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 'Déjà Vu' ~ Epílogo (done!)

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Sol-chan
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MensagemAssunto: Re: 'Déjà Vu' ~ Epílogo (done!)   Dom Mar 30, 2008 4:20 pm

AnaRita escreveu:
Dammit!
Se existe perfeição tu soubesses retrata.la perfeitamente!
Tirando a ultima frase...
Obrigada. ^-^
A última frase será explicada no último capítulo. Wink
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AnaRita



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MensagemAssunto: Re: 'Déjà Vu' ~ Epílogo (done!)   Seg Mar 31, 2008 12:51 am

Sol-chan escreveu:
AnaRita escreveu:
Dammit!
Se existe perfeição tu soubesses retrata.la perfeitamente!
Tirando a ultima frase...
Obrigada. ^-^
A última frase será explicada no último capítulo. Wink

Can't wait!
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CarinaBita
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MensagemAssunto: Re: 'Déjà Vu' ~ Epílogo (done!)   Dom Abr 06, 2008 3:28 pm

omg a música é LINDA.

nem imaginas o quanto entrei na tua fic enquanto lia e ouvia a musica, parecia que tava a viver aquilo!
meu deus, tu já escreves tão bem e depois ainda dás estas músicas para acompanharem...

olha, amei este capitulo e tenho pena que esteja a chegar ao fim. : )
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Vikii
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MensagemAssunto: Re: 'Déjà Vu' ~ Epílogo (done!)   Dom Abr 06, 2008 4:53 pm

T_________T

Mulher.
Tu não sei se tens bem noçao, mas tu tens um talento natural..
Gawd.Nem sei o que dizer, a tua escrita é simplesmente perfeita, dás tanta magia e pormenor a tua fic que a gente parece que está lá. *.*

Bahh.
Amo de coração as tuas fics e esta é tao fofinha.
Continua e peço desculpa não ter vindo cá comentar os outros caps mas coise. ~.~

Keep.

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Sol-chan
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MensagemAssunto: Re: 'Déjà Vu' ~ Epílogo (done!)   Seg Abr 21, 2008 12:40 am

Capítulo XVI: “Déjà Vu”

Moveu-se calmamente na sua cama de solteiro. Rebolando para o lado, apertando a macia almofada por baixo de si, a jovem largou um enorme suspiro, passando uma mão pelos seus negros cabelos. Permaneceu assim algum tempo, parecendo uma estátua imóvel, até que perdeu a paciência e colocou a almofada por cima da cabeça, tentando tapar os seus ouvidos, desesperadamente à procura de um pouco de silêncio. Voltou a rebolar, arrancando com fúria a almofada, prendendo-a na sua mão. Olhou para o tecto branco por cima de si, antes de praguejar baixo.

- Estúpidas das obras, tinham logo que começar agora...

Vindo de fora, ouvia-se a mistura inconfundível de máquinas e ruídos característicos de obras. Vinha já há alguns dias a aturar aquele indesejável despertador matinal, que teimava em acordá-la e pô-la de mau humor. No entanto, naquele dia, nem aquilo a iria irritar.

Levantou-se finalmente da cama, procurando por baixo dela os seus chinelos pretos. Bocejou mais uma vez e, coçando ligeiramente a cabeça, dirigiu-se ao seu guarda-fatos. Abriu-o com um sorriso nos lábios, suavizando a sua expressão, e pegou no conjunto preto mesmo em frente a si. Tinha-o escolhido na véspera, de próposito para a tarefa que tinha de desempenhar naquele dia. Colocou-o à sua frente, tapando o fresco pijama que tinha vestido. Feliz com o resultado, disse numa voz sonolenta:

- Passadeira vermelha, espera por mim.

---


Uma loira rapariga encontrava-se na sala daquele apartamento, esperando impacientemente que a água que corria no compartimento ao lado cessasse. Tinha um cigarro na mão, que punha ocasionalmente nos lábios, sugando-o para logo a seguir soltar uma alva nuvem pela boca. O seu pé balançava como que ao som de uma música inaudível, marcando severamente a sua ansiedade.

De repente, aquele barulho que se assemelhava a um riacho correndo parou. A jovem suspirou, levando novamente o cigarro à boca. No quarto-de-banho, a morena tinha acabado de se lavar e secava-se rapidamente, começando a vestir-se. Pegou nos vários acessórios que tinha perto do espelho, colocando-os, e lustrou o vidro em frente a si, usando-o para se pentear propriamente, com a ajuda de uma escova. Ouviu uma voz alta chegar até si:

- Já viste que horas são?! Mas despachas-te com isso, ou não?!

Viu o seu reflexo fazer um sorriso cínico, provavelmente imitando o seu, à medida que se dirigiu para a sala, sentindo o seu cabelo a pingar. Assim que viu o cigarro na mão da sua companheira, dirigiu-se a ele, arrancando-o da sua boca, e pressionando-o com força contra um cinzeiro que estava na mesa.

- Devias ter acabado isto antes de me chamares. Já te disse que não quero que fumes dentro de casa. Acho nojento esse cheiro.

- Está bem, está bem – respondeu a outra, abanando a mão no ar, como se estivesse a afastar aquela ordem de si. Resolveu então levantar-se, dirigindo-se para a mesa de plástico que lhes pertencia. Nela podia-se encontrar uma simples e barata câmara de vídeo, mesmo ao lado de uma revista aberta, em que a loira pegou prontamente, balançando-a na sua mão decorada com unhas de gel. Mudando completamente de postura, agora com um sorriso, perguntou:

- Estás pronta?

---


Juntaram as suas forças para poder erguer o sofá que preenchia parte do espaço que pretendiam. Deslocaram-no com alguma dificuldade, arrastando-o pelo chão da sala. Miraram o espaço agora livre, concordando que seria suficiente. A loira sentou-se, já ligeiramente cansada daquele esforço, e observou a morena em frente a si, que compunha a sua roupa.

Os seus caracóis chegavam-lhe aos ombros, balançando com cada movimento que efectuava. Ajeitava um top preto liso, que acompanhava umas corsário negras, que tinham um pequeno desenho a orná-la. Os seus braços estavam cobertos por pulseiras que tilintavam sempre que eles se moviam, fazendo um barulho agradável e afirmando ainda mais a sua presença. A sua mão tinha-se dirigido para a sua garganta, à medida que a aclarava, pigarreando levemente.

De repente, a morena levou as duas mãos à cabeça, abanando-a como se se quisesse livrar de algum mau pensamento. A loira, por sua vez, inclinou a cabeça perante aquele estranho movimento.

- O que se passa, Melody? – A jovem soltou um suspiro, aproximando-se dela e colocando as mãos na cintura.

- Antes de mais, já te disse para me chamares Mel como toda a gente, Jen – resmungou, deixando-se cair no sofá ao lado da sua amiga. De seguida, respondeu à sua pergunta. - Desde que acordei que tenho a sensação que estou a viver tudo pela segunda vez. É muito estranho.

- Uma sensação de déjà vu, talvez? – retrucou Jen automaticamente.

- Não... Isso acontece quando nos lembramos de uma experiência parecida com a que estamos a viver naquele momento. Mas duvido muito que já tenha tido um dia como este – disse com um sorriso, apontando para a câmara na mão de Jen, que também sorriu.

- Mas isso pode também estar ligado aos sonhos... – continuou, brincando com o aparelho na sua mão. – Tens de deixar de ser tão céptica, acredita mais no sobrenatural!

Mel riu-se em conjunto com Jen, pois ambas sabiam, a partir das longas conversas que já tinham tido, que a morena simplesmente não conseguia acreditar em nada que não fosse comprovado cientificamente. Era sempre a primeira a desmentir espíritos, videntes, misteriosos enigmas que pareciam não ter solução, dizendo que havia sempre uma explicação lógica para tudo. Jen então quebrou o silêncio:

- Tens a certeza de que queres fazer isto? Tu nem sequer…

Mel suspirou mais uma vez, pois já tivera de ouvir aquilo centenas de vezes desde que tinha anunciado que queria entrar no concurso.

- Sim, tenho a certeza. Isso - disse, apontando para a revista que repousava na mesa perto delas –, vai tornar-me famosa.

Levantou-se de seguida, posicionando-se no meio da sala, arrumando novamente a roupa. Ignorando aquela estranha sensação que teimava em persegui-la, preparou-se para soltar a sua límpida voz assim que a loira desse o sinal. No entanto, semicerrou os olhos enquanto uma dúvida a assaltava.

- Jen... – chamou, o que fez com que os olhos desta se desviassem da câmara para se focarem nos seus.

- Hum?

- Quem é o John? – perguntou confusa, mordendo o lábio inferior.

- Hã? John? Não conheço nenhum, Melody. Porquê?

- Estranho... Tinha a impressão de que me tinhas prometido falar num... – respondeu vagamente, abanando novamente a cabeça, decidindo focar-se simplesmente no vídeo que tinha de gravar. Viu Jen fazer o sinal de que podia começar, e deixou aquela doce melodia preencher todo o compartimento, à medida que a jovem loira se sentia leve apenas ao ouvi-la.

Uma revista com dois gémeos espreitava por trás de Jen, com um grande anúncio a preto que havia despertado o interesse de Mel há alguns dias. Naquele momento, sentia-se resoluta em enfrentar aquela banda de que não gostava apenas para perseguir os seus sonhos, apenas para finalmente se libertar daquela gaiola em que se sentia aprisionada. O que ela ainda não sabia é como a sua vida ia dar uma colossal reviravolta por causa daquela decisão. E, apesar de ela ainda nem sequer suspeitar, Bill tinha prometido que ela iria ouvir a canção que havia escrito para ela. Tinha sonhado com estúdios, pássaros, abraços à neve, buscas intermináveis, passeios por Berlim, telhados, parques, bolsos, pirilampos... Tinha sonhado com Bill.

Estava na hora de tornar esse sonho realidade.

FIM
---


E pronto... Podem matar-me. xD
Explicação do porquê deste fim: era esta a minha ideia desde o princípio. Achava a ideia da fic em si cliché o suficiente, por isso queria fazer um final diferente... E está aqui. Pelo menos agora percebem o título da fic. xD

E queria só deixar uma coisa clara: foi um sonho, sim, mas tudo o que ela sonhou vai acontecer na realidade. Um déjà vu, segundo especialistas, muitas vezes acontece porque tivemos um sonho parecido com o que estamos a viver naquele momento. E depois dá-nos aquela sensação. ^^

Por isso, ela fica mesmo com o Bill na história. xD E as cenas todas acontecem. ^^

A todas que leram este calhamaço até ao fim, um grande, grande obrigada! ^-^
P.S.: Não, não vou escrever mais fics.
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CarinaBita
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MensagemAssunto: Re: 'Déjà Vu' ~ Epílogo (done!)   Seg Abr 21, 2008 12:48 am

aww, pensei em tantos finais mas nunca imaginei este. tá cá que não percebia o título x)

adorei.

pena que não vás fazer mais fics, és muito boa nisso.
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AnaRita



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MensagemAssunto: Re: 'Déjà Vu' ~ Epílogo (done!)   Seg Abr 21, 2008 1:04 am

Hey! Isso foi uma fic que eu fiz!! Também voltava ao principio! XD
Por acaso ja tava a pensar que era assim que ia acabar.
Gostei do final.
Adorei a fic toda.
^^
Vais mudar de ideias quanto a fazeres mais.
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Sol-chan
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MensagemAssunto: Re: 'Déjà Vu' ~ Epílogo (done!)   Ter Abr 22, 2008 10:06 pm

Resolvi escrever um epílogo, por isso fiquem ligadas. Wink
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CarinaBita
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MensagemAssunto: Re: 'Déjà Vu' ~ Epílogo (done!)   Qua Abr 23, 2008 8:08 pm

that's great *-*
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AnaRita



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MensagemAssunto: Re: 'Déjà Vu' ~ Epílogo (done!)   Qua Abr 23, 2008 8:56 pm

Eu não disse que ela ia mudar de ideias?
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Vikii
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MensagemAssunto: Re: 'Déjà Vu' ~ Epílogo (done!)   Qui Abr 24, 2008 9:51 pm

Cuthiee.

Adorei-a toda. x)

Quando começei a le este capitulo pensei logo qe ia ser assim..

Oh.
Ficou muito fofinhá.

Spoiler:
 

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Sol-chan
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MensagemAssunto: Re: 'Déjà Vu' ~ Epílogo (done!)   Dom Jul 20, 2008 11:58 pm

Epílogo
Parte I


Esticou a mão lentamente de encontro a uma garrafa de água que repousava em frente a si. Constatou, surpresa, que ela tremia incontrolavelmente. À medida que pegava no objecto, ouviu gritos de variadas vozes provenientes do pavilhão, que parecia vibrar com os cânticos entoados num só tom. Chamavam pela banda em uníssono e, ao mesmo tempo, pareciam querer chamar o seu coração para fora do peito, uma vez que ele batia desconcertantemente com cada palavra que ouvia.

Abriu a tampa sem prestar muita atenção ao que estava a fazer, levando a garrafa à boca e sorvendo o frio líquido, que molhou a sua garganta que teimava em ficar seca devido ao nervosismo. Fitou a parede branca em frente a si, respirando fundo uma e outra vez. Passou a mão pelos cabelos pretos, parando-a mesmo em frente à testa, que começava a ficar suada por causa do calor que se fazia sentir naquele pequeno compartimento. Suspirando, levantou-se do seu pouso e olhou-se ao espelho que se encontrava por cima do lavatório.

Mirou a sua imagem reflectida naquele pedaço de vidro, que lhe mostrava uma rapariga de pequena estatura e longos cabelos pretos. Tinha-o perfeitamente alinhado, trabalho feito pela cabeleireira há alguns momentos atrás; ostentava roupas simples, escolhidas por si, que lhe assentavam bem no fino corpo, fazendo com que ela se assemelhasse a uma boneca de porcelana, se bem que uma muito moderna. No entanto, os seus olhos mostravam bem que Mel não se tratava de um objecto inanimado.

Nunca, em toda a sua vida, tinha fitado olhos tão assustadamente ansiosos.

Respirou fundo, tentando acalmar o seu coração e atenuar o frio que sentia no seu estômago. Num movimento inconsciente, levou uma mão à barriga, fechando os olhos, tentando pensar em algo que não os milhares de fãs que estavam alguns compartimentos à frente. Sentiu momentaneamente a ânsia desvanecer-se, para logo a seguir voltar com a mesma intensidade. Expirou, sorrindo, olhando novamente para o espelho.

Sabia que aquele sentimento que a assolara era meramente o reflexo de tudo por que batalhara até à data. Sentia florescer, por trás do nervosismo, uma felicidade colossal que ia curvando cada vez mais os seus lábios, transformando a sua expressão assustada numa de contido júbilo. Ali se encontrava ela, meses depois de ter saído da sua pequena cidade, com muito mais do que alguma vez imaginara vir a ter. Bebeu um outro gole, levantando um pouco a cabeça e voltando a fechar as suas pálpebras cobertas por breu. Deixou a sua mente divagar, revendo mentalmente o início da sua jornada.

---


Assim que a avistaram, os rapazes levantaram-se do grande sofá preto em que estavam sentados, a conversar, aparentemente, e rumaram ao encontro daquela rapariga desconhecida para eles. Mel preparou o seu melhor sorriso falso, à medida que os via dirigirem-se a ela.

-
Hallo!

O primeiro a chegar até ela foi Bill, sempre com aquela fraca hiperactividade característica. Esticou a sua mão, que Mel aceitou educadamente. Enquanto a apertava, ele continuou a sua apresentação.

- Sou o Bill! Mas já deves saber isso.

“Ainda por cima, tem a mania que é engraçado…” pensou Mel, enquanto se ria com todos os outros. Largando a mão dele, para dar lugar às outras mãos que ansiavam a sua, apresentou-se também:

- Sou a Mel. Prazer em conhecer-vos.


---


Parte do seu sorriso morreu, à medida que se lembrava da total falsidade com que tratara os quatro rapazes a princípio. Sabia que os tinha julgado precipitadamente, sem fundamentos, e sentia-se mal consigo própria cada vez que se recordava daqueles primeiros momentos que vivera com a banda. Abriu os olhos de rompante, fitando o seu reflexo, que parecia estar um pouco mais calmo, e deixou a sua mente voltar a viajar, enquanto se lembrava da noite em que, sob uma cortina de neve, descobrira que, no fundo, já não conseguia enganar ninguém.

---


Mel sentia-se desiludida consigo própria. Como pudera ter sido tão ingénua a ponto de pensar que ainda ninguém tinha reparado na falsidade que emanava dela cada vez que estava com os rapazes? Baixou a sua cabeça, verdadeiramente envergonhada. Distraiu-se aquecendo as suas mãos mais uma vez.

- Mas não te preocupes… Isso não quer dizer que não gostemos de ti. Muito pelo contrário – riu-se ligeiramente, soltando assim mais algumas baforadas. – Assim foi mais giro. Um desafio é sempre bem-vindo.

Apesar de Bill se ter rido, ela não conseguia fazer o mesmo. Sempre se sentira tão segura de si, e só agora soubera que isso tinha sido uma mera ilusão. Suspirou, tentando levar as mãos à face, mas parando a meio por causa do frio, recolhendo-as novamente no seu fraco abrigo. Sentiu um pequeno floco branco pousar na sua cabeça, seguido de outro e outro.

- Oh. Desculpa.

Com isto dito, Bill dirigiu-se a ela, encurtando a distância entre eles, à medida que despia o casaco preto que o ornava, pequenos flocos agarrando-se à sua roupa e ao seu cabelo solto. Chegando perto dela, tirou as suas mãos das fendas do seu
pullover, enquanto a vestia com o seu casaco quente. Mel olhou para ele, nem sequer acreditando que alguém pudesse não estar zangado com ela depois da falsidade com que o tinha tratado. Quando Bill pôs o braço direito dela ao abrigo do frio, não conseguiu evitar.

Abraçou-o com força. Bill ficou surpreso com esta reacção por momentos, mas retribuiu-o, afagando os seus cabelos negros. Sentiu Mel, por baixo de si, começar a soluçar violentamente, enquanto ele a sossegava, uma cortina branca envolvendo-os, contrastando com a rua completamente deserta e cinzenta. Os dois ficaram ali por algum tempo, Mel ainda sentada no corrimão, e Bill de pé reconfortando-a, dois corpos quentes aquecendo-se mutuamente na noite gélida.


---


Última edição por Sol-chan em Dom Jul 20, 2008 11:59 pm, editado 1 vez(es)
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Sol-chan
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MensagemAssunto: Re: 'Déjà Vu' ~ Epílogo (done!)   Dom Jul 20, 2008 11:59 pm

Parte II


O seu sorriso voltara a renascer com a lembrança daquele primeiro abraço dado à luz da Lua, que sobressaía no escuro céu que jazera sobre eles. Inconscientemente, tinha cruzado os seus braços, pousando as suas pequenas mãos perto dos ombros, como se se quisesse proteger de uma vaga de frio imaginária. Voltou a respirar fundo, revivendo aquela experiência que se revelara a primeira força que derrubaria por completo a muralha que a separava do resto do mundo.

Sem aviso prévio, viu-se envolvida num abraço quente e conseguia sentir, mesmo perto do seu ouvido, uma respiração lenta mas regular, que fazia todo o seu pescoço eriçar-se. Inclinou um pouco a sua cabeça para trás, deixando-se repousar naquele pouso que já tão bem conhecia. Mirou-o com o auxílio do espelho em frente a si, observando cada detalhe daquela face que já tinha até memorizado. Viu o reflexo do jovem cantor plantar um pequeno beijo na sua face e, ao mesmo tempo, sentiu os seus lábios na sua pele.

- Nervosa? – perguntou, dando mais um pequeno beijo no seu pescoço, prendendo então o seu olhar no da rapariga, procurando saber a resposta apenas através da sua expressão, enquanto percorria a sua mão pelo braço algo frio dela.

- Agora não tanto – respondeu num tom baixo, fazendo com que Bill soltasse um riso abafado. – Mas continuo muito nervosa.

- Relaxa – aconselhou, apertando-a carinhosamente. – Depois de estares no palco, isso passa tudo. Ficas com adrenalina, em vez de nervosismo.

Suspirou outra vez, desejando que aquelas palavras realmente correspondessem à realidade. Entrelaçou a sua mão na que a agarrava, que estava pintada, tal como a sua, e brincou com ela por momentos. Como sempre, aquele pequeno gesto ajudava a acalmar os seus nervos e o singular aroma que emanava do pescoço de Bill, tão perto de si, tornara-se já o santuário por que sempre procurava quando se sentia só.

Então, a mão que segurava a sua com tanto carinho ergueu-se e moveu-se de tal modo que o seu corpo foi obrigado a virar-se e, assim, as suas íris negras prenderam-se nas claras e profundas do rapaz que agora estava em frente a si. Logo de seguida, largou a mão da sua amada, viajando com ela pelo braço da rapariga acima, até encontrar o seu queixo. Com a ajuda de um dedo, levantou-o, aproximando-se lentamente da sua face, até os seus lábios se cruzarem e começarem-se a mover lenta mas seguramente. Repousou, por fim, a sua mão na nuca de quem beijava, apertando-a docemente.

Tal acto fez com que o seu coração, que abrandara por escassos momentos, voltasse a saltar com mais fervor do antes.

Mantinha os pés esticados, apoiada apenas nas pontas, de forma a compensar a diferença de alturas. Abraçava-o com carinho, os seus olhos fechados e a sua mente recheada por uma inocente volúpia. Aprofundara, então, ainda mais aquele gesto, prolongando-o até ambos se encontrarem sem fôlego.

Soltara-se com relutância, permanecendo com a sua testa junto da dele. Ouvia, a uma distância ínfima, a irregular respiração de Bill, tão igual à sua, e sorriu, ainda com os olhos semi-cerrados. Sentiu um par de lábios plantar um pequeno carinho perto da sua boca e moveu, então, a sua face de modo a encontrá-lo novamente; no entanto, desta vez, repousou apenas ao seu lado.

- Uma hora antes do concerto, costumamos juntar-nos e ficar nervosos todos juntos. Mas tenho de confessar que gosto mais disto – sussurrou Bill, fazendo com que Mel se risse. A rapariga voltou então a pousar os pés no solo, apoiando a sua cabeça no peito em frente a si. Viu os seus cabelos afastarem-se da sua face pela mão de Bill, seguido por uma pergunta. – Aquelas dores de cabeça desapareceram de vez?

- Sim – respondeu Mel, recordando aquele incómodo que a tinha perseguido desde o dia em que gravara o vídeo para participar no concurso. Tinha a constante sensação de que estava a reviver tudo ao mais insignificante detalhe e isso provocara-lhe um desconforto permanente. – Agora que penso nisso, deixei de as ter naquela noite, no parque. Quando me beijaste – acrescentou, com um sorriso.

- Não sabia que era assim tão bom – disse, rindo-se, dando um pequeno beijo na ponta do seu nariz.

- Mas és. Acredita – assegurou-lhe Mel, corando ligeiramente com aquelas palavras.

---


Os seus movimentados olhos negros encontraram então outros castanhos e, reflexamente, deixaram-se repousar lá. Bill, assim como ela própria, estava rodeado daqueles pequenos seres, parecendo quase emitir uma luz pessoal. Reparou no seu sorriso, mais feliz do que sempre e, naquele momento, Mel viu-o como nunca o tinha visto.

Mais do que nunca, assemelhava-se sem falhas a um anjo.

Sentiu-se novamente presa ao seu olhar mas, desta vez, nada fez para se soltar. Os seus olhos claros tinham-se misturado com todas aquelas luzes circundantes formando uma cor algo irreal, que parecia penetrá-la como nunca nada o havia feito. Novamente, sentiu aquele dedo familiar percorrer o seu rosto, porém desta vez não fechou os seus olhos. Fitava-o com um olhar sério, com medo até de se mexer e quebrar aquele momento, apesar de o seu coração inocente não parar de bater. Viu-o começar a aproximar-se cada vez mais, e mordeu o seu lábio em reflexo, sem saber o que esperar.

- O que estás a fazer? – sussurrou quase imperceptivelmente, já que ele estava a meros centímetros de si. Aquela pergunta fê-lo parar, à medida que a fitava mais profundamente ainda. A sua resposta veio num igual sussurro, tão, tão perto, que podia sentir a sua respiração quente atingir o seu pescoço nu.

- A dar o primeiro passo para que tudo seja perfeito.

A distância entre os dois diminuía com cada segundo, até se tornar completamente nula. Os lábios de ambos entrelaçaram-se, e Mel, logo após escassos momentos, fechou as suas pálpebras, deixando-se levar por aquele forte sentimento. Pousou a sua mão na nuca dele, apertando-a ligeiramente à medida que aprofundava aquele tão ansiado beijo.

Sentia timidamente a pequena bola do seu
piercing, mas não sentia o vento começar a abrandar, tornando-se numa brisa tão suave que movimentava apenas a calma água do lago. Sentia o calor de Bill perto de si como tanto ansiava, mas não ouvia o suave cântico que acompanhava o movimento das folhas das árvores tornar-se tão baixo como um pequeno sussurro ao ouvido. Sentia borboletas voando em êxtase no seu estômago, mas não via os pirilampos voando aleatoriamente à volta deles, quase que como presenciando aquele momento tão intenso.

No entanto, nem nos seus sonhos se sentia tão bem como quando ele a abraçava.

---


- Estás a pensar em algo pervertido? É que estás a corar terrivelmente – apontou Bill, passando os dedos pela face de Mel, rindo-se, o que apenas aprofundou o tom rúbido que se tinham apoderado das suas bochechas.

- Claro que não – respondeu, dando-lhe um murro amigável no ombro. – Estava-me a lembrar daquela noite. E a agradecer por já não ter dores de cabeça.

- Não tens de quê. Sempre às ordens.

Aproveitou o silêncio confortável que se instalara para se aproximar dela mais uma vez, apoderando-se da sua boca e beijando-a, desta vez mais fervorosamente. Mel conseguia sentir o sangue tingir ainda mais a sua face, mas retribuiu-o com igual intensidade, os seus pés erguidos novamente. Quando, algum tempo depois, se soltaram, Bill encostou a sua face à de Mel, de forma a que a sua boca estivesse perto o suficiente para ela ouvir o seu ténue sussurro:

- Posso dizer uma coisa lamechas? – A cabeça da rapariga moveu-se num pequeno aceno, dando-lhe permissão para continuar. Passaram-se alguns momentos silenciosos, em que se ouvia apenas as duas respirações quase em sintonia, a de Mel ligeiramente mais acelerada devido à expectativa. Bill apenas parecia absorto, antes de finalmente mover os seus lábios, formando palavras que atingiram a rapariga de uma forma violentamente deliciosa. – Contigo, experimentei um sentimento que me era desconhecido. Sinto que, agora, quando para mim o mundo estiver chuvoso, melancólico, basta estar contigo apenas por um exíguo instante para todas as nuvens se dissiparem e, até, serem substituídas pelo mais sublime arco-íris; sinto que, mesmo que um dia te tornes numa memória longínqua, nunca perderei o rasto da tua voz, assim como ela nunca perderá o poder de acalmar o ritmo da minha pulsação ou, então, de a acelerar loucamente simplesmente ao pronunciares o meu nome; sinto que, mesmo que o futuro seja impossivelmente incerto e a escuridão penetre todos os cantos do mundo, tudo estará bem enquanto te tiver nos meus braços, puder sentir o aroma dos teus cabelos e ser banhado pelo brilho do teu sorriso.

Sentiu o ar quente no seu ouvido à medida que Bill suspirava, e viu-o voltar para trás de modo a reencontrar os seus olhos. Deixou-se perder no seu olhar claro, a sua garganta seca e isenta de expressões que pudessem retribuir aquele discurso. Apercebeu-se das mãos do rapaz em cada uma das suas faces, parecendo que a queriam puxar apenas para si; ouviu, por fim, a parte final daquele rol de sentimentos camuflados por palavras:

- Nunca te quero perder. – Reflexamente, Mel voltou a erguer-se num ápice, entrelaçando os seus lábios nos mais quentes de Bill. Agarrou-o pelo pescoço, forte mas sentidamente, à medida que os seus pés deixavam o chão e se sentia flutuar, apercebendo-se então que tinha sido levantada e sentada na bancada a que estivera apoiada todo aquele tempo. Estava agora ao mesmo nível que Bill e beijava-o como nunca o tinha feito.

Ao longo da face da rapariga, corriam lágrimas que nunca soltara em frente a mais ninguém. Na mente do rapaz, uma específica canção tocava, repetindo-se num ciclo infinito. Em ambos os corações, estavam enclausurados sentimentos novos, tumultuosos, mas indubitavelmente fortes. Dentro de ambos, florescia um laço que se tornaria inquebrável.

E, naquele momento, os dois tinham a irresoluta convicção de que a realidade pode sim ser melhor do que os sonhos.

~ Porque estarei sempre ao teu lado. ~

FIM

16 de Setembro de 2007 – 19 de Julho de 2008


E aqui está o fim. ^^
Espero que tenham gostado, e muito obrigada a quem comentou! x}
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CarinaBita
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MensagemAssunto: Re: 'Déjà Vu' ~ Epílogo (done!)   Dom Jul 27, 2008 10:31 pm

Sol-chan escreveu:

"Sem aviso prévio, viu-se envolvida num abraço quente e conseguia sentir, mesmo perto do seu ouvido, uma respiração lenta mas regular, que fazia todo o seu pescoço eriçar-se. "

"- Nunca te quero perder. – Reflexamente, Mel voltou a erguer-se num ápice, entrelaçando os seus lábios nos mais quentes de Bill. Agarrou-o pelo pescoço, forte mas sentidamente, à medida que os seus pés deixavam o chão e se sentia flutuar, apercebendo-se então que tinha sido levantada e sentada na bancada a que estivera apoiada todo aquele tempo. Estava agora ao mesmo nível que Bill e beijava-o como nunca o tinha feito."

"E, naquele momento, os dois tinham a irresoluta convicção de que a realidade pode sim ser melhor do que os sonhos."

*dies*
*lê outra vez*
*dies again*

Eu não posso ler as tuas fics x_x é que tu descreves TÃO bem os momentos que uma pessoa tá a ler e parece que tá na pele da personagem! Então naquela parte do abraço quente, só de ler deu-me borbuletas vê bem x)
A unica coisa que não gostei foi mesmo o facto de ser o fim :/ tu és uma rapariga multi-talentos, fogo *-*
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MensagemAssunto: Re: 'Déjà Vu' ~ Epílogo (done!)   

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'Déjà Vu' ~ Epílogo (done!)
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