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 Diário Da Nossa Infancia

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MensagemAssunto: Diário Da Nossa Infancia   Sab Out 13, 2007 3:20 pm

Nome: Diário Da Nossa Infancia

Status: Em Andamento
Shippers: Tsukimoto Nara; Hinshi Tsukamoto; Hyuuga Kina; Miyamoto Nari; ---

Tipo: Drama

Censura: PG-13

Resumo: Quatro crianças, cujo destino escolheu unir. Quatro curtas vidas, repletas de medo e descriminaçao. Sendo tão diferentes, jamais se pensaria que poderiam ser tão iguais

P.S- Não fui eu que escolhi o nome –-‘

12 de Dezembro

A neve caía levemente sobre o asfalto, cobrindo-o de branco cal quando olhei pela janela. Pequenas silhuetas brincavam lá fora, sob as coloridas roupas de Inverno que costumavam emprestar quando nevava. Fitei-os enquanto brincavam por vários minutos enquanto as suas vozes e gargalhadas quebravam o silêncio do quarto, quando, por fim, agarrei o gato negro de pelúcia que repousava na secretária. Inclinei-me e agarrei-o com ternura. Os seus braços e longas pernas descaíram enquanto era elevado no ar. Abraçei-o e sentei-o no parapeito da janela, enquanto lhe sussurrei numa orelha
« Está a nevar… tal como a mamã prometeu » sorri olhando os flocos de neve que caíam com preguiça. Puxei-o depois por um dos braços e afastei-me em direcção ao armário, a sua cauda a arrastar pelo chão, quando ouvi o som de algo a cair e a ressaltar. Voltei-me para trás e olhei em volta. Levei o polegar à boca e depois puxei o gato para cima e olhei-o de frente. Faltava-lhe um olho. Na realidade, faltava-lhe o botão vermelho que usava como olho, mas que estava sempre a cair. Pousando-o cuidadosamente na cama, pus-me de gatas e espreitei debaixo da cama. Havia caído para detrás de umas caixas de cartão e não o consegui agarrar. Mordi o lábio, contrariada e abri o armario, arrancando de um dos cabides, uma branca e lisa camisola de linho que me haviam dado no primeiro dia que lá passara. Rasguei-a e prendi-o em volta do olho e da cabeça do boneco dando a impressão de estar envolto em ligadura. Sorri e prometi-lhe que havia de lhe coser o olho de novo no sítio.
Puxei um vestido negro e uma camisa cinzenta dos cabides e vesti-me. Por fim, calçei as meias grossas e cinzentas e as unicas botas que tinha. Eram pretas, de couro, com várias fivelas que me davam pelo joelho. Respirei fundo e olhei para a foto que repousava na secretária, estava muito poeirenta e não se destinguiam as feições, mas os traços revelavam duas pessoas abraçadas. Uma era muito alta e a outra acenava. Sempre me havia perguntado quem a havia tirado e porque estariam abraçadas, aquelas pessoas desconhecidas. Apenas sabia que a tinha desde que me lembrava, e não a iria deitar fora. Despedi-me das pessoas na foto, agarrei o meu gato de pelúcia negro e coloquei a bóina preta na cabeça.

Já poucos permaneciam no refeitório. Eram já nove da manhã e o levantar era às sete. Desci as escadas muito devagar e levemente, para ninguém se aperceber, escapuli-me para a cozinha. Enquanto a cozinheira lia uma receita e tirava ingredientes dos armários, ligeira e discreta, roubei um cesto com um pacote de sumo de laranja, dois Onigiris e um pão com fiambre e fugi pela porta da cozinha, que dava para o jardim onde todos brincavam. Subi a uma árvore e comi o resultado do saque. Nesse momento um monte de neve caiu das folhas que o suportavam, mesmo em cima do meu Onigiri. Dei-lhe uma dentada sem me importar. Derretia-se na boca como gelado, mas era fria e húmida. Um arrepio percorreu-me o corpo e senti-me congelar, enquanto deslizava pela minha garganta.
Tombei a cabeça e fiquei encostada ao tronco da árvore durante bastante tempo, até já não haver ninguém a aproveitar a neve. Agora, esta caía com mais força e velocidade, e o vento empurrava-me violentamente, congelando-me. Passado um bocado estava coberta de neve e já não sentia o corpo. Olhei para a minha pele que estava arroxeada e percebi que algo de mau estava a acontecer, mas não tinha energia para me levantar. Fixei uma janela onde uma criança me olhava preocupadamente. A minha visão foi-se deteriorando até ficar tudo turvo e enevoado. Sem energia, deixei-me cair. A última coisa que ouvi foi um grito, enquanto uma dor me atravessava o corpo pálido e gélido.


Última edição por em Dom Out 14, 2007 2:22 pm, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Diário Da Nossa Infancia   Sab Out 13, 2007 3:24 pm

Adorei essa das curtas "vidras", muito bem escrito xD

Tu sabes que eu amei esse teu capitulo (se não tivesse gostado, não teria encorajado a postares).....
Que mal tem o nome da fic? Tu não tinhas ideias, eu tive uma! Calou pá =P

Continua, e rápido*
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MensagemAssunto: Re: Diário Da Nossa Infancia   Sab Out 13, 2007 6:04 pm

Uau! Shocked Mais uma óptima escritora para aqui ^^

Bem, não há dúvidas de que escreves imensamente bem! Amei o capítulo, e espero que continues rápido Wink
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MensagemAssunto: Re: Diário Da Nossa Infancia   Dom Out 14, 2007 2:30 pm

Arigato albino
Só para agradecer, fiquei muito lisonjeada. ._.
Acabei ontem o segundo capítulo que postarei quando fizer o log-in no meu computador e fiz uns edits, ficando assim este capítulo com todos os devidos acentos e modificações necessárias, porque a minha mamã teimava em rever a ortografia e pronto, lixei-me toda com ela --'

Aulinhas Da Mariana ~
O último capítulo situa-se num orfanato. Daí palavras como «emprestar»
Não desgostem do gato de pelúcia pois terão de o aturar até ao fim da fiction, sendo ele o mascote da rapariga cujo nome descobrem muito em breve
E o próximo capítulo vai ser escrito por outra personagem, se é que ainda nao perceberam.

*yawn* Tenho sono, vou escrever mais qualquer coisita. I'm off
<3
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MensagemAssunto: Re: Diário Da Nossa Infancia   Dom Out 14, 2007 7:35 pm

12 de Dezembro

Fazia um frio de rachar lá fora, naquela tarde dura de Inverno. Sentada no baloiço, com os olhos fixos numa ervinha que lutava para sobreviver apesar da impenetrável neve que a cobria. Gostava de ser como ela, se ultrapassar a neve que me cobria e desabrochar com honra, depois de uma dura batalha. Mas sentia-me sempre impotente por nunca conseguir desabrochar. Sorri-lhe, e comecei a cantar uns versos, com os dentes a tilintarem de frio e o meu corpo saturado do mau tempo que havia nascido naquela manhã de Inverno.
Contei-lhe uma história. Talvez desabrochasse mais depressa, pensei. Contei-lhe a minha história preferida. Havia uma princesa, uma fada, um cavalo e é claro, o bonito cavaleiro que o montava. Adorava aquela história. Na realidade, era a única que sabia, mas no fundo, sentia um calor no meu peito, no qual me aconchegava quando uma impiedosa brisa por ali passou.
A geada foi aglomerando na fresca e húmida relva, e os bancos estavam todos molhados, com uma ligeira camada de neve repousando nas tábuas de madeira castanhas, que o completavam e eu continuei a recitar a história. Foi nesse momento que senti alguém empurrar-me violentamente. Caí do baloiço e fui com as mãos à pedra fria e áspera. Um pouco de sangue sujou a branca neve e as feridas nas mãos ardiam. Gemi de dor e abri os olhos para encontrar a erva esmagada. O meu corpo congelou e mordi o lábio inferior e solucei enquanto alguém atrás de mim se ria.
Fitei o grupo de rapazes que me olhava com desdém e senti as lágrimas a virem-me aos olhos, a escorrerem-me pelo rosto. Gozaram-me, chamaram-me nomes, mas eu chorava pela planta, agora morta. Havia desejado tanto que sobrevivesse e eu havia morto a sua esperança, a sua razão para viver. Continuei, quieta, no chão duro, devastada, até os rapazes fugirem. A principio perguntei-me porque haviam fugido, até que alguém me tocou levemente no ombro. Dei um pulo mas suspirei de alívio quando vi a educadora a meu lado. Ajudou-me a levantar e levou-me até ao banco, limpando a camada de geada que aí tinha e sentou-me enquanto soluçava. Afagou-me o cabelo e olhou para as minhas mãos com curiosidade. Não esperava que eu chorasse por tão pequenas feridas, mas as que me doíam mais naquele preciso momento foram as dores que me invadiram o peito.
Enquanto ela me guiava para dentro, não consegui olhar para a planta, agora morta. Era como se, a sua dor fosse transmitida para mim.

Mal entrámos no pavilhão, a educadora guiou-me para a sala dos cacifos e disse-me para sentar numa cadeira verde, que estava escondida atrás de uma prateleira. Quando dei um passo em frente, no entanto, senti o joelho repuxar a pele e algo a escorrer-me pela perna abaixo. Olhei para o fio de sangue que escorria de uma pequena ferida na joelho. Ouvi a educadora suspirar, enquanto vasculhava um dos armários. Ignorei-a e sentei-me na cadeira, cantando para dentro de mim, uma canção que jamais saía da minha cabeça. Cantá-la já saía fluentemente, como se a letra estivesse gravada no coração, cheia de emoções pairando dentro de mim, produzindo uma sinfonia indefinida. Seria alegre ou triste? Pensei enquanto me punham um curativo na perna. A verdade é que me fazia o coração pular mas ao mesmo tempo sentia um vazio no meu estômago. Fixei-o enquanto a minha perna reagiu ao curativo embebido em água oxigenada.
Por fim, a educadora – penso que se chamava Minamoto – afagou-me o cabelo e sorriu-me. Percebi que era um sorriso como os outros, um sorriso forçado que não podia esconder um certo pequeno desprezo escondido por detrás deste. Sorri, o sorriso mais bonito que consegui fazer, - pois os cantos dos lábios teimavam em não subir – talvez me perdoassem os meus erros… talvez qualquer sentimento ruim que tinham para comigo desaparecesse se eu sorrisse. Havia experimentado essa técnica com todos, mas jamais me haviam olhado de outra maneira e a escuridão alastrou-se.
Minamoto atirou-me um pacote de bolachas e encostou-se à parede, tirando um maço de cigarros do bolso da bata azul axadrezada que constituía o uniforme das empregadas daquele sítio. Olhou-me de lado, como que me convidando a sair – ou mais como que me ordenando – e continuou a sua tarefa de acender o cigarro que segurava entre os dedos com o enorme e pesado isqueiro de metal que tinha gravado «Y.M» na frente. Enquanto puxei a maçaneta para baixo, Minamoto-san fixou-me, enquanto inalava o fumo persistente do cigarro. Senti um calafrio, um mau pressentimento, que não me largou o resto do dia
Miyamoto Nari

--' Tomem em conta que estava no meu pior mood quando escrevi este capítulo.
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MensagemAssunto: Re: Diário Da Nossa Infancia   Dom Out 14, 2007 9:11 pm

Cada vez gosto mais *o* Adorei a parte da planta, apesar de transmitir toda aquela solidão que a rapariga tem.

Continua Wink
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MensagemAssunto: Re: Diário Da Nossa Infancia   Seg Out 15, 2007 11:24 pm

Bem, devo dizer te que gostei imenso Wink
Espero que continues ! =)
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MensagemAssunto: Re: Diário Da Nossa Infancia   Ter Out 16, 2007 12:14 am

Eu não gostei do ultimo capitulo, e já te tinha dito =P

Continua mulher, e melhora
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MensagemAssunto: Re: Diário Da Nossa Infancia   Qua Out 31, 2007 10:06 pm

12 de Dezembro
Querida Kayla:
Voltei a ter aquele terrivel sonho com a mamã. Estávamos as três no baile de Verão – penso que há cinco anos atrás – e toda a gente brindava, ria-se e dançava, maravilhosamente, sob o longo e brilhante chão de mármore pérola, reflectindo os requintes daquele formoso acontecimento. Enquanto a mamã falava com o duque, nós escapuliamo-nos pelo jardim e sentámo-nos na macia e verdejante relva do palácio, observando os pares dançarinos, exibindo os seus dotes magnificos no grande e brilhante salão. Lembras-te de como admirávamos as belas moças e como os seus enormes vestidos que ondulavam com graciosidade? Sempre sonhámos ser acompanhadas por um formoso príncipe ao baile, e toda a gente a admirar a nossa beleza, enquanto dançavamos a valsa… chegámos até a treinar! Agarrávamo-nos às almofadas e dançávamos, até a governanta se vir queixar do barulho que faziamos. A mamã gostava de nos ver dançar, dizia que eramos graciosas, como rosas.
Foi entao que o filho do duque, um rapaz bonito e charmoso, acompanhou uma dama de aparência muito fina. Mas era de tal beleza que todos na sala se voltaram para esta. Os nossos olhos brilhavam enquanto eles dançavam ao som da música, parecendo estar nas núvens. Penso que não tenho coragem de contar o que aconteceu a seguir… quando a dama se voltou para nós, na sua cara, antes tão encantadora e delicada, um rosto de bruxa surgiu. Apenas me lembro de desatarmos a correr, apesar dos gritos da mamã a chamarem por nós.
O jardim do palácio jamais acabava e quando dei por mim estava fechada num labirinto de sebes verdes e húmidas e velhos galhos que rasgavam a pele. Húmidas num dia de pleno sol? Pensei. Foi então que a chuva começou a cair e um relampago bateu contra uma das sebes incendiando-a. Corri o mais que pude.
Não sei porque não olhei para trás, porque não procurei por ti, sabendo que tinhas medo de relâmpagos, sabendo que choravas sempre muito alto, uma pequena menina assustada no meio de um labirinto sem fim. Só sei que continuei a correr, deixando-te para trás, e tudo ficou negro à minha volta até eu ir contra algo, caindo no chão duro. Duro? Perguntei a mim mesma. Abri os olhos e fixei uma marioneta do tamanho de um adulto. Se não fosse um sonho provavelmente teria gritado, mas continuei imóvel. Esta moveu-se sobre mim, e ajudou-me a levantar. A sua mão de madeira era fria e rígida o que me arrepiou.
Acompanhou-me até a uma multidão de marionetas que me olharam. Sussurros ecoaram na escuridão em minha volta, mas as suas bocas não se moviam, apenas os seus corpos mortos se inclinavam para mim à medida que passava. Desviei-me de várias cabeças que cairam dos respectivos pescoços e de braços de madeira esticando-se para me tocar. Quando olhei em frente, a mamã estava caída, no chão. Ainda me lembro do sangue que jorrava dela, do terror que me assombrou, do seu corpo nu e frio coberto por uma manta negra, da marioneta que me abraçou em vão para me consolar. Não me lembro mais nada, provavelmente porque fui acordada pela governanta, a Madame Hiraga. Sinto-me sozinha, agora que estou sem ti e sem a mamã.
Vesti-me calmamente, pensando no meu sonho, ou terá sido pesadelo? Senti-me confusa, assustada, frágil e confusa. Precisava de contar a alguém, apesar de ter prometido ao papá não voltar a escrever-te. Mas, quem mais tenho sem seres tu? Na realidade, já não te tenho, já não estamos ligadas, já não podemos falar sobre os cobertores de linho da grande cama do quarto dos pais, nem partilhar o colo da mamã, à noite. Já não sou tua irmã, já te sou tao desconhecida como tu és para mim. Quem sabe, podes ter arranjado novos amigos aí, esquecido-te de mim, e isto é tudo enfadonho. Mas eu não arranjei nenhuns amigos aqui e nem penso em faze-lo. É demasiado aborrecido partilhar algo tao profundo como as minhas memorias, com alguém que não sabe o que é vivê-las. Contigo tinha a certeza que partilhavas os meus sentimentos. Afinal, erámos uma.

Hinshi Tsukamoto
^-^
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MensagemAssunto: Re: Diário Da Nossa Infancia   Qua Out 31, 2007 10:22 pm

Gosto delaa

A maneira como descreves tanto as coisas..

Como comparas e tudo isso ^^

_________________
Nhami. :3



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MensagemAssunto: Re: Diário Da Nossa Infancia   Qua Out 31, 2007 10:55 pm

És a minha pinta amada e basta.
Gosto tanto ta tua fic, parece ser num universo paralelo ao nosso <3 gosto mesmo muito.

kontinua
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MensagemAssunto: Re: Diário Da Nossa Infancia   Sex Nov 02, 2007 2:04 pm

*.*

Escreves tão, tão bem! Mesmo muito *.*

Até fico sem palavras... (:

Apenas digo para continuares Wink
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MensagemAssunto: Re: Diário Da Nossa Infancia   Sab Nov 24, 2007 6:51 pm

O pai é uma pessoa decente, mas triste. É bem educado, nunca é excessivamente arrogante - apesar dos seus privilégios - e é muito inteligente. Mas é triste. É essa tristeza, sempre escondida pelos seus olhos brilhantes e pequenos devido às grandes olheiras arroxeadas, que me desfaz o coração em pedaços. Desde a morte dela que ele anda assim, cabisbaixo e deprimido. Não fala muito, apenas quando tem de o fazer.
Anda sempre metido no velho e poeirento escritório onde eu me escondia quando tinha poucos anos de vida, diz que tem muito trabalho, mas sei que é uma desculpa, ele vai lá para chorar. Chorar as mágoas da sua perda. A perda que, apesar do tempo, não superou. O vazio profundo que se criou no seu débil coração, doente devido ao tempo e à desilusão.
« Odeio-a». É um monstro que me persegue, apesar de já ter partido. Odiava e continuo a odiar tudo nela, o seu perfume provocante e intenso que comprava nas perfumarias luxuosas com o chão brilhante – aroma que perdura entranhado nos cantos do quarto do pai -; os seus olhos da cor do mar, idênticos aos meus; a sua cor de pele branca e de tacto suave e macio. Apesar dos elogios que lhe eram dados, apesar dos olhares de apreciação, era para ela que olhavam e não para mim.
Odeio-a ainda mais, por ter roubado o coração do meu pai e por depois o ter desfeito em mil pedaços, que nem cola consegue unir de novo no lugar.
Era uma bruxa, um pesadelo, um feitiço amaldiçoado que me rogaram as bruxas dos livro encantados. Eu era a princesa e ela a rainha. Mas era a pior rainha de sempre, não tinha coroa, não usava vestidos deslumbrantes até aos pés, nem justa nem bondosa. Preocupava-se apenas consigo e os outros eram apenas súbditos.
E a cada dia que passa, continuo a odiá-la mais, apesar de a minha consciência me tentar convencer de que jamais a voltarei a ver. Chego a rasgar as fotografias, tudo o que me lembra dela. E o papá olha-me com tristeza, mas não diz nada, é um fraco. Temos todos fugido desta realidade, mas é verdade. Ele não diz nada, murmura poucos sons difíceis de perceber.
O Papá costumava passar-me a mão pelos cabelos, elogiar o quão macios estes eram. Dizia que os meus olhos eram os mais bonitos que alguma vez havia visto, que era linda e frágil como um malmequer. Ele dizia que nada era tão puro como eu, mas eu sabia que para ele, nada, nenhum ser à face da Terra era tão perfeito como aquela mulher. Lembro-me de como o papá descrevia as princesas, as rainhas, os príncipes, a bruxa má, até o alfaiate. Estava orgulhosa. Era feliz, adorava o por do sol ao fim da tarde, com o céu coberto de nuvens cor-de-rosa que o papá dizia ser algodão doce, onde uma pessoa podia comer sem parar, sem ficar enjoada nem gorda. Eu ria-me, porque ambos sabíamos que não era verdade, mas ria-me porque me imaginava a saltitar nas nuvens a comer este ou aquele pedacinho de nuvem que estivesse mais à mão.
Ela, por outro lado, obrigava-me a tocar piano e a falar francês. A professora era a mesma para ambas as matérias. Era gorda, feia e o pior de tudo, era má. Tinha sempre uma pequena e fina vara de madeira, com a qual batia severamente no piano negro e envernizado, com um aspecto clássico e antiquado. Passava os fins de semana dentro de casa, a ouvi-la gritar uma mistura de palavras tão confusas e difíceis, com o seu sotaque francês.
No entanto, aquela mulher que todos admiravam, não tinha espaço para mim. Eu era um objecto, um acessório. O seu coração era negro, eu via-o claramente, a sua cor mórbida e doente. Distinguia-me dos outros por isso. Eu via a cor dos corações. E agora, sempre que vejo o meu pai, o coração dele fica cinzento e os seus olhos ficam cheios de lágrimas quando olha para mim, a replica viva daquela pessoa que ele tanto amara em tempos já passados.
Odiava e continuo a odiar a minha mãe.
Hyuuga Kina ~

Decididamente os capítulos pares são os meus piores.
Obrigada a todos :3
E sim, sei que demoro muito mas faço-o x33
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MensagemAssunto: Re: Diário Da Nossa Infancia   Sab Dez 01, 2007 9:58 pm

Adorei a descrição da mãe e do pai... Está mesmo... Um espectáculo *.*

Continua, porque vais muito bem ^^
<3
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MensagemAssunto: Re: Diário Da Nossa Infancia   Seg Dez 31, 2007 8:04 pm

Li agora estes todos, seguidinhos ! ^-^

Adorei <3 *

Continua ^^
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MensagemAssunto: Re: Diário Da Nossa Infancia   Dom Abr 13, 2008 3:11 pm

Awww.

Adorei a descrição. *-*

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MensagemAssunto: Re: Diário Da Nossa Infancia   Dom Abr 13, 2008 10:27 pm

ela escreve tão bem (:
simplesmente adoro a maneira que escreves *-*
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MensagemAssunto: Re: Diário Da Nossa Infancia   Qua Jun 18, 2008 11:29 pm

A maneira de como escreves, na minha opinião é profunda! *_*
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MensagemAssunto: Re: Diário Da Nossa Infancia   

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