uma floresta, exceto Rupert, que estava atacando pedras num lago.

_Então, estão todos de acordo em irmos morar em minha casa na Itália? - Perguntou Ramsés.

_Eu topo, ouvi dizer que eles tem bons vinhos lá! - Disse Diego.

_Você não é muito novo para beber vinho? - Perguntou Ramsés.

_Nossa, é vinho, não cerveja e nem cachaça. - Respondeu Diego.

_Rupert... você topa? - Perguntou Ramsés.

Rupert andava até o círculo e sentava-se entre Matheus e Lúcio.

_Eu não sei... só queria saber onde Merlin está... e Nilo também... - Começou Rupert.

_Nilo? - Perguntou Eric. - Eu nunca mais quero ouvir a voz daquele cara! Espero que papai tenha acabado com ele!

_Não acredito que perdemos! - Disse Iara. - Chegamos tão perto...

_Que nada, Iara! Vocês lutaram bem... só o que precisam é de mais trabalho em equipe! - Disse Diego.

_Nossa, me lembrei! Papai disse para vocês nos ensinarem a ligação da Corte dos Dominus! - Disse Rupert.

_Ih, tô fora, faltei essa aula! - Disse Ramsés.

Todos olharam para Ramsés com desprezo.

_Diego...? - Perguntou Matheus.

_Ah... er... bem, aí é que está! Faz muito tempo que aprendemos, então... - Começou Diego.

_Você esqueceu??? - Completou Rupert num tom alto. Em seguida, um arbusto começava a se balançar.

_Quem está aí? - Perguntou Lúcio, se levantando.

Ninguém respondia, todos se levantavam e se aproximavam do arbusto, em seguida, um pé surgia no meio do arbusto num movimento horizontal, atingindo o rosto de Rupert, Eric e de Ramsés, nocauteando-os, deixando apenas Diego, Iara, Lúcio e Matheus de pé, pois haviam se abaixado.

Diego levantava os braços e um enorme raio atingia os arbustos, queimando-os, mas antes do raio atingir o arbusto, alguém pulava do arbusto.

_Quem... são vocês...? - Perguntava uma pessoa dentro da sombra.

_Nós? Você que apar... - Começou Iara.

_EU moro aqui, vocês estão na minha casa! Quem são vocês? - Perguntou o ser novamente.

_Olha, eu sou Diego, aquele cara ali que você derrubou é Ramsés, o outro... - Começou Diego.

_Diego? Ramsés? - Perguntou o ser que saía de baixo da sombra, revelando ser um homem de cabelos brancos e espetados e roupas rasgadas.

_Clark? - Perguntou Diego.

_Conhece ele? - Perguntou Iara.

_Claro que sim, ele é... era da Corte dos Dominus! - Respondeu Diego.

_Era? Ah sim, é porque não existe mais, não é? - Perguntou Matheus.

_Não só por isso, Clark foi expulso da Corte! - Respondeu Diego.

_Por que? - Perguntou Lúcio.

_Porque eu imitei o Merlin! - Disse Clark, rindo.

_Imitou? Como assim? - Perguntou Iara.

Clark mudava de forma e seu corpo se tornava igual ao de Iara.

_Puxa, isso é... impressionante! - Disse Iara.

Clark voltava ao normal e olhava aos outros caídos no chão. - O que houve com eles?

_Eles foram vítimas do seu chute de boas vindas! - Disse Matheus, com um olhar de desprezo.

_Hm... triste! Quem são eles? - Perguntou Clark.

_Bem, aquele ali é Ramsés, o outro ali é o Eric, e o último é o Rupert! - Disse Diego, apontando para os desmaiados.

_Eles são os filhos de Merlin? - Perguntou Clark.

_Exatamente! - Respondeu Diego.

_Poxa, eles são lentos! - Disse Clark.

_Ei!!! - Iara, Lúcio e Matheus ficavam encarando Clark.

_Ah, com exceção de vocês que desviaram! - Disse Clark, sorrindo. - Mas... e então, vocês estavam falando sobre a ligação dos membros da Corte dos Dominus?

_Você sabe como ligar os membros??? - Perguntou Lúcio, esperançoso.

_Não, fui expulso antes de ter aprendido esta técnica! - Disse Clark.

_Nossa, não acredito! - Todos resmungaram.

Clark olhou todos desanimados e sem esperança, pois sabiam de que Nilo poderia aparecer em qualquer segundo.

_A Montanha dos Dominus... - Disse Clark num tom baixo.

_O que disse? - Perguntou Matheus, que estava ao lado de Clark.

_Hm? O que? - Todos perguntavam.

_É isso!!! A Montanha dos Dominus, lá há uma corrente que liga todos os membros da Corte dos Dominus!!!

_Incrível! - Gritou Rupert se levantando do chão.

_Então, estamos esperando o que? - Perguntou Matheus.

_Ramsés e Eric acordarem! - Disse Clark, rindo.

Todos riram, e se deitaram. A noite foi se passando...

_Montanha dos Dominus? - Perguntou Eric, pulando do chão. - Mas hein? Todos dormiram?

Eric se deitou novamente e dormiu.

O céu se fechou e a chuva caiu sobre toda Puente Viesgo, todos foram acordando conforme as gotas de chuva atingiam seus rostos.

_Nossa, ninguém merece! - Resmungou Eric.

_Muito bem pessoal, vamos acordando! - Berrou Clark, batendo palmas.

Todos se levantavam, resmungando e bocejando.

_Muito bem pessoal, vamos ter de viajar pela terra, não podemos usar avião! - Disse Clark.

_Por que não? Tem medo de altura? - Perguntou Lúcio.

_Nah! Eu tive uns problemas... - Disse Clark, começando a se lembrar dos "problemas".

_Eu não acredito que vocês não vão me deixar entrar! - Berrou Clark.

_Senhor, se falar conosco mais uma vez neste tom, o senhor descobrirá se é possível quebrar uma janela com o rosto! - Disse o guarda do aeroporto, rindo.

_Mas por que não posso entrar? - Perguntou Clark.

_Primeiro porque você fede! Segundo porque você é malcriado! Terceiro porque você fede!!! - Berrou o guarda. - Agora suma antes que alguém te veja perto de mim!

Clark saía do aeroporto, pegava um tijolo no chão e atacava no vidro do aeroporto. Em seguida, saía correndo.

_Nunca mais volte aqui! Seu imundo!!! - Berrou o guarda.

_Ah, os bons e velhos tempos... - Disse Clark.

_Hm? O que? - Todos perguntaram, se entreolhando.

_Errr... então... certo, precisamos de uma estratégia! - Disse Clark.

Todos sentaram-se em círculo, em baixo da chuva.

_Olha... - Começou Clark. - O metal é controlado pelo fogo, porque somente o fogo pode o derreter. O metal é produzido por sua vez pela terra, porque tem que ser escavado fora da terra.

_Então, foi por isso que, quando Nilo transformou a terra em metal, eu pude transformar o metal em terra novamente? - Perguntou Eric.

_Exatamente! - Disse Clark, sorrindo. - Então, para um bom trabalho em equipe, o correto seria Lúcio esquentar a temperatura do local e fazer Nilo derreter, e em seguida, Eric o transformaria em terra! É genial!

_Mas, Nilo poderia esfriar a temperatura, pois agora ele sabe de todas as dominações! - Disse Iara.

_Não se alguém distraí-lo! - Disse Clark, piscando para Iara e Rupert.

_Então, resumindo, uma nova técnica em equipe, para vocês quatro! Rupert e Iara distraem Nilo. Enquanto isso, Lúcio cria uma esfera de fogo tão quente que pode derreter Nilo. E depois de lançada, Eric o transforma em terra, e depois, vocês sabem! - Disse Ramsés!

_Podemos colocar um nome na técnica? - Perguntou Matheus. - Seria... Huotu?

_Arroto? - Perguntou Lúcio, rindo.

_Não! Huǒtǔ! Que significa Fogo e Terra em chinês! - Disse Matheus.

_Impressionante! Como sabe o que significa fogo e terra em japonês? - Perguntou Ramsés.

_Eu estava fazendo um trabalho sobre os elementos na escola! - Respondeu Matheus.

_Certo, vamos cortar o papo! Precisamos ir para algum lugar onde não tenha chuva! Provavelmente Merlin disse que nós saberíamos como fazer a ligação... - Começou Clark, percebendo o olhar triste de Rupert. - Mas eu, Ramsés e Diego ajudaremos vocês à aprenderem mais técnicas, só para passar o tempo e melhorar suas dominações!

Todos se levantaram e começaram a caminhar no meio da floresta, Iara criava um tipo de guarda-chuva feito de água, para proteger à todos da chuva e evitar um resfriado.

_Seguinte galera, precisamos criar nossa própria casa para praticar, e como aqui é terra firme, só uma pessoa pode fazer algo... - Disse Diego, olhando para Eric, porém o mesmo nem percebia que estavam olhando para ele.

_Eric! - Disse Rupert, cutucando-o.

_Ah, tá certo! - Eric movimentava suas mãos circularmente e um buraco formava-se no chão, Eric pulava dentro do mesmo e abria os braços, empurrando as paredes para dar mais espaços. Enquanto isso, os outros pulavam dentro do buraco.

_E agora... - Iara começava a manipular a água da chuva que entrava na caverna pelo buraco, e Eric criava um tipo de balde de terra. Iara colocava a água no balde.

Lúcio lançava uma rajada de fogo nos cantos da caverna, iluminando-a, e Eric fechava o buraco da entrada. Iara congelava um pouco as paredes da caverna, para não ficar tão quente.

_Certo, vamos começar o treino! - Ordenou Diego. - Vamos criar técnicas duplas, triplas e em equipes. Vamos começar por ordem, fiquem em fila!

_Matheus! - Disse Ramsés, e Matheus dava um passo à frente.

_Certo, vamos começar com técnicas duplas, como só eu tenho poderes de batalha neste lugar, eu treinarei eles, se não se importarem! - Disse Diego, olhando para Clark e Ramsés, e os mesmos entendiam. - Vamos começar com técnicas individuais!

_Eu sei uma técnica! - Matheus começou a girar os braços, formando uma esfera de ar. Em seguida, lançou a esfera de ar contra Clark, derrubando-o sem querer.

_É, muito bom! Mas a pontaria... - Disse Diego, Ramsés abaixou a cabeça, rindo.

_Chega galera, não temos tempo para brincadeiras! - Disse Clark, em seguida, percebeu que sua mão estava congelada. - Iara!!!

_Quer que eu derreta? - Perguntou Lúcio, rindo.

_Quer um choque? - Perguntou Diego.

_Aí Diego, se mexer com Lúcio vai levar um soco! Quer um soco? - Perguntou Eric.

_Heh heh, é disso que estou falando! Trabalho em equipe! - Disse Diego. - Andem, vamos continuar...

Então, todos começaram a treinar técnicas novas. Todas as técnicas foram postadas nas páginas de cada personagem. Exemplo: Caso queira saber as técnicas que Eric aprendeu, vá em Against Everything Wiki, procure em Personagens e Eric e lá estarão as técnicas!
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MensagemAssunto: Capítulo 11.   Seg Jan 03, 2011 5:57 pm

Capítulo 11

A Alma do Lago.

Enquanto todos treinavam, Nilo, ou melhor, Mordred aparecia de pé na ponta da Torre Eiffel, na França. Em seguida, alguns monstros surgiam no lado dele, flutuando.

_Vamos meus súditos, procurem os filhos de Merlin e os membros da Corte dos Dominus! - Disse Mordred, cruzando os braços.

Os monstros se separaram, cada um foi para uma direção. Eram no total 13 monstros. Nilo fechou os olhos e viu o que seus irmãos viam.

_Montanha dos Dominus, é? - Perguntou Mordred. - Não se eu chegar primeiro!

Mordred saltou da ponta da Torre e começou a escorregar numa velocidade incrível. Segundos depois, Mordred salta e, de suas mãos e de seus pés, saem fogo, e Mordred voa como um foguete.

Enquanto isso...

_Tá legal, acho que já chega por hoje! - Disse Diego um pouco machucado.

_Eu concordo! - Disse Lúcio, se jogando no chão, exausto.

_Vamos para o Monte Everest amanhã! - Disse Clark, na forma de um dragão.

_M... Monte Everest? - Perguntou Iara. - Mas o que faremos lá???

_Ora, é onde nos encontrávamos! - Respondeu Diego.

_Achei que o nome era Montanha dos Dominus! Agora é Monte Everest? - Perguntou Rupert.

_O nome original é Monte Everest! Montanha dos Dominus é apenas o codenome! - Respondeu Diego.

_Certo, agora que sabemos de tudo, vamos dormir! - Finalizou Ramsés, enquanto todos se deitavam.

A noite foi passando, até que Iara acordou.

"Hm... ninguém acordou ainda..." - Pensou ela, levantando-se.

Iara puxava o gelo das paredes e usava-os para abrir um buraco no teto.

_O que está fazendo? - Perguntou Eric.

_Eu queria sair um pouco daqui! - Disse Iara, tentando fazer o buraco, até que finalmente surgia um buraco.

_Puxa, conseg... - Iara começava à festejar, até perceber que Eric era quem havia feito o buraco. - ... valeu!

Eric sorriu e levantou as mãos, fazendo com que o chão em que Iara pisava, empurrasse-a para cima. Em seguida, deitou-se novamente.

Iara começava à andar pela floresta, chegando à margem de um lago.

_Mãe... pai... que saudades...- Iara se ajoelhava em frente ao lago.

O lago começava à brilhar, e, do mesmo, saía a alma de uma pessoa.

_Quem é você? - Perguntou Iara.

_Eu sou Shuǐ, a água... em forma de alma... - Disse a alma.

Iara, para ter a prova de que ela era água, tentou manipular a alma. E conseguia! De fato, Iara sentia-se ligada à Shuǐ.

_O que faz aqui? - Perguntou Shuǐ.

_Ah, eu sou Iara, filha de Merlin, estava com meus irmãos e uns amigos lá numa caverna, praticando. - Respondeu Iara.

_Merlin? Aquele que morreu há alguns anos? - Perguntou Shuǐ. - Eu já vi ele... no mundo dos mortos!

_E você falou com ele? - Perguntou Iara.

_Eu não falo... com almas boas... - Disse Shuǐ, com um sorriso malicioso.

Iara olhou firmemente para Shuǐ, até que a mesma, em questão de milésimos, aparecia cara a cara com Iara.

_Fica longe de mim! - Iara jogava os braços para frente, empurrando Shuǐ para trás.

_Sua dominação não é nada comparada à minha! - Disse Shuǐ, fazendo vários movimentos com as mãos. Em questão de segundos, toda a água do lago estava flutuando em volta delas. - Não há como fugir!

Iara abria os braços e os fechava, e, dois espinhos de gelo surgiam do meio da água, atacando Shuǐ, mas o mesmo absorvia os espinhos. - O que??? - Perguntou Iara.

_Minha vez! - Shuǐ jogava os braços para frente, e toda a água que estava em volta, se juntava, atacando os dois ferozmente, Shuǐ, saiu ileso, mas Iara, acabou desmaiando.

_Hora de acabar com isso! - Shuǐ levantava os braços e toda a água ia para o céu. Em seguida, um enorme espinho de gelo surgia e caia, na direção de Iara.

_Ainda não! - Um enorme pedaço de terra passava pelo corpo de Iara, protegendo-a do espinho de gelo.

_Você deve ser filho de Merlin também! - Disse Shuǐ.

_É eu sou! Na verdade, NÓS somos! - Disse Eric e, do meio dos arbustos, pulavam Matheus, Rupert e Lúcio.

_Eu não lutarei com todos de uma vez! - Disse Shuǐ.

_Azar o seu! - Disse Lúcio, lançando uma rajada de fogo contra Shuǐ.

_Meu? - Shuǐ levitava o espinho de gelo encravado no pedaço de terra e usava-o como escudo. Em seguida, Shuǐ lançava o espinho contra Matheus, Rupert, Lúcio e Eric,na qual os mesmos desviavam, dando um salto.

_O azar é de vocês, de terem de me enfrentar! - Shuǐ derretia o espinho, e a água se espalhava pelo chão, exatamente onde os irmãos pousavam. Em seguida, a água virava gelo, prendendo os 4 irmãos no chão. - Hah! Peguei vocês!!!

_E agora, vai fazer o que? Toda a água daqui está em nossos pés! - Disse Eric, rindo.

O braço de Shuǐ se transformava em gelo. Eric parava de rir.

_O que faremos agora? - Perguntou Lúcio.

_Não sei! Essa mulher é feita de alma, como a derrotaremos? - Perguntou Matheus.

_Espera aí! - Ordenou Shuǐ. - M... mulher?

_Bem... cabelos longos, o corpo de uma mulher... - Começou Lúcio.

Shuǐ aproximou-se de Lúcio. - Como ousa me chamar de mulher!!! Eu sou homem!!! - Berrou Shuǐ.

Matheus olhava para os pés e percebia que o gelo parecia derreter aos poucos.

_Hm... jura? Porque... nem queria lutar à sério, pois não luto com mulheres! - Disse Matheus, rindo.

_Como é que é!? - Resmungou Shuǐ. - Baterei tanto em vocês que irão ficar mais feios do que de costume!

Shuǐ levantava uma das mãos e a água começava a rodeá-lo, e, a ponta da água estava finíssima, podendo cortar até uma espada. Mas, antes de atacar um dos irmãos, Eric levantava o pé, quebrando o gelo e, consequentemente, um enorme pedaço de pedra voava contra Shuǐ, jogando-o para trás com a pedra.

_Hah! Vencemos! - Festejou Lúcio.

_Ainda não! Ele está levantando!!! - Disse Rupert, apontando para Shuǐ.

_Vamos finalizá-lo! - Lúcio levantava sua mão direita e, de seus pés, surgia uma linha de fogo que rodeava seu corpo e entrava em sua mão. Então, Lúcio apontava o dedo indicador para Shuǐ, sendo que sua mão estava no formato de uma pistola. Em seguida, uma enorme enorme rajada de fogo saía da ponta do dedo indicador de Lúcio.

Shuǐ puxava a água do ar e transformava-a em gelo, protegendo-se do fogo.

_Segure o fogo, amigo! - Eric pisava fortemente no chão. Uma enorme pedra pulava do chão. Em seguida, Eric dava um salto enorme e lançava a pedra no gelo que protegia Shuǐ, mas a pedra não causava dano nenhum. Eric pousava sobre a pedra que estava em cima do gelo. _ Ei! Eu fiz uma rachadura aqui!

De dentro da rachadura do gelo, saía um enorme brilho. Este brilho intensificava-se à cada segundo, até a pedra de gelo explodir e congelar todos os que estavam lá, exceto Iara e Shuǐ.

_Ah, foi bom enquanto durou, mas, infelizmente, tudo que é bom, dura pouco!!! - As mãos de Shuǐ começavam à brilhar, até que, por um momento, ele percebia que sua cabeça parecia crescer, como uma bolha. - O... o que está havendo???

_Você não vai machucar meus irmãos!!! - Iara aparecia atrás de Shuǐ, movimentando levemente suas mãos.

_C... calma menina, olha lá o que você vai fazer! - Gagejou Shuǐ.

_Liberte eles!!! - Gritou Iara.

_Está certo! Mas... como deve saber, manipular a água exige muita concentração e, você não sabe o quanto está doendo minha cabeça... - Disse Shuǐ.

_Hm... - Iara abaixava as mãos e em seguida, a cabeça de Shuǐ voltava ao normal.

_Ah, puxa, muito obrigado! Você é tão... - Shuǐ virava para Iara e lançava um espinho de gelo. - Estúpida!!!

Iara dava um passo para o lado esquerdo, desviando. Em seguida, Iara jogava os braços para frente e puxava-os para trás bruscamente, arrancando os braços de Shuǐ e desmanchá-los, deixando a água pura.

_C... como fez isso? - Perguntou Shuǐ.

_Eu fiz que qualquer dominadora de água faria, dominei a água! - Respondeu Iara.

_Não... não isso! Você... purificou a água... tirou o pedaço de alma que havia nela... como fez isso? - Perguntou Shuǐ.

_Não vou cair nessa novamente! - Iara movimentava rapidamente a água que fora os braços de Shuǐ e, em seguida, atacava-o bruscamente com dois chicotes de água.

_Não... é sério!!! - Shuǐ berrava.

_Tá! - Resmungou Iara. - Eu não sei como fiz! Só fiz! Agora fique quieto para eu arrancar cada pedaço de alma que lhe resta!

_Que coisa feia, Iara! Isso não se faz... - Caçoou Shuǐ.

_Grrrr... - Iara ficava cada vez mais irritada. - Eu odeio você!!! - Iara abria os braços, e uma pequena aura na cor azul surgia em volta de seu corpo.

_O que vai fazer? Pare agora mesmo! Vai matar a todos!!! - Berrou Shuǐ.

A aura parecia sumir, e todos os corpos congelados se descongelavam.

_Como conseguiu fazer isso? - Perguntou Eric.

_Parem de fazer tantas perguntas!!! - Gritou Iara.

_Mas ele acabou de perguntar. - Disse Lúcio.

_Gente, esquecem isso!!! Eu estou sentindo... uma ligação!!! - Disse Rupert, sorrindo.

_Ligaç... - Começou Matheus. - É! Eu também estou sentindo!!!

_L... ligação? Como assim, ligação??? - Perguntou Shuǐ.

Os irmãos ficavam lado a lado, em linha reta, brilhando. Na seguinte ordem:

Matheus, Eric, Rupert, Lúcio e Iara.

_O que vão fazer? - Perguntou Shuǐ.

Uma aura branca surgia em volta do corpo de Matheus, uma marrom no corpo de Eric, uma vermelha no corpo de Lúcio e uma azul no corpo de Iara. As auras saíam do corpo de cada um, subiam, se juntavam e desciam, entrando no corpo de Rupert. Todos então, se afastavam de Rupert.

_Este brilho verde... - Começou Shuǐ.

_É hora de acabar com isso!!! - Rupert abria os braços, uma esfera verde surgia em cada mão. As esferas brilhavam intensamente. Rupert juntava as mãos lentamente, até que as duas se juntavam e apontavam para Shuǐ.

_Acabar? Mas... acabar o que??? - Perguntou Shuǐ.

_Adeus!!! - Uma enorme rajada esverdeada atacava Shuǐ com todas as forças, o mesmo, aos poucos, parecia desintegrar. A rajada durava apenas seis segundos, e, depois, tudo voltava ao normal. Uma enorme cortina de fumaça cobria o lugar em que deveria estar Shuǐ.

_Será que acabou... - Começou Matheus, até que ouvia-se alguém tossir no meio da fumaça.

_Ah! Eu não acredito!!! - Resmungou Lúcio.

_Vamos de novo rapazes! - Disse Lúcio.

_Ei!!! - Berrou Iara.

_Ah, desculpa! Rapazes e menina! - Corrigiu Lúcio.

_Esperem!!! - Berrou o ser que estava tossindo. Em seguida, ouvia-se passos e aparecia um garoto, exatamente como Shuǐ. - Puxa, livre... finalmente!!!

_Livre? Do que??? - Perguntou Matheus.

_Eu estava amaldiçoado pelo Mordred, agora estou livre!!! Puxa, muitíssimo obrigado!!! - Disse Shuǐ, emocionado.

_Puxa, será que esse tal de Mordred não fez nada de bom na vida dele? - Perguntou Iara.

_Vocês querem saber mais sobre ele? Perguntem ao irmão dele! - Disse Shuǐ. - Ele sabe mais do que todos!!!

_Claro, não há nada como conhecer o passado do inimigo, não é? - Perguntou Lúcio.

_Não temos tempo! Precisamos ir até o Monte Everest! - Disse Rupert.

_Monte Everest? O que diabos vocês farão lá? - Perguntou Shuǐ.

_É que é lá a Montanha dos Dominus! Precisamos chegar lá antes do nosso irmão, o Nilo! - Respondeu Matheus.

_Ah, você quis dizer Mordred!? - Perguntou Shuǐ.

_Não! Nilo, nosso irmão! - Respondeu Iara.

_Mas eles são a mesma pessoa! O cara que fugiu do inferno... graças à outro cara... - Começou Shuǐ.

_Quem seria idiota o suficiente para ajudar alguém à escapar do inferno? - Perguntou Iara.

_Seu pai! - Respondeu Shuǐ, bruscamente.

_É o seu pai que é idiota!!! - Berrou Lúcio.

Shuǐ dava um tapa em sua própria testa. - Não o chamei de louco, rapaz, seu pai tirou Mordred do inferno.

_E por que ele faria uma coisa dessas? - Perguntou Iara.

_Ele fez... mas não intencionalmente! Acontece que, Merlin não queria um sexto filho, mas, como ele não havia finalizado o feitiço, Mordred, lá do inferno, manipulou Merlin, obrigando-o à reutilizar o feitiço de criação, e assim, graças à um corpo de metal, salvar Mordred.

_Não entendi. - Disse Eric.

_Nossa!!! - Resmungou Shuǐ. - Olha, quando Merlin utilizou o feitiço, ele chamou cinco almas do céu, as mais bondosas, que seriam vocês, e deu à elas, os poderes que vocês têm. Infelizmente, ele esqueceu de finalizar o feitiço, e Mordred fez Merlin utilizar o feitiço novamente, criando um corpo de metal. Então, Mordred fez um feitiço que transportou sua alma para dentro do corpo de metal, aqui na terra.

_Puxa, ele é muito inteligente! - Disse Rupert.

_E poderoso! - Completou Shuǐ. - Ele utilizou o feitiço de manipulação, feitiço da troca de mundos e o feitiço do transporte da alma!

_Mas como você sabe disso tudo? - Perguntou Iara.

_Porque quando Mordred me amaldiçoou, ele me contou tudo! - Respondeu Shuǐ.

_Então... resumindo... qual seu poder mesmo??? - Perguntou Eric.

_Ahh, eu posso transformar meu corpo em alma e minha alma em corpo. Também posso sair de meu corpo quando quiser. E, graças ao fato de viver tanto tempo como uma alma neste lago, me adaptei à ele, adquirindo a habilidade de dominá-lo! - Respondeu Shuǐ.

_Puxa, incrível! - Disse Lúcio, sorrindo. - Então, você pode viajar por aí como uma alma e visitar os mortos?

_Não, os mortos não! Se eu, como alma, for até o céu ou até o inferno, não poderei voltar pelo simples fato... de que eu não sei como voltar! - Respondeu Shui.

_Ah, puxa... que interessante! Acho que está na hora de irmos, não podemos escalar o Monte Everest com sono! - Disse Iara.

_Ah... eu posso ir com vocês? - Perguntou Shuǐ. - Eu quero... de alguma forma, retribuir o que vocês fizeram por mim agora pouco!

_Ahh, claro! - Respondeu Matheus.

Shuǐ puxava um pouco de água do ar e, em seguida, a água brilhava intensamente. - Tomem um pouco, isto vai aumentar as energias! Não querem que falhem por minha causa! - Disse Shuǐ.

Todos se entreolharam e assentiram, bebendo um pouco da água. Sem perder tempo, todos voltaram para a caverna.
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MensagemAssunto: Re: À Prova de Tudo - A História.   Seg Jan 03, 2011 5:59 pm

Capítulo 12

O Grande Tio.

_Essa não!!! - Disse Lúcio, assustado.

_O que é agora? - Perguntou Shuǐ.

_Não sabemos onde está a caverna! - Respondeu Lúcio.

_Não se desesperem, eu sinto que estamos chegando perto de um buraco, deve ser lá! - Disse Eric.

_Você mora por aqui, Shuǐ? - Perguntou Iara.

_Ahh, na verdade, pode me chamar de Paco... ou de Paquito, segundo alguns amigos meus. - Disse Shuǐ.

_Hahaha, Paquito. - Disse Lúcio, gargalhando.

_Do que está rindo? - Perguntou Paco.

_Parece nome de salgadinho, bolacha, ou algo do tipo... - Respondeu Lúcio, ainda gargalhando.

_Tá, salgadinho... - Começou Iara.

_Meu nome é Paco! - Berrou Paco.

_Desculpa... desculpa... Paco, onde você mora? - Perguntou Iara.

_Eu morava com o irmão do Mordred, até eu ter fugido de lá... - Disse Paco.

_Morou com o irmão dele? Incrível!!! Assim você pode nos contar onde fica! - Disse Matheus.

_Sim sim!!! Eu os levarei lá com prazer! - Disse Paco.

_Mas por que tanta generosidade? - Perguntou Eric.

_Bom, primeiro, porque vocês me ajudaram! Segundo, porque estou com muitas saudades dele e do sobrinho dele! - Respondeu Paco.

_Sobrinho? - Isso quer dizer que... Mordred teve um filho? - Perguntou Iara.

_Heh, coitado de quem teve que ser a esposa dele! - Caçoou Lúcio.

_Ah não, ele e a esposa dele formavam um casal muito simpático! Mas aí ela foi raptada e, depois, morta! - Disse Paco.

_E o que ele fez? - Perguntou Matheus.

_Ele buscou vingança... e conseguiu! Mas... quando uma pessoa passa muito tempo com o sentimento de vingança... a alma dela apodrece... aos poucos... até ficar negra! - Disse Paco, num tom sombrio.

_Nossa, isso é muito... chocante! - Disse Eric.

_Pessoal, sei o quanto querem pegar o Mordred, pois, metade da culpa da morte de seu pai, quem leva é ele. - Disse Paco.

_Na verdade... achei que ele tivesse enfartado... ou coisa do tipo! - Disse Lúcio.

_Ahh não! Merlin sabia de sua morte, mas não foi aquele o momento em que a mesma deveria ocorrer... Merlin havia planejado muitas coisas naquele dia! - Disse Paco.

_Ah! Que... safado!!! - Disse Rupert, com raiva.

Todos o olharam, admirados.

_Que foi? Não é verdade??? - Perguntou Rupert.

_É mas... você não abriu a boca até agora... achei estranho! - Disse Eric.

_Só estou preocupado! Pensando no que Nilo... - Começou Rupert.

_Mordred! - Exclamou Paco.

_... tanto faz!!! No que ELE está fazendo agora... no que aconteceu com papai e... no Ramsés, no Diego e no Clark.

_Ahh eles devem estar lá, dormindo em paz! - Disse Matheus.

_Melhor chegarmos logo, antes que acordem. - Disse Lúcio.

_O pior não é acordarem, é saírem e nos procurarem! - Disse Eric. - Mas não se preocupem, eles estão sob nossos pés agora mesmo, é só uma questão de DOMINAR!!! - Naquele momento, o chão se quebrava, e todos caíam na caverna, onde Ramsés, Diego e Clark estavam acordados.

_Puxa, graças à Deus!Não acredito que nos deixaram aqui, trancados! - Disse Diego. - Já não aguentava mais tentar abrir um buraco!

_Deixaram eles aqui sozinhos? - Perguntou Iara.

_Ahh... é que... você sabe... - Começou Eric. - A culpa foi do Lúcio!

_Minha culpa? Você que nos acordou e disse "Acho que Iara foi fazer as necessidades e se perdeu!" - Disse Lúcio.

_Quem é esse rapaz? - Perguntou Ramsés, ignorando a briga.

_Ele é o Paquito!!! Não é engraçado??? - Perguntou Lúcio.

Ramsés começava à rir junto com Lúcio.

_Paquito? Parece nome de bolacha ou salgadinho... - Começou Ramsés.

_Foi exatamente o que eu disse à ele!!! - Disse Lúcio, gargalhando.

_Nossa, ELES treinaram vocês? - Perguntou Paco.

Diego aproximava o dedo indicador no rosto de Paco. - Opa! Não sabe do que somos capazes, muleque!

_Não! VOCÊS é que não sabem o que EU passei, o que EU sei, do que EU sou capaz e... meu nome não é Paquito, é Paco! Paquito é apenas um apelido! - Disse Paco.

_Ah, é? Bem, nos diga então, diga-nos o que sabe! - Disse Diego.

Então, Paco começou à contar exatamente o que disse aos 5 irmãos...

_Então, quer ir até o Japão, para visitar o irmão de Mordred e o filho dele? - Perguntou Clark.

_Não levem isso como um passeio, mas como uma forma de descobrir mais sobre o Mordred! - Disse Paco.

_Interessante, esse irmão do Mordred pode nos falar várias coisas sobre ele!!! Imaginem só, ele nos dirá sobre seu passado... seus antigos planos pro futuro, milhares de coisas!!! - Disse Diego.

Então, eles foram ao Japão...

_Não sei nada sobre ele! - Disse o "irmão de Mordred", com um sotaque nada a ver com o sotaque japonês.

_Mas como não? Viemos lá da Espanha para conhecer o irmão de Mordred, e você não o conhece? - Perguntou Rupert.

_Ei ei!!! Tá certo, entrem!!! - Disse o irmão de Mordred, puxando todos pelos braços para dentro de sua casa.

_Tá certo, meu nome é... - Começou o irmão. Todos já imaginavam que era algo que começava com a letra M. - Sasaki.

Todos o olharam com um ar de decepção, em seguida, sorriram forçadamente.

_Heheh! Estou brincando, é... - Começou o irmão, todos o olhavam, ansiosos. - É Sasaki mesmo!

_Nossa!!! - Todos resmungavam, exceto Paco.

_E então, onde está o Calisto? - Perguntou Paco.

_Ele deve estar lá fora... ou, por aí! Eu sei lá! Não sou Deus, tá bom? - Gritou Sasaki.

_Por que o senhor tem nome japonês e seu sobrinho não? - Perguntou Iara.

_Talvez porque Mordred não tinha criatividade para criar nomes! Os nomes japoneses são mais legais e divertidos!!! - Respondeu Sasaki.

_É mesmo, Calisto é meio... - Antes de Iara completar, um garoto aparecia na porta, Iara estava apaixonada. - Romântico!!!

Todos a olhavam, estranhando.

_Ah... oi! - Disse Calisto.

_Oi, eu sou... - Começou Rupert, mas antes de terminar, Iara empurrava-o sem dó.

_Iara!!! Muito prazer! E... você é o Calisto, certo??? - Perguntou Iara.

_Ah sim, eu sou sim! Como sabe? - Perguntou Calisto.

_Ah, é o desti... - Antes de Iara terminar, Diego interrompia.

_O Paco nos disse! - Completou Diego, dando uma piscadela para Iara.

_Enfim... no que posso ser inútil? - Perguntou Calisto.

_Não quis dizer útil? - Perguntou Iara.

_Ah, é! Não sou muito bem com as palavras! - Respondeu Calisto.

_Bom...! - Corrigiu Iara.

_Tá certo! O que querem aqui? - Perguntou Sasaki.

_Bem, estamos procurando saber mais sobre o Calisto... quer dizer, sobre o Mordred! - Disse Iara, envergonhada.

Todos a olhavam, suspeitos.

_Então... err... vocês... sabem algo à respeito de Mordred? - Perguntou Ramsés.

_Err... na verdade, eu e Calisto vamos lá para fora!!! - Disse Iara, sorrindo.

_Nós vamos? - Perguntou Calisto.

Iara nem deu resposta, apenas o puxou pelo braço e saiu de lá o mais rápido possível.

_Bem, o que eu sei, é que... ele amava muito sua esposa, mas aí os policiais chegaram e a levaram. Depois de meses, Mordred a achou, dentro do armário de seu quarto, morta. - Naquele momento, ouvia-se uma forte trovoada. Todos ficaram aterrorizados.

_Por que os policiais a levaram? - Perguntou Eric.

_Bom, ninguém sabe, talvez porque Mordred já estava planejando tomar o trono do rei Artur, eu não sei! - Explicou Sasaki.

_Puxa, e mataram a mulher dele por culpa dele? - Perguntou Matheus.

_Na verdade, eles queriam tirar todos aqueles que ele amava, até ele pedir por sua morte. - Respondeu Sasaki.

_E você sabe se ele gostava de algo... material? - Perguntou Diego.

Sasaki parecia dormir em pé, mas ao ouvir Diego estalar os dedos, ele acordava.

_Hum... acho que não. O pai dele nunca comprou nada à ele, mas a esposa dele... uma vez ela lhe deu uma caixa de bombons especial. - Disse Sasaki, num tom pavoroso.

_Especial? O que tinha de especial? - Perguntou Lúcio.

_Acontece que, não importava quanto tempo ela existisse, ela nunca apodreceria! - Respondeu Sasaki.

_Nossa, e cadê??? - Perguntou Eric.

_Ora, eu comi! - Respondeu Sasaki, rindo.

Enquanto isso, Iara e Calisto estavam caminhando pelas ruas do Japão...

_E então, como Mordred o tratava? - Perguntou Iara.

_Ele era legal, mas depois que a mamãe morreu, ele virou um estúpido completo! - Respondeu Calisto. - Talvez ele só queria me proteger...

_E ele não gritava com você? - Perguntou Iara.

_Não! Algumas vezes ele me batia, mas... se ele aparecesse aqui na nossa frente, eu o perdoaria... - Respondeu Calisto.

_O perdoaria? O que ele fez? - Perguntou Iara.

_Ora, ele causou uma rebelião, a batalha de Camlann foi culpa dele! - Respondeu Calisto.

_Hm... se ele aparecesse aqui na nossa frente, eu não teria outra escolha, a não ser lutar com ele. - Disse Iara.

_Por que lutaria com ele? - Perguntou Calisto.

_É uma longa história. - Respondeu Iara.

_Bom... estamos caminhando sem rumo... parece que daqui até o sei lá onde tem muito tempo para ouvir essa história. - Disse Calisto, rindo.

Então, Iara começou a contar toda a história para Calisto. O caminho foi longo, e a história terminou numa praça, onde os dois se sentaram num dos bancos.

_Puxa, não acredito! - Disse Calisto. - Mas, será que eu tenho poderes também?

_Não sei, quem sabe? - Disse Iara.

_Muito obrigado, Iara... mal nos conhecemos e você me ajudou muito! - Disse Calisto, sorrindo.

_Ah, teria feito o mesmo por mim... - Disse Iara, se aproximando de Calisto.

Os dois se aproximavam um do outro, em seguida, se beijavam, na frente de todos. Naquele momento, tudo parecia tão perfeito, vários pássaros voavam pelo céu.

_Ah, me desculpa!!! - Disse Iara, se levantando do banco.

_Ah, não... está tudo bem!!! - Disse Calisto, também se levantando. -Acho melhor voltarmos para casa...

Iara assentiu e ambos voltaram.

_Existe mais alguma outra coisa que Mordred queria... - Disse Sasaki, num tom assombroso.

_O que era??? - Perguntou Diego.

_O Espelho do Tempo! - Disse Sasaki, e, naquele momento, ouvia-se outra trovoada.

_O que é isso? - Perguntou Rupert.

_É um objeto mágico que, quando a pessoa entra nele, ela viaja no tempo. - Explicou Sasaki.

_E ele queria o espelho para voltar no dia que raptaram a mulher dele!!! - Disse Diego.

_É, deve ser! Agora deixem-me voltar ao meu cochilo! - Disse Sasaki, se deitando no sofá.

_Então, o que devemos fazer agora? - Perguntou Eric.

_Bom, agora devemos escolher entre a Montanha dos Dominus e procurar o Espelho do Tempo. - Disse Matheus.

_É muito complicado, pois precisamos ir até a Montanha dos Dominus para chamar todos os membros, mas precisamos também achar o Espelho do Tempo antes de Mordred. - Disse Matheus.

_Talvez não seja má ideia Mordred conseguir o espelho! - Disse Lúcio, e todos o olharam, espantados. - Vejam só: Ele pegará o espelho e salvará sua esposa! Não foi ela a causa de isso tudo?

_Sim, mas eles a pegaram por causa do planejamento de Mordred da Batalha de Camlann, ou seja, com ou sem esposa, ele ainda causaria a Batalha de Camlann. Mas desta vez, ele venceria, pois ele está mais poderoso agora. - Explicou Paco.

_Precisamos planejar cada passo, pessoal! Eu sinto que esses passos, serão os passos que nos levarão à vitória!!! - Disse Clark, num tom assombroso.

_Ora, é simples! - Disse Matheus, com uma cara de exibido. - Vamos à Montanha dos Dominus, pegamos a corrente, ativamos ela e então, esperamos os membros chegarem lá. Quando todos chegarem, ao invés de mandarmos eles nos ajudarem à matar Mordred, pedimos que nos ajudem à achar o Espelho do Tempo!!!

_É genial!!! - Todos diziam.

_E depois disso tudo? E o Plano B? - Perguntou Sasaki. - É só isso que farão? Não estão esperando que todos os membros dessa Corte matem o Mordred, estão? Ou querem quebrar o espelho na cabeça do Mordred?

_Como assim? - Perguntou Lúcio.

_Ora! O corpo de Mordred se desintegrou ao ser atacado pela Excalibur, o mesmo aconteceu com Artur. Mas um pequeno pedaço ficou encravado na alma de Mordred, e lá do inferno, esse pequeno pedacinho foi o que o transformou na alma mais diabólica de todo o mundo. - Explicou Sasaki. - Então, o que quero dizer é, como a alma de Mordred transformou esse pedaço de bondade em maldade, aos poucos, a Excalibur também se transformará em maldade.

_Então.. precisamos arrancar o pedaço da Excalibur que está na alma do Mordred? - Perguntou Lúcio.

_Claro, quando você encontrar um limpador de alma! - Disse Sasaki, debochando. Todos riam. - Olha, são muitas coisas que vocês podem fazer para destruir Mordred! Vejam só:

1 - Pegar a corrente e pedir ajuda aos Membros para ajudá-los à encontrar o Espelho do Tempo para fazer:

a - Voltar no tempo, antes de Merlin enfiar a espada no peito de Mordred e assim, derrotá-lo com as próprias mãos;

b - Utilizar a esposa dele como um "ponto fraco".

2 - Encontrar a Excalibur para:

a - Destruí-la e então, o pedaço que está na alma de Mordred irá desintegrar.

b- Recarregar a Excalibur com o Poder das Almas e enfiar a espada EXATAMENTE no local em que está o outro pedaço, assim, ele irá encaixar-se e retirar o poder que está dentro de Mordred.

_Nossa, são muitas opções! - Disse Eric.

_Sim, mas o que não podemos fazer é não fazer nenhuma delas! A espada está ficando cada vez mais escura, a bondade dela está sumindo! - Disse Sasaki.

_É melhor procurarmos a Excalibur! Não sabemos quanto tempo ela durará! - Disse Matheus.

Todos se entreolharam e assentiram.

_Vamos logo para a Montanha então! - Disse Sasaki. - Pegando sua carteira. - Nós vamos decolando!!! Me sigam!!

_Sasaki começava a subir as escadas, todos o seguiam. A subida levava alguns segundos, até todos chegarem ao terraço. Lá, havia um planador.

_Quanto você ganha de salário??? - Caçoou Clark.

_Isso foi um presente! Subam à bordo, eu acharei Iara e Calisto! - Disse Sasaki.

_Mas, não cabemos todos neste planador! - Disse Eric. - No total somos... onze pessoas!

_Se virem! - Resmungou Sasaki, se aproximando das escadas.

_Ah, eu vou com você! - Disse Diego, Sasaki nem dava bola.

Depois de descer toda a escada, Sasaki e Diego encontravam Iara e Calisto se beijando. Diego ficava horripilado.

_Heheh! Calisto, você se deu bem!!! - Disse Sasaki.

_Bem??? Separem essas bocas!!! - Diego empurrava os dois para lados opostos.

_Qual o seu problema? - Perguntou Iara.

_Eu estou solteiro, sabia? - Perguntou Diego.

Iara olhava bem para Diego. - Ahh, que... que nojo!!! - Iara se afastava.

_O que eu tenho de errado? - Perguntou Diego.

_Não posso namorar um cara mais velho, além disso, nem sei quantos anos você tem! - Respondeu Iara.

_Ah, eu só tenho... trinta e dois. - Resmungou Diego.

_Tá certo, tá certo, todos estão sãos e salvos, agora vamos para o planador! - Disse Sasaki, puxando todos.

Ao chegar no terraço, Sasaki e os outros se deparavam com a seguinte situação:

Matheus estava em cima da asa direita. Lúcio estava em cima da asa esquerda. Eric, Rupert, Paco, Ramsés e Clark estavam encolhidos dentro do planador.

_Isto não vai dar certo! - Disse Calisto.

Lá dentro, ao ser empurrado, Rupert batia com as costas no painel do planador, fazendo com que o planador ligasse e começasse à subir lentamente.

_Mas que idiotas! - Disse Sasaki. - Subam! Subam! SUBAM!!! - Berrou Sasaki.

Iara, Sasaki, Calisto e Diego corriam e se penduravam no planador. Iara se pendurava na asa direita e lá ficou, junto com Matheus. Calisto se pendurava na asa esquerda e lá ficava, com Lúcio. Sasaki puxava Ramsés e Clark de dentro do planador. E Ramsés, Diego e Clark ficavam sentados, se segurando em cima do mesmo, enquanto Rupert, Eric, Paco e Sasaki ficavam lá dentro.

_Segurem-se! - Disse Sasaki. O planador saía em disparada.

_Não poderia diminuir um pouco a velocidade? - Perguntou Iara.

_Segure-se firme, Iara! - Disse Matheus.

A viagem não durava muito tempo, até que...

_Senhor, você não possui autorização para pousar esta nave! Favor, retirar-se desta área! - Disse a voz de uma mulher no rádio do planador.

_Não tenho? Minha filha, eu fui considerado o melhor piloto da China! - Disse Saski.

_Não quis dizer Japão? - Perguntou Rupert.

_Shhh! Não quero ninguém na minha porta amanhã me multando! - Resmungou Sasaki.

_Saía desta área ou pouse o seu planador, AGORA! - Ordenou a mulher.

_Ei, vocês aí do lado de fora, façam alguma coisa! - Berrou Sasaki.

Lúcio lançava uma enorme rajada de fogo contra o avião, explodindo-o. No meio da cortina de fumaça, aparecia a mulher, com um para-quedas.

_Não isso, garoto!!! - Berrou Sasaki.

Vários aviões surgiam, todos começavam à lançar mísseis. Matheus dava um forte assopro, fazendo com que os mísseis dessem meia volta. Até sobrar apenas três aviões. Do ar, Iara puxava um pouco de água, formando um chicote com o mesmo, cortando uma das asas de um dos aviões, fazendo-o cair.

_Minha vez! - Calisto apontava os dedos indicadores para o avião e, dos mesmos, surgia um poderoso raio laser, explodindo o avião.

_Puxa, seu poder é incrível! - Disse Iara.

_Gr... - Diego lançava um poderoso choque contra o avião restante, explodindo-o. - O que achou Iara?

_Violento de mais! - Disse Iara, horrorizada.

_V... violento? Calisto também fez o avião explodir! Não me acha parecido com Zeus? - Perguntou Diego, exibido.

_Ew... está mais para Zero! - Disse Iara.

_Mais problemas! - Disse Matheus, apontando o dedo para um canhão que havia lá em baixo, na região de Butão, até perceber que havia mais dois canhões, um em Bangladesh e o outro em Myanmar.

Eric movimentava as mãos lentamente, fazendo com que a areia que cercava os canhões, começasse à se contorcer, formando um redemoinho de areia, sugando os canhões. Mas, antes disso, o canhão de Butão disparava contra o Planador.

O tiro atingia a parte de trás do Planador, obrigando Diego, Ramsés e Clark a darem alguns passos à frente. Devido ao ataque, o Planador era impulsionado para frente, fazendo-o cair rapidamente. Felizmente, todos já estavam nas terras de Nepal.
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MensagemAssunto: Re: À Prova de Tudo - A História.   Seg Jan 03, 2011 6:00 pm

Capítulo 13

Tarde de mais.

_Nós vamos bater na areia!!! - Berrava Iara, agarrada na asa.

Eric movia as mãos lentamente, fazendo com que a areia subisse aos poucos, formando uma espécie de rampa para pousar. O planador encostava na rampa e começava à escorregar pela rampa.

_Cuidado com a pedra!!! - Berrava Lúcio, desesperado.

Eric levantava a mão esquerda, fazendo com que a areia empurrasse o planador para a esquerda. Assim fazia com outras pedras no caminho.

_Há muitas pedras no caminho, não dou conta de remover todas nessa velocidade! - Disse Eric.

Iara começava à soprar o caminho de pedras, congelando-o, fazendo com que o planador passasse sem dificuldade.

_Eu agradeço a ajuda garota, mas agora ESTAMOS ESCORREGANDO!!! - Disse Sasaki, berrando, enquanto o planador começava a girar.

Todos os que estavam do lado de fora voaram para todos os lados. As "voltas" duraram cerca de seis segundos, até o planador atingir de lado uma pedra enorme. Por sorte, o impacto não causou muito estrago, exceto Paco que estava com um pouco de sangue na cabeça.

Rupert pulava do planador, olhando para todos os cantos. Logo em seguida, Sasaki, Eric e Paco também desciam do planador.

_Eles sumiram... todos eles sumiram!!! - Disse Rupert, desesperado.

_Eles? Vocês destruíram meu planador!!! - Resmungou Sasaki.

_Ah, é! Sinto muito! Mas há coisas mais importantes agora!!! - Disse Rupert.

_Não precisa ficar preocupado, Rupert! - Disse Eric. - Eu posso senti-los!

_Então vamos achá-los!!! - Disse Paco.

Eric levantava os braços, e duas pequenas ondas de areia surgiam do chão. Eric e Rupert ficavam sobre uma onda e Sasaki e Paco ficavam sobre a outra. Eric começava a mover as mãos e, em seguida, a onda começava à se locomover.

_Estamos chegando perto de dois! - Disse Eric.

_É... a Iara... e o Matheus!!! - Disse Rupert, apontando.

_Aqui!!! - Gritou Iara, acenando.

Eric abaixava as ondas, o grupo ainda estava incompleto: Eric, Rupert, Sasaki, Paco, Iara e Matheus. Faltavam apenas: Lúcio, Diego, Clark, Ramsés e Calisto.

_Estamos aqui! - Disse Lúcio, junto com Diego, Ramsés e Calisto.

_O Clark morreu! - Disse Ramsés.

Todos ficavam horrorizados.

_Hahahah!!! É brincadeira! - Disse Clark, surgindo de trás de uma pedra.

_Muitos engraçado! - Alguns diziam.

_Estão todos aqui? - Perguntou Lúcio.

_Diego começou a contar:

Eric, Rupert, Sasaki, Paco, Iara, Matheus, Lúcio, Calisto, Clark, Ramsés e Diego.

_Todos aqui? Mas onde é... aqui? - Perguntou Eric.

_Hm... se não me engano... estamos perto da cidade de Catmandu. - Disse Matheus e Iara juntos.

_O que? - Perguntou Lúcio.

_É a capital de Nepal! - Disse Iara.

_Não podemos ficar parados! Temos que chegar ao monte Everest o mais rápido possível. - Disse Rupert.

Eric dava um pequeno sorriso, levantando algumas ondas de areia do chão. Então, todas as ondas começaram à se locomover, uma onda para cada pessoa.

_Certo, precisamos achar alguém que possa nos indicar a direção do Monte Everest! - Disse Diego.

_Espera, eu posso senti-lo! - Disse Iara e Paco juntos.

Todos estranharam.

_O monte está... naquela direção! - Disse Iara, apontando para o noroeste.

As ondas de areia viraram um pouco à esquerda. A viagem durou alguns minutos, até eles conseguirem ver o Monte Everest de longe.

_Está lá! Vamos mais rápido!!! - Disse Rupert.

E assim foi feito, Eric aumentou a velocidade das ondas de areia. Durou cerca de 7 minutos para chegar, o suficiente para descobrirem uma coisa.

_O que é aquilo? - Perguntou Eric, apontando para uma espécie de buraco.

_Ah, é o Buraco de Barbosa! Um dos membros da Corte que o fez! Ele tinha o poder de transformar seus braços no que ele queria, e ele fez aquele buraco sozinho! - Explicou Ramsés.



_E ele leva para onde? - Perguntou Iara.

_Para a sala onde fazíamos a reunião, onde mais você queria ir? - Disse Clark, emburrado.

_Ótimo, vamos pegar o atalho então!!! - Disse Rupert.

Sem perder tempo, todos dirigiram-se ao Buraco de Barbosa.

_É muito fundo? - Perguntou Lúcio.

_Vamos descobrir! - Disse Rupert, pulando dentro do buraco. Em seguida, os outros pulavam, exceto Calisto e Iara.

_Eu desço primeiro, aí você desce e eu te seguro! - Disse Calisto, pulando no buraco. - Pode vir!.

Iara pulava no buraco, caindo em cima de Calisto, atingindo a testa de Calisto com seu cotovelo.

_Ouch! - Gemeu Calisto. Diego caía na risada.

_Você deve ser o homem mais correto, perfeito e... ridículo que eu já vi!!! - Disse Iara, levantando as mãos, fazendo com que o gelo levitasse aos poucos.

_Iara, esse lugar é muito sensív... - Antes de Ramsés terminar a frase, o chão começava à tremer.

_Ah não... só pode ser... - Começou Matheus.

_AVALANCHE!!! - Todos diziam, correndo para longe do Buraco. O gelo caía dentro do buraco e começava à perseguir à todos.

_Estamos quase lá!!! Não parem!!! - Disse Diego, correndo.

_Essa avalanche... vai matar à todos... - Disse Eric.

Naquele instante, Paco parava de correr.

_Paco, venha!!! - Disse Matheus.

Paco virava-se para o avalanche e jogava os braços para frente, diminuindo sua velocidade.

_Paco, vamos logo!!! - Disse Iara.

Paco segurava o avalanche com a mão esquerda e, com a direita, fazia com que a neve empurrasse os pés dos outros, forçando-os a seguir em frente.

_PACO!!! - Berrava Sasaki, seu berro ecoava por toda a caverna de gelo.

_Obrigado... - Disse Paco, sorrindo. Em seguida, sumia no avalanche.

_NÃO!!! - Berrava Iara.

Os pés de todos ainda eram empurrados pela neve do chão, até chegarem à outro buraco, mas, ao invés de caírem, eles começavam à escorregar num tipo de Tobogã de gelo. Todos começavam à berrar.

_Fiquem juntos!!! - Disse Diego.

A descida levava apenas sete segundos, no final do tobogã, havia uma pequena rampa, todos saíam voando e caíam uns em cima dos outros.

_Aí... minha testa! - Disse Rupert, olhando para algo brilhante. - O que é aquilo ali?

_Parece um portal! - Disse Matheus.

_E é um portal! - Disse uma voz. - Mas terão de passar por cima de mim para ver onde ele levará vocês!

_Heh, deve ser alguém... escondido por aí... que quer nos assustar! - Disse Lúcio, apavorado.

Um monstro surgia de trás de um bloco de gelo. - Dêem o seu melhor! - O monstro dava um salto enorme e caía sobre Eric, mas o mesmo desviava com um salto para o lado. Eric começava à lutar corpo a corpo com o monstro.

Diego lançava um raio nas costas do monstro, mas o mesmo pegava o braço de Eric e o usava como um escudo. O raio não causou muito estrago, mas nocauteou Eric e deixou um machucado em suas costas.

_Eric!!! - Iara corria na direção do monstro, puxando um pouco de água de dentro do gelo, atacando o monstro várias vezes com chicotes de água, fazendo com que o monstro ficasse com alguns arranhões pelo corpo.

_Heh! - O monstro sorria e levantava os braços, um enorme pedaço de gelo atingia a testa de Iara, nocauteando-a.

_Seu... - Lúcio puxava o ar violentamente, em seguida, cuspia uma enorme esfera de fogo contra o Monstro, mas o mesmo desviava. - Não!!!

_Muito bem... improvisado! - O monstro lançava uma onda de fogo contra Lúcio, não forte o suficiente para matá-lo, mas para nocauteá-lo.

_Estamos levando uma surra!!! - Disse Sasaki.

Ramsés pegava o braço do monstro, absorvendo um pouco de seus poderes.

_Ah... é muita coisa!!! Ele... é... - Ramsés também desmaiava.

Calisto apontava todos os dez dedos de suas mãos e, do mesmo, saíam vários raios brilhantes. O monstro dava um salto para o lado, desviando do primeiro. Depois, dava um salto mortal para o lado, desviando de outros três raios. Em seguida, dava um salto para trás, desviando de mais quatro raios, e por fim, se abaixava, desviando dos dois últimos raios.

_Eu nunca vi este tipo de poder! - Disse o monstro, sorrindo.

_Eu não acredito que desviou de todos!!! - Disse Sasaki.

O monstro juntava suas mãos e, nelas, um raio vermelho surgia entre seus dedos. Sem demora, o monstro apontava os dedos para Calisto, lançando um só raio, mas, Rupert empurrava Calisto, fazendo com que Rupert seja atingido pelo raio. Rupert era jogado para trás, dando com as costas num bloco de gelo.

_Não!!! RUPERT!!! - Diego berrava, correndo até Rupert. - Eu não acredito que você se sacrificou... pra salvar ele!

_Pega leve Diego... eu percebi sua disputa com o Calisto... pela Iara! Mas... por favor... ele é um bom aliado... - Começou Rupert.

_Hm... tá certo Rupert, acho que você tem razão. Me desculpe, eu poderia ter ajudado mais! - Disse Diego, decepcionado.

_Heh, você é incrível Diego! Me desculpa se não contribui nada aqui... mas... não desista, lute até... - Começou Rupert.

_O fim! - Completou Diego. Rupert sorria e, em seguida, desmaiava.

Diego virava-se para o monstro.

_Tá legal! Matheus, Clark, Calisto e Sasaki, fiquem em linha reta! - Disse Diego, todos faziam isso.

_Ah, só para deixar claro... eu não tenho poder. - Disse Sasaki, com um sorriso.

Diego dava um tapa em sua própria testa. - Proteja os outros!!! - Sasaki saiu correndo, verificando os outros.

Diego levantava uma de suas mãos, lançando um enorme raio no gelo que estava no teto, fazendo-o desabar. Quando o monstro se preparava para dar um salto para trás, Matheus estava lá, assoprando o monstro, forçando-o a ficar sob as pedras.

Clark se transformava em um elefante, caindo sobre as pedras. Diego abria os braços e os juntava, lançando um enorme raio nas pedras, derretendo-as.

A situação mantia-se assim, até o monstro destruir o gelo derretido.

_Ele não morre? - Perguntou Clark.

Diego apontava as mãos para o monstro, eletrocutando-o. Os berros do monstro ecoava pela caverna, até Diego parar.

_Isto foi... impressionante! - Disse o monstro. Em seguida, lançava uma enorme esfera de gelo contra a testa de Calisto, nocauteando-o.

_Ah seu... nojento!!! - Disse Diego.

_Desistem? - Perguntou o monstro.

_Nunca!!! - Diego lançava vários raios, o monstro batia com as mãos nos raios, ricocheteando-os, um dos raios, atingia Matheus e Clark, nocauteando-os. - O que??? Tem... alguma coisa errada aqui, só pode ser isso!

O monstro dava um passo, esse único passo, ultrapassou 3 metros, deixando o monstro cara a cara com Diego.

_Desiste? - Novamente perguntou o monstro.

Diego atacava o rosto do monstro com um soco, mas o monstro não parecia sentir dor nenhuma. Percebendo a falha, Diego abria a mão, e, da mesma, surgia um brilho.

_Chaoji lei!!! - Um enorme raio saía da mão de Diego, acertando não só o rosto do monstro, mas o corpo todo, lançando-o para longe. Devido à distância do golpe, Diego também era lançado para longe.

Diego batia com as costas num bloco de gelo, enquanto o monstro, caía sobre o chão gelado, escorregando.

_Ai... - Diego se levantava com dificuldade. - É claro que ele não morreu ainda!

_Ah, pode contar com isso! - O monstro surgia de trás do bloco de gelo que Diego havia atingido, e, atacava as costas de Diego com uma voadora com os dois pés juntos, lançando Diego longe.

_Você... desiste? - Perguntou o monstro, impaciente.

_Ah!!! - Diego ficava de joelhos. - Eu não posso!!!

Diego levantava-se lentamente, em seguida, se preparava novamente para lutar.

_Isso é muito... estranho. - Disse o monstro.

_Não importa o quanto você nos ataca, nós sempre voltaremos mais fortes! - Disse Iara, se levantando.

_Heh! - O monstro dava uma risada baixa. - Não vale mais à pena lutar, todos nós sabemos o vencedor!

_E... seria quem? - Perguntou Matheus, se levantando também.

_O trabalho em equipe é a melhor arma que alguém pode ter! - Disse o monstro, se ajoelhando. - Eu me rendo!

_Isso é... sério??? - Perguntou Eric.

_É sim, vocês trabalham em equipe, isso é um símbolo de sorte, vamos dizer assim. Aquele que luta em equipe, está com a sorte do seu lado! Basta acreditar em seus companheiros. - Disse o monstro. - Eu sou o fantasma deste Monte! Use-me como uma alavanca para ativar o portal!

_Como assim? - Perguntou Matheus.

O monstro se transformava numa espada.

_Ah sim! - Disse Matheus, com um ar de satisfeito.

A espada caía no chão.

_Eu usarei a espada, vejam se conseguem acordar os outros! - Disse Diego, todos assentiram.

Diego pegava a espada do chão e enfencava a mesma num buraco, em seguida, puxava-a para trás, como uma alavanca. O portal à frente começava à brilhar.

_Depressa, se não conseguirem acordá-los, levem-os nas costas! - Disse Diego.

Matheus carregava Lúcio nas costas, Eric carregava Rupert, Diego carregava Ramsés e Clark e Sasaki carregava Calisto, enquanto Iara apenas o seguiam.

Todos entravam no portal e, em um segundo, eles saíam da caverna de gelo e entravam dentro da sala da Corte. Diego percebia que a Espada havia sumido de suas mãos. A sala possuía o formato de um retângulo enorme, uma sala extremamente comum.

_Ah, olha só, finalmente chegaram! - Disse um homem, sentado numa cadeira, de costas para os outros.

_Quem é você? - Perguntou Diego.

O homem se virava... - Vocês não se lembram da minha voz? - Perguntou Mordred. Todos ficavam arrepiados, pelo fato de que, ele não estava mais num corpo de metal e estava segurando a corrente nas mãos. - Devem estar se perguntando, o que fiz para mudar de forma. É simples, como sei de todos os elementos, eu os uni dentro desta corrente e fiz um ritual... eu voltei ao normal!!! Agora mais poderoso do que nunca!!!

_Seu nojento!!! - Disse Eric.

_Olhe o linguajar, moleque! - Disse Mordred, jogando a corrente perto dos pés de Diego. - Podem ficar para vocês, não serve para mais nada mesmo!

_Você se acha tão esperto, não é Mordred? - Perguntou Diego. - Você insiste nesta ideia de ser o novo rei, mesmo depois de tudo o que houve... com sua esposa.

_Não ouse falar dela!!! - Mordred dava um passos gigantesco na direção de Diego, em seguida, Mordred dava um golpe de mão aberta no peito de Diego, lançando-o contra a janela, quebrando-a, fazendo com que Diego caía montanha abaixo. Felizmente, Diego soltava Clark e Ramsés antes de voar pela janela.

_NÃO, DIEGO!!! - Berrava Eric e Iara.
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MensagemAssunto: Re: À Prova de Tudo - A História.   Seg Jan 03, 2011 6:03 pm

Capítulo 14

O Monte desaba.

_Então, restaram vocês! - Disse Mordred, olhando para Matheus, Eric, Sasaki e Iara, ignorando os inconscientes.

Eric ajoelhava-se. - Tudo está acontecendo tão... tão depressa!

Iara colocava a mão esquerda no ombro de Eric. - Ninguém disse que seria fácil!

_Já estão pensando em desistir? - Perguntou Mordred.

Lúcio acordava lentamente.

_Não temos chances, precisamos sair daqui!!! - Disse Sasaki.

_Não! Não podemos fugir mais! - Disse Matheus.

_Mas nós precisamos!!! O plano falhou, vamos fugir enquanto podemos!!! - Disse Sasaki.

_Eu detesto pessoas... fracas! - Mordred lançava uma forte rajada de fogo contra Sasaki, jogando-o contra a parede da sala, quebrando-a, fazendo com que Sasaki fosse jogado montanha abaixo, como Diego.

_Não!!! - Disse Iara. - Seu monstro.

Iara levantava as mãos e, um enorme espinho de gelo atacava o estômago de Mordred, perfurando-o.

_Eu... eu consegui!!! - Disse Iara, com lágrima nos olhos.

Mordred pegava o espinho de gelo de sua barriga e jogava para o lado.

_Você não me matará tão fácil, irmã! - Disse Mordred, sorrindo.

Matheus fazia alguns movimentos com as mãos, sugando todo o ar de dentro do corpo de Mordred. Sem fôlego, Mordred caía no chão.

_Vamos ter de fugir, aqui estamos em desvantagem, precisamos achar mais aliados!!! - Disse Lúcio, se levantando.

_Certo... - Eric olhava tudo em volta e percebia que, realmente, não havia como vencer.

Enquanto isso, Diego estava pendurado numa das pedras de gelo do Monte Everest.

_Se aquele nojento... - Diego escalava um pouco. - acha que pode me matar... - E escalava um pouco mais. - está muito enganado!!!

Mordred levantava-se lentamente. - Vai pagar por isso!!! - Mordred levantava as mãos, o chão começava à tremer e, consequentemente, o Monte começava à desmoronar. A sala começava à escorregar do topo do Monte, todos eram jogados para trás.

_Ah meu Deus!!! - Disse Diego, vendo uma enorme avalanche vindo em sua direção, até surgir um homem de gelo em sua frente.

_Hah, estamos descendo, você morrerá conosco! - Disse Eric, enquanto dos acordavam.

A sala começava à descer mais rápido, segundos depois, as paredes viravam o chão.

_Cuidado com as janelas!!! - Disse Clark.

Rupert corria até Mordred, dando o golpe da Ponte Alta, que atingia o queixo de Mordred, jogando-o para trás.

_Isso foi incrível!!! - Disse Lúcio.

_Valeu! - Disse Rupert.

_Vamos deixá-lo aqui! - Matheus. - A sala está virando, ou pulamos para fora ou corremos para o teto!!!

_Vamos para o teto - Disse Eric, correndo para o teto, junto com os outros.

Mordred se levantava lentamente. - Seu caratê está melhorando, Rupert!

_É capoeira!!! - Rupert atacava Mordred com um S Dobrado, que atingia sua costela, jogando-o para o lado.

_Isso aí, Rupert!!! - Disse Iara, contente.

Mordred se levantava. Rupert aproximava-se novamente e o atacava com um Envergado, que atingia a cabeça de Mordred, jogando-o para trás, rodopiando.

_Perfeito!!! - Disse Ramsés.

Mordred levantava-se mais uma vez. Ramsés se aproximava do mesmo e o atacava com um Puxada de Cabeça, na qual Ramsés pegava a cabeça de Mordred com os pés e a levava até o chão.

_Puxa, essa foi... incrível! - Disse Rupert.

A sala rolava um pouco mais, agora o chão era o chão mesmo. Mordred se levantava e, antes de ser atacado, corria até a janela.

_O que??? - Todos o olhavam, não acreditando.

Mordred ficava de pé na janela e subia no telhado.

_Fiquem aí, eu subirei lá em cima! - Disse Ramsés, subindo na janela.

_Não podemos deixá-lo ir sozinho... não podemos perder mais ninguém! - Disse Iara.

_Eu prometo que lutarei com ele por vocês! Me esforçarei! Confiem em mim! - Emplorou Ramsés.

_Certo, mestre! Acabe com ele! - Disse Rupert, sorrindo.

Ramsés assentia e subia no telhado também, a partir daí, só podia-se ouvir as batidas de sapatos no telhado.

_Então... parece que você gosta mesmo de levar uma surra! - Disse Mordred.

_E parece que você gosta mesmo de fazer besteiras! - Disse Ramsés.

_Ah, você fala isso porque não sabe o que é poder, controlar os outros, ter escravos. - Disse Mordred, num tom baixo.

_E você sabe de mais sobre isso! - Disse Ramsés.

Mordred dava um sorriso e aparecia na frente de Ramsés, atacando-o com uma rasteira, derrubando-o. A sala começava à rolar um pouco mais. Ramsés percebia que não havia como lutar e que havia uma pedra enorme no caminho. Então, começou a arrastar-se até o final do telhado e em seguida, pendurou-se no mesmo e jogou-se para dentro da sala.

_Protejam-se todos, vamos bater numa pedra! - Disse Ramsés. Todos se entreolharam. - Andem!!!

Sem perder tempo, todos corriam na direção oposta do lado que seria atingido pela pedra e, como a parede estava como teto, todos ficavam pendurados nas janelas. Infelizmente, não havia janelas para todos, então, alguns seguraram as pernas daqueles que estavam pendurados nas janelas.

A sala atingia a pedra e o estrago era enorme, todos continuavam pendurados, até que, Ramsés dava uma espiada pelo arrombo.

_Há uma rampa de neve!!! - Disse Ramsés.

A sala passava pela rampa e parecia voar por alguns segundos, todos gritavam desesperadamente, até a sala atingir o chão e quebrar-se, por sorte, ninguém se feria, pelo fato de cair sobre a neve.

Todos saíam de dentro da sala, e percebiam que Mordred havia escapado.

_Droga!!! - Rupert chutava a neve, com raiva.

_Parados!!! - Disse um policial, apontando a arma para todos os que estavam lá.

_Quem é você? - Perguntou Iara.

_Eu sou Carl, policial, e vocês estão presos! - Disse o policial.

_Presos? - Perguntou Ramsés.

_Ah, vocês não sabem? Desceram o Monte inteiro numa... sala, além de ter feito ele desmoronar, vocês, vândalos, não respeitam mais nada!!! - Disse o policial. - Trinta anos para cada e... - o policial via Eric com seu dedo indicador no nariz. - ... e trinta e oito para vocês, rapaz!

_Mas o senhor não viu? o Homem que estava sobre o telhado? - Perguntou Rupert.

_Quem? O Papai Noel? - Perguntou o policial. - Esperem... vocês são os donos daquele Planador que caiu?

_Ah, claro que não! - Respondeu Clark. - Se fôssemos donos dele, não acha que estaríamos mortos?

_É... faz sentido! Mas ainda sim, vocês...

_Olha, Kenny... - Começou Calisto.

_É Carl!!! - Cortou o policial.

_Isso, Carl, se você é mesmo policial, cadê seu carro? - Perguntou Calisto.

_Ah, er... - Começou o policial.

Alguém descia do Monte Everest, era Diego e, estava esquiando.

_Ele está... - Começou Eric.

_Vivo! - Completou Matheus.

_E o Sasaki? - Perguntou Calisto?

_Eu o vi cair mas, ele não se pendurou em lugar nenhum. - Disse Diego, triste.

Todos abaixaram a cabeça.

_Quem é você? - Perguntou o policial.

_Quem sou eu? Quem é você para querer saber quem sou eu? - Perguntou Diego.

_Ele é o Kyo! - Disse Calisto.

_É CARL!!! - Disse o policial, irritado.

_Desculpa! - Disse Calisto, enquanto alguns riam.

Estava tudo muito calmo, até que, o corpo do policial começava à flutuar. Uma aura negra surgia em sua volta.

_O que está havendo??? - Perguntou Iara.

_Essa aura... - Disse Diego.

O uniforme de policial desintegrava-se aos poucos, revelando uma roupa completamente negra. Uma fumaça negra se juntava sobre a cabeça do policial, formando um boné roxo. O mesmo acontecia nas suas costas, que aparecia uma capa e nas mãos, que apareciam duas luvas.

_Nos encontramos de novo, Diego! - Disse o policial.

_Como ele sabe seu nome? - Perguntou Rupert.

_Ele é Carl... meu irmão. - Respondeu Diego, abaixando a cabeça.

Carl descia, e, no momento em que seus pés tocavam na neve do chão, a mesma derretia. - O que fazem aqui? - Perguntou o Carl.

_Estamos atrás de Mordred, viu ele? - Perguntou Eric.

_Não falem com ele!!! - Disse Diego.

_O que? Eu não farei nada com eles! - Disse Carl.

_Não venha com esse papo inocente! - Disse Diego, se aproximando de Carl. - O que fez com ele?

_Eu não fiz nada!!! - Respondeu Carl.

_Ele não pode ter sumido sozin... - Antes de Diego terminar, Carl o acertava com um soco no queixo, nocauteando-o.

_Diego!!! - Disse Rupert.

_Agora escutem!!! - Disse Clark, pegando Diego pela camisa. - Eu quero que me ajudem à roubar os Merlitens daquele cara!

_E se não quisermos? - Perguntou Lúcio.

_Seu amigo aqui vai virar pó! - Disse Carl.

Todos se entreolharam e perceberam que não havia outra escolha.

_Excelente! - Disse Carl, sorrindo. Em seguida, Carl fazia alguns movimentos com as mãos e, uma fumaça negra surgia no braço direito de todos os que estavam lá. - Isso impedirá que vocês usem seus poderes!

_Então, gênio, o que faremos agora? - Perguntou Eric.

_Eu tenho um plano! - Disse Carl, sorrindo.
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MensagemAssunto: Re: À Prova de Tudo - A História.   Seg Jan 03, 2011 6:04 pm

Capítulo 15

O Dia das Bruxas.

Todos começavam à caminhar pela neve, Carl levava Diego nos ombros.

_E... quando vai nos dizer seu plano? - Perguntou Rupert.

_Que tal vocês me contarem o próximo passo de vocês? - Retrucou Carl.

Matheus e Iara se entreolhavam.

_Bom, nós íamos chamar os membros da Corte dos Dominus para achar o... - Começava Eric, até Lúcio tapar sua boca com a mão.

Carl dava uma risada. - Acreditem garotos, se querem sair deste rolo sãos e salvos, precisam confiar em mim!

_Precisamos encontrar a Excalibur... - Disse Matheus.

Carl parava de andar e virava para o grupo. _E vocês acham que vão até lá, pegar a espada e tudo ficará bem? - Perguntou Carl.

_Nós não pensamos tanto assim, tá legal? - Retrucou Lúcio.

_Vocês não pensaram nem isso aqui!!! - Carl mostrava o dedo indicador e o polegar juntos. Em seguida, Carl virava-se e voltava à andar.

_E qual o seu plano, gênio? - Perguntou Matheus.

Antes de Carl responder, Iara levava um pequeno susto, que chamava a atenção de todos. Ao olhar para seu pé direito, Iara via uma garrafa vazia.

_Uma garrafa de vinho? - Perguntou Iara.

_De rum, para ser exato, madame! - Disse um homem que estava sentado na neve.

_Hm... cabelos longos, barba, a roupa e esse lenço na cabeça... só pode ser... - Começou Rupert.

_Um pirata!!! - Completou Calisto.

_Ah, eu mereço! - Disse Carl.

_Exatamente, sou um pirata! E dos bons! - Disse o pirata, se levantando.

_Olha, estamos com pressa... - Começou Carl.

_Você quer ir com a gente? - Perguntou Iara.

_O quê??? Isso é ridículo!!! - Berrou Carl.

_Gostamos mais do pirata do que de você! - Disse Calisto.

_Nossa! Ele é só um palhaço fantasiado!!! Eu sou melhor que ele!!! - Disse Carl.

_Ele é engraçado! - Disse Matheus.

_Hm... parece que não me querem por perto! Não me importo, sou muito importante noutras áreas! - Disse o pirata.

_Importante? Onde? No esgoto com os ratos? - Perguntou Carl.

_Na casa da sua esposa, por exemplo! - Disse o pirata. Todos começavam à rir.

Carl se preparava para atacar, até Iara infiltrar-se entre os dois.

_Ele vai conosco! Além disso, piratas sabem usar espadas!!! - Disse Iara.

_E ele pode me ensinar!!! - Disse Calisto.

Novamente, Carl virava-se. - Tanto faz, agora vamos continuar com este show de horrores.

_Onde está seu navio? - Perguntou Calisto.

_Eu fui colocado para fora, eu fazia parte da tripulação, meu sonho é ter meu próprio navio!!! - Respondeu o pirata.

_E por que escolheu ser pirata? O dia das bruxas já passou, sabia? - Perguntou Carl.

Na verdade, é amanhã! - Respondeu o pirata, ignorando a primeira pergunta de Carl.

_Precisamos achar um abrigo! - Disse Ramsés.

Todos começaram à caminhar, exceto Iara. - Eu sinto... alguma coisa... - Disse a mesma.

_Deve estar nervosa, vamos! - Disse Carl. Então, todos foram.

Ao chegar na cidade de Catmandu, o grupo começou à caminhar pelas calçadas, todos olhavam, estranhando as roupas. Já era noite, e todos estavam com sono.

_Ah... com licença, pode me dizer as horas? - Perguntou Eric.

_São onze horas e trinta e sete minutos! - Respondeu um homem.

Eric agradeceu e todos continuaram, chegando à uma praça, com um chafariz no centro. Perto do chafariz, havia um velho, de terno e gravata.

_Eu sabia que viriam... - Disse o velho, de frente para o chafariz e de costas para o grupo.

_Quem é você? Como sabia? - Perguntou Lúcio.

_Eu sou Simão... Merlin me falou de vocês! - Disse o velho, virando para o grupo. O velho tinha cabelos brancos, longos e brilhantes, não tinha barba nenhuma e suas roupas eram um tanto velhas e longas.

_Nossa, você é... - Começou Rupert.

_Irmão de Merlin? - Completou Simão, rindo. - Não, mas muita gente fala isso!

_E você estava nos esperando... para fazer o que? - Perguntou Iara.

_Ele pediu para que eu invocasse as bruxas. - Respondeu Simão.

_Que bruxas? Isso existe? - Perguntou Carl.

_Estranho perguntar se bruxas existem. 97% deste mundo não acreditaria na existência de vocês, sabia? - Retrucou Simão.

_E quanto a história de Merlin? Eles nunca ouviram falar? - Perguntou Iara.

_Claro que já, mas eles não sabem que vocês nasceram e, nenhum humano sabe da existência da Corte dos Dominus. - Respondeu Simão.

_Eu sou um humano e sei de tudo! - Disse Rupert.

_Você não é humano! Desde quando um humano nasce através da magia? Desde quando um humano canaliza os quatro elementos e o lança numa alma, que faz com que ela volte à forma humana? - Perguntou Simão.

_Como sabe disso tudo??? - Perguntou Rupert, pensando em tudo o que Simão disse.

_Um amigo meu me contou! - Respondeu Simão. Naquele momento, a água do chafariz tomava a forma de um corpo.

A água voltava para o chafariz, deixando apenas uma alma ali na frente.

_P... Paco!!! - Disse Iara, correndo até a alma, que tomava a forma humana.

_Eu disse que eu podia me transformar em alma pura e me adaptar à qualquer elemento! - Disse Paco, abraçando Iara. Todos sorriam.

_Nunca poderemos retribuir... - Começou Lúcio.

_Vocês esqueceram? Eu devia isso à vocês!!! - Disse Paco, sorrindo.

_Que bom que fez novos amigos, Paco! - Disse Simão. - Mas, onde está Sasaki?

_Ele morreu. Mordred jogou-o do Monte Everest!!! - Respondeu Eric.

Paco ficava em choque com a notícia e era consolado pelos amigos.

_Isso é muito triste, mas não podem deixar que a vingança tome conta de vocês! - Disse Simão.

_E você tem algum poder? - Perguntou Matheus.

_Eu fiz um ritual com Merlin! Minhas três filhas morreram nas mãos de ladrões, bem aqui, nesta praça. Eu pedi à ele que, todos os meus poderes de bruxo fossem divididos e dados à elas. Elas estão no céu, em paz e, em todos os Dia das Bruxas, eu ganho o poder de invocá-las. - Explicou Simão.

_E o que elas fazem durante o Dia das Bruxas? - Perguntou Matheus.

_Passeiam por aí! Curam os doentes, dão comida, essas coisas de bruxos. - Disse Simão.

_E isso vai nos ajudar...? - Perguntou Lúcio.

_Vocês querem encontrar o Espelho do Tempo! Ela vai criar um portal que levará vocês até lá!!! - Respondeu Simão.

Todos começaram à festejar, até surgir um "MAS".

_Só três pessoas poderão entrar no portal! - Disse Simão.

_Ótimo, quem será? - Perguntou Calisto.

_Acho melhor os adultos, afinal, estamos com essa pulseira feito pelo cabeção, ali! - Disse Lúcio, apontando para Carl.

_Que tal Diego, o pirata e... - Começou Rupert.

_E...? - Perguntou Carl, se exibindo.

Rupert dava um tapa em sua testa. - ... e o Carl! - Completou.

_Mas e o Clark, Ramsés...? - Perguntou Iara.

_Olha, eu concordo, Diego e Carl são poderosos e o Pirata pode distraí-los! - Disse Matheus.

_Ótimo, vou invocar minhas filhas! - Disse Simão, movendo as mãos e os dedos. Um brilho surgia no chafariz e, três almas saíam do mesmo.

_Ah, aleluia! Livres de novo! - Disse uma das bruxas, aparentemente a mais velha.

_Pessoal, essas são: Norma, a mais velha e mais poderosa; Nancy, a mais inteligente e Neiva, a mais nova e mais delicada.

_Hm... olha Norma, crianças! - Disse Neiva.

_Mas que gracinhas que elas são!!! - Disse Nancy.

_Meninas, três desses jovens precisam ser teletransportados para Mar Negro! - Disse Simão.

_Tá bom pai, depois disso, vamos às compras, minhas roupas estão horríveis! - Disse Norma.

As irmãs se juntavam e formavam um portal, enquanto os outros acordavam Diego.

_Vocês precisam ser rápidos, pois precisamos cuidar das pessoas e de nós mesmas! - Disse Neiva.

_Mas... Mar Negro... noite... não combinam!!! Não podemos esperar amanhecer? - Perguntou Rupert.

_Claro que não, bobinho! Pois não podemos viver na claridade. Nós aparecemos na madrugada do dia 31 de outubro e ficamos aqui até sete horas da manhã, quando vamos embora! Depois, voltamos às sete da noite e, assim, partiremos na madrugada do dia 1º de novembro! Sendo assim, ficamos aqui por doze horas! - Explicou Norma.

_Então, vamos procurar o Espelho do Tempo o quanto antes! - Disse Carl, enquanto Diego acordava.

_O Espelho está numa caverna, no fundo do Mar Negro. - Disse Simão.

E assim, Carl, Diego e o Pirata entraram no portal. A viagem foi num piscar de olhos, todos se viam à margem do Mar Negro.



_Isso é... inacreditável! - Disse Diego.

_Vamos, não temos tempo para apreciar! - Disse o pirata, mergulhando.

Os irmãos se entreolhavam e mergulhavam. Alguns minutos depois, o trio ficava sem ar, até que, de repente, todos conseguiam respirar, obra das Irmãs Bruxas. Todos nadaram mais de dois mil metros, exaustos e quase sem esperança, estavam prestes a desistir, até verem um buraco. Os três entraram no buraco, um por vez e desceram mais três metros, até chegarem à uma sala escura.

O trio olhava para os lados, e não havia nada que se pudesse fazer, até que, a sala começava à brilhar. O buraco na sala, na qual fora a passagem do trio, se fechava e a água começava à ser sugada por um pequeno ralo. Levou cerca de 2 minutos para toda a água ser sugada e, de repente, as tochas ascendiam, revelando vários espelhos de vários tamanhos. Todos ficavam abismados com tantos espelhos.

_Eu acho que... o Espelho do Tempo deve ter algo diferente dos outros... eu acho. - Disse o pirata.

_Provavelmente ele é... indestrutível. - Disse Diego.

Para ver se era realmente indestrutível, todos começaram à pisotear os espelhos, um por um e jogando do outro lado da sala. Pouco a pouco, os espelhos acabavam, até restar apenas um. Diego pegava este último espelho.

_Espelho do Tempo, leve-nos para a praça, onde encontra-se Simão e os outros! - Disse Diego, segurando o espelho, mas nada acontecia. Apavorado, Diego atacava o espelho com um pequeno soco, e o mesmo se quebrava.

_AH!!! Eu não acredito!!! O Espelho do Tempo é indestrutível coisa nenhuma!!! - Disse Carl, furioso.

_Ah eu achei que seria, não é? - Perguntou Diego, indignado.

Carl retirava o boné e começava a puxar os cabelos. - Presos aqui para sempre!!! E a culpa é sua!!! - Disse o mesmo, apontando para Diego.

_Esperem, ainda podemos destruir essas paredes e fugir! - Disse o pirata.

Diego lançava um pequeno raio contra a parede, causando um pequeno arrombo. Infelizmente, quando todos olharam pelo arrombo, havia apenas barro. A sala estava dentro do solo e a única saída era o cano, que estava trancado.

_E agora? O que faremos? - Perguntou o pirata.

_Vou destruir o teto, então!!! - Disse Carl.

De repente, ouvia-se um barulho no meio do barro, e, em seguida, um líquido saía de dentro dele e caía no chão. Era água pura.

_Que falta faz a Iara! - Disse Diego.

A água começava à tremer e tomava a forma de uma mulher. Gorda e um pouco baixa, uma velha, provavelmente.

_Quem é você? - Perguntou o pirata.

_Quem sou eu? Onde estão os... - Começava a mulher, até perceber que os espelhos estavam destruídos, todos eles. - Vocês destruíram o Espelho do Tempo???

_Ah, pois é... esses espelhos de hoje em dia... - Começava o pirata, rindo. Num piscar de olhos, o mesmo via uma espada de gelo apontada para o seu pescoço.

_Eu vou arrancar a cabeça de vocês um por um!!! - Disse a mulher, se preparando.

_Só por cima do meu cadáver! - Disse o pirata retirando a espada. - Para trás! Eu sei lidar com espadas!

A mulher então, fazia um movimento horizontal com sua espada de gelo, que acertava a espada do pirata, lançando-a para o lado.

_É claro que... nem sempre as coisas dão certo! - Disse o pirata, se afastando.

_Morra!!! - A mulher começava à atacar o pirata, mas o mesmo desviava, não intencionalmente, ele parecia mais um bailarino.

_Aqui!!! - Diego lançava a espada para o pirata, que, acidentalmente, atravessava o peito da mulher. Todos ficaram horrorizados.

_Desculpe, minha espada tem vida própria às vezes! - Disse o pirata, retirando a espada do peito da mulher.

_Ora seu...!!! - A mulher acertava o rosto do pirata com um murro, empurrando-o. Revidando, o pirata cortava fora o braço da mulher que, em seguida, regenerava.

_Você é a mulher mais tóxica que já encontrei! - Disse o pirata, sorrindo.

_Eu sou Água Pura, não Água de Esgoto! - Disse a mulher, atacando o pirata com um chute no meio de suas pernas. O pirata caía no chão, largando sua espada.

Diego e Carl se entreolhavam e percebiam que eles eram os próximos à perder seus filhos. Sem perder tempo, Carl levantava sua mão esquerda e Diego levantava sua mão direita. A luz e a escuridão se uniam e formavam uma esfera de energia dourada, que atacava a mulher e a desintegrava.

_Ai... - O pirata se levantava, cambaleando. - Droga... aquela megera... não se pode mais elogiar, que elas levam tudo à sério!

A mulher se regenerava atrás do pirata. O mesmo corria de lá, ficando entre Carl e Diego.

_Muito bem!!! - Disse a mulher, pegando a espada do pirata. - Agora não podem me atacar!

Carl resmungava e lançava duas rajadas negras que atingiam as mãos da mulher, fazendo com que as espadas caíssem. Diego pegava a Espada de Gelo e o pirata pegava a sua espada.

_Ah!!! Eu não aguento mais vocês!!! - A mulher abria os braços e vários chicotes saíam do seu corpo, que atacavam o trio, causando vários ferimentos.

_Ah, vamos, pirata!!! - Disse Diego, correndo até a mulher. Sem perder tempo, Diego atacava a mulher com um golpe vertical, mas a mesma dava um salto para o lado. O pirata, vendo que Diego havia fracassado, se aproximava e atacava a mulher com um golpe diagonal, na qual a mulher se partia ao meio e se regenerava. Percebendo que ambos haviam abaixado a guarda, a mulher pegava os dois pelo pescoço.

_Vocês estão fritos!!! - Disse a mulher, sorrindo.

Diego se preparava para atacar a mulher, mas a mesma o nocauteava com um chicote que acertava sua testa.

_Você que está!!! - Diego levantava a Espada de Gelo, que cortava o braço da mulher, se libertando. Por algum motivo, o braço dela não havia se regenerado.

Aproveitando, Diego cortava seu outro braço, libertando o pirata, que se fingia de morto.

_Ah... meus... meus braços!!! - Disse a mulher. - Seu jovem nojento!

_Nojento? - Perguntou Diego. - Você é tão velha que quando estava na escola, não existia aula de história!!!

Diego e o pirata riam.

_É isso aí! Você é tão velha que na sua data de nascimento está escrito "Expirado"!!! - Disse Carl, dando um toque de mão com Diego.

_É!!! Você é tão velha que na sua época o arco-íris era preto e branco. - Disse o pirata, mas ninguém ria.

_Preto e branco? - Disse Carl, indignado.

_Foi a única que veio à cabeça. - Disse o pirata.

_Enfim, você é tão velha que na sua época o Mar Morto ainda estava vivo. - Disse Diego, novamente, todos riam.

_E você é tão velha que o seu RG é em algarismos romanos. - Disse Carl. Todos se matavam de rir.

A risada continuava sem parar, o pirata ficava dançando na frente da mulher, rindo da cara dela sem parar. "Algarismos Romanos" e "Nascimento Expirado" era o que mais se repetia. Até a risada, aos poucos, se acabar.

_Crianças! - Disse a mulher, formando um enorme espinho de gelo. Sem perder tempo, lançava contra Carl. Mas Diego se jogava na frente, atacando o espinho com a espada em um movimento vertical, que partia o gelo ao meio.

_E agora... Feliz dia das Bruxas, terceira idade! - Diego enfiava a espada de gelo no coração da mulher, fazendo com que ela começasse à brilhar.

_A guardiã do Espelho do Tempo foi derrotada... seu caminho está limpo... entre no portal e você voltará à praça, onde seus amigos estão. - Disse a mulher, seu corpo sumia e, no local onde estava, surgia um portal.

O trio entrou, infelizmente, de mãos vazias. É claro que Diego ficou com a Espada de Gelo, mas, não foi aquilo o verdadeiro objetivo.
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MensagemAssunto: Re: À Prova de Tudo - A História.   Seg Jan 03, 2011 6:05 pm

Capítulo 16

Abrem-se as portas do Inferno.

Ao chegar na praça, Diego, Carl e o pirata se depararam com uma cena horrível: Tudo estava em chamas. O grupo havia sumido, ou pelo menos, fugido. Mas fugido do que?

_Meu Deus... é um acontecimento pior que o outro... - Disse o pirata.

_Onde está o espelho? - Perguntou um homem de costas para o trio.

_Não sabemos!!! - Respondeu Diego.

O homem virava-se e, com a iluminação do fogo, mostrava ser...

_Mordred!!! - Gritou Diego, segurando a Espada de Gelo. - Como fugiu de lá?

_Me entreguem o Espelho do Tempo, ou matarei os outros... assim que eu achá-los! - Ordenou Mordred.

_Cansei desse cara! - Carl levantava sua mão e, na mesma, surgia uma esfera negra.

_Você deve ser o Carl, certo? - Perguntou Mordred. - Vamos ver se consegue tomar meu lugar... morto!!!

Carl, sem responder, lançava a esfera negra contra Mordred, na qual o mesmo desviava com um mortal para o lado. Sem esperar, Carl já lançava outra esfera negra, mas Mordred a atacava com um chute, lançando-a contra Diego.

Carl ficava na frente de Diego e desfazia a esfera negra. - Essa luta é entre nós dois!!!

Diego ficava surpreso com a atitude de Carl, e começava à se lembrar de sua infância...

_Mãe... ele fica levitando minha comida!!! - Disse Diego.

_Carl, pare de brincar com a comida do seu irmão!!! - Ordenou a mãe.

_Ora, ele só está com inveja porque eu tenho esses poderes e ele não!!! - Disse Carl.

_Cala a boca!!! Eu não tenho inveja de você!!! - Berrou Diego, saindo da mesa.

_Diego, não... - Começou a mãe.

_Não aguento mais ele!!! - Disse Diego, saindo de casa.

Ao sair de casa, Diego caminhava sem olhar para trás, até chegar ao topo de uma montanha.

_O que foi, garoto? - Perguntou uma voz que parecia vir de trás de Diego.

Diego virava-se desesperadamente, esperando que fosse seu pai, mas só via um velho.

_Por que quer saber? - Perguntou Diego, emburrado.

_Eu vejo algo no seu futuro, jovem! - Disse o velho.

_Como o que? - Perguntou Diego.

_Eu me chamo Merlin, estou fundando a Corte dos Dominus e gostaria que você o vice presidente desta corte. - Disse o velho.

_Corte dos Dominus? Por que me quer lá? Chame meu irmão! - Disse Diego.

_Eu sei o que seu irmão faz, e sei o que você fará! - Disse Merlin.

_O que, vai me dar poderes? - Perguntou Diego.

_Você terá de merec... - Começava Merlin.

Diego se emocionava com suas lembranças, até as mesmas serem interrompidas por uma explosão.

_Você não é nada comparado à mim! - Berrava Carl.

Mordred fazia vários movimentos com as mãos, lançando várias rajadas de fogo contra Carl, por sorte, Carl defendia com um campo de energia. Carl então expandia aquele campo de energia, causando uma poderosa explosão que lançava Mordred para longe.

Mordred rolava alguns metros e se levantava. - Muito bom! - Mordred abria os braços e lançava um enorme pedaço de terra contra Carl. Carl lançava uma rajada cortante na pedra, partindo-a ao meio, em seguida, lançava-as contra Mordred. Cansado, Mordred lançava duas rajadas de fogo contra as pedras e as lançava contra Carl, causando uma explosão.

_Eles são bons... - Disse o pirata.

_É... é o meu irmão. - Disse Diego, sorrindo.

A fumaça sumia aos poucos, e, Diego via seu irmão deitado no chão.

_Ah!!! Vamos Carl, faz isso pela mamãe!!! - Berrava Diego.

Carl se levantava. - Diego... cuide da mamãe... - Disse Carl.

Diego olhava seriamente para Carl. - Não faça isso!!!

Carl abria os braços e uma aura negra rodeava seu corpo.

_NÃO!!! - Diego tentava se aproximar, mas o pirata o segurava.

Com raiva, Diego acertava o nariz do pirata com o cotovelo, e corria para impedir o irmão, mas era tarde de mais. O corpo de Carl explodia e atingia Mordred em cheio. Diego era jogado para trás bruscamente.

_NÃO!!! Carl!!! CARL!!! - Ouvia-se os ecos dos gritos de Diego por toda a cidade. Diego chorava desesperadamente e, no lugar em que estava o corpo do irmão, encontrava-se sua capa negra.

_Ah... essa doeu!!! - Disse Mordred, sem o braço esquerdo. Diego sentia um ataque eu seu coração ao ver Mordred, não só porque ele estava vivo, mas porque uma das luvas de Merlin poderia ter sido desintegrada.

_Ele se sacrificou... aparentemente por nada!!! Mas eu não vou deixar você escapar desta vez!!! - Diego se aproximava de Mordred e o atacava com a espada de gelo num movimento horizontal, causando um corte profundo na barriga de Mordred.

_Ah seu... seu nojento!!! - Berrava Mordred.

Diego fazia o mesmo golpe com a espada, mas ele sentia que havia atacado algo duro. Era o pedaço da Excalibur que havia saído do corpo de Mordred.

O pequeno pedaço brilhava e se juntava à Espada de Gelo. Diego sorria, pois, ao invés de pegar o Espelho do Tempo, ele pegou a Excalibur.

_Não!!! A... a Excalibur! - Berrava Mordred, se aproximando de Diego.

Diego fazia um movimento vertical com a Excalibur, lançando uma poderosa rajada verde contra Mordred, lançando-o longe.

_Rápido, precisamos encontrar os outros e recarregar a Excalibur com o Poder das Almas!!! - Disse Diego.

_Vamos! - Disse o pirata.

Os dois se preparavam para correr, até que Diego olhava mais uma vez para a capa do irmão. Diego a pegava e, percebia que havia uma cápsula embrulhada pela capa.

_Vamos logo!!! - Berrava o pirata. Diego então, saía de lá.

Ambos se escondiam num beco escuro, até que Norma, a mais velha das bruxas, passava pelo beco.

_Norma, aqui!!! - Disse Diego.

Norma virava-se e se surpreendia com os dois. Ambos estavam sujos e com alguns ferimentos.

_Oh céus, o que aconteceu com vocês? Pegaram o Espelho do Tempo? - Perguntou Norma.

_Não, mas pegamos a Excalibur. - Respondeu o Pirata.

_Excalibur??? O que ela fazia lá? - Perguntou Norma.

_Não sei... ela... estava lá com uma mulher feita de água! - Respondeu Diego. - Onde estão todos?

_Simão os escondeu na nossa casa, sigam-me, eu os levarei até lá! - Disse Norma, ambos assentiram.

A viagem durou alguns minutos, até eles chegarem.

Diego mal entrava na casa e já era abraçado por Iara, aquele foi o momento mais feliz de sua vida.

_Nossa, e quem vem me abraçar? - Perguntou o pirata, abrindo os braços.

_Hm... mas que jovem bonito! - Disse uma velha, esposa de Simão, que abraça o pirata, enquanto todos riam.

_O que houve lá atrás, quando saímos? - Perguntou Diego.

_Bem... depois que saíram, Simão ficou contando histórias de terror. Mas aí... - Começou Matheus.

_Mordred apareceu? - Perguntou Diego.

_Sim! Não me diga que vocês enfrentaram ele? - Perguntou Iara. - Cadê o Carl???

Diego e o pirata abaixavam a cabeça. Aquele gesto explicou tudo.

_Ele nos deixou isso. - Disse Diego, mostrando a cápsula.

_Heh... ele quer que vocês troquem a alma de Merlin, que está lá no outro mundo, com a de Carl, que está aí dentro. - Disse Simão, sorrindo.

_Podemos fazer isso??? - Perguntou Diego, sorrindo.

_Sim! - Disse Simão. - É preciso um ritual para isso e... você deverá escolher entre Merlin ou seu irmão.

_Como assim? - Perguntou Diego, desfazendo o sorriso.

_Bem, se você abrir esta cápsula, você reviverá Carl, se você fizer o ritual, reviverá Merlin e, seu irmão... bem... - Disse Simão, não querendo terminar a frase.

_Morrerá! - Completou Diego, triste. - O problema é que... Merlin não ia aceitar isso, pois, quem gostaria de tirar a vida de um jovem e substituir por um... homem mais velho.

_Mas é o próprio Carl que quer isto. - Disse Lúcio.

_Vocês não entendem! - Disse Diego. - Se eu reviver Carl, ele vai ficar bravo, pois ele QUER ser substituído por Merlin, mas Merlin não ia gostar nada desta ideia de substituição.

_Então, cabe à você decidir! - Disse Eric.

_Tá... vamos logo ressuscitar Merlin. - Disse Diego.

_Seus pais devem estar orgulhosos de você, filho! - Disse Simão, colocando sua mão no ombro de Diego.

_E como é este ritual? - Perguntou Rupert.

_Vamos à praça, é o local mais mágico daqui! - Disse Simão.

Todos saíram de lá e voltaram à praça. Estava tudo destruído. Diego se lembrava de seu irmão e chorava um pouco, mas era consolado pelos amigos.

_Tudo bem, é o certo à se fazer! - Disse Matheus, sorrindo. Era muito difícil para Diego retribuir o sorriso.

_Bem, coloque a cápsula ali no centro! - Disse Simão.

E assim foi feito, Diego colocou a cápsula e se afastou. Simão movimentava suas mãos lentamente, e a cápsula estourava, liberando Merlin.

_Pai!!! Todos corriam para abraçar Merlin, exceto Simão e Diego.

_Não quero nem ver a cara dele quando souber como voltou! - Disse Diego.

_Ele entenderá! - Disse Simão.

Ao perceber que Diego havia abaixado a guarda, Mordred pegava a Excalibur de suas mãos.

_Hah, fácil como tirar doce das mãos de criança. - Disse Mordred.

_Ah, não!!! - Berrou Diego.

_Mordred! Você me aprisionou naquele lugar!!! - Disse Merlin. - Você deve aceitar sua derrota!

Mordred sorria e começava à girar, lançando uma enorme rajada verde contra todos. Merlin e Simão se protegiam, enquanto Ramsés e Rupert viravam um mortal. Os outros eram nocauteados.

_Você não vai escapar, seu nojento! - Berrou Rupert, correndo até o mesmo, atacando-o com uma voadora, lançando Mordred para trás.

No chão, Mordred chutava o ar, lançando uma rajada de ar contra Rupert, derrubando-o. Merlin levantava as mãos e, do chão, surgiam vários espinhos, mas Mordred escapava, dando um salto do chão e caindo sobre Ramsés, atacando-o com um chute.

_Agora, os dois velhos! - Disse Mordred, lançando várias rajadas verdes contra os dois magos.

Ambos protegiam-se, até que Mordred atacava Simão com uma rajada de fogo. Simão atacava a rajada de fogo com um pequeno chute, desfazendo a esfera.

Percebendo o fracasso, Mordred desfazia sua posição de luta. Merlin percebia a atitude de Mordred e ficava extremamente sério. Em seguida, seu corpo se transformava em fumaça e parecia entrar no corpo de Rupert.

Merlin estranhava, seria mesmo aquilo o fim? Ficava tudo quieto, até Merlin olhar para trás e ver Rupert se aproximar e atacar Merlin com um chute. Merlin defendia com o antebraço. Horrorizado, Merlin ficou encarando-o.

_Rupert, o que foi isso? - Perguntou Merlin.

_Você nos deixou!!! - Disse Rupert, atacando Merlin com alguns socos, que Merlin desviava apenas movendo a cabeça para os lados.

Eric começava à acordar e percebia que Rupert estava atacando Merlin. "Isso só pode ser uma coisa: Mordred está controlando Merlin e Rupert está tentando expulsa-lo."

_O que está fazendo? - Perguntou Eric.

Naquele momento, os dois falavam juntos: Mordred entrou no corpo dele!!! Sem pensar muito, Eric lançava um enorme pedaço de pedra contra Merlin, que defendia.

_Eric!!! Não!!! - Berrava Merlin. Rupert se preparava para finalizar Merlin, até um raio atingir seu braço, derrubando-o.

_Diego, como sabia que... - Começava Merlin.

_Heh, sua mente é poderosa de mais para ser controlada! - Completou Diego, sorrindo.

Mordred saía do corpo de Rupert e flutuava.

_Ratos sujos, vocês vão pagar!!! Todos vocês!!! - Berrava Mordred, que levantava sua única mão para os céus. Um redemoinho negro surgia. - Que todas as almas presas no inferno venham à terra e acabem com esses nojentos de uma vez por todas!!! Não posso dominar o mundo só com um braço!!!

Naquele momento, milhares de monstros desciam à terra e começavam à destruir tudo e todos.

_Heh!!! Vamos, quero ver como vocês lidam com esta situação!!! - Disse Mordred.
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MensagemAssunto: Re: À Prova de Tudo - A História.   Seg Jan 03, 2011 6:06 pm

Capítulo 17

A Floresta Maldita.

_Precisamos nos dividir!!! - Disse Merlin, enquanto Rupert acordava os outros.

O grupo se separava, cada um corria para uma direção para enfrentar os monstros. Mordred olhava para os lados e via a luva que estava em sua mão direita. Como todos estavam distraídos, ninguém percebeu a fuga de Mordred com a luva.

_Vou mandar você de volta para o lugar de onde veio! - Disse Matheus, atacando um dos monstros com um chute.

No meio dos berros e explosões, um velho descia, e corria, provavelmente um ser humano à mais que queria aproveitar a segunda vida.

_Mantenham-se unidos!!! - Disse Diego, lançando alguns raios contra alguns monstros, destruindo-os. Os monstros se multiplicavam, parecia interminável.

Um monstro se preparava para atacar Lúcio, mas o mesmo atacava-o com uma rajada de fogo, jogando o monstro para trás. Iara puxava um pouco de água do ar e atacava os monstros com vários chicotes de água. Matheus fazia alguns movimentos com as mãos e uma rajada de vento passava pelas pernas de alguns monstros, derrubando-os. Aproveitando as situações dos monstros, Clark se jogava sobre os monstros, como um elefante.

Tudo estava sob controle, até ouvir-se uma voz, parecia que alguém estava conjurando alguma coisa, até todos perceberem que havia um velho. O mesmo dizia alguma coisa relacionada à "filho", em seguida, lançava uma rajada negra, que atacava o peito de Clark, que lançava-o longe, morto. Todos ficavam horrorizados com o que viam, e, ao mesmo tempo, apavorados. Antes de alguém puder revidar, o velho desaparecia misteriosamente.

_CLARK!!! - Diego corria até o amigo, mas o mesmo não dava sinal de vida.

Um dos monstros se preparava para atacar Diego com uma rajada Negra, mas um cachorro o atacava, derrubando-o.

_Dingo??? O que faz aqui??? - Perguntou Ramsés.

_Vocês precisam sair daqui, Ramsés está planejando jogar o Monte Everest sobre suas cabeças!!! - Disse Dingo, se transformando em humano.

_Ele não pode dominar aquilo tudo! Pode? - Perguntou Iara.

_Aquilo é moleza para ele... é claro que, com um braço será mais difícil, mas, ele consegue sim! - Disse Ramsés.

_Vamos, não podemos perder tempo! - Disse Merlin.

Todos corriam, entrando numa floresta. Era um tanto difícil correr, haviam milhares de arbustos no caminho.

_Nossa, estou cansado!!! - Disse Matheus, parando aos poucos.

_Acho que ele não nos achará! - Disse Diego.

_Vamos andando então. - Disse o pirata.

Todos caminhavam lentamente, até aparecer uma alma que atravessava o caminho.

_Olha, uma alma! - Disse Lúcio. Naquele momento, mais almas atravessavam.

_Não deviam estar aqui! - Disse uma das almas.

_Por que não? - Perguntou Eric.

_Nós moramos aqui! Praticamente a Terra inteira é de vocês, essa área é nossa! - Disse uma outra alma. Todas as almas se viravam para o grupo. O grupo se entreolhava e se preparava para retirar.

_Mas precisamos passar por esta floresta! - Disse Simão. - Deixe-nos passar!

_Tente a sorte! - Disse uma terceira alma. Em seguida, as almas começavam à se unir e formar uma só.

_Lá vem!!! - Disse Ramsés, se preparando.

O chão começava à tremer, e o chão se parti ao meio. O grupo ficava dividido: Matheus, Iara, Ramsés, Calisto, Simão e o Pirata ficavam num lado e Eric, Lúcio, Rupert, Diego, Merlin e Dingo ficavam no outro.

_Como ele fez isso??? - Perguntou Eric.

Merlin fazia alguns movimentos com as mãos e uma enorme rajada de vento empurrava a alma para longe. Em seguida, a alma retornava, se transformando em fogo puro.

_Minha vez! - Disse Iara, atacando a alma de fogo com um chicote de água, que parecia evaporar no momento que tocava a alma. Em seguida, a alma crescia ainda mais.

_Precisamos apagar aquele fogo!!! - Berrava Rupert.

Iara se concentrava ainda mais e formava uma enorme esfera de água, retirada do ar. Em seguida, Iara lançava a enorme esfera de água contra a alma, que apagava o fogo. Ao perceber o fracasso, a alma se transformava num corpo de metal.

_Não, de novo não! Outro corpo de metal? - Perguntou Lúcio.

_Vocês não são fortes o suficiente para nos derrotar! - Disse a alma.

Diego juntava suas mãos, formando uma esfera elétrica dourada. Em seguida, lançava um raio poderoso contra o peito do corpo de metal, abrindo um buraco.

_Muito bem Diego!!! - Merlin levantava um pedaço de terra do chão, em seguida, movimentava suas mãos em volta da pedra e conjurava uma espécie de feitiço, fazendo a pedra brilhar. Sem perder tempo, Merlin atirava a pedra contra o corpo de metal, que entrava pelo buraco e depois explodia, desfazendo o corpo de metal.

Alguns segundos se passaram, até a Terra tremer ainda mais e partir-se ainda mais ao meio, afastando o grupo. Em seguida, o céu parecia ficar num tom avermelhado.

_Mas o que que... - Começava Lúcio. Quando menos se esperar, uma chuva de meteoros caía sobre a Terra.

_Protejam-se!!! - Disse Merlin, movendo suas mãos, formando uma barreira, que desintegrava os meteoros.

Os outros lançavam rajadas de fogos, de água e de terra para se protegerem. Todos manteram-se assim por alguns segundos, até que tudo em volta do grupo parecia desaparecer e ficar escuro. De repente, eles se viam no espaço.

_Como fomos parar aqui? - Perguntou Eric, enquanto todos se juntavam novamente.

_Hah, eu já entendi! - Disse Ramsés. - Essas almas não são comuns, elas manipulam nossas mentes! Isso é tudo mentira... o chão se separando, os meteoros, tudo!

_Sim... - Disse uma voz sombria que vinha de trás do grupo. - Mas a morte não mente.

Naquele momento, todos olhavam para trás e viam um raio. O raio passava por Rupert, Iara, Calisto, Simão e atravessava o peito de Paco. Todos ficavam horrorizados com aquela cena. Ainda que estivessem consumidos pela raiva, nada podiam fazer, pois não podiam ver nada além de seus amigos e das estrelas no fundo negro.

_Ele se sacrificou, sobreviveu e morreu tão... de repente. - Disse Iara, chorando.

Todos se entreolhavam e olhavam para os cantos, ninguém deixava de ver o corpo do amigo, morto, ali, flutuando.

_Agora eu pego vocês, nojentos!!! - Disse a alma de Paco, que saía do seu corpo.

_Paco!!! - Disse Iara.

_Vocês precisam olhar para os cantos, eu cuido dele! - Disse Paco, sumindo.

_Fiquem separados!!! - Disse Merlin e, assim foi feito.

Todos ficavam atentos, prontos para qualquer ataque. Ouvia-se alguns sons de socos e pequenos berros, até que a alma de Paco e a alma adversária apareciam, uma de cada lado.

_O que faremos? - Perguntou Eric.

_Hm... sinto muito, vocês não podem fazer nada! - Respondeu Simão.

_Como assim, NADA? - Perguntou Iara.

_Bem, Lúcio não pode lançar fogo pois não existe energia aqui, Eric nem se fala, Iara não pode dominar a água aqui pois o ar é muito acumulado e o mesmo é Matheus. - Respondeu Merlin.

_Como você sabe disso e nós não? - Perguntou Matheus.

_É só parar e pensar, filho! - Disse Merlin, sorrindo. Matheus retribuía com um sorriso forçado, estranho o "filho".

De repente, a alma adversária brilhava intensamente e, a de Paco, também.

_O que estão fazendo??? - Perguntou Matheus.

_Vão fazer um pacto de almas!!! - Respondeu Simão. - É quando duas almas se chocam e se enfrentam, a vencedora recebe os poderes da alma perdedora!!!

_Nossa, isso é muito insano! Meus amigos na escola nunca acreditarão nisso! - Disse Calisto.

As duas almas se chocavam e o brilho era mais intenso ainda, TODOS eram forçados à fechas os olhos.

_Ai, por que fui expulso do mar??? - Perguntou o pirata.

_Você é engraçado de mais para ficar lá! - Disse Diego, rindo.

_Ei, concentrem-se!!! - Disse Simão.

_O que? O que faremos??? Paco está cuidando de tudo! - Disse Diego.

_Então, planos pra o depois? - Perguntou Eric.

_Na verdade, não que eu me lembre! - Respondeu Ramsés.

_Vocês poderiam me ajudar à achar tesouros!!! - Disse o pirata.

_Ei!!! Concentrem-se!!! - Berrou Simão.

_Simão, somos apenas crianças! Relaxa! - Disse Lúcio.

_Merlin!!! - Disse Simão, esperando que o mesmo fizesse algo, mas Merlin apenas sorria.

De repente, surgia uma explosão, e tudo ficava imensamente claro e depois, podia-se ver a alma de Paco.

_Paco, você conseguiu!!! - Disse Iara.

_Sim... eu tenho de contar uma coisa... - Disse Paco. - Eu ainda posso ficar com vocês mas... não com meu corpo...

_Como assim? - Perguntou Rupert.

_Bem, como podem ver, o raio atingiu meu coração... aquele corpo está morto! - Respondeu Paco. - Agora só me resta ir para o céu e... encontrar meus pais...

_Então, este é seu fim mesmo, não é? - Perguntou Eric.

_Acredito que sim. - Respondeu Paco. - Mas, quem sabe... um dia... a gente se vê novamente!

_Seria ótimo, mas, poderia desfazer essa ilusão? - Perguntou Dingo.

_Ah, está bem! - Paco movimentava suas mãos e todos voltavam à floresta, onde já era noite e tudo estava escuro.

_Nossa, onde fica a saída??? - Perguntou Eric.

_Hm... infelizmente, não há nada que eu possa fazer para ajudá-los a sair daqui. Mas eu posso iluminar isso aqui! - Paco levantava suas mãos e uma esfera brilhante subia aos céus. Em seguida, Paco sumia. - Até mais!

_Obrigado! Agora... vamos, não podemos perder tempo!!! - Disse Merlin.

Quando todos começavam à correr, o chão tremia mais uma vez.

_Ah não, de novo? - Perguntou Matheus.

_Ora mas vejam só, ainda estão aqui??? - Perguntou Mordred, que flutuava no ar graças à um redemoinho de vendo. Todos percebiam que ele possuía um braço de ferro e o que ele estava segurando? A Excalibur.

_Eu não acredito que você ainda existe!!! Você não pode simplesmente morrer? - Perguntou Diego.

_Não sem presenciar a morte de cada um de vocês! - Mordred fazia alguns movimentos com as mãos e, atrás de Mordred, surgia uma enorme esfera de água.

_Ah não... ele... ELE DERRETEU O MONTE EVEREST E VAI JOGÁ-LO SOBRE TODOS NÓS!!! - Berrou Merlin. - CORRAM!!!

Todos corriam desesperadamente, seguindo a linha azul que Paco deixara.

_Iara... você está pronta? - Perguntou Merlin enquanto corria.

_Pronta??? Para que??? - Perguntou Iara, enquanto Merlin respondia com uma piscada. - Ahh não!!! Nem pensar!!!

_Vamos!!! - Merlin virava-se para a esfera e estendia suas mãos.

_Pai, o que está fazendo? - Perguntou Matheus.

_Continuem, eu vou segurar a esfera de água! - Respondeu Merlin.

_Não, nós vamos! - Disse Iara, ficando ao lado do pai.

_Eu vou ficar também! - Disse Matheus. - Talvez eu consiga ajudar com o vento!!!

Todos correram, Matheus, Iara e Merlin ficaram ali.

_Agora!!! - Merlin e Iara faziam movimentos com as mãos, que paravam a enorme esfera de água. Enquanto isso, Matheus fazia movimentos diferentes que, do céu, surgia um forte tornado de vento, que descia e passava pelas mãos de Matheus, que lançava o tornado contra a esfera de água.

_Nossa, é muito difícil!!! - Disse Iara, ajoelhando, ainda empurrando a esfera.

_Vocês estão ótimos, mas precisamos melhorar e jogar a esfera contra o Mordred! - Disse Merlin.

_Mas, a cidade está na mesma direção que o Mordred! - Disse Matheus.

_Hm... tem razão, mas pelo que eu sinto... não há vidas lá... não temos escolha! - Disse Merlin.

_Ora, mas e se eu não estiver lá? - Perguntou Mordred, atrás do trio.

_Essa não!!! - Disse Merlin.

Mordred fazia alguns movimentos com a Excalibur e a mesma brilhava intensamente, mas, antes de Mordred atacá-los, Rupert surgia da floresta, atacando Mordred com um chute em seu pescoço, jogando-o para o lado.

_Rupert!!! Mas... você voltou? - Perguntou Iara.

_Eu me recuso à deixar vocês!!! - Disse Rupert.

_Ora, o bom filho retornou! Será que não percebe o quanto é ridículo, sempre tentando ser o herói? - Perguntou Mordred. - Isso tudo é muito clichê... mas, você é um tolo por não perceber que eu sou mais forte!

_Nem sempre o mais forte é o vencedor! - Disse Rupert.

_Muito bom, me lembre de escrever essa frase em sua lápide!!! - Mordred corria na direção de Rupert, pronto para atacá-lo com um soco.

Rupert defendia o soco com seu braço. Em seguida, Rupert dava um salto e levantava seu joelho, atacando o queixo de Mordred com uma joelhada. Atordoado com o golpe, Mordred dava alguns passos para trás. Aproveitando a situação, Rupert atacava a barriga de Mordred com um soco na barriga, mas o mesmo defendia com seu braço de metal, quebrando os dedos de Rupert.

_Você falhou, amigo! - Mordred socava o rosto de Rupert com o braço de metal, jogando-o para perto do trio.

Rupert ficava deitado no chão, com os olhos abertos, vendo o céu, todo embaçado. Depois, ouvia e via seu pai.

_Rupert! Rupert!!! RUPERT! - Berrou Merlin. - Acorda filho, precisamos de você!

Rupert se levantava devagar e via seus irmãos e seu pai ainda empurrando a esfera de água, enquanto Diego, Calisto e Ramsés lutavam contra Mordred.

_O soco que você levou entortou sua mandíbula, então, é melhor não falar nada! - Disse Merlin.

_Você foi muito bem, Rupert! - Disse Iara, sorrindo.

_Ah, o resto do grupo foi com o pirata, ele disse que tinha algo que nos ajudaria. - Disse Matheus.

_Vamos gente! Se essa esfera cair aqui todos nós estaremos perdidos!!! - Disse Merlin.

Enquanto isso, Diego, Calisto e Ramsés lutavam bravamente contra Mordred...

_Calisto, meu filho... por que se juntou à esses canalhas? - Perguntou Mordred.

_Em menos de um mês, esses "canalhas" me deram mais amor e atenção do que você durante toda a minha vida! - Disse Calisto. - Você matou o Sasaki! Seu irmão!!!

_Ele era um traidor, como você! Como todos vocês!!! - Disse Mordred.

_Traidores? E quem nós traímos? Traímos você? - Perguntou Eric. - Você não é ninguém.

Mordred rangia os dentes e segurava a Excalibur firmemente, até que uma ideia surgia em sua mente escura e vazia. De repente, Mordred lançava a Excalibur para cima, todos a olhavam. Aproveitando a distração, Mordred ataca Diego e Ramsés com um chute no rosto de cada um, deixando apenas Calisto. Em seguida, Mordred recuperava a Excalibur, que fora jogada para cima.

_Venha comigo filho, me dê a chance de ser um pai melhor! - Disse Mordred, enquanto Calisto começava à lacrimejar.

_Eu... eu... - Antes de Calisto responder, surgia um homem que atacava Mordred com um soco no rosto, jogando-o no chão.

_Voltei! - Disse Carl, sorrindo.

_Carl... como você... o que houve? - Perguntou Diego, se levantando.

_Eu te conto depois! Agora, vamos chutar o traseiro desse cara de uma vez por todas! - Disse Carl, ajudando Diego à se levantar.

_Por que não conta agora? - Perguntou Mordred. - Tenho certeza que eles vão adorar! Aposto que veio, outra vez, tentar tomar meu lugar!

_Na verdade, vim agradecer por me salvar do inf... - Disse Carl, quase deixando escapar algo.

_Escapar... do inferno??? Carl, o que você fez??? - Perguntou Diego.

_Não temos tempo agora! - Carl movimentava suas mãos e lançava um raio negro contra Mordred, que defendia com seu braço de metal.

Diego olhava para Carl, tentando imaginar o que o mesmo teria feito. Mas, percebendo a falha de Carl, Diego também lançava um raio contra Mordred, que, também defendia com o braço de metal. Os raios se juntavam na mão de Mordred e em seguida, pareciam entrar no corpo de Mordred.

_Isso vai acabar com vocês! - Mordred abria os braços e uma enorme onda de energia era jogada para todos os lados. Todos voavam. Merlin era atingido pela onda, junto com Matheus e Iara, e o trio era empurrado para frente.

Perdendo o controle da esfera de água, a mesma caía mais alguns metros do céu, até que Merlin, sozinho, segurava a esfera.

_Não vai matar mais ninguém enquanto eu estiver aqui! - Merlin explodia seu poder e jogava a esfera na direção da cidade.

_Não! Seu nojento!!! - Berrou Mordred.

De repente, a luz que Paco havia jogado para o céu, havia sumido, deixando todos no escuro. Alguns segundos se passaram, e a Terra tremeu novamente. De repente, a água vinha ferozmente de longe e, do outro lado, surgia uma luz, era um navio, que andava pela terra seca.

_Aqui, parceiros, subam à bordo!!! - Disse o pirata, no topo do navio. De trás do navio, surgia Eric, que manipulava o chão que estava sob o navio.

Todos subiam no navio. Por precaução, Merlin e Eric levantavam as mãos e um morro de areia surgia de baixo do navio, para que o mesmo ficasse alto o suficiente para não ficar em baixo d'água. A água passava pelo navio e todos estavam à salvo. Agora, todos podiam enxergar bem, graças às tochas do navio.
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MensagemAssunto: Re: À Prova de Tudo - A História.   Seg Jan 03, 2011 6:07 pm

Capítulo 18

Batalha Naval.

Todos estavam no navio. O pirata continuava lá em cima. Diego se aproximava de Carl, que estava sentado.

_Então, me conta o que você fez para ir pro inferno! - Disse Diego.

Enquanto isso, Merlin se aproximava de Rupert, que também estava sentado, longe de todos, e colocava suas mãos no rosto de Rupert, curando sua mandíbula.

_Como está, filho? - Perguntou Merlin.

_Meus dedos estão quebrados! - Disse Rupert, com um tom rude.Então, Merlin segurava calmamente a mão de Rupert, curando-a também.

_O que há de errado? - Perguntou Merlin.

_Ele escapou de novo! Ele estava na minha frente, mas eu não fui forte o suficiente! - Respondeu Rupert.

_Filho, você deu o seu melhor, e foi fantástico! - Disse Merlin.

_Fantástico? Qual o seu problema? - Perguntou Rupert. - Você é tão poderoso e inteligente, mas não percebe que eu só estou atrapalhando?

_Atrapalhando? Você foi o primeiro a voltar para nos ajudar... - Começou Merlin.

_Eu fui o primeiro a voltar, mas não ajudei em nada! - Completou Rupert, que se levantava. - Agora... para de fingir que está tudo bem, ou... que eu dei meu melhor!

_Rupert, eu não acabei de falar com você! Sente-se! - Ordenou Merlin.

_Você não dá a atenção que eu preciso! Você nem se preocupou comigo! Quando eu acordei, você me acordou me chamando de Rupert, não de filho! Me chamou como se... quebrar a mandíbula fosse a coisa mais comum do mundo! - Disse Rupert. Todos que estavam lá viravam-se para Merlin e Rupert.

_Não importa se eu te chamo de filho, ou de Rupert, eu amo você e, eu estava ocupado segurando aquela maldita esfera e, se você prestasse mais atenção, perceberia que a esfera cobriria à todos nós! - Retrucou Merlin.

_Olha... essa discussão não nos levará... - Antes do pirata terminar, Merlin e Rupert o interrompiam.

_Cale-se! - Ambos berraram;

O pirata levava um susto e recuou alguns passos. Em seguida, virou-se e de perto dos dois.

_Então, parece que, já que eu sou tão desnecessário aqui, talvez eu devesse largar isso tudo! - Disse Rupert.

Merlin arregalava os olhos. - Não, mas... precisamos de você! - Implorou.

_Você deveria se envergonhar... já está querendo me usar! - Disse Rupert. Naquele momento, Merlin dava um tapa no rosto de Rupert. Todos levavam um susto.

_Eu não estou usando você! Você deveria estar honrado. Pense no respeito que ganhará após isso tudo. Nas festas e comemorações com aqueles que te amam. - Disse Merlin.

Rupert se afastava de Merlin e ficava na borda do navio, observando a água. Ramsés, lentamente, se aproximava do mesmo.

_Olha, Rupert. Eu entendo o que você disse, e, o que você sente. - Disse Ramsés.

_Você não sabe o que é ter pai! - Disse Rupert.

_É, eu não sei! E eu o invejo por isso! - Disse Ramsés. - Eu nem conheci meu pai! Eu nunca festejei o natal... nem sabia dessa data... de repente, eu via as casas coloridas... a páscoa também...

_E o que tem uma coisa com a outra? - Perguntou Rupert.

_Acontece que... são nossos pais que nos contam das coisas! Das culturas, das festas... tudo! - Respondeu Ramsés.

Rupert pensou um pouco e olhou para Ramsés. - Me desculpa, acho que não pensei nisso.

_Aceito suas desculpas. Mas, não é só para mim que deve se desculpar! - Disse Ramsés. -Vá lá, abrace-o como se fosse a última vez que o visse!

Rupert sorria e caminhava em direção ao pai, que ainda estava lá, até que ouvia-se um berro de Diego.

_Você o que??? - Perguntou Diego.

_Eu matei a mamãe... - Disse Carl.

_Mas por que a matou? O que ela fez para você??? - Perguntou Diego.

_Eu... eu estava muito irritado! Eu a enforquei... - Disse Carl, lacrimejando.

_Eu... eu não acredito em você! - Diego virava de costas e corria para dentro de um dos quartos do barco.

Enquanto todos estavam distraídos, a água se levantava lentamente e, de repente, surgia um barco de gelo. O pirata, lá no topo, olhava para o barco de gelo e ignorava. Em seguida, olhava mais uma vez e levava um susto.

_Temos companhia, temos companhia!!! - Berrou o pirata.

_Olá, o que acharam do meu barco? - Perguntou Mordred.

_Nem pense em tocar no meu navio! - Disse o pirata, empunhando sua espada.

_Vamos ver quem é o melhor espadachim! - Disse Mordred, enquanto retirava uma lâmina de seu braço de metal e formava uma empunhadura de gelo.

O pirata, sem perder tempo, segurava uma corda firmemente e a cortava, fazendo com que o mesmo voasse longe e caísse de pé sobre uma estaca de gelo.

_Cheguei, para acabar com você! - Disse o pirata, que olhava para os lados mas não via nada.

_Estou aqui, bobalhão! - Disse Mordred, que havia feito praticamente a mesma coisa, exceto a parte da corda.

_Então, eu vou aí ou... - Disse o pirata.

_Isso, você vem aqui! - Disse Mordred.

O pirata andava lentamente até a borda da estaca de gelo e dava um salto, se pendurando na estaca de madeira do seu barco.

_Ah, me dá... me dá uma ajuda! - Disse o pirata.

_Claro! - Mordred andava pela estaca de madeira, até chegar na borda, onde o pirata estava pendurado. Em seguida, Mordred puxava o braço do pirata, ajudando-o à ficar de pé sobre a estaca.

_Obrigado! - Disse o pirata. - Agora prepare-se!!!

Mordred dava alguns passos para trás e se preparava para lutar. Sem perder tempo, o pirata fazia um movimento horizontal com a espada. Mordred dava alguns passos para trás, fazendo com que a espada passasse reto. Em seguida, Mordred passava a espada rapidamente pelas pernas do pirata, que saltava. Quando o pirata tocava a estaca de madeira novamente, seus pés escorregavam e o mesmo caía sobre a estaca com as pernas abertas.

_Essa vai... deixar marca! - Disse o pirata.

Percebendo a distração do pirata, Mordred levantava sua espada e fazia um movimento vertical, que atacaria a cabeça do pirata, mas o mesmo bloqueava com sua espada. Novamente, Mordred atacava, e, novamente, o pirata bloqueava. A batalha continuou assim por mais alguns segundos, até que o pirata passava sua espada pela perna de Mordred, fazendo um corte. O pirata, então, se levantava.

_Heh, belo ataque! Você é bom!!! - Disse Mordred.

_Esperava menos? Afinal, eu sou o capit... - De repente, o pirata tampava sua própria boca.

_O que? Você disse que é CAPITÃO desse navio pirata? - Perguntou Mordred, rindo.

Todos ficavam abalados com o que Mordred dizia, e, de repente, tudo se encaixava. Mas a pergunta era "Por que mentir"?

_Ah, muito obrigado, camarada! Depois eu explico isso para vocês! Agora, vamos acabar com isso! - Disse o pirata.

_Certo, mas aqui em cima está muito chato! - Mordred cambaleava para trás e se jogava da estaca de madeira, se pendurando nas redes. O pirata, sem perder tempo, fazia o mesmo.

Enquanto ambos estavam pendurados, o pirata movimentava sua espada horizontalmente. Não vendo outra alternativa, Mordred soltava um pouco a rede e se segurava novamente, ficando um pouco mais em baixo. A parte da rede em que Mordred estava se segurando, ficava cortada.



_Não! Meu navio!!! - Berrou o pirata.

Ignorando a ira do pirata, Mordred começava passar a espada pelos pés do pirata, mas o mesmo defendia com sua espada, enquanto descia, para igualar-se à Mordred. Aos poucos, Mordred descia,e o pirata o acompanhava. Alguns segundos depois, ambos saíam das redes e continuavam a luta sobre a madeira que, seria o teto do quarto onde Diego estava.

_O que está havendo? - Perguntou Diego, ouvindo os passos e o som que as espadas faziam quando se chocavam. De repente, ouvia-se um estrondo.

_Você se rende? - Perguntou o pirata, que apontava sua espada para o pescoço de Mordred, que estava deitado no chão.

_Não serei derrotado tão facilmente! - Mordred empurrava a espada do pirata com a sua. Em seguida, levantava-se.

_Você é muito resistente! Eu admito isso! - Disse o pirata. - Mas não serei derrotado no meu navio!

Mordred jogava sua mão completamente para frente, junto com a espada, tentando perfurar a barriga do pirata, mas o mesmo atacava a espada de Mordred, se defendendo.

_Essa não! Mordred!!! - Disse Diego, que surgia de repente.

_Diego, espera!!! - Berrou Merlin. Mas, infelizmente, era tarde de mais.

Diego lançava um raio contra Mordred, mas o mesmo se defendia, utilizando o corpo do pirata como escudo.

_Nossa, essa foi... por pouco! - Disse Mordred, jogando o corpo do pirata no chão.

_Ah... er... Diego, lute com Mordred! - Disse Merlin.

Não vendo outra escolha, Diego aceita, e pega a espada do pirata. Agora, a batalha era entre Diego e Mordred. Enquanto isso, Merlin curava o corpo do pirata.

_Ele vai ficar bem? - Perguntou Rupert, que estava do lado de Merlin.

_Vai sim, ele é um cara muito... esperto! - Disse Merlin, sorrindo.

Rupert olhava para o pirata e para o pai. - Me descul...

_Olha... eu não sou muito bom em aceitar desculpas, muito menos em pedir... - Disse Merlin, sorrindo. Em seguida, abraçava Rupert. - Vem cá filho.

Rupert também abraçava o pai. Desde então, não ouvia-se nada além do som das espadas.

_Mas, me desculpe por não ter sido o melhor pai do mundo. Eu admito que não tenho pensado muito em vocês, mas... eu quero tanto... corrigir isso tudo! - Disse Merlin, soltando Rupert.

_Eu não deixarei você pai. Ninguém vai! - Disse Rupert. Em seguida, todos os outros filhos vinham e abraçavam Merlin.

_Hm... isso não é estranho? Estamos aqui, temos a maior chance de nossas vidas de acabar com Mordred, e ele está lutando... com Diego... com espadas! - Disse Lúcio.

_É mas, se matássemos ele de uma vez, não seria tão divertido! - Disse Merlin, rindo.

_É... eu nunca me diverti tanto! Descobri minha verdadeira família, fiz mais amigos em menos de um ano do que em dez anos. - Disse Eric.

_Onde está o resto? - Perguntou Matheus.

_Devem estar por aí! - Respondeu Merlin.

Alguns minutos se passaram, Diego e Mordred estavam lutando perto do timão. De repente, Diego bate com seu cotovelo no timão, que gira rapidamente, fazendo o barco virar. O pirata, então, acordava.

_Ah... fiquem fora do meu navio... - Sussurrou o pirata. Então, o mesmo abria os olhos e via Merlin, levando um susto.

_Você está bem? O raio te atingiu em cheio! - Disse Merlin.

_Não quero saber de raio! Onde está aquele... rato... feio? - Perguntou o pirata, cambaleando.

_Diego está tomando conta do rato! Digo... do Mordred! - Respondeu Merlin.

_Como é que é? - Perguntou Rupert.

_Ora, é simples, é só ser rato e não tomar banho. - Explicou o pirata.

_Não... como é ser pirata? - Perguntou Rupert.

O pirata levantava uma das sobrancelhas e mostrava um sorriso no canto da boca. - Ora, não é qualquer um que é um pirata. Muito menos capitão. - Respondeu o pirata.

_Nossa, e qual o seu nome? - Perguntou Rupert.

_Ora, eu sou Jack Sparrow! - Disse o pirata.

_Jura??? - Perguntou Rupert.

_Pf! Não. - Disse o pirata, rindo. - Eu sou Javier Hornigold.

_Nossa, é um belo nome pirata! - Disse Rupert.

_É, eu sei. Mas... se quiser ser um pirata, Rupert não é um bom nome. Que tal Brant Bloodbath? - Perguntou Javier.

_Nossa, é perfeito! - Disse Rupert, emocionado. - Pai, posso ser pirata?

_Hm... mas o que um pirata faz que é tão divertido? - Perguntou Merlin.

_Ora, batalhas, caçar tesouros, lutar com monstros, gritar "ARG". - Respondeu Javier.

_Mas e quanto ao nome? Se for Brant... você não se encaixará mais no meu nome. - Disse Merlin.

_Que tal Rupert Brant Bloodbath, conhecido como Rupert Brant. - Disse Rupert. - Que tal?

_Você será meu herdeiro, e dono deste navio! - Disse Javier. - Ah, o nome deste navio é Ossos de Madeira!

Todos achavam o nome um tanto estranho, mas, ninguém ligava. Enquanto isso, Diego e Mordred chegavam no gurupés. Ambos se desequilibravam um pouco quando viam a água que estava sob eles, mas aquilo não importava. Para Diego, a situação estava tranquila, pois ele poderia simplesmente virar de costas e voltar, enquanto que Mordred, estava na ponta do gurupés.

Tentando derrubar Diego, Mordred fazia um movimento horizontal com suas espada, na direção das pernas de Diego, mas o mesmo dava um salto. Durante o salto, Diego jogava seu pé para frente, chutando o rosto de Mordred, que se desequilibrava e, em seguida, caía na água.

Todos estavam sentados, esperando o vencedor, até que Diego aparecia, segurando a espada. Todos berravam de felicidade, até que, de repente, uma espada aparecia no peito de Diego... era a Excalibur. Não havia como curar pois, assim como aconteceu com Arthur e Mordred, o corpo de Diego se desintegrava.

_NÃO!!! DIEGO!!! - Berrou Carl. Quando todos se aproximavam de Diego, de repente, todos eram jogados para trás.

_Comemoraram cedo de mais!!! - Disse Mordred, que se aproximava da espada de Javier.

Quando Mordred se aproximava da espada, um chicote de água fazia um corte profundo em sua mão.

_Fique longe desta espada ou eu juro que arranco seus olhos! - Disse Iara. Todos ficavam horrorizados com o que ela havia dito. - Tá, exagerei! Mas você entendeu.

_E você acha que sua dominação de água vai me parar? Está vendo aquele navio de gelo? Eu que fiz! - Disse Mordred, que apontava para o nada.

_Nós estamos em movimento, e ele está parado, idiota! E provavelmente ele já derreteu! - Disse Iara.

_Vamos ver se é tão esperta quando estiver morta! - Disse Mordred.

Iara segurava a espada do pirata enquanto Mordred segurava a Excalibur.

_Me lembre de comprar novas espadas, estão acabando com a minha! - Javier sussurrou para Rupert.

Com o imenso desejo de atacar Mordred, Iara começava à atacar o mesmo com a espada, mas seus ataques eram um pouco desequilibrados por não ter nenhuma experiência em combate com espada. Percebendo isso, Merlin achou melhor Rupert tomar o lugar dela.

_Esperem! - Berrou Merlin. - Seria um suicídio deixar a Iara lutar... Rupert, você...

_Eu luto com ele! - Completou Carl.

_Carl, mas... ele matou seu irmão... e se ele te matar também? - Perguntou Iara.

_Eu não ligo... eu matei minha mãe... ele matou meu irmão... eu nem deveria estar aqui! E já que estou... parabéns Mordred, agora, toda a minha atenção está voltada para você! - Disse Carl, se aproximando de Iara.

_Você é um bom irmão, Carl. Foi uma pena você ter perdido seu irmão antes de mostrar isso à ele! - Disse Iara, entregando a espada à Carl.

_Não, ele me verá... lá do céu! - Disse Carl, pegando a espada. - Após isso tudo, darei uma nova espada à você, Javier... e à você também, Rupert!

_Espero que tenha rezado... - Disse Mordred. - Pode ser a única coisa que garanta que você vá parar no céu desta vez!

_Eu não ligo, espero mesmo parar no inferno, pois derrotarei você aqui e lá também! - Carl apontava a espada para Mordred.

_É uma honra para mim que você queira tanto lutar comigo! Mas é muita... tolice de sua parte! - Mordred apontava sua espada para Carl. As duas espadas se encostavam uma na outra.
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MensagemAssunto: Re: À Prova de Tudo - A História.   Seg Jan 03, 2011 6:08 pm

Capítulo 19

O Baú de Ronny Mitch

Carl e Mordred estavam lá, no convés, parados, enquanto os outros estavam nas bordas do navio. A brisa passava suavemente pelos dois. De repente, quando um forte vento batia nos dois, Carl dava alguns passos à frente, atacando a Excalibur de Mordred sem cessar. Os ruídos das espadas ecoavam por todo o ar.

Mordred mantia-se defendendo os ataques, mas percebia que Carl queria mesmo acertar a Excalibur, não à ele. Inesperadamente, Mordred dava um salto para trás. Em seguida, Mordred segurava uma corda e a cortava, subindo até o topo do navio, pisando sobre uma espécie de "D" feito de madeira e no centro dele, estava o mastro.

_O que planeja fazer, Carl? - Perguntou Mordred, lá de cima.

_O que VOCÊ planeja fazer? - Retrucou Carl.

_Ah... você quer tomar a Excalibur, não é? Aposto que quer lutar comigo... desarmado? Que vergonha! - Disse Mordred.

Carl rangia os dentes e, em seguida, segurava uma outra corda e a cortava, subindo até o topo do navio e caindo sobre o "D" de madeira, ficando frente a frente com Mordred.

_A nossa luta acaba aqui! - Disse Carl, apontando a espada. Sem responder, Mordred começava à atacar Carl com a espada, mas Carl ficava apenas na defensiva.

De repente, as duas espadas se chocavam e o navio parecia mudar de direção descontroladamente. Ambos começavam à cambalear, de repente, ouvia-se o berro de Javier.

_Estamos indo para uma cachoeira! Vamos cair!!! - Berrou Javier.

Mordred olhava para Carl ferozmente e o atacava com a Excalibur com toda a sua força. Por sorte, Carl conseguia defender com sua espada, mas devido a força de Mordred, Carl era empurrado do topo do navio, caindo de costas no chão do convés.

_Segurem!!! - Berrou Merlin. O navio se aproximava da cachoeira e, em seguida, caía de aproximadamente 120 metros de altura.

Para que o navio não virasse de cabeça para baixo, Merlin movimentava suas mãos, que faziam com que a água encostasse no navio, impedindo que o mesmo girasse. A queda durou alguns minutos, e em seguida, o navio estava em segurança outra vez.

_Senhores... bem-vindos à Gularia Bhindara, cidade de Uttar Pradesh, da Índia!!! - Disse Javier, ensopado.

_Índia??? Mas... não há nada que possamos fazer aqui... não que eu me lembre! - Disse Lúcio.

_Essa não... Mordred escapou de novo! - Disse Rupert, cutucando Carl, que estava inconsciente.

_Hm... bem, vamos aproveitar que estamos aqui para procurar algo... que seja interessante! - Disse Javier.

_Ah... e... Javier... sua espada se quebrou. - Disse Rupert, pegando a espada.

_Não faz mal, acho que eles vendem espadas aqui! - Disse o pirata. - Tripulação, vamos checar!!!

O navio se aproximava do chão gramado. Em seguida, todos desciam.

_Mas e o Carl? - Perguntou Matheus.

_Ora, não poderemos levá-lo nas costas! Deixe-o aí mesmo. - Disse o pirata.

E assim foi feito. Todos começavam à caminhar pela grama.

_O que exatamente faremos aqui? - Perguntou Matheus.

_Bem, descansar... procurar espadas... essas coisas básicas! - Disse o pirata, chegando numa vila.

_Javier Hornigold! Por que a sua presença aqui não me impressiona? - Perguntou um homem.

_Jones McKinley, é um prazer rever o senhor, mas, só estou dando uma volta! - Disse Javier.

O homem olhava Javier da cabeça aos pés. - Como sempre, ensopado e desarmado! Você envergonha os piratas! - Disse o homem.

_Espera aí! Piratas? Mas Javier Hornigold é o último pirata do mundo! - Disse Rupert.

_Ele não deveria nem ao menos ser considerado pirata! Não bebe rum, nem saqueia ouro, não tem mulheres, nem uma espada! - Disse Jones.

_Eu estou atrás de uma espada neste momento, Jones! E este aqui é meu herdeiro! - Disse Javier, apontando para Rupert.

_Herdeiro é? Façamos um acordo: Eu lutarei com seu herdeiro! Se ele vencer, darei as espadas que quiserem... - Começou Jones.

_Parece justo! - Interrompeu Javier.

_MAS... se eu ganhar... o garoto fica comigo, e você me entrega seu navio e suas coisas! - Terminou Jones.

_Nem pensar!!! Precisamos muito do Rupert!!! - Disse Iara.

_Espere!!! - Berrou Rupert. - Você sabe alguma coisa sobre Mordred?

_Claro que sei, ele já comprou espadas por aqui! - Respondeu Jones.

_Ótimo, se eu vencer, você também contará tudo o que sabe sobre o Mordred. - Acrescentou Rupert.

_Feito! Venha, vamos avisar à todos! - Disse Jones, levando Rupert.

_Boa sorte filho, você consegue! - Berrou Merlin.

O pirata virava-se para o grupo e percebia que todos estavam furiosos.

_Er... não é fascinante? - Perguntou Javier.

_Quem é aquele cara e por que deixou ele levar Rupert? - Perguntou Matheus.

_Tá bem, tá bem! Jones McKinley é o meu irmão, está bem? - Explicou Javier.

_E por que não nos contou??? - Perguntou Lúcio.

_Porque eu sou um pirata! Vocês não acreditariam!!! - Respondeu Javier.

Antes que alguém pudesse falar algo, Jones berrava e uma multidão surgia.

_Senhoras e senhores, eu, Jones McKinley, lutarei com... Qual o seu nome mesmo? - Perguntou Jones.

_É Rupert... Rupert Brant Bloodbath. - Respondeu Rupert.

Ao ouvir o nome de Rupert, Jones arregalava os olhos.

_Hm... está bem... lutarei com Rupert!!! - Berrou Jones. A multidão berrava e entrava numa pequena porta. Em seguida, Jones e Rupert entravam em uma porta diferente. Ao passarem pela porta, ambos se viam dentro de uma arena, onde havia uma arquibancada com milhares de pessoas e uma espécie de caverna mais à frente.

_De onde veio todas essas pessoas??? - Perguntou Rupert, apavorado.

_São apenas alguns convidados. - Respondeu Jones, sorrindo.

_Damas e cavalheiros, aqui estamos mais um dia... um dia... de desafio! - Disse um homem, no topo da arquibancada. Ao lado dele, havia duas mulheres.

A multidão berrava ainda mais. Rupert estava extremamente nervoso e se aproximava da arquibancada, onde estava Merlin e os outros.

_Eu não posso lutar! Eu... eu nem sei usar espadas!!! - Disse Rupert, desesperado.

_Você sabe sim! - Disse Merlin, pegando a mão de Rupert. No momento em que a mão de Merlin tocava a de Rupert, as mesmas brilhavam, e Merlin piscava para Rupert, sorrindo. - Agora volte lá e acabe com ele!

Rupert olhava sua mão brilhando, até que, o brilho desaparecia. Até que, ouvia-se o homem falar outra vez.

_Gostaria de dizer que os cachorros-quentes estão ótimos hoje! - Disse o homem. - Agora, sem mais delongas... homens, entreguem as espadas aos lutadores! Disse o homem. De repente, surgiam dois homens de capa, com duas espadas idênticas, que entregavam uma para Jones e a outra para Rupert. - Podem começar!!!

Ambos apontavam a espada um para o outro, mas ninguém parecia querer atacar. Até que Rupert dava um passo à frente e atacava Jones com a espada, que defendia. Em seguida, Jones golpeava a barriga de Rupert com um chute. O mesmo dava alguns passos para trás.

_Nossa, essa deve ter doído! - Disse Javier, sentado.

_Doído? Você é quem deveria ter recebido aquele chute!!! - Berrou Iara, do lado de Javier.

Enquanto isso, ambos continuavam lutando, Rupert ficava apenas na ofensiva, enquanto Jones, ficava na defensiva.

_Ah!!! Quando você vai atacar? - Perguntou Rupert.

_Deixem de papo e lutem!!! - Berrou Eric.

_Eric!!! É o nosso irmão que está lá!!! - Disse Lúcio.

_Eu só estou aproveitando! - Disse Eric.

_Hm... está bem! - Jones começava a atacar Rupert com a espada sem hesitar, e o mesmo, dificilmente, conseguia defender com a espada.

Inesperadamente, Rupert começava a andar para trás, até encostar na parede da arquibancada. Jones o seguia e, na tentativa de enfiar sua espada no crânio de Rupert, acabava enfiando na parede, graças ao reflexo de Rupert.

_Minha nossa, essa é a pior luta de Jones, o que está havendo? - Cochichou uma das mulheres.

_Sei lá, acho que o garoto nem sabe lutar! - Cochichou a outra.

Durante a luta, Javier levantava-se e começava à andar lentamente.

_Onde está indo? - Perguntou Iara.

_Eu preciso ir... ao banheiro! - Respondeu Javier.

_Não tem banheiro aqui! - Disse um velho que estava sentado.

Javier dava um tapa na testa e sentava-se novamente.

Rupert fazia um movimento horizontal com a espada, mas Jones abaixava, tentando retirar sua espada. Na tentativa de impedir que Jones retirasse sua espada, Rupert começava a atacar a empunhadura da espada, forçando Jones à parar de puxar. Cansado daquilo, Jones dava um chute na mão de Rupert, jogando a espada do mesmo para o lado.

Quando Rupert se preparava para correr atrás de sua espada, Jones atacava-o com uma rasteira, derrubando-o e tomando a espada de Rupert.

_Agora você está em desvantagem! - Disse Jones, apontando a espada para o pescoço de Rupert.

Rupert dava um tapa na espada de Jones e se aproximava da espada encravada na parede. No momento que ele tocava a espada, Merlin fazia um movimento com as mãos, fazendo com que a espada deslizasse pela parede, saindo de lá.

_Isso aí Rupert! - Berrou Eric.

Quando ambos iam lutar novamente, o chão começava à tremer. De repente, a parede na qual estava a saída era destruída, e vários monstros apareciam. Eram os monstros que Mordred havia convocado.

_Eles nos acharam!!! - Berrou Lúcio, pulando para dentro da arena.

_Salve-se quem puder!!! - Berrou Javier, também pulando.

_Senhor, o que faremos? - Perguntou uma das mulheres.

_Essas bestas... vão acabar com a minha arena!!! Vamos acabar com elas antes que elas acabem com minha arena!!! - Ordenou o homem, levantando-se.

De repente, um enorme portão era aberto, e vários homens com espadas e escudos surgiam para combater as feras. Todos começavam à combatê-las, exceto Javier, que andava lentamente até a caverna. Percebendo o comportamento estranho de Javier, Calisto começava à segui-lo.

Ao entrar na caverna, Javier achava um monte de areia de, aproximadamente, três metros e, no seu topo, havia um baú.

_Eu sabia!!! - Disse Calisto. - Você nos usou para chegar até aqui e pegar o seu tesouro, não é!? - Perguntou Calisto.

Naquele momento, Javier virava-se rapidamente para Calisto, levando um susto. - Não é um tesouro qualquer! - Respondeu Javier.

_E o que tem aí dentro então, pirata? - Perguntou Calisto.

_É o meu maior tesouro! - Disse o homem que estava no topo da arquibancada. - Meu nome é Ronny Mitch, e o que tem aí é...

_Eu sei o que tem ali dentro! - Interrompeu Javier, retirando sua arma. - Mas ele é meu!

_E você vai me matar? Se você sabe mesmo o que tem ali dentro, então sabe que não pode me matar! - Disse Ronny, retirando sua espada.

_Como assim? O que tem ali dentro? - Perguntou Calisto.

_Ali dentro está a Cruz de Ouro, um colar em que quando a pessoa o coloca, ela se torna imortal! - Respondeu Ronny.

_Mas você não está usando o colar! - Disse Calisto, estranhando.

_Claro que não, é necessário colocá-lo apenas uma vez e, se quiser, retirá-lo e guardá-lo num lugar extremamente seguro! Se alguém conseguir pegá-lo e usá-lo, esse alguém se tornará imortal, e eu não serei mais. - Explicou Ronny.

_E por que está nos contando isso? - Perguntou Calisto.

_Porque sei que nenhum de vocês vai toma-lo de mim! - Respondeu Ronny. De repente, ambos percebiam que Javier tentava alcançar o baú sem tocar na areia.

_Por que não toca na areia, Javier? - Perguntou Ronny, sorrindo.

_Ora, isso seria muito estúpido de minha e de sua parte! Até parece que você não jogou uma maldição nesta areia para que ninguém alcançasse o baú! - Respondeu Javier.

_Então, o que vai fazer? - Perguntou Ronny.

_Como assim, o que eu vou fazer? O que eu posso fazer? Lutar não adianta, não alcanço o baú, a menos que... Calisto!!! - Disse Javier. - Você pode derrubar o baú!

Quando Ronny e Javier olhavam para Calisto, o mesmo estava prestes a sair da caverna.

_Calisto!!! Onde vai??? - Perguntou Javier.

_Ajudar meus amigos! - Respondeu Calisto, com um tom de rancor. Em seguida, o mesmo saía.

_Então... vai lutar contra mim ou contra os monstros, pirata? - Perguntou Ronny.

_Mas é um tesouro valioso... eu preciso dele! - Disse Javier.

_Façamos um trato: Se você me ajudar à derrotar aquelas bestas, eu lhe darei todas as espadas que quiseres e a vitória no trato que fizeram com Jones! - Disse Ronny.

Javier guardava sua arma, e estendia sua mão. Percebendo o "sim" de Javier, Ronny pegava a mão de Javier. Ao soltarem a mão, ouvia-se um estrondo vindo do lado de fora.

Ambos correram para fora da caverna, e viam milhares de monstros, mais do que antes. Já que Javier não possuía espada, o mesmo começava à caminhar entre os monstros e guerreiros, procurando espadas do chão.

_Javier, pare de perambular e lute! - Ordenou Dingo.

_Eu preciso de uma espada. - Explicou Javier.

_Aqui, tome! - Dingo enfiava sua espada na barriga de um dos monstros e se abaixava para pegar uma espada, mas quando ia entregar a espada para Javier, um outro monstro enfiava uma espada em seu peito.

_Minha nossa! Dingo? - Perguntou Javier, cutucando o mesmo. Naquele momento, Ramsés via o amigo morto no chão.

_Mas que droga!!! - Ramsés corria até Dingo, matando alguns monstros no caminho.

_Ele morreu. - Disse Javier.

_Qual é o seu problema??? - Berrou Ramsés, chorando.

_Ele foi pegar a espada e mataram ele. - Explicou Javuer.

_E você é burro de mais para achar uma espada! - Disse Ramsés.

Javier olhava por cima dos ombros de Ramsés e via um monstro se aproximar. Percebendo que Ramsés não ia se mover, Javier pegava as espadas que estavam com Dingo e enfiavam na cabeça do monstro.

_Viu, eu salvei você! - Disse Javier, mas Ramsés não saía de perto de Dingo. - Alguém me ajuda à cobrir o Ramsés!

De repente, um raio negro surgia e atravessava o peito dos monstros, um por um, os monstros iam se desintegrando.

_Eu espero não ter aparecido tarde de mais. - Disse Carl, que surgia na saída da arena.

Graças ao fato de que todos os monstros haviam desaparecido, todos podiam ver claramente que Dingo havia morrido. Rapidamente, todos se aproximavam de Dingo e Ramsés.

Sentindo-se culpado, Javier se aproximava de Ronny. - Tem alguma coisa que você possa fazer? - Perguntou Javier.

_Tem sim! - Disse Ronny. - GUARDAS!!!

De repente, vários homens surgiam atrás de cada um e em seguida, desapareciam. Após isso, todos se viam dentro de celas, cada um em uma cela.

_Ei, como paramos aqui??? - Perguntou Calisto.

De repente, uma porta se abria no fim de um corredor e surgia Ronny. Em seguida, Ronny caminhava até a cela em que Javier estava.

_Seu traidor sujo! - Disse Javier.

_Após uma análise... essas feras nunca vieram aqui antes! Você não acha estranho... elas aparecerem no dia em que vocês apareceram? - Perguntou Ronny.

_Eu peço desculpas em me intrometer mas, de qualquer jeito, sua arena não sofreu dano algum! - Disse Rupert.

_Quem disse isso??? - Berrou Ronny.

_Fui eu! - Disse Rupert, colocando seu braço para fora da cela.

_Você... - Começou Ronny, se aproximando da cela de Rupert. - O pior guerreiro que já vi!

_Ele será meu herdeiro! - Disse Javier. Naquele momento, Ronny dava uma risada baixa.

_É claro... que ele não terá nada como herança, não é? - Perguntou Ronny.

_O Ossos de Madeira... - Respondeu Javier.

_Ah é, aquele seu navio vazio! - Disse Ronny.

_Eu quero negociá-lo! - Disse Javier.

_O que??? - Berrou Rupert. - Não, espera! Mas é o nosso navio!!!

_O navio pela liberdade! - Disse Javier.

Ronny ria escandalosamente e em seguida, desfazia o riso e segurava fortemente o metal da cela de Javier. - Eu não sou tolo! - Ronny virava-se e saía pela porta que havia entrado.

_E agora? - Perguntou Eric.

_Bom, agora... acho que... - Antes de Javier terminar, ouvia-se o tinir de espadas.

De repente, a porta do corredor voava longe e, junto com ela, vinha Ronny.

_Cheguei! - Berrou Jones, com duas espadas.

_Eu sabia que voltaria para me salvar! - Disse Javier, colocando seu braço para fora.

_Seu traidor! - Disse Ronny, se levantando.

_É assim que um pirata faz! - Disse Jones, sorrindo.

Sem perder tempo, Jones lançava uma espada contra Ronny, que perfurava seu crânio.

_Você não sabe? - Perguntou Ronny, retirando a espada de seu crânio, deixando um buraco. - Eu não morro.

_Mas você cai! AGORA!!! - Berrou Jones. Naquele momento, improvisando, Eric fazia alguns movimentos com as mãos, afundando os pés de Ronny no chão de cimento.

_Eu esperava que puxassem os pés dele... mas essa também valeu! - Jones atacava ferozmente o cadeado com a empunhadura da espada, quebrando-o, libertando Javier.

_Legal, agora salvem a gente! - Disse Iara.

Javier e Jones se entreolhavam e sorriam.

_Sinto muito, mas eu preciso de um navio! - Disse Jones.

_E eu preciso de tripulação... e dele... para conseguir o tesouro! - Disse Javier.

_Heh, vocês foram enganados, garotos! Esses dois são os maiores ladrões de toda a história! - Disse Ronny. - Mas vão, será legal ter mais dois esqueletos para a coleção!

Javier e Jones viravam-se de costas e saíam, enquanto Ronny tentava sair do chão. Percebendo a dificuldade do mesmo, Eric o soltava.

_Sei que será difícil confiarem em mim, mas eu preciso de ajuda... - Começou Ronny, que era interrompido por um soco de Carl. _ Ai... eu merecia esta, mas... se me ajudarem à impedi-los, eu ajudo vocês no que precisarem!

_Então solte-nos! - Disse Merlin.

_Vocês mesmos podem fazer isso. - Disse Ronny.

_Poder nós podemos sim, mas se fizéssemos isto, estaríamos desrespeitando a lei. - Disse Merlin.

_Hm... lei! - Disse Ronny, começando a quebrar os cadeados, libertando todos. - Vamos, vamos!!!

Todos corriam até a porta no final do corredor e, ao passarem pela porta, havia mais um corredor cheio de celas. Todos continuaram correndo até passarem por uma outra porta, que levava à arena.

_Perfeito, agora vamos até a caverna!!! - Disse Ronny, começando a correr. Todos o seguiam.

Ao chegarem na caverna, não havia ninguém, mas o monte de areia com o baú ainda estava lá.

_Não tem ninguém aqui! - Disse Matheus.

_Eles devem ter procurado um canhão para... - Antes de Ronny continuar, uma das paredes da caverna explodia e, pelo buraco, podia-se ver o Ossos de Madeira e, nele, estava Jones. Mas onde estava Javier?

_Fiquem longe do baú! - Disse Javier, surgindo do buraco. - O próximo tiro o acertará!

_Seu traidor!!! - Berrou Rupert, se aproximando de Javier.

_Eu não vou lutar com você, garoto! - Disse Javier.

_Mas eu vou lutar com você! - Rupert dava um salto e atacava o peito de Javier com um chute, lançando-o para trás.

Javier se levantava e retirava sua espada. - Você quem pediu!

Os dois ficavam se encarando, o resto do grupo ficava mais atrás, assistindo, enquanto Jones ficava esperando o sinal para atirar.
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MensagemAssunto: Re: À Prova de Tudo - A História.   Seg Jan 03, 2011 6:09 pm

Capítulo 20

O Fim da Corte.

Jones estava começando a ficar entediado, não conseguindo entender a situação. Enquanto isso, todos estavam lá dentro da caverna, a luz do buraco atingia as costas de Javier e atingia um pouco o rosto de Rupert.

Sem perder tempo, Javier fazia um movimento horizontal com sua espada contra Rupert, mas o mesmo se abaixava e derrubava Javier com um chute. Javier se levantava e na tentativa de atacar o queixo de Rupert com o joelho, Rupert segurava seu joelho e jogava o mesmo para o lado.

_É isso o que o "último pirata" pode fazer? - Perguntou Rupert.

Irado com Rupert, Javier jogava sua espada para frente, tentando perfurar o peito de Rupert, mas o mesmo segurava a espada.

_Acha mesmo que pode impedir a espada? - Disse Javier, empurrando um pouco a espada contra o peito de Rupert.

_Eu sei que posso! - Disse Rupert, afastando a espada de seu peito.

Aos poucos, ambos iam se afastando do arrombo na parede. Percebendo isso, Jones preparava o canhão e em seguida, ouvia-se uma explosão e, de repente, o baú voava longe com a bola de canhão.

_Não!!! - Berrou Ronny, correndo até o baú.

O baú estava aberto e há alguns metros de distância, estava a Cruz de Ouro. Sem perder tempo, Ronny corria até a cruz, mas quando ia pegá-la, alguém pisava na mesma. Ao olhar para cima, Ronny via Mordred, que logo enfiava uma espada na barriga de Ronny.

_Ah... eu... eu não morro! - Disse Ronny, rindo. Olhando a risada de Ronny, Mordred pegava o colar e o colocava.

_NÃO!!! - Berrou Ronny. - De repente, um brilho dourado deixava o corpo de Ronny e entrava no corpo de Mordred. Em seguida, Ronny caía no chão, morto.

Eric se ajoelhava no chão, desesperado. - Então... agora ele está imortal?

_Eu suponho que sim... - Disse Merlin, abaixando a cabeça.

_Calisto, viu só? A sorte está comigo, ela sempre está!!! E agora, quer juntar-se à mim? - Perguntou Mordred.

_Eu lutarei ao lado dos meus amigos até a minha morte! - Respondeu Calisto.

_Sei que é da boca para fora! Eu tenho os Merlitens, a Excalibur e agora a Cruz de Ouro. E que vocês tem? Nada!!! - Disse Mordred, gargalhando. - Vocês têm até um traidor por aí... e ele fugiu num navio!!!

_O Javier é um palhaço traidor, disso todos sabem! Mas nós sabemos que vamos derrotar você pois estaremos sempre juntos!!! - Disse Rupert.

_E foi exatamente assim que vocês estão como estão agora... fracos, inúteis, desesperados!!! - Disse Mordred, gargalhando.

_Nossa, aposto que nem é tão forte assim! - Disse Eric, enquanto todos faziam gestos para Eric ficar quieto.

_Hm, olha, um desafio! Pois bem, eu mostro à vocês! - Mordred dava um berro longo e aterrorizante. Em seguida, abria os braços bruscamente e uma enorme onda de energia empurrava todos.

_Não... ele vai destruir à todos!!! - Disse Merlin, se levantando do chão.

_Destruir? Mas se ele destruir o mundo... não vai ter mundo para ele governar, não é? - Perguntou Eric, se aproximando de Merlin.

_Talvez ele não queira destruir o mundo, só... nós. - Disse Matheus, sorrindo.

_Nossa, isso realmente me alegra! - Disse Iara.

Enquanto isso, Rupert rastejava até Ramsés, que estava sentado.

_Você está deprimido mesmo, não é? - Perguntou Rupert.

_E como eu deveria me sentir? - Perguntou Ramsés. - Dingo foi meu melhor amigo a minha vida toda e, de repente, ele morre... morre por tentar ajudar aquele traidor!!!

_Olha, eu sei que está difícil... - Começou Rupert.

_Não, não sabe! - Interrompeu Ramsés. - Apesar de ser rude, Dingo me entendia, porque nossos poderes eram inúteis... e você ainda queria juntar-se ao Javier!

_Olha... eu sinto muito! Eu acho que não pensei direito... e você tem todo o direito de estar com raiva! Mas... precisamos acabar com Mordred... mestre. - Disse Rupert.

Ramsés olhava para Rupert, mas antes de dar uma resposta, Mordred brilhava intensamente e lançava vários raios negros para o céu.

_O que ele vai fazer agora??? - Perguntou Rupert.

Os raios negros se espalhavam e começavam à entrar no peito de todos os membros da corte, matando-os. Naquele momento, Merlin sentia uma enorme dor no peito.

_Pai, o que há de errado??? - Perguntou Lúcio.

_Ele... ele está matando todos os membros da corte... esperem... Ramsés e Simão, CORRAM!!! - Berrou Merlin.

De repente, Ramsés via um raio se aproximar, mas antes do raio atingi-lo, Calisto se jogava na frente de Ramsés, sendo atingido pelo raio. Calisto ficava jogado no chão, tremendo um pouco e, depois, parava.

_Calisto!!! Calisto!!! - Disse Iara, sacudindo-o, mas Calisto estava morto.

Mordred ficava assustado com a morte do filho, mas mesmo assim, não parava com os raios. Todos ficavam distraídos com Calisto, até Simão. De repente, um outro raio se aproximava e atacava Simão em cheio, matando-o.

_NÃO!!! - Furioso, Merlin dava alguns passos à frente, ficando a alguns metros de Mordred, que ainda lançava os raios.

_Você vai pagar por isso!!! - Disse Merlin. - Não ficarei mais parado até que pague por todas essas mortes!!!

_Não se preocupe, eu preparei um raio especial para você, Merlin! - Disse Mordred, sorrindo.

Merlin ficava ainda mais furioso e dava um salto enorme na direção de Mordred. Mordred também se aproximava de Merlin e ambos se chocavam no ar.

Um enorme brilho dourado rodeava os dois, enquanto os outros ficavam observando Simão e Calisto.

_Ele não tinha nada... nem tio... só um pai horrível e nós. - Disse Ramsés.

_Não posso permitir que mate mais alguém!!! - Disse Merlin, segurando firmemente as mãos de Mordred.

_Não vou perder esta batalha!!! Este é o meu retorno!!! Não sou mais o mesmo homem que enfrentou com seu amiguinho Paulo!!! - Retrucou Mordred, também segurando as mãos de Merlin. - Eu acabarei com você de uma vez por todas.

De repente, Merlin brilhava intensamente e, este brilho vinha seguido com um berro enorme de Merlin, que explodia.

Todos ficavam horrorizados com a cena, Merlin havia morrido outra vez. Um brilho dourado ficava nas mãos de Mordred.

Visivelmente irritado, Rupert caminhava lentamente até Mordred. Uma gota de suor escorria pela pele manchada e cansada de Rupert.

_Rupert... fica aqui! - Disse Ramsés.

_Então... você matou à todos! Matou sei filho... seu irmão... provavelmente matou a sua... - Percebendo que Rupert ia dizer "esposa", Mordred lançava uma rajada de fogo contra Rupert, mas o brilho dourado desfazia a rajada.

_Ah! Ela morreu por causa dos policiais!!! - Berrou Mordred, irritado.

_Fisicamente!!! - Retrucou Rupert. - Você a matou Interiormente... você e seu jeito arrogante!!!

_Mentira!!! - Disse Mordred, ficando um pouco mais calmo. - Acho que você já viveu o bastante...

_Você vem enganando a morte estes anos todos... mas eu vou colocar um ponto final nisso tudo! - Disse Rupert, abaixando a cabeça.

_E por que você não faz algo, ao invés de falar tantas asneiras? - Perguntou Mordred, ficando frente a frente com Rupert.

De repente, Rupert começava à brilhar intensamente, assim como Merlin, antes de explodir. Aos poucos, Mordred levava sua mão até o rosto de Rupert, mas antes de tocá-lo, Carl interrompia.

_Saía daí garoto!!! - Berrou Carl. - Isso não o levará a nada!!!

Percebendo que Mordred não ia hesitar, Ramsés atacava o rosto de Mordred com um soco, jogando-o para o lado. Em seguida, Rupert parecia desmaiar, mas Ramsés conseguia pegá-lo antes de cair no chão.

_Vamos sair daqui... isso pode fazer as coisas... mudarem! - Disse Ramsés.

_Mudarem... como? - Perguntou Eric.

_Eu disse VAMOS! - Ordenou Ramsés, segurando Rupert.

Sem mais perguntas, todos seguiram Ramsés. O grupo havia diminuído, não havia mais lugar para ir, nem armas para pegar, todos estavam exaustos e com fome. Os sete sobreviventes correram até chegarem num vilarejo.

_Vamos descansar... e depois lutaremos com Mordred! Concordam? - Perguntou Carl.

Todos caminharam pelo vilarejo e havia uma casa com a porta aberta. Todos entraram e perceberam que a casa estava vazia.

_Vamos ficar aqui até quando? - Perguntou Lúcio.

_Quanto mais ficarmos aqui, mais forte ele fica. - Disse Eric.

_Olhem... não há nada que se possa fazer... - Começou Ramsés. - Devo admitir que nunca tive tanto medo em toda a minha vida.

_É muito difícil aceitar mas... acho que perdemos. - Disse Carl

_Não! - Disse Iara. - Ele pegou a Excalibur, a Cruz de Ouro e os Merlitens, mas eu não vou desistir!!!

_Aquele chato... ele tem algum ponto fraco!!! - Disse Matheus.

_Se tem, tinha. Agora ele é imortal. - Disse Carl.

_Esperem!!! - Disse Eric, se sentando numa cama. - Quando Rupert falou sobre a esposa de Mordred, ele enlouqueceu.

_Eu vou trazê-la à vida! - Disse Carl.

_Mas que ideia de jerico é esta? - Perguntou Matheus.

_O que? Não! É arriscado de mais! - Disse Iara, segurando o braço de Carl.

_Eu já me decidi, solte-me Iara! - Ordenou Carl.

Iara soltava o braço de Carl e desviava o olhar. - Ele perdoa você!

_O que disse? - Perguntou Carl.

_Diego perdoa você! - Disse Iara, voltando a olhar para Carl.

_Obrigado Iara... - Disse Carl, sorrindo. Uma lágrima escorria pela face de Carl. - Obrigado!

_Vamos te dever esta, Carl! - Disse Ramsés, sorrindo.

_Sim, mas antes, quero que absorva um pouco do meu poder, Ramsés. - Disse Carl. Sem perder tempo, Ramsés absorvia um pouco do poder de Carl e em seguida, se afastava.

Carl sorria ainda mais e em seguida, desaparecia, deixando mais uma vez apenas sua capa e a cápsula. Mas desta vez, um pequeno papel cobria a cápsula.

Ramsés se aproximava da capa jogada no chão e retirava o papel que estava enrolado na cápsula. Ao recolher o papel, Ramsés viu um texto escrito em itálico e começou a lê-lo em voz alta.

"Infelizmente, esqueci de avisar sobre a capa antes, mas desta vez me lembrei. Como sabem, é necessário um mágico e um local mágico para trocar as pessoas de lugares. Neste caso, gostaria de que usassem minha capa como o local mágico e Ramsés será o mágico, por isso pedi para que ele absorvesse um pouco do meu poder! Sei que farão as coisas corretamente! Boa sorte."

_Nossa, isso foi muito inspirador! - Disse Lúcio.

Iara pegava a capa e a estendia sobre o chão de madeira e depois, Ramsés colocava a cápsula sobre a capa. Todos se afastavam, exceto Ramsés.

Todos ficavam observando-o. Ramsés fechava os olhos e movimentava suas mãos, mas antes de completar o feitiço, o lustre começava a balançar insanamente, em seguida, caía sobre Ramsés, que escapava dando um salto para o lado.

_O que foi isso? - Perguntou Matheus.

_A cápsula!!! - Disse Eric, pegando a cápsula que estava sobre a capa. - Ela está intacta.

De repente, ouvia-se uma pequena explosão na cozinha. Todos corriam até lá e viam um buraco. Do buraco, surgia Mordred.

_Essa não!!! - Disse Ramsés. - Lúcio, você pega a capa! Eric, cuide desta cápsula com sua vida! Eu levarei Rupert!!!

E assim foi feito, Lúcio corria até o lustre e no momento em que se se abaixava para pegar a capa, uma rajada de fogo passava por cima de sua cabeça.

_Depressa, vamos lá para fora!!! - Berrou Ramsés, pegando Rupert.

Nervoso, Lúcio se levantava e lançava uma rajada de fogo contra Mordred, que o atingia no rosto e o jogava contra a parede de madeira, quebrando-a. Mais tranquilo, Lúcio recolhia a capa e corria para fora, se reunindo com todos.

_Parece que não temos escolha! Temos que sair da vista dele! - Disse Ramsés, segurando Rupert.

_Mas estamos exaustos! - Disse Matheus.

_Alguma outra sugestão? - Perguntou Ramsés, olhando seriamente para Matheus.

Sem o que dizer, Matheus simplesmente abaixava a cabeça.

_É o seguinte: Eric, dê a cápsula para o Matheus e vá trancar Mordred num buraco de terra, ou... sei lá, improvisa! - Disse Ramsés.

Sem resmungar, Eric rodeava a casa, procurando Mordred. Enquanto isso, Lúcio colocava a capa no chão e Matheus colocava a cápsula. Ninguém havia percebido, mas a capa estava com pequenos buracos feitos pelos cacos de vidro do lustre.

Ramsés colocava Rupert no chão, fechava os olhos e movimentava suas mãos outra vez e então, a capa brilhava intensamente, seguido com uma explosão da cápsula, que formava uma enorme cortina de fumaça.

_Isso não aconteceu da outra vez! - Disse Lúcio.

Do meio da cortina de fumaça, surgia Eric, que era jogado aos pés de Iara. Eric estava extremamente machucado e com um corte enorme no rosto.

A cortina de fumaça desaparecia e todos viam uma mulher extremamente pálida.

_Esta é... minha esposa??? - Perguntou Mordred, que surgia de trás da casa. Seu rosto estava com queimaduras, feitas pela rajada de fogo de Lúcio.

A mulher levantava a cabeça e seus olhos estavam brancos, haviam cortes em suas roupas e em seu corpo. Ela estava de volta exatamente como no dia em que estava morta, mas estava viva.

_Malucos, o que fizeram com ela??? - Perguntou Mordred.

_Revivemos ela! - Respondeu Matheus.

_Ela é um ZUMBI!!! - Berrou Mordred, furioso.

_Como assim? - Perguntou Iara.

Mordred se aproximava da esposa zumbi e a empurrava, retirando-a de cima da capa. - Estão vendo isso? São buracos. - Mordred mostrava à todos a capa danificada.

_E daí? - Perguntou Ramsés.

_O local da magia não pode estar danificado! - Disse Mordred. - Ou a pessoa morta volta à vida... morta!

Ramsés abaixava a cabeça, sentindo-se culpado pois Carl estava morto, e sua morte havia sido em vão.

_Sabem... danificar o meu corpo, enganar minha família, me insultar... essas coisas não me interessam... - Começou Mordred, caminhando em volta de todos que estavam lá. - Mas mexer com a minha esposa... esta foi a gota d'água!

_Acho que ele ficou furioso. - sussurrou Lúcio para Iara.

_Você acha? - Perguntou Iara.

_Olha, sabemos que está furioso, mas só queria-mos ajudá-lo! - Disse Matheus.

_Hm... querem saber... eu tive uma ideia! - Disse Mordred, sorrindo. - Você estão fracos e cansados! Darei à vocês a chance de se recuperarem. Vamos adiar nossa luta!

Todos se entreolhavam.

_Como é que é? - Perguntou Lúcio.

_Claro que todos sabem o vencedor desta batalha mas... darei a chance de se recuperarem... sabe... descansar... comer... essas coisas! - Repetiu Mordred.

_Achei que o que mais queria fosse nos derrotar! - Disse Ramsés.

_Ah, mas eu irei! No dia 30 de dezembro! É bastante tempo para vocês? - Perguntou Mordred.

_Bem... já estamos no dia 8 de novembro... pode ser! - Respondeu Iara.

_Então, temos um trato! - Disse Mordred, pegando a esposa zumbi no colo e em seguida, saía correndo, desaparecendo da vista de todos.
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MensagemAssunto: Re: À Prova de Tudo - A História.   Seg Jan 03, 2011 6:09 pm

Capítulo 21

O Livro de Arthur.

_Então, para onde vamos? - Perguntou Matheus.

_Vamos levar Eric e Rupert até um hospital! - Respondeu Ramsés, colocando Rupert em sobre seu ombro esquerdo e Eric sobre seu ombro direito.

_Certo, e depois? - Perguntou Iara.

Ramsés demorava um pouco para responder e em seguida, respirava fundo. - Vamos dar um jeito!

_Precisam de ajuda? - Perguntou um homem barbado que surgia do meio das casas.

_Ah, precisamos ir até um hospital! - Disse Iara.

_Hm... - O homem examinava os garotos com os olhos. - Bem, eles não parecem muito bem! Posso dar-lhes uma carona.

_Nossa, seria muita gentileza! - Disse Lúcio.

_Ah, tudo bem! Venham, meu carro está aqui perto! - Disse o homem barbado, que virava de costas e começava a andar. Todos o seguiam.

A caminhava durava alguns segundos, até que todos podiam ver uma pequena cabana, e havia um carro.

_Entrem, as portas estão abertas! - Disse o homem. - Vou buscar as chaves!

Ramsés colocava Rupert e Eric sentados. Em seguida, Iara, Lúcio e Matheus se sentavam ao lado de Eric e Rupert. Ramsés se sentava no banco da frente e colocava o sinto. Alguns segundos se passaram e o homem barbado voltava com as chaves do carro.

_Olha senhor... pode parecer estranho mas... podemos ficar na sua casa por uns dias? - Perguntou Ramsés.

_Ora, mas é claro! Na verdade, as crianças parecem exaustas! Não gostariam de ir dormir? - Perguntou o homem, entrando no carro e colocando o sinto.

_Olha... eu sei que é chato... "abandonar" o Eric e o Rupert, mas eu estou exausto. O que vocês acham? - Perguntou Lúcio.

_Acho que não vai adiantar nada se formos lá! - Disse Iara.

_Bem, nesse caso... - Matheus abria a porta do carro, se preparando para sair.

_Ah, minha esposa está lá dentro, eu já expliquei tudo à ela! - Disse o homem.

_Certo. - Disse Iara. Então, Iara, Lúcio e Matheus saíam do carro, fechavam a porta e entravam na cabana.

O homem girava a chave e o carro ligava. Segundos depois, o carro começava à andar.

_Olha senhor, eu juro que vou recompensá-lo de alguma maneira! - Disse Ramsés.

_Está tudo bem, é... um presente de natal! - Disse o homem, sorrindo.

Ramsés sorriu também e em seguida, virava-se para a janela, olhando para a cidade.

_Mas eu preciso saber... o que exatamente vocês faziam lá? - Perguntou o homem.

_O senhor não acreditaria se eu contasse. - Disse Ramsés, com uma pequena risada.

_Ah, desculpe... deve ser algo pessoal. - Disse o homem.

_Não, não... nos... perdemos! - Disse Ramsés.

O homem dava um pequeno sorriso e continua a dirigir. Após alguns minutos, todos chegavam ao hospital. Ramsés saía do carro o mais rápido possível, levando Eric enquanto que o homem barbado levava Rupert.

Ao entrarem no hospital, uma enfermeira olhava para o estado de Eric e desmaiava.

_Precisamos de um médico!!! - Berrou Ramsés.

Uma mulher que estava atrás de uma mesa pegava o telefone e chamava um tal de "Edward". O mesmo surgia de dentro de uma sala escura.

_Ouvi o seu chamado, Kerie! - Disse Edward. Ao olhar para Rupert, Edward arregalava os olhos. _O que houve com ele?

_Ele sofreu um acidente. - Respondeu Ramsés.

_MENTIROSO! - Berrou Edward. - Esse garoto sofreu de uma conexão... com quem?

_Com ninguém! - Retrucou Ramsés.

Edward sorria um pouco. - Eu não sou tolo, senhor. Vamos conversar em nossa sala. Quanto ao outro garoto... Kerie, chame a doutora Jully.

Edward e Ramsés, que segurava Rupert, caminhavam até a sala negra. As luzes ascendiam no momento em que ambos colocavam os pés dentro da sala. Ao entrarem, a porta se fechava.

_Me conte o que houve! - Ordenou Edward, pegando Rupert do colo de Ramsés e colocando sobre uma cama.

_Ele ficou conectado... com Mordred! - Disse Ramsés.

Ao ouvir tal nome, Edward sentia um leve aperto no coração. - Ele... morreu!

_Ele voltou, já faz alguns meses. - Disse Ramsés. - E ele voltará no dia 30.

_Mordred MORREU!!! - Berrou Edward.

_Ele voltou! Ele voltou para tomar o trono e a cada segundo que passa ele fica mais próximo de seu objetivo! Afinal, como sabe de Mordred? - Perguntou Ramsés.

_Eu sei porque eu trabalhei no castelo de Arthur. - Respondeu Edward.

_Entendo. Bem, voltando ao assunto, Rupert se conectou com Mordred e eu interrompi. - Explicou Ramsés.

_Você devia ter deixado. - Disse Edward.

_Mas Rupert estava brilhando! Ele ia explodir como Merlin. - Disse Ramsés, indignado com o que o doutor acabara de dizer.

_Merlin morreu à 10 anos. - Disse Edward.

_Será que pode cuidar dele? - Perguntou Ramsés.

_Bem, o garoto não tem culpa de suas mentiras. - Disse Edward. - Eu recomendo que o deixe quieto, descansando, e não se preocupe com "fome", ele não sentirá nada disso. Ele está em estado de choque. Contando que não aconteça absolutamente nada à pessoa na qual tenha se conectado com ele, ficará tudo bem.

_E se acontecer algo à esta pessoa? - Perguntou Ramsés.

_Bem, ambos estão ligados, sendo assim, ambos sofrem. - Explicou Edward.

Sem demora, Edward pegava Rupert no colo e o entregava à Ramsés. Em seguida, o guiava até a saída.

_Posso saber como sabe disso tudo? - Perguntou Ramsés, sendo empurrado por Edward.

_Não! - Respondeu Edward, fechando a porta nas costas de Ramsés.

Ramsés suspeitava um pouco. Em seguida, se aproximava de Kerie.

_Posso saber o que houve com o menino que estava machucado? - Perguntou

_Ele foi para a enfermaria! - Respondeu Kerie.

_Muito obrigado. - Respondeu Ramsés, com um sorriso forçado.

Sentindo-se exausto, Ramsés sentou-se na cadeira mais próxima. Minutos depois, Ramsés já estava dormindo, sentado na cadeira, sozinho na enorme sala de espera.

_Com licença senhor... eu sinto muito, mas o garoto morreu... - Disse uma enfermeira. De repente, Ramsés se levantava do chão e percebia que era apenas um pesadelo.

_Nossa, senhor, tudo bem? - Perguntou Kerie.

_Eric... Eric está bem??? - Perguntou Ramsés, desesperado.

_Quem? - Perguntou Kerie.

_Eric... o garoto machucado. - Respondeu Ramsés.

_Ah sim, um senhor barbado o levou junto com o outro menino que trouxeram. - Respondeu Kerie.

Ramsés arregalava os olhos. - NÃO!!! EU TENHO QUE ACHÁ-LOS!!! - Ramsés corria até a porta e saía do hospital.

Ao deparar-se com a rua, Ramsés não via nenhuma casa por perto. Só havia uma longa e vazia estrada. Algumas luzes que iluminavam a estrada piscavam sem parar. Ramsés não sabia para onde ir.

Enquanto isso...

O homem chegava em sua cabana junto com Rupert e Eric, que já estava com os curativos. Ao estacionar o carro na garagem, sua esposa aparecia na porta.

_Querido, demorou muito, hein? O que houve? - Perguntou a esposa.

_Eu deixei o homem para trás. - Disse o homem, saindo do carro.

_Por que? - Perguntou a esposa.

_Eu ouvi a conversa dele com o doutor Edward, e ele mencionou o nome Mordred. - Respondeu o homem.

_Nossa, querido! Entre logo, aquele homem não vai mais incomodar essas pobres crianças. - Disse a mulher, puxando Rupert com delicadeza.

_E as outras crianças? - Perguntou o homem.

_Bom, eu preparei uma sopa e depois coloquei-os para deitar. - Respondeu a mulher. - E eles nem se importaram em ter de deitar no chão.

_Será que foi aquele homem que destruiu aquela casa de madeira? - Perguntou o homem.

_Ah, eu só sei que estou exausta, venha querido, vamos levar estas crianças para as camas... ou melhor, para o chão. - Disse a mulher, pegando Rupert no colo.

O homem assentia e pegava Eric no colo, fechando a porta com um dos pés. Em seguida, ambos entravam na cabana.

Enquanto isso, Ramsés caminhava pela estrada. Não passava sequer um carro. Gotas de suor escorriam pela face de Ramsés, seus passos eram lentos e barulhentos: Ramsés não tinha força nem ao menos para levantar os pés. O jeito era arrastá-los. Pelo cansaço e o desejo enorme de encontrar as crianças, Ramsés se forçava a continuar procurando as crianças, até que de repente, via Mordred em sua frente, flutuando.

_É, isso mesmo... sem Merlin, vocês não são nada... - Disse Mordred, sorrindo.

_Eu serei um bom líder... eu ... serei um bom líder... eu serei... um bom... - Aos poucos, Ramsés caía no chão, exausto.

Naquele momento, Lúcio acordava. Estava tudo escuro, só podia-se ouvir o ronco da esposa do homem barbado, mais nada.

_Onde estamos? - Perguntou Lúcio, mas não obteve resposta alguma. - Onde estamos???

_Ah... o que? - Perguntou Iara, acordando.

_Ei!!! - Berrou Lúcio, acordando o homem barbado.

O homem se levantava da cama e ascendia a luz. A claridade acordava sua esposa e Matheus - O que é, garoto? - Perguntou o homem.

_Onde está o Ramsés, aquele homem que estava conosco? - Perguntou Iara.

_Ah... - O homem olhou para os lados e sentou-se no chão perto dos garotos. - Olhem... eu e minha mulher demos a entender de que deixar aquele homem com vocês não era uma boa ideia... uma ideia segura.

Iara, Matheus e Lúcio se entreolhavam. - Hum? - Perguntou Matheus.

_Eu o deixei no hospital. - Disse o homem com um sorriso.

_Você o que??? Ele estava nos ajudando a lutar contra... - Começou Lúcio, que era interrompido pelo homem.

_Mordred? Mas é exatamente isso que aquele homem quer que vocês pensem! - Disse o homem, passando a mão na cabeça de Lúcio, bagunçando seu cabelo.

_O que? Não! Mordred existe mesmo. - Disse Matheus.

_Ah, garotos, Mordred morreu a anos nas mãos de Arthur. - Disse o homem.

_Não, nosso pai o matou! Merlin o matou! - Disse Iara.

_Não, foi Arthur, garotinha, olhe só! - Disse o homem, que se aproximava de uma estante e pegava um livro. Em seguida, o homem o abria e virava as páginas rapidamente. - Leia aqui!

Curiosa, Iara pegava o livro e começava a lê-lo em voz alta:

"[...]Arthur e Mordred estavam frente a frente, ambos andavam sobre as armaduras amassadas e quebradas de outros guerreiros. Arthur segurava a Excalibur e Mordred segurava a Clarent. Até que, por um segundo, durante um ataque de Mordred, na qual este deixava exposto sua barriga, Arthur aproveita-se da situação e enfia a Excalibur na barriga de Mordred, matando-o..."

_Viram? - Disse o homem que retirava o livro das mãos de Iara, impedindo que ela continuasse a ler.

_Ah... Clarent...? - Perguntou Matheus, que enquanto falava, observava o homem colocar o livro novamente na estante.

_Exatamente, é a gêmea da Excalibur. - Respondeu o homem, com um sorriso inocente.

_Desculpe mas... como é o seu nome? - Perguntou Iara.

O homem desfazia o sorriso. - Meu nome... é Paulo! - Disse o homem, esperando alguma reação das crianças.

_Hm, legal! - Disse Lúcio. O homem estranhava a reação dos meninos.

_Vocês... nunca ouviram este nome antes? - Perguntou Paulo.

_Não senhor. - Respondeu Matheus, sorrindo.

_Hm, aposto que Merlin não contou à eles, nojento! - Disse o homem, que parecia estar falando mais com ele mesmo do que com as crianças.

_O que disse, senhor? - Perguntou Iara.

_Ah, nada... bem, vamos dormir! - Disse o homem, pronto para apagar a luz.

_Espere... onde fica o banheiro? - Perguntou Iara.

_Ah... bem, você está vendo aquela porta? Ela vai te levar à um corredor, no fim do corredor está outra porta, é lá! - Respondeu o homem, se deitando. - Quando voltar, apague a luz, sim?

_Obrigada! - Respondeu Iara, fazendo um sinal para Lúcio e Matheus a seguirem.

Iara pegava o livro e o trio caminhava até o banheiro. Em seguida, fechavam a porta.

_O que foi? - Perguntou Lúcio.

_Vocês ouviram? Existe uma cópia da Excalibur por aí! - Disse Iara, abrindo o livro.

_E daí? Não podemos sair por aí só para procurar uma cópia! - Disse Lúcio.

Iara ignorava Lúcio e procurava no sumário algo relacionado à "Excalibur".

_Então... achou algo? - Perguntou Matheus.

_Perfeito! - Disse Iara, virando as páginas rapidamente. - Aqui diz que a Excalibur estava presa na pedra, e foi liberada pelo Rei Arthur...

_E...? - Perguntou Lúcio.

_E que também foi dada ao Rei Arthur pela Dama do Lago. - Completou Iara.

_Mas isso não faz sentido... quer dizer, ou ele retirou a Excalibur ou a Clarent da pedra. - Disse Matheus.

_O que mais tem sobre esta Dama do Lago? - Perguntou Lúcio.

_Bem, há um capítulo com o nome dela! - Disse Iara, novamente no sumário. - Aqui, página 141. Aqui diz que ela era a responsável pela entrega da Excalibur ao Rei Arthur.

_É isso! - Disse Matheus. - A Espada que Rei Arthur puxou da pedra era a Clarent...

_Que foi roubada por Mordred! - Completou Iara.

_E depois... a Dama do Lago entregou a Excalibur ao Rei Arthur!!! - Disse Iara juntamente com Matheus, enquanto Lúcio só observava.

_Vocês têm certeza? - Perguntou Lúcio.

_Bem, é uma possibilidade, não é? Quer dizer... faz sentido! - Disse Matheus.

_Não é melhor ler o livro, só para garantir? - Perguntou Lúcio.

_O livro tem muitas páginas... acho que nenhum de nós vai conseguir ler tudo hoje... porque... provavelmente Paulo não vai deixar! - Disse Iara.

_Vamos fazer o seguinte: eu vou até a cozinha procurar um papel e uma caneta e então, anotaremos as coisas mais importantes! - Disse Lúcio.

_Brilhante ideia! - Disse Matheus. - Mas não faça barulho. Se Paulo acordar... diga que... está procurando algo para comer.

_Pode deixar! - Disse Lúcio, saindo do banheiro.

Enquanto isso...

_Ei. Ei!!! - Berrou um homem, dentro de um carro.

Ramsés abria os olhos e via-se deitado na estrada. Ao se levantar, percebia que ainda era noite.

_Quer uma carona? - Perguntou o homem.

_Ah, sim, por favor! - Disse Ramsés, entrando no carro.

_Para onde? - Perguntou o homem.

_Você conhece um homem barbado... que vive com uma mulher...? - Perguntou Ramsés.

_Ah, sim, o Paulo! - Disse o homem. - Pode deixar! Eu te levo lá.

E assim foi feito. O homem levou Ramsés até a casa de Paulo. Ao chegarem lá, Ramsés saía do carro e fechava a porta com um pouco de força.

_Vocês ouviram isso? - Perguntou Matheus.

Iara espiava pela pequena janela do banheiro e via um carro. - Tem alguém aqui! É... Ramsés!!!

_Ramsés? - Perguntou Lúcio, sorrindo. - Então vamos cair fora daqui!

_Olha, muito obrigado mesmo! - Disse Ramsés, sorrindo.

_Tudo bem, o Paulo é um amigão! Mande um abraço para ele! - Disse o homem, que em seguida, saía de lá.

_É, um amigão! - Disse Ramsés. De repente, Ramsés ouvia uma voz baixa, que vinha da janela do banheiro. - Iara???

_Nós conseguimos um livro que fala sobre o Rei Arthur! - Disse Iara. - Por onde você andou?

_Eu conto depois! - Disse Ramsés. - Agora abra a porta, nós estamos partindo!

_Para onde? - Perguntou Iara.

_Qualquer lugar é melhor que aqui. Vamos! - Ordenou Ramsés.

Iara assentiu e virava para Matheus e Lúcio.

_Precisamos dar um jeito de sair daqui. Eu não faço ideia de onde fica a saída! - Disse Iara.

_Bem, podemos causar um arrombo! - Disse Lúcio.

_Iara, você pode formar um buraco usando a água, ou algo do tipo? - Perguntou Matheus, abrindo a torneira.

_Pode deixar! - Disse Iara. - Lúcio, avise ao Ramsés para se afastar e diga que não podemos sair pela porta!

Iara movimentava as mãos lentamente e puxava a água que saía da torneira. Em seguida, a água atravessava a parede, fazendo um corte.

_Nossa, silêncio total! Muito bem, Iara! - Disse Matheus. - Juro que se eu pudesse, eu ajudaria.

Iara dava uma pequena risada e continuava à cortar a parede. Alguns minutos se passaram e um pedaço da parede caía. Para evitar qualquer barulho, Ramsés segurava o pedaço da parede.
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