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 Cavaleiros das Trevas

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Dawn_Angel
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MensagemAssunto: Cavaleiros das Trevas   Sab Nov 17, 2007 4:59 pm

Bom eu não sabia bem onde fazer o post... por isso creio que o mais indicado será aqui...

Nome: Cavaleiros das Trevas

Status: No preciso momento está parada.... sorry ~///~

Shippers: Lyra Kitsune, Will e Lee (NOTA: estas são pessonagens principais! apareceram posteriormente outras personagens importantes)

Tipo: Aventura/Romance

Censura: NC-17 (vá vamos lá... eu não tenho a certaza disto mas é melhor assim)

Resumo: Lyra não é uma rapariga como as outras.
Para além de um caracter um pouco fora do comum, as suas amizades são de facto estranhas.
(Não sou uma rapariga de resumos ~///~) Todas as personagens foram criadas por mim e nenhuma delas se identifica comigo ou com qualquer amigo meu!!!

Hope you like!! Very Happy


Última edição por em Ter Jan 08, 2008 4:16 pm, editado 1 vez(es)
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Dawn_Angel
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MensagemAssunto: Re: Cavaleiros das Trevas   Sab Nov 17, 2007 5:03 pm

IMPORTANTE
estes caítulos são grandes =3
Na minha história aparecem dois pontes de vista, mas não se preocupem porque são claramente visiveis as mudanças.

I - Nervosismo
- Oh que raiva! – abri a porta anunciando a minha chegada – Assim não vou conseguir trabalhar!!
Estava tão irritada. Não gostava nada que me controlassem e era precisamente isso que o Will e o professor Desther estavam a fazer comigo, e eu não o suportava. Parei junto á porta de entrada da sala de estar do dormitório femenino e fiz um esgar quando senti alguem a abafar uma risada.
A Sarah Bannings, a minha melhor amiga, estava sentada no sofá e lançou-me um daqueles olhares de quem está a reprimir uma enorme gargalhada. Ela já sabia, e com certeza, de onde vinha a minha irritação. Por isso adverti-a com uma voz ameaçadora:
- Não te rias...
Avancei pela sala a ranger os dentes, atirei-me para o sofá deixando a mala cair no chão com um som abafado pelo tapete persa. Olhei para o tecto e esbocei uma careta ao relembrar-me do tempo em que entrei para o colégio, ou quando estava para entrar. Tinha uma ideia pré-defenida de como os colégios internos deveriam ser, do género: serem localizados em castelos á beira de um precepício, com uma ou duas lendas que envolvessem a escola num mistério, toda a mobília tinha de ser antiga e elegantemente trabalhada, teria de existir uma ou mais lareiras, tinha de haver armaduras e claro o tempo tinha de ser enublado... eu tinha grandes problemas com o sol, ficava de mau humor com tanta luminosidade.
O meu primeiro dia.... sem dúvida o dia em que a minha imaginação foi abalada. Candeeiros em foco, cadeiras e mesas de metal, paredes de vidro e cimento, pouca decoração da idade média e renascentista (como era de esperar), cabides e camas de metal, tudo com acabamentos modernos com um toque de branco e nem uma lareira... resumindo muito metal, pouca madeira.
Eu odiava tanta luminosidade pois ficava demasiado exposta por causa do cabelo e da minha pele, eu conseguia passar mais despercebida em climas mais frios; já para não falar da grande capacidade que eu tinha de me poder mexer, quando quero, sem fazer o minimo barulho... Digamos que á noite tinha as suas vantagens.
- Fiquei terrivelmente desiludida - deixei escapar por entre dentes. Como aluna de artes que era, tinha demasiada imaginação, logo, ficava facilmente desiludida. “Isto de estar numa escola para sobredotados é uma seca”, pensei. Abanei a cabeça fazendo com que algumas madeixas do meu cabelo caíssem dos precários pauzinhos e elásticos que seguravam a minha cabeleira e fitei a Sarah.
- O que é que te desiludiu? – olhava para mim de olhos esbugalhados, era raro eu falar sozinha em público.
- Nada, nada... Acreditas que até a aula de pintura me correu mal – fiz um esgar - não estava suficientemente inspirada.
Suspirei enrugando a testa.
- Deixa lá as minhas aulas tambem correram mal. – sorriu-me e quando o fez apareceram duas covinhas nas suas bochechas.
Ri-me.
Adorava a cara dela quando se ria, era tão simpática, basicamente impossível de resistir. Claro que ela não precisava de saber o que estava a interferir com a minha concentração.
Levantei-me dirigindo-me para a pequena cozinha (era de facto engraçado pois todos os dormitórios tinham uma), e peguei numa maçã.
Estava ansiosa, como se algo estivesse para acontecer, passei todo o dia desiquilibrada, mais do que já sou é quase impossível. Trinquei a maçã enrugando a testa, estava preocupada, tinha um mau pressentimento acerca de isto tudo.
Não reparei que atrás de mim estava o Lee, ou seja quando falou eu ia morrendo:
- Oi, então tudo bem, Kitsune? – perguntou num tom acusador, fazendo me saltar e agarrar-me á bancada com a mão livre.
- O que raio estás aqui a fazer?! Não podes entrar aqui! – sussurrei.
- Calma miuda! Eu só vim para falar contigo... parecias estranha nas oficinas. – disse levantando-se e aproximando-se de mim com os olhos semicerrados.
- Hm... de que estás a falar? – não conseguindo disfarçar o nervosismo.
Ele aproximou-se ainda mais obrigando-me a encostar completamente á bancada deixando cair a maçã.
- Estás estranha, mais do que o costume... –afirmou pondo os seus olhos ao nível dos meus, com os nossos narizes quase a tocarem-se.
-Ah, p..pois, hm.., eu... – tentei inventar uma desculpa para acabar com o questionário.
- Estás a gaguejar, estás portanto a esconder algo e a mim tu não escondes nada... pois não? Hm?... – os nossos narizes tocaram-se.
Eu estava vermelha até á raiz dos cabelos, não gostava nada quando ele fazia isto, começava a ser aborrecido, e não tinha razão para isso. E não teria acontecido se eu não tivesse dado com a língua nos dentes...
- Tu estas a começar a chatear-me! Eu digo-te depois, vai ter comigo á fonte, daqui a meia hora. – disse tentando afastá-lo, sem sucesso. Olhei para ele irritada.
- Prometes que vais lá? –perguntou como se estivesse a pedir uma confissão.
- Sim, prometo. – ele soltou-me, e eu escapei-me.
Passei pela sala, apanhei a mala e subi para o meu quarto. Atirei-me para cima da cama com um suspiro, “Quem me dera não falar tanto” pensei. Descalcei as botas até ao joelho e despi o uniforme posando-o na cama, e foi tomar um duche rápido, visto que tinha de me encontrar com o Hall, os planos de tomar um banho de imersão ficaram encalhados.
Sai da banheira e virei-me para o espelho, como é que as pessoas me achavam bonita? Tinha uma cascata de cabelos compridos, que passavam um pouco a minha cintura, e eram brancos!! “Sim brancos... onde já se viu!” resmunguei e um tudo ou nada ondulados. Depois para destabilizar ainda mais, eu tinha um olho verde e o outro azul! “Porquê!! Porque é que não posso ser mais normal!”gritei a mim mesma.
Comecei a entrelaçar as várias madeixas do cabelo com destreza, e fui olhando para o espelho a minha pele clara e as maçãs do rosto rosadas davam-me um ar de boneca de porcelana. “ Por causa desta pele e deste cabelo as pessoas passam metade da vida a olhar para mim... e no entanto eu quero passar despercebida.” Era frustante, mesmo que eu quisesse pintar o cabelo ficava ainda pior.
O meu feitio também não ajudava, do meu braço até á minha mão havia uma magnifica tatuagem que parecia uma hera, já para não falar nas costas. Tinha desenhado um par de asas, e uma frase «Carpe Diem» na base do meu pescoço, para culminar tinha uma pequena tatuagem no fundo das costas, “Se calhar isto também atrai bem a atenção...” pensei sorrindo um pouco.
Fui ao quarto vestir umas calças de ganga e uma t-shirt, agarrando as varias tranças de cabelo com elásticos e preparei-me para ir á maldita fonte. Estava mesmo chateada, ainda não tinha percebido como é que o Lee Hall, sim esse.... essa personagem me tinha levado a contar-lhe sobre os meus dons, se é que são considerados dons.
“ O Victor vai se passar, quando souber disto...” pensei, já estava a ver um sermão a caminho.
O Victor é como que o meu irmão, foi ele quem me salvou naquela noite de neve. Curiosamente é a única coisa de que me lembro, sobre o meu passado, sim lembro-me da neve e da cara dele, mas nada mais antes disso...
Ele é meu amigo e conhece os meus poderes, durante anos ele ajudou-me a controla-los, e a ter consiência de que não sou um monstro, por isso as únicas pessoas que conhecem o meu segredo são ele e o Lee Hall, que reagiu bem demais.
Eu diria que entusiasticamente bem demais, isso colocava um problema, será que ele não abria a boca, e disparava tudo cá para fora? Só queria era que esse facto não acontecesse eu não queria perder todo o terreno que tinha ganho ao longo de vários anos de esforço, eu não queria estar escondida nunca mais....
Agora eu Lyra Kitsune, estou aqui num colégio interno tendo dezassete anos e esperando poder ter uma vida normal, se é que é possivel.
Desci as escadas com estes pensamentos e segui para fora do edificio, para me encontrar com o Lee. A fonte da escola, estava virada para sul e era onde se situava o jardim botânico, um exelente sitio para as pessoas se esconderem, o que se tornava bom se alguem nos vi-se só tinha-mos que ir lá para dentro.
Quando me dirigia para lá, tive a infelicidade de encontrar o famoso William Seamour, mais conhecido por Will. Um dos meninos bonitos de St. Peter’s, jogava futebol, era capitão de equipa, bom aluno, e essas pirosisses todas. E para além de extremamente convencido. Dedicava maior parte do seu tempo a aborrecer-me, e claro a grande maioria das raparigas que o achavam um autêntico deus grego, não achavam a isso muita piada e sinceramente eu também não. Eu achava-o tão bonito como o Lee, não tinha mais nada a acrescentar. Ambos eram atléticos com os cabelos louros, o Will tinha os olhos azuis e o Lee os olhos cinzentos. Era óbvio que o Will tinha mais força devido aos desportos que praticava.
Era horrorosa a forma como ele andava,sempre rodiado de raparigas. Digo desde já que ele fique com elas todas e me deixe em paz, mas isso, pelos vistos, era algo impossivel.
- Oi Lyra, onde vais? – olhou para mim descontraido, o mesmo não se podia dizer das raparigas á sua volta, e eu que eu reparei nisso, havia demasiados olhos assassínos,a fitarem-me, “se o olhar matasse... eu já estava no céu.” pensei para comigo revirando os olhos para o céu.
- Primeiro, não é da tua conta e, segundo, vejo que estás ocupado. Por isso adeus. – virei-me e comecei a andar com um passo mais rápido. Sinceramente pensei que ele me deixasse em paz...
Mas ele não se contentou, desembaraçou-se das raparigas deixando-as sozinhas e seguiu atrás de mim. Os rapazes desta escola deviam ter gostos muito estranhos, aparentemente eu era mesmo atractiva, “ talvez seja por eu ter um aspecto exótico ou algo do género” pensei no tipo de caçadores que perseguem animais que vivem nas selvas tropicais até acabarem por ser mortos devido á sua ganância. Eu estava-me a sentir como uma dessas criaturas, e por isso subiu-me a mostarda ao nariz.
- O que queres dizer com isso? Já não tenho companhia! – sorriu de través e abriu os braços como se estivesse a fazer um convite, para eu ir para eles. Eu fiquei horrorizada com tal ideia e estava a prestes a responder-lhe, quando a “inteligência superior” do Lee apareceu.
- Olha o cromo mais conhecido da escola! – disse o Lee a rir.
-O que estás aqui a fazer, idiota? – respondeu com um olhar ameaçador que foi retribuido com outro do Lee.
- Idiota és tu que pensas que mandas em tudo. – o sorriso tinha desaparecido.
- Ah sim? Anda cá que eu mostro-te porque é que eu mando aqui! – levantou os punhos e assumiu uma postura de boxe.
- Eu vou te mostrar que não mandas!! – respondeu avançando.
A verdade é que eu estava no meio dos dois, se eles começassem uma luta, eu é que saía mal. E eu não queria intervir, por isso saí do meio deles e dei um passo para o lado, sentando-me no banco. Cruzei as pernas e os braços e disse num tom de quem está a perder as estribeiras:
- Podem começar a matar-se eu espero para ver! Deve ser uma batalha épica com certeza. – e acrescentei ironicamente – Venham ver Aquiles e Paris a matarem-se!!
Estava sinceramente aborrecida e eles aparentemente perceberam, o que já não é mau. Os dois olharam para mim, de forma estranha durante algum tempo, não sei ao certo, até que um deles abriu a boca:
- Olha Seamour, ela vinha me ajudar com o castigo na biblioteca, ela veio ter comigo, portanto baza. – resmungou assentuando o “comigo”.
- Não me digas que ela te pertence ?! – ele estava capaz de matá-lo e eu aos dois.
- Sabem uma coisa: eu sou gente! E não pertenço a nínguem. – levantei-me cheia de raiva –E vou-me embora agora mesmo.Acabei de desperdiçar desnecessáriamente cerca de uma hora da minha vida a ouvir dois idiotas que não se sabem comportar como duas pessoas civilizadas!!
Estava furiosa, eles falaram como se eu não estivesse ali, “odeio-os aos dois!”.
- Ei!!! Lyra espera, não vás!! – grito o Lee em tom arrependido, certamente percebeu que pisara o risco. Mas eu não me importei continuei a andar em frente, sem olhar para trás, ouvindo passos apressados deles a seguirem-me.
Ouvi um deles a cair no chão com a pressa de me apanhar.
Só sei que eu não devia ter me posto a andar tão depressa....
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Dawn_Angel
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MensagemAssunto: Re: Cavaleiros das Trevas   Sab Nov 17, 2007 6:44 pm

II - Avança
“A escola onde ela está, é bastante grande.... vamos demorar um bocadinho mais do que eu pensava” pensei pegando no mapa da escola de St Peters, tentando traçar uma rota que demorasse menos tempo e que permitisse uma boa cobertura de terreno. Também teria de pensar como é que não seriamos vistos.
- Senhor! – disse um homem vestido de negro fazendo uma continência – Estamos todos a postos, que deseja fazer?
Eu era um novato nestas andanças, e de qualquer forma eu não estava sozinho nesta demanda, por isso ponderei durante uns segundos e repliquei com uma voz autoritária.
- Temos de esperar pela resposta de Sir Rochiel. Quando a tiver eu darei as ordens. Aguarda ao pé dos teus homens.
- Muito bem senhor, como desejar. – repetiu a continência e foi-se embora.
Levantei-me da cadeira onde estava e comecei a percorrer o amontoado mais ou menos organizado do acampamento. Já aqui estavamos á três dias, e se queriamos agir tinha de ser agora, esta noite e de preferência sem falhar. Á já muito tempo que procuramos esta rapariga, era verdadeiramente esquiva.
Deambulei á procura do Rochiel, eu e ele eramos agora do mesmo estatuto mas, ele estava sem dúvida muito mais á vontade com este género de missões do que eu , o novato. Estaria supostamente aqui para aprender com ele, embora desejasse aprender com o Sir Elboen, era sem dúvida muito mais apelativo... mas as coisas não vão sempre da maneira que queremos. Talvez quando regressasse ao quartel eu pedisse a transferência. Quem sabe, se calhar até conseguia.
Lembro-me como fiquei contente por pertencer a este mundo, que as pessoas normais não conhecem. Desde sempre que sonhara com aventuras e lutas, curiosamente, eu e os os restantes cavaleiros usavamos umas magnificas espadas de prata, trabalhadas ao pormenor. O que para o século XXII, era sem dúvida, um pouco estranho, mas eu gostava. Eramos verdadeiros cavaleiros á moda antiga.
Quando avistei um ajuntamento de soldados, quase ao pé de mim, depreendi que se tratava do Comandante Rochiel. Por isso tentei alcança-lo, pedindo aos soldados para se desviarem. Ao verem que era eu desviaram-se todos de uma vez dando-me passagem até ao comandante. Fiz uma pequena vénia com a cabeça em sinal de respeito:
- Senhor as tropas estão prontas para iniciarem. Que pensa fazer? – olhando directamente para os olhos dele.
Este homem que se encontrava á minha frente, era experiênciado em inumeras batalhas, e digo que se o seu estatuto não se evidenciasse pela sua magnifica lista de missões impecavelmente terminadas, o seu aspecto deixava tudo muito bem esclarecido. Acreditem em mim.
Eu já tinha sido prevenido sobre o comandante Rochiel, ele era sem duvida muito agressivo, e muito teimoso. Tinha fama de concretizar sempre as missões até ao fim, por isso era tão bem conhecido entre os generais, era de facto muito bom para mim estar com ele, a receber instruções... A verdade é que não gostava muito dele, eu estava ali porque era prestigiante para a minha família e porque gostava do trabalho, não que até agora tivesse feito grandes coisas, isso começaria agora, com esta missão.
Rochiel fez um gesto para os outros se afastarem da precária mesa em que estavam dispostos mapas e listas.
Devolveu-me o olhar profundamente odioso. Repleto de duplos significados.
- Muito bem, Michael, leva os homens até á clareira, e lá espera pelo meu sinal. Já me deviam ter avisado para apanhar esta miuda. Teria poupado muitos recursos ao Mestre Morgan. – disse mostrando os olhos num castanho avermelhado, que me arrepiaram os cabelos da nuca.
Riu-se ao ver o meu arrepio.
- Não quero isso em campo rapaz. Já basta o facto de muitos soldados serem cobardes.
Eu e ele não nos davamos, defenitivamente bem, e isso eu comecei a entender. Seria melhor cumprir tudo á riscar e evitar o minímo erro. Só de pensar nas consequencias de falhar uma missão sob o comando dele era aterrador.
- Desculpe, estava desprevenido. – fiz um pequeno gesto com a cabeça, “não significa que eu não o respeite” pensei. - Com licença, vou liderar os homens até á clareira.
Fiquei uns minutos parado sem me conseguir mexer perante aquele olhar. Graças a Deus que não gaguejei.... estava nervoso, e ele não ajudava.
- Michael...
Virei-me com um sobressalto:
- Sim.
- Avança.
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Vikii
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MensagemAssunto: Re: Cavaleiros das Trevas   Sab Nov 17, 2007 7:34 pm

Tal como pervi na tua apresentaçao ..xDD

Ohh.
Escreves muito bem..
Tanto pormenor e tudo isoo..
Gosto da fic.
[embora ainda seja 1 poko complicada pa mha caixinha xDD]

_________________
Nhami. :3



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MensagemAssunto: Re: Cavaleiros das Trevas   Sab Nov 17, 2007 8:32 pm

Sim, concordo com a Viki. ^^

Mas acho que ainda tens algumas coisinhas a melhorar. Reparei em alguns erros ortográficos e há frases que estão mal pontuadas, o que pode tornar a leitura um pouco confusa...

Mas vais no bom caminho! Gostei do que li, e a história parece-me bastante interessante, por isso, continua! Wink

[Tens um capítulo com o mesmo nome que um meu xD]
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Dawn_Angel
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MensagemAssunto: Re: Cavaleiros das Trevas   Seg Nov 19, 2007 2:09 am

Escrito ao som de Citizen Erased dos Muse
Hope ya like!!!


III - Jogar ás escondidas

“Come out; come out wherever you are...”
Ouvi claramente os passos deles, mas não me virei, estava farta!
Subitamente aquele mau pressentimento regressou e como eu mantinha um passo acelarado acabei por me desiquelibrar, e o Will apanhou-me.
Mas ao tocar nele senti uma agonia, uma repulsa. Tinha de me afastar dele. Eu sabia o que estava prestes a vir; imagens rápidas começaram a desfocar o meu olhar, imagens que eu não consegui identificar por completo. Fiquei com os olhos turvos, e um cheiro nauseabundo inundou o meus sentidos, um cheiro conhecido que eu também não conseguia localizar, mas sabia o que era. Era o cheiro do sangue. Este despertava rapidamente os meus poderes, a minha cabeça começou a andar á roda...
Depois perdi os sentidos.
E caí no chão.
As imagens começaram a passar pela minha cabeça, rápidas e fluentemente. Uma clareira a norte com muitos homens. Homens vestidos de negro com armas, o colégio a arder e o desespero. As pessoas corriam de um lado para o outro confusas e assustadas, vi um rapaz novo,tinha olhos verdes mas não conseguia ver o resto das suas feições, estava confuso... não o conhecia de lado nenhum.
E depois vi-o, a ele. Sinceramente não sabia onde o tinha visto, mas algo nele me levou a crer que ele estava presente quando a minha família tinha morrido. Esse homem... eu lembrava-me vagamente dele, mas mais novo. Cabelo negro, alto e imponente, mas isso não era o principal. Eram os olhos. Esses eram vermelhos... cor de sangue. Horriveis, eram esses olhos de louco que avançaram perante mim erguendo uma espada, soltando gargalhadas triunfantes.... e depois tudo se desvaneceu dando lugar a ruínas da escola e uma clareira vazia.
Não sei quanto tempo passou, mas sei uma coisa: passou tempo demais. Acordei com um grito. Estava deitada no sofá do meu dormitório, aparentemente o Will levou-me para lá.
Sobre mim estavam vários pares de olhos. A Sarah, a Marie, a Jean, o John, o Lee e o Will. Reparei que o ultimo tinha a mão ligada, e só de verificar que a ligadura tinha um tom vermelho comecei a sentir-me mal.
Levantei-me depressa, talvez um pouco depressa demais porque a minha cabeça começou a andar á roda, outra vez, mas eu ignorei as tonturas. Isso agora não era importamte, eu tinha de ir ao meu quarto.
Ignorei, novamente, as perguntas e murmurios ansiosos e desparei escadas a cima. Andava á procura do meu telemóvel, e quando o encontrei digitei o número do Victor:
- Atende! Atende! Va lá!!! – só se ouvia o sinal de chamada.
Passado um pouco uma voz rouca atendeu, estava chateado, mas eu não queria saber.
- Estou Lyra? Poque é raio...
- Victor tens de vir! Eu tive uma visão eles sabem que eu estou aqui! Numa clareira a norte da floresta... Vão atacar esta noite... Eles andam atrás de mim e não vão poupar nínguem!! Por favor Victor!!! Vem!! – disse deseperada.
- O quê!? Eu vou já para aí. Leva o máximo de pessoas que conseguires para a orla da floresta ao sul e continuem a caminhar nessa direcção. Tens que me contar isso melhor... – conseguia ouvi-lo a vestir-se e a atirar, muito provavelmente, tudo ao chão.
Ouvi passos nas escadas.
- Tenho de ir, vem depressa! – desliguei-lhe o telemovel na cara, e a seguir as raparigas abriram de rompante a porta, trazendo os rapazes a reboque.
- Lyra o que tens? Estás bem? O Lee e o Will disseram que tinhas desmaiado. – a Sarah olhou para mim com um olhar ansioso.
- Oiçam não temos muito tempo, o meu tutor hoje veio aqui, e viu uns homens que estavam a guardar nos terrenos a norte da floresta. Ele ligou-me e disse que iam roubar o colégio. – lancei um olhar urgente ao Lee, graças a Deus ele compreendeu.
- Sim, é verdade eu tenho visto uns homens a rondar a escola... o que vamos fazer?
- Vamos para a clareira a sul.
- Oi, esperem lá e o resto das pessoas? – perguntou o Will.
A Jean olhou para ele e disparou:
- Eu vou aos outros dormitórios! Vocês vão andando. – virou-se e correu escadas a baixo, acabei por ouvir o bater da porta.
- Bom vamos!! Não temos tempo a perder. – disse o Lee apressadamente, e depois de todos começaram a descer, eles murmurou ao meu ouvido – Vais explicar isto mais tarde.
Lançou-me um daqueles olhares desconfiados. Eu limitei-me a encolher os ombros e acenar afirmativamente. Corremos para a porta, sem levarmos nada, a não ser os telemóveis para nos podermos manter em contacto caso nos perdesse-mos.
Atravessar aquele pátio, na sua extensão levava só por si alguns minutos, mas não foi isso que nos atrasou... eu tropecei em mim própria, eu foi a razão do atraso. Por causa disso eles chegaram e viram-nos, e sabiam exactamente sobre quem atirar.
- Lá está!! Atirem! Depressa! – gritou um voz que eu nunca ouvira, mas ao ver o locutor percebi que era o homem mais novo que eu vira na visão.
- Lyra!! Vamos! – gritou o Will.
Levantei-me o mais depressa possivel, e tentei não tropeçar novamente. Eles já estavam no nosso enlaço, quando olhei de novo para trás vi um homem ou rapaz. Distinguiasse dos outros porque trazia uma espada de metal, fiquei com a impressão que ele estava confuso, mas mesmo assim não hesitou.
- Disparem a matar!!
Assim que ouvi estas palavras, corri ainda mais depressa, tentando não tropeçar, e contorná-mos a escola em direcção á fonte. Já conseguia ver o jardim botânico, portanto cortamos caminho e entramos lá dentro para descançar um pouco. Estava ofegante, ou melhor, estavamos todos ofegantes.
- O que é que raio é que eles querem daqui? – perguntou o John cansado – Eles não iam só roubar a escola?
- Eu não sei!! Só sei que eles vinham para aqui, mas não sabia o que vinham fazer... – respondi sem muita convicção.
- Lyra eles são doidos, querem matar-nos!! – disse a Sarah com lágrimas nos olhos. Eu acenei afirmativamente, e relanciei o olhar por todos e vi a expressão carregada do Will, fiquei preocupada porque conhecia o raciocínio rápido dele, e amaldiçoei o facto de ele ter nascido tão inteligente. Tinha de fazer algo.
- Vamos nos separar! John, Sarah e Marie vão pelo atrio da escola que vai dar directamente á orla da clareira a sul. Eu, o Lee e o Will vamos dar a volta. Quem chegar primeiro, envia uma mensagem.
Eles saíram disparados, e nós começamos a andar depressa, era sem dúvida o caminho mais exposto, por isso teríamos de ir com cuidado. O Will continuava de sobrolho carregado, mas agora estava a olhar para mim.
- Eles querem alguém, e eu sei quem é...
Nunca pensei que isto pudesse acontecer. Sinceramente nunca pensei... uma pessoa que eu detestava conhecia o meu segredo. Tinha de passar a ser meu amigo, não havia mais ponto de discussão. Era preferivel a ter de andar a fugir outra vez... “O Gabriel vai matar-me de certeza! Que raiva!” pensei.
- Lyra o que é que eles querem de ti?
Estavamos agora parados,e o Lee estava a espreitar o canto para ver se era seguro passar. Eu estava com uma face triste, mas sobretudo preocupada.
- Eu devo muitoas explicações a vocês dois mas agora não é o momento oportuno... eu prometo que vos conto a história do princípio ao fim. – respondi á pergunta dele com um olhar magoado, estava a chegar a altura de exercer pressão a mim mesma.
Eu podia usar o meu poder a meu bel-prazer, o problema é que me consumia as forças, e a minha constituição não era a melhor. Tentei procurar o melhor local para me poder encostar de forma a não cair redonda no chão.
Afastei o Lee da parede, e ele olhou-me admirado, toquei nela e agachei-me, não era a primeira vez que fazia isto. Fechei os olhos e concentrei-me, sabia que era complicado, mas sem o sangue eu não havia o problema de desmaiar.
Quando abri os olhos estavam revirados para dentro. Brancos, não havia irís. Ouvi um grito abafado dos dois, e levei o dedo aos lábios para pedir silêncio já era dificil com os gritos e o burburinho no resto da escola.
Levantei-me e olhei para o outro lado “ podemos ir por ali agora, eles não passam por aquele local já foi revistado” sussurrei, consegui também visualizar e ouvir alguns pensamentos dos soldados. Fiz sinal para eles avançarem e corremos até á outra ponta.
Estavamos quase ao pé da orla da floresta, quando um arrepio me percorreu as costas, senti uma tontura e uma dor lacinante na cabeça. Agarrei-me á pessoa mais próxima de mim, sob a forma de Will, que abraçou a minha cintura preocupado com o meu estado, e deixou que eu me apoiasse nele. Fechei os olhos e eles voltaram ao normal. “Alguém está a impedir-me de usar o meu poder.... mas quem? Será que á mais pessoas como eu? Mas se existem estão contra mim evidentemente...” comecei a exasperar quando pensei nisto.
- Continuem... em .. frente... – disse com uma voz ofegante, nunca me tinha acontecido, quer dizer, ficar esgotada desta maneira.
- Ok, vamos então, estamos quase lá. – disse o Lee olhando de um lado para o outro para verificar se estava alguém. O Will continuava a ajudar-me a caminhar, se não fosse ele eu já tinha ficado para trás. Creio que em toda a minha vida estive tão grata pela força do Will e pela sua ajuda, nunca pensei que esse dia havia de chegar.
Ele estava a esforçar-se para que eu não me magoasse ou desmaiasse, também estava a ficar cansado. Mas isso não o impedia de continuar a tentar.
Mais um pouco e podiamos atravessar a orla para a clareira, o telemóvel do Lee vibrou. Ele verificou e sorriu descontraíndo um pouco:
- Eles já lá estão. Parece que encontraram a Jean pelo caminho e a maior parte das pessoas estava a salvo. – olhou para mim com o olhar penetrante e depois olhou para o Will para depois voltar a fitar-me – E tu estás bem? Estás cada vez mais pálida...
- Ele tem razão Lyra... tu não estás bem. – confirmounum tom de genuína preocupação.
- Comigo está tudo bem... – disse ofegante – É necessário que os outros estejam todos bem. Eu estou só cansada, havia alguém a tentar bloquear a minha visão.
Olhei para o Lee e esbocei um ténue sorriso.
Ele inspirou e depois virou-se, para continuar-mos a caminhar, quando atingimos a orla da floresta. O Hall deteve-se e virou-se para trás para ajudar o Will a levantar-me, de forma a que conseguissemos passar os pequenos arbustos que ladeavam a floresta.
O Lee parou no entanto, e lançou-me um olhar horrorizado.
- Hall o que foi? Estás bem? – perguntou o Will.
Ele também se virou a custo comigo. Eu fechei os olhos com a repentina dor que veio ortra vez á minha cabeça. Percebi que o Will começou a ficar agitado agarrando-me com mais força, obrigando-me a me endireitar.
- Ah! Estás a magoar-meWill! – abri os olhos para procurar o seu rosto e detive-me.
- Pensavas sinceramente que conseguias escapar de mim? – era o homem de olhos vermelhos, ele estava a pontar uma espada a mim.
- Eu não gosto muito de jogar ás escondidas, por isso... – deixando a frase por acabar sujestivamnente, com um sorriso nos lábios.
Com brusquidão empurrou o Will fazendo com que ele me largasse e embatesse nos arbustos pouco altos. E eu que estava apoiada nele, caí de costas e tentei levantar-me de seguida, mas estava demasiado tonta.
- Lyra!! Deixa-a ou eu... – disse o Will com o Lee ao lado.
Olhou para eles e com um gesto atirou-os para o chão de novo.
Riu-se de mim e do meu estado fraco.
Comecei a sentir as lágrimas a picarem os meus olhos, “Porque é que eu sou tão fraca...” pensei deseperada, ele tinha os mesmos poderes que eu.
Ele baixou-se e agarrou-me o pescoço, e quase que me estrangulou, pois levantou-me do chão com a sua força.
Tudo o que se passou a seguir foi demasiado rápido para que eu podesse assimilar tudo. O homem parou de repente e largou-me deixando-me cair no chão com violência, fazendo com que eu batesse com a nuca no chão. Ouvi o Lee e o Will a gritarem o meu nome ouvi e vi o homem a aproximar-se novamente de mim com uma gargalhada diabólica e depois senti algo quente e pastoso a sair abundatemente na parte de trás da minha cabeça, senti-lhe o cheiro horrivel a sal e ferro. Então as nauseas habituais voltaram, desfocando a minha visão e fazendo-me perder os sentidos, cada vez que saía mais sangue. No final apenas ouvi algo, mas muito abafado, alguem gritou o meu nome novamente, mas esta voz era agradável...
A partir daí não sei nada do que aconteceu.
Mas já podia ver um pouco mais do meu passado...
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MensagemAssunto: Re: Cavaleiros das Trevas   Seg Nov 19, 2007 2:18 am

Escrito ao som de Cigarrets and Chocolate Milk dos Ruffus Wainright
Esta é a primeira parte do IV capítulo.


IV - A nova casa (1ª parte)
“You’ll never know where it is.”
Ainda não sabia onde estava... a escuridão era a unica coisa que envolvia, estaria morta?! Não, não podia ser, não tinha batido com força suficiente.
O primeiro momento de que me lembrei foi o que consegui ver, quando desmaiei com o cheiro do sangue. Vi uma mansão imponete e linda, trabalhada cuidadosamente e depois vi uma senhora á porta da casa. Estava num vestido azul claro com o cabelo loiro e comprido a esvoaçar com a brisa. Tal como eu tinha a pele muito clara e as maçãs do rosto rosadas, ela estava a sorrir ternamente. E depois percebi porquê, na direcção dela corria uma menina pequena, muito desajeitadamente com uns caracóis brancos presos com uma fita cor-de-rosa a condizer com o vestido... Não consegui ver mais nada. “Seria aquela senhora a minha mãe”, perguntei a mim mesma, receosa de ter esperanças que não dessem em nada.
A segunda coisa que me veio á cabeça foi a voz. Percebi então que era a do Victor, o que me acalmou um pouco. Depois tentei relembrar-me de tudo o que tinha acontecido, e voltei a entrar em pânico, e desta vez abri os olhos para ver muita luminosidade. Para meu aborrecimento tive de os fechar outra vez, estava demasiada luz, por isso tentei analizar o ambiente que me rodeava com os outros sentidos. Conseguia verificar distintamente o cheiro a éter e alcool... depois ouvia o barulho continuo de gotas e um apito de máquina, senti também o meu lado direito preso e depois no final da minha apreciação do ambiente percebi que estava deitada em algo muito confortável. Suspirei de alívio, estava num hospital e pensei que o Will teria chegado a esta conclusão mais depressa.
Ouvi um barulho, um riso abafado e abri novamente os olhos, mas com mais cautela. Olhei de um lado para o outro para focar a vista e apercebi-me que estavam três pessoas no meu quarto, e uma delas estava a sorrir, uma figura alta e pálida com o cabelo negro. Levantou-se e eu estiquei os braços para essa figura alta, que se estava a sentar a beira da cama para receber o meu abraço.
Acolheu-o e levantou-me um pouco da cama, pondo-me sentada, e eu enterrei a cabeça no peito dele e comecei a chorar silênciosamente, deixando apenas as lágrimas rolarem da minha face. Não costumava mostrar tanto afecto em público, mas eu estava mesmo a precisar, estava assustada. Ouvi a porta a bater devagarinho e senti o Victor a afagar-me o cabelo com as suas mãos suaves, sem me tocar na nuca. Se foi ele que apareceu no momento em que caí deve ter sido dificil para ele se controlar, ao ver tanto sangue e eu caída no chão.
Ele deixou-me chorar e foi dizendo baixinho ao meu ouvido:
- Está tudo bem, eles já não te encontram. Estás segura. Descança. – a sua voz era delicada e suave.
Funguei um pouco e afastei-me dele com a cara húmida:
- Há quanto tempo é que eu estou a dormir? E o que é que aconteceu depois de eu desmaiar? – encostei-me outra vez na almofada.
Ele sorriu para mim. O seu cabelo negro e a pele muito pálida davam lhe um ar de estátua grega, reparei que trazia a sua camisola de gola alta castanha clara, “está assim tanto frio?” perguntei-me se já teria chegado o Inverno.
- Tu estiveste a dormir durante duas semanas... os médicos já se estavam a perguntar se tu ias acordar. – ele olhou de forma protctora para mim, afinal de contas eu era a menina dos olhos dele – Assustaste-me por uns bons dias, tive medo de não ter chegado a tempo. Quanto aos teus amigos estão todos bem. O William Seamour e o Lee Hall não sairam daqui, estavam aqui pregados, e depois o Hall contou-me tudo e o Seamour deu-me os pormenores. – olhou de forma intensa para mim, eu diria que o Will lhe tinha dado pormenores a mais, para o bem dele.
De repente algo veio á minha cabeça:
- Eles disseram alguma coisa quanto ás marcas nas minhas costas?
O olhar dele escureceu, e a voz pareceu mais carregada.
- Eles chamaram-me á atenção e eu tive de inventar uma história, disse que um lobo te atacou.... quando eras pequena. – riu-se um pouco – Está tudo escrito na tua ficha médica, ainda estavas supostamente com a tua família verdadeira, quando aconteceu.
A sua voz tornou-se num pequeno múrmurio e depois calou-se. Vi-o a pensar, com uma expressão séria.
- Tens uma nova “casa”, fica num local que tu deves gostar. Fica perto de uma falésia...
- O quê?! Não! Eu não quero ficar longe de ti! És como o meu irmão mais velho!! – as lágrimas vieram-me aos olhos. – Não me podes deixar sozinha... não quero que me deixes sozinha... – eu tenho medo de ficar só.
Ele baixou-se até ficar com os olhos pregados aos meus, e pegou-me com a mão no meu queixo, posando a outra na minha face fazendo-a deslizar pelo meu pescoço, arrepiei-me com o toque de seda dele. Depois sussurrou cuidadosamente ao meu ouvido, fazendo com que o meu coração disparasse freneticamente até ao ponto de a máquina emitir um apito contínuo:
- Eu nunca te vi como uma irmã. Lembra-te disso. – disse com uma voz sedutoura, que me fez ruborizar, e depois afastou-se de mim – Quando eu disse casa nova referia-me a um colégio para o qual vais tu e os teus dois novos amigos... que estão a par da situação. Não toda claro... hmm.
Levantou-se e dirigiu-se á porta e lançou-me um último olhar, e riu-se ao ver e ouvir o meu coração a disparar na máquina.
- Daqui a pouco vamos para a nossa casa... – fez um sorriso de través e continou a rir-se pois o o aparelho emitiu novamente um apito continuo, mas eu continuava viva a olhar para ele e sentido que as minhas maçãs do rosto deviam estar mais vermelhas que um pimento.
Ele abriu a porta e chamou a enfermeira que já vinha a caminho e também disse para o Lee e o Will, que estavam sentados lá fora, para entrarem. A enfermeira entrou logo de rompante de forma a poder tratar de mim.
- Então menina está a sentir-se bem? Esse coração é maroto. – disse a enfermeira muito gentilmente olhando demoradamente para o papel, para depois arregalar os olhos ao perceber que ele tinha parado por momentos – Tem a certeza que se sente bem? A menina quando quizer pode se ir embora, está tudo bem embora aqui o seu coração esteja um pouco alterado. – ouvia a murmurar qualquer coisa como “medicação a mais” , mas eu e o Victor sabiamos porque é que ele tinha parado.
- Sim, eu só preciso de ajuda para...
- Para isso estou eu aqui. O senhor Deaver pode fazer o favor de ir tratar do papel da alta da sua irmã e vocês os dois esperem lá fora. – disse autoritóriamente – O teu irmão trouxe-te roupa de casa. Vamos querida.
Levantou-me com cuidado porque eu podia ainda ter tonturas e soltou-me do catéter que tinha na mão e desligou as máquinas que estavam ligadas a mim.
Depois ajudou-me a vestir, uma saia até aos joelhos, preta, formal, com uma camisa de gola alta e bastante larga, branca como os meus cabelos. Penteou-me com suavidade e depois apanhou o cabelo num rabo de cavalo. Eu sentei-me no sofá e calcei as botas. Raramente me vestia assim parecia que ficava com mais anos, ficava mais séria... vestida assim tão formalmente. Sempre ouvira o Victor a dizer que ficava indecente nestas roupas, mas suponho que a sua opinião é um pouco tendenciosa.
Saí e vi que á minha espera estavam os três, lançaram-me um olhar que me fez corar de vergonha. Creio que o Will e o Lee nunca me tinham visto neste genero de indumentária.
E o principal não era isso, eles tinham-me visto num estado tão debil e sensivel e em segundo viram-me num momento muito afectuoso e isso não era normal para mim expressar em público. Assim fiquei acanhada e olhei para o chão embarassada.
- Oi Lyra,estás melhor? – perguntou o Lee com um sorriso nos lábios.
- Deste-nos muitas preocupações... – declarou o Will encostado á parede, tão informalmente vestido como o Lee. Diga-se que também nunca os tinha visto vestidos assim, ficavam.... diferentes.
- Agora estou optima obrigada. – sorri um pouco, constragida por ter ali aquelas duas pessoas, que em parte me eram ainda desconhecidas, e com quem eu agora partilhava parte dos meus segredos... sim parte. Olhei para o Victor. Ele entendeu, entre mim e ele não eram necessárias palavras em casos como este.
- Bom vamos lá andando para casa, é necessário ainda passarmos pelo hotel onde eles estão hospedados, para ir buscar as coisas que precisam. – declarou num tom de voz sério – E depois temos de ir jantar fora que nós os dois não temos comida em casa para tanta gente. – acrescentou de modo provocador a olhar para mim.
Riu-se ao ver o meu ar admirado. Eu não podia acreditar que ele me estava a fazer isto, a mim não.
- Eles vão lá para casa? – perguntei tentando ocultar a minha irritação.
- Sim sabes, os pais deles estam fora, no estrangeiro, e eles os dois estão hospedados num hotel. Eu achei que era simpático convida-los. – o seu sorriso estava a aumentar conforme a minha irritação e preplexidade, ele não costumava fazer isto – E como tu sabes vocês vão todos para o mesmo colégio... e vamos fazer a viagem em conjunto.. não vejo porque não. – encolheu os ombros e abanou a cabeça com um ar inocente.
Tinha uma vontade de o matar. Virei-me para o Lee e depois para o Will, ambos mostraram-me o seu melhor sorriso, não havia nada a fazer a não ser resignar-me...

Não tinha reparado que era tão grande......


Última edição por em Ter Nov 20, 2007 12:01 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Cavaleiros das Trevas   Seg Nov 19, 2007 2:23 am

Desculpem lá...
Aqui está o resto


IV - A nova casa (2ª parte)
- Então vamos a isso não é...? – lancei um olhar mortifero ao Victor, ao esticar-me para pegar no sobretudo que ele tinha agora na mão – São bem-vindos á nossa casa.
- Obrigada! – responderam os dois a vestir o casaco – Sabes estou curioso num ponto, o que é que o Victor é para ti, quer dizer, em termos de família? – perguntou o Lee.
Olhei para o Victor, e disse-lhe mentalmente “ Descalça a bota.” :
- O Victor vai contar-vos, tenho a certeza que ele explica melhor que eu. – sorri e ouvi-o na minha cabeça a responder “ Posso sempre dizer que somos namorados...” , olhei para ele ferozmente e completamente corada, ele entendeu que isso estava fora de questão.
- Bem eu e a Lyra, somos mais ou menos irmãos.... eu sou como que o tutor dela. – e olhou para eles de forma que percebessem que o assunto estava encerrado.
Começamos a caminhar para fora do hospital St. Mary e eu perguntei:
- Vocês os dois vieram a pé? – perguntar isto ao Victor era uma idiotice, pensar que alguma vez na vida ele viria a pé – Podemos dar-vos boleia para o hotel de forma a irem buscar as coisas...
- Sim viemos a pé, e quanto á boleia dava jeito. – respondeu o Will esboçando um sorriso rasgado. – Qual é o carro? – virou-se para o parque de estacionamento.
- É aquele bm preto – disse olhando para o carro observando a matricula citava “ANGEL”, inicialmente pensei que ele perdesse a cabeça e colocasse a palavra vampiro... era louco o suficiente para tal. – Vamos andando.
Consegui ver, pelo canto do olho, os dois com um olhar esbugalhado para a nossa “bomba”, era um bom carro, eu, pessoalmente, gostava muito dele. É bom acrescentar que era um carro de velocidade.... muita velocidade.
Graças a Deus que o tempo estava nublado, senão ele tinha mandado vir um taxi, ou tinha pedido ao porteiro para me vir buscar. Os vidros do carro não deixavam que se visse para dentro, mesmo o da frente, de forma a não tentar o diabo.
O Victor posou a minha bagagem atrás e disse para os dois rapazes se sentarem nos bancos de trás quando me foi abrir a porta. Depois entrou agilmente para o banco do condutor:
- Onde fica o hotel? – perguntou simplesmente.
- Hmm... Rua Kensington nº 21, Hotel Mermaid... - respondeu o Lee com um ar pensativo, eu estava a olhar para ele a pensar até que ponto isto ia correr bem.
Depois ouvi a ignição a ligar-se e o Victor a suspirar e soltei um riso abafado. Ele não gostava do trânsito urbano, ele gostava de andar com uma certa velocidade. Muito a cima do permitido, mas e daí eu também gostava.... sem me aperceber sorri de forma perversa, tinhamos gostos parecidos.
- É verdade o que aconteceu ao colégio? – perguntei.
- Bom, como o teu irmão disse, as pessoas ficaram todas bem, quanto ao colégio.... digamos que é agora que eles vão fazer as verdadeiras remodelações. – disse o Lee a rir.
- Ficou assim tão mal!? – perguntei espantada, nunca pensei que ficasse tão mal.
O Will suspirou e pensou como havia de explicar-me o que tinha acontecido.
- A verdade é que a maior parte do colégio ardeu, e segundo percebi nada foi roubado ou seja eles encontraram tudo rebuscado... – disse de sobrolho carregado – Nunca pensei que acontecesse algo assim.
- E o que é que aconteceu quando eu desmaiei? – perguntei cada vez mais insegura, e provalvelmente a exagerar.
- Essa parte conto eu. – respondeu o Victor – Digamos que o homem que te estava a atacar foi apanhado de surpresa por mim e pelo Phineas. – ele sorriu perversamente. Eu arrepiei-me da cabeça aos pés, “o que terá acontecido ao homem” perguntei a mim mesma, já estava a imaginar qualquer coisa.
- O Phineas tratou-lhe da saude e eu fui a correr para ti. – a sua voz tinha-se tornado num leve murmurio – Pensei que tinha chegado tarde demais....
Chegamos mais depressa do que eu tinha imaginado.
- Vocês vão lá a cima que nós esperamos aqui. – disse ele, os seus olhos normalmente verdes claros, estavam escuros. Eu olhei para ele preocupada, e ouvi a porta de trás a bater quando o Will e o Lee saíram. O Victor trancou o carro e olhou para mim intensamente, enquanto eu me soltava do sinto de segurança. Ele também o tirou, e depois perguntou:
- Porque é que não me deixas-te dizer que eu era teu namorado? Não gostas de mim?... Não me digas que estás zangada comigo? – aproximou-se de mim.
A verdade é que eu gostava dele um pouco daquela maneira que ele queria, mas não era totalmente.... ou seja eu gostava dele mas ele não era, com certeza, o tal. De qualquer forma isso não me impedia que eu ficasse com o coração aos pulos quando estava ao pé dele, digamos que fazia parte da natureza dele cativar assim as pessoas.
- Não te devia ser permitido seres .... tão tentadora. – passou a mão pelo meu cabelo soltando-o do elástico e levando até á sua cara uma madeixa, para apreciar a sua fragância.
O Victor era especial.... ele era um vampiro. As suas feições eram tão belas e delicadas que eu própria ficava com inveja delas, a sua pele era suave como a seda e ele sabia utilizar muito bem o charme através dos olhos verdes... Era um verdadeiro perigo, era tão acolhedor, fazia parte da sua caracterização enquanto predador. E, além do mais, era perfeito exepto, está claro, pela parte de beber sangue e de ser imortal (ele tinha sorte ou azar de ter a juventude eterna tornavasse complicado de o matar).
Técnicamente tinha dezanove anos, quanto á verdadeira idade era cerca de cento e sete. Havia, também, outro problema, ele era um vampiro de sangue puro, ou seja quando morde alguém ele decide ou não libertar o veneno para transformar a pessoa em vampiro. Assim quando ele está comigo tem de se controlar ao máximo, pois aparentemente eu devo ser divinal... pelo menos é o que ele diz.
- Eu gosto de ti... eu já te disse é que não é completamente. – disse com a voz ofegante, estava a sentir a mão dele tocar na minha face. E depois eu não conseguia desvirar os meus olhos dos dele, e o cheiro que emanava dele entorpecia-me completamente. Puxou delicadamente a minha cabeça um pouco para trás e eu fechei os olhos, “Eu devia ter ido com aqueles dois.” disse a mim mesma.
- Pode vir a ser completamente com o tempo... – disse beijando-me na face e com a outra mão puxou a gola um pouco para o lado, deixando o meu pescoço á mostra – Sabes como tu toda és agradável, mesmo o teu cheiro... ou a tua forma de falar. – a ponta do seu nariz passava levemente pela minha pele, descendo e seguindo a linha do meu maxilar, desde o queixo á minha orelha, até ao pescoço.
- Eu sei, já mo disses-te muitas vezes. – tentei respirar, e era dificil de por as ideias em ordem assim, ele ganhava sempre, era o único que sabia como fazê-lo.
E, no fundo, também era um pouco dificil de competir com ele em termos de força, visto que ele a tinha em quantidades abusivas... já não bastava os seus restantes sentidos serem muito mais apurados que os de um humano...
Ele estava a segurar o meu pulso com uma mão e a gola com a outra. A minha mão livre eu pousei-a no seu peito, tentando, em vão, afastá-lo. Então senti ele a beijar o meu pescoço, fazendo com que o meu coração disparasse freneticamente, estava certa que ele conseguia ouvi-lo, pois ele riu-se baixinho. Como se não bastasse senti os seus dentes no pescoço.... eu sabia que ele não me iria morder, era a última coisa que ele faria, mas o simples toque fazia com que eu me arrepia-se. Gemi e agarrei a camisola dele, tentando empurrá-lo. Senti-o a suster a respiração. Ele estava a passar das marcas... e eu também.
Então afastou-se de mim, devagarinho apreciado o meu cheiro, arranjou a minha gola de forma a que não me descompusesse. E antes de me soltar o pulso levantou-o de forma a aspirar o seu aroma. A seguir olhou para mim intensamente.
- Continuamos a nossa.... conversa em casa. – sugestionou com um sorriso sedutor e riu-se por eu estar ofegante e corada. – É melhor pores o sinto eles vêem aí.
Começou a por o dele, e eu peguei no meu e fiz o mesmo, ele também destrancou as portas. Depois ligou o leitor de cd’s, deixando a música tratar de me acalmar. Vi o Will a aproximar-se com o Lee atrás.
- Já cá estamos, desculpem tivemos de pagar e arrumar as coisas.... – sorriu embaraçado.
- Não tem mal nenhum... – disse o Victor com um sorriso de través – Nenhum mesmo. O jantar até fica por minha conta! – olhou para mim com aqueles olhos a brilharem e depois deles entrarem e porem os sintos arrancou a toda a velocidade.
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MensagemAssunto: Re: Cavaleiros das Trevas   Qui Nov 22, 2007 5:18 pm

V – A primeira falha

Entramos no quartel, Rochiel estava possesso. A missão foi um fracasso... felizmente ele era uma pessoa que admitia os seus próprios erros. Se não fosse a esta hora eu já estava a ser julgado por incompetência.
- Isto nunca me tinha acontecido. Aquela míuda vai paga-las bem caro... – os seus olhos estavam escuros. – No entanto tenho um motivo para me alegrar, estiveste muito bem rapaz.
Olhou para mim de forma sábia, era raro ele admitir isto, sentia-me lisongiado. Eu sabia perfeitamente que ele estava zangado consigo próprio, nunca falhara, nunca tinha dado um relatório negativo ao Mestre Morgan.
Transpuse-mos as portas do grande salão de avaliações. Era a maior sala do edificio, estava muito pobremente decorada e inspirava uma grande solidez, as colunas apareciam em forma de rectangulo, sobre a sala redonda. Havia uma grande tapeçaria que mostrava um cavaleiro a matar um arcanjo, “Sempre pensei que os arcanjos eram bons...” formulei para mim mesmo esta dúvida, era um taboo falar disto na academia.
Havia duas portas, uma de cada lado da tapeçaria, nós dirigimo-nos para a da esquerda. Todas as pessoas que estavam no salão olhavam para nós, eu não conseguia perceberem bem o olhar que nos mostravam, mas pelo resmungar do Sir Rochiel não era coisa boa.
Entramos para dentro de uma sala mais pequena forrada por estante com livros e pequenos frascos... havia papeis pelo chão, pareciam pequenas composições químicas e alguns mapas. Também se encontrava alguns objectos muito estranhos que eu não conseguia identificar. E depois vi uma fotografia..... daquela rapariga que estavamos á procura.
Estava confuso. O que é que os Mestres queriam desta rapariga? Ela era sem dúvida muito bela, com o cabelo e a pele brancos, e depois aqueles olhos... Era de facto lindíssima, “Dir-se-ia um anjo...” esperei sinceramente que não a matassem, desejava conhece-la. No entanto havia algo nela que eu me lembrava mas o quê?
Quando dei por mim tinha parado e pegado na fotografia, e o que fez com que eu parasse a minha confusa memória, foi o olhar de Rochiel. Estava decididamente a ver o que eu estava a fazer com aquela fotografia na mão. Pousei-a apressadamente fazendo-a cair.
- O que se passa? – perguntou com uma sobrancelha levantada pela curiosidade e cautela. Pensei em algo que fizesse sentido sem me denunciar.
- Estava a ver é a rapariga que nos dá tanto trabalho, estava.... a .... ver se conseguia ver algum ponto fraco nela.... – não me respondeu e fez um longo silêncio, comecei a pensar que ele não engolia esta, quando ele disse com um sorriso cruel.
- Já estás a pensar na caçada, é isso? – olhou para mim contente, eu não tinha bem percebidoo que ele queria dizer com aquilo, mas acenei afirmativamente pondo o meu mais mesquinho sorriso – Estás entusiasmado... estou a ver que afinal tens algum valor...
Virou-se continuando a caminhar, e voltando ao semblante carregado.
Caminhei atrás dele pensando no que ele tinha dito. “Queria dizer que já tem mais consideração por mim?”, encolhi os ombros e abanei a cabeça, estavamos num corredor já sem estantes, era escuro, por isso não consegui apanhar pormenores nenhuns, mas cheirava terrilvelmente a humidade. No entanto estava a andar maquinalmente, sem grande pressa, seguindo o Rochiel.
A minha cabeça estava noutro sítio.
A minha memória não estava tão boa como o meu físico, aparentemente havia um momento da minha vida que eu me terei esquecido.
Eu pertencia a uma linhagem muito antiga de uma raça, não se sabe ao certo, embora os últimos escritos da minha raça datassem um pouca antes da idade média. Nocblurem, foi o nome que nos deram, pois viviamos eternamente, e nunca adormecia-mos ou comiamos. Noc, significava noite, as nossas forças aumentavam nas trevas e Blurem era sangue... aqueles.
Por exemplo Rochiel adorava sangue, diz que cada vez que bebe fica mais forte. Eu pessoalmente achava que qualquer destas actividades calhava aos vampiros, sim essas criaturas curiosas...
- Ouviste o que eu disse rapaz? Compõe-te vamos á presença do Mestre Morgan.
Apanhou-me de surpresa estava completamente nas nuvens, só tive tempo de ver que estavamos numa saleta iluminada por torchas, “Não há electricidade?!” admirei-me afinal estavamos no século XXII.... Arrangei-me rapidamente o meu cabelo castanho com as madeixas brancas “Já lá vão quarenta e dois...” pensei com uns suspiro.
Rochiel puxou-me para o lado dele e alterou a postura, mostrando um rosto calmo e seguro. Entramos dentro de uma sala relativamente grande, decorada ricamente mas também cheia de livros e mapas e o que quer que fossem aqueles coisas horrorosas dentro dos frascos de vidro. E depois olhei á volta e vi-o.
Um rapaz... de cabelos vermelhos escuros, cor de sangue, com uns olhos azuis tão claros que pareciam não existir.... sorriu bondosamente ao ver o meu rosto admirado, do qual eu não me tinha apercebido. Era a primeira vez que o via, tinha supostamente duzentos e noventa e dois anos.... era muito novo, para ser aquele que regia a Academia, mas ele era ou deveria ser muito poderoso.
Para meu espanto, reparei que vestia calças de ganga e tinha uma camisola negra, não era normal ele parecia uma pessoa normal... provavelmente saía á rua como qualquer um dos outros. Apesar do rosto amistoso algo nele me arrepiou, talvez os olhos não sei mas ele não era o género de pessoas que eu quisesse desafiar.
- Bem vindos Rochiel.... e Michael é verdadeiramente um prazer conhecer-te finalmente. – sorriu novamente.
O general ajoalhou-se e eu fi-lo automáticamente.
- Peço perdão senhor... por não ter conseguido completar a missão. – suspirou pesadamente – Juro-lhe que a terminarei da próxima vez...
- Não te preocupes, Rochiel... é apenas a tua primeira falha, e apesar de tudo a missão foi bem sucedida. – os seu olhos brilharam – Conseguimos uma parte... – avançou até mim, pôs uma mão no meu queixo para eu me levantar. - Ouvi dizer que te portas-te muito bem, nesta primeira tarefa... espero que continues a ser bem sucedido, presisamos de mais cavaleiros como o Sir Rochiel e tu. - vi Rochiel com um semblante honrado e depois o Mestre Morgan virou-se e disse-lhe:
- Por favor, preciso que entregues isto ao cavaleiro Rose. – pegou num frasco e fez um sorriso que me arrepiou os cabelos da nuca – É pelo seu fracasso. – o Rochiel curvou-se e começou a ir-se embora.
Engoli em seco. Eu não queria defenitivamente falhar com ele... pobre Rose... eu conhecia-o bastante bem, era corajoso mas não conseguia fazer as coisas como deve de ser. Eu também fiz uma vénia e encaminhei-me para a porta.
- Onde vais? Ainda presiso de falar contigo. Vem senta-te. – aquilo não era um convite, era uma ordem. Também voltou a sentar-se numa poltrona. – Tu és muito novo para a maioria dos cavaleiros, não é assim?
- Sim, quer dizer, a minha família teve muitos descendentes que entraram cedo para a academia.
- Pois, mas tu és o mais novo deles. – recostou-se na poltrona – Assim que entrás-te para a academia eu comecei a seguir o teu desenvolvimento, e vi que tu tinhas a habilidade natural para combater. Provavelmente daqui a uns anos serás melhor que qualquer cavaleiro ao meu serviço. – olhou para mim e riu-se, eu sentia a minha cara a arder. – E vejam só também é modesto!....
- Obrigado senhor, sinto-me honrado com tais elogios...
Ouviu-se alguem a bater á porta:
- Entre.
- Senhor eu sei que vós dissestes que não querias ser incomodado mas chegaram os novos relatórios... do que vós pedistes. – o empregado continuava curvado, depois vi Morgan a olhar especulativamente para mim.
- Importaste de esperar um pouco...?
Levantei-me e fiz uma vénia educada:
- Claro que não.... estarei aqui o tempo que quiserdes. – olhei para ele sériamente, tentando que ele não se apercebesse do meu alívio por ficar um pouco só. Estava a precisar de por as ideias em ordem.
- Muito obrigado, - disse sorrindo – não demoro muito.
Saiu e eu enterrei-me, com um suspiro, na minha poltrona, “Meu Deus!! Estou a ser elogiado pelo Mestre Morgan!!” pensei que teria de retribuir o elogiu, mas depois pensei que seria demasiado presunçouso da minha parte. Abri os braços num gesto de desespero e bati na mesa fazendo cair um caixa.
Era uma caixa de hologramas... e quando tentei apanha-la ela abriu-se progetando uma imagem. Fechei os olhos devido á luz que erradiava. E depois passado um pouco olhei.... e fiquei espantado.
Era ela, a rapariga, que todos procuravamos.... era um género de filme que repetia de pouco em pouco tempo. Ela estava a chorar ajoalhada, com os cabelos brancos soltos pelo chão. Estava com correntes nos pulsos e com o vestido igualmente branco sujo de sangue... estava deseperada. Estas imagens repetiam e voltavam a repetir. Ela pousava as mãos no rosto e soluçava, depois levantava a cara e abanava a cabeça. “Está a sofrer...” disse eu entredentes.
Afastei o olhar para poder reorganizar os pensamentos. “O que é isto?....” perguntei a mim mesmo, “O que é que o Mestre Morgan quer dela... Tem de haver uma razão para ele ter isto aqui” estava desorientado, era perigoso quando Morgan se concentrava numa só pessoa. O que estava aquilo ali a fazer o que é que significava, o que queriam dela... estas eram as perguntas que rondavam a minha cabeça confusa. Apanhei rapidamente o objecto fechando-o, para o guardar de novo em cima da mesa.
Olhei em meu redor e vi um portatil em cima da mesa, foi até lá. Comecei a pesquisar para ver se encontrava algo sobre ela... e acabei por encontrar uma pasta que dizia “Kitsune”, “Sim, acho que é isto...” disse a mim mesmo.
Abri-a e vi uns documentos:
«Lilith Soreny de la Luna Arabasta Saint-Allura.
Nascida a quinze de Dezembro em dois mil e noventa, sabe-se que o pai tinha como apelido Noclem...»
“Noclem.... já ouvi essse nome algures...” pensei para mim mesmo. Olhei para cima da mesa e vi alguns cd’s, procurei um vazio e coloquei-o dentro do computador para copiar os ficheiros, “Não vale apena arriscar ser apanhado agora.” Disse a mim mesmo. Esperei um pouco e retirei o cd com tudo copiado, embrulhei-o numa folha de papel para não se estragar. Depois ouvi uns passos no corredor e apressei-me a sentar. Tentei fazer uma cara enfadada.
A porta abriu-se era o Mestre Morgan que tinha voltado e estava radiante:
- Desculpa demorei-me um pouco de mais.Podemos voltar ao que interessa. – disse sentando-se ao pé de mim – Queria perguntar se quando tiveres terminado o teu treino, me poderias servir como conselheiro, guarda-costas e claro amigo? – a sua expressão mudou estava a hipnotizar-me, não consegui pensar.
- Claro que sim, era uma verdadeira honra.
- Promete e depois jura. – disse austeramente, eu continuava a não conseguir raciocinar.
- Prometo e juro pela minha alma.
Sorriu e voltou tudo ao normal:
- Podes voltar ao salão por aquela porta ali vai mais directamente para lá. – estendeu a mão para mim e eu apertei-a – Foi verdadeiramente um prazer conhecer-te.
Fiz uma vénia e encaminhei-me para a outra porta, tinha a certeza que quando entrei não a tinha visto. Transpus a porta ainda atordoado com tudo o que se tinha passado, com aquilo que ele tinha dito. Parei no corredor sombrio, “Sobretudo com o que tinha visto....”. Tinha que ver o que estava no cd, creio que ficar ao pé do Mestre Morgan estava prestes a tornar-se mais interessante do que alguma vez eu tinha pensado. “Agora não é só a honra, é também protegê-la...” suspirei.
Olhei para o relógio marcava vinte e uma horas certas. Voltei a pensar na rapariga. Usei o meu poder por apenas alguns instantes, o suficientes para atingir a mente dela.
Concentrei-me para ver se aparecia algo que a ligasse a mim.... e apareceu, algo que eu não estava á espera. Imagens começaram a vir á minha cabeça estavam muito confusas e baralhadas. Agarrei-me á cabeça com a dor lacinante que veio, nunca me tinha acontecido isto, ou ela sofria muito com tudo ou era mais poderosa do que eu pensava ou era simplesmente as duas.Pensei que a minha cabeça ia rebentar até que relaxou um pouco e caí no chão a ver as imagens a passar. Vi uma criança a olhar para mim com um olho verde e um azul estava a sorrir, depois essa criança transformou-se na rapariga bela e graciosa, olhou para mim e abraçou-me e pousou a minha cabeça no seu delicado colo, cantarolava-me ao ouvido uma melodia na sua voz encantadora.... estava num paraíso, “um anjo....”.
Depois fechei os olhos.
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MensagemAssunto: Re: Cavaleiros das Trevas   Qui Nov 22, 2007 5:20 pm

Ah!! isto é complicado de escrever sem música....

VI – Verdade ou Consequência


Estavamos a andar pela estrada nacional a cerca de cento e cinquenta kilometros por hora com os Muse a tocar no cd player, quando o Lee perguntou:
- Vocês andam sempre a esta velocidade alucinante? – eles estavam a passar-se, eu abafei um riso.
- Claro, incomoda-te muito? É que eu e a Lyra gostamos de velocidade. – olhou para mim e sorriu – Ali o Hall está aflito vou abrandar para os cento e vinte...
Abrandámos um pouco, mas também já estavamos a chegar novamente a um cidade, e também quase que estavamos ao pé do restaurante italiano aonde eu e o Victor iamos... Por mais curioso que pareça os vampiros podiam comer os mesmos alimentos que os humanos e ele fazia isso comigo, dizia que era para eu me sentir mais normal, eu sei que o que ele gostava de fazer era ver-me comer. Uma vez perguntei-lhe o que tinha de tão fascinante isso e ele apenas sorriu e encolheu os ombros.
- Vocês têm a certeza que vamos conseguir jantar aqui? – perguntou em tom zombeteiro. Estacionou o carro mesmo á frente do restaurante, e via-se que estava completamente cheio.
- Podem crer que sim. – respondi-lhe – Aqui já nos conhecem bem.... – sorri de forma matreira.
Enquanto os dois saíam da parte de trás do carro, o Victor já estava a segurar a porta para eu sair, nesta altura consegui ver o rapaz que estava á porta do restaurante a abrir a boca e gerar um sorriso, conheceu-nos e já estava a abrir a porta para entrarmos.
- Vamos. – disse piscando o olho para os dois que estavam a trás de mim.
- Boa noite, entrem por favor.
O restaurante era grande, quando iamos para ali ficavamos sempre num local discreto onde não houvesse muita gente. Mas hoje estava realmente impossivel, havendo pessoas á espera dentro do establecimento.
- Hm, eu acho melhor voltarmos para trás. – resmungou o Lee – Não me apetece ficar muito tempo á espera.
- Já vais ver.... – disse, eu, sorrindo.
Ao lado da fila de pessoas havia um espaço vazio para os clientes sairem. Passei por aí, indo até ao senhor que recebia as pessoas. Conforme me aproximava sentia o olhar das pessoas pousadas em mim, olhei para trás e vi o Victor a sorrir maliciosamente, enquanto o Will e o Lee olhavam para mim espantados. Por fim quando cheguei perto do senhor ele fez-me um sorriso delicodoce:
- Boa noite em que posso ajuda-la.... – estava a olhar para mim, quase, de boca aberta.
- Boa noite. – disse com uma voz sedutoura – Eu gostava de saber se me arranjava uma mesa... sabe eu estou tão cansada de estar em pé á espera. – disse inclinando-me um pouco na sua direcção, suspirei e olhei intensamente.
- Bem, ah... claro, claro... a senhora é cliente habitual não é assim, temos sempre uma mesa de reserva para estes casos.... faça favor de me seguir. – ele estava completamente embriagado pela minha presença, só tinha olhos para mim, de tal maneira que nem se quer reparou na cadeira e tropeçou quase caindo.
“Bem o efeito é realmente terrivel...” pensei rindo-me por dentro. Virei-me e fiz- -lhes sinal para virem, consegui ver os olhos do Lee e do Will, incredulos, enquanto que o Victor abanou a cabeça a rir-se olhou para mim e ouvi dentro da minha cabeça: “És realmente terrivel o senhor até ficou atrapalhado... Agora, já acreditas que és uma rapariga muito atraente?” olhou para mim, depois parou um pouco e olhou para as pessoas da fila. Voltou a fitar-me e respondi com um olhar curioso, “Os senhores que estão na fila estão literalmente a comer-te com os olhos...” resmungou zangado, ele lia os pensamentos das pessoas. Aproximou-se de mim, e ele colocou um braço á volta dos meus ombros e olhou para trás ameaçadoramente. “Comporta-te!...” disse-lhe mentalmente.
Quando lhe perguntei como é que ele conseguia fazê-lo ele disse simplesmente que era um atributo dos vampiros, e que achava mais estranho o facto de eu conseguir ter vários poderes e não ser vampiro.
- Por favor, esta mesa aqui está resguardada. – o rapaz sorriu para mim – O empregado virá já servir-los.
- Eu nunca tinha visto nada assim!... Como é que conseguiste convencer o senhor a arranjar-nos uma mesa?
- Oh, foi facil, eu e o Victor somos clientes regulares deste restaurante. – ri-me com a cara de aparvalhados que eles tinham. – Por isso guardam sempre um lugar para nós.
Eu sentei-me entre o Victor e o Will, tendo o primeiro o cuidado de me tirar o casaco e puxar a cadeira para trás. O empregado já estava á nossa espera.
- Boa noite, os senhores desejam o habitual? – Perguntou olhando para o Victor.
Pedimos todos o que queriamos.
- É para já. O jantar será servido o mais depressa possível. – saiu sorrindo.
Retirei o guardanapo do copo e colquei-o no meu colo, tendo as outras pessoas imitado o meu gesto, deixei as minhas mãos debaixo da mesa e o Victor fez o mesmo.
- Bom já que estamos todos juntos, é melhor apresentarmo-nos todos como deve de ser. – disse ele eu olhei para eles.
- É verdade apesar de estarmos na mesma escola eu não vos conheço muito bem. – reparei com um sorriso cativante.
- Hmm.... sim tudo bem. O meu nome completo é William Langer Seamour. – sorriu – Os meus pais trabalham essencialmente no estrangeiro por isso passo metade das minhas férias sozinho. A minha mãe é inglesa e o meu pai é francês, conheceram-se em Londres, no British Museum. Eu nasci um ano depois de eles casarem, em ....
A partir deste momento não me consegui concentrar na conversa. Estava inquieta, e o Victor reparou nisso pousou a sua mão na minha. “Estás bem?” perguntou preocupado. Vi que ele continuava a fazer-se interessado na conversa. “Estou um pouco inquieta, nada mais....” respondi-lhe neutralmente, agarrei as rugas da minha saia com força e respirei pesadamente.
Olhei para o relógio do Will, marcava vinte horas e cinquenta e oito minutos. O que se estava a passar comigo. Comecei a ouvir algo na minha cabeça.
Senti uma enorme pressão na cabeça, mas continuei a fingir que ouvia o Will... “Quem és?...” ouvi uma voz doce a murmurar dentro da minha mente. Essa voz estava a fazer com que a minha cabeça latejasse com a força da dor...
Eu já não estava a ver, quer dizer estava normal mas... não estava própriamente a ver a realidade. Estava noutro sítio algo entre dois locais... como se o tempo tivesse parado e eu tivesse sido transportada até a um rapaz. Vi-o debruçado no chão a agarrar a cabeça, estava muito escuro e só nos viamos aos dois, nada mais. Não compreendi quem me chamava se era ele ou outra pessoa, mas essa pessoa estava preocupada e então ela também cedeu fazendo com que a minha dor atenuasse, deixando-me aperceber do mundo que me rodeava na realidade. Aproximei-me dele e coloquei a cabeça dele no meu colo ele estava a sofrer como eu. Cantei-lhe a musica muitas vezes rondava a minha cabeça, uma música de embalar...
“Por favor responde... eu só quero saber se estás bem...” disse a voz sem forças, eu respondi-lhe “Estou bem, mas tu estás a magoar-me...” parei e afaguei-lhe os cabelos com madeixas brancas “Eu não sei quem sou.”. Eu estava a chorar senti as lágrimas quentes pelo meu rosto. “Perdoa-me eu não te queria magoar... eu vou descobrir quem és e dirte-ei... adeus” disse em tom arrependido e depois a dor parou e eu fechei os olhos, e abanei a cabeça. Por trás da voz dele conseguia ouvir gritos, recordações ouvi algo como “Lyra foge!...”. “Quem és tu?...” a pergunta ainda ecoava na minha mente.
Percebi que o Will se tinha calado e eu olhei espantada para ele.
- O que foi?
- Nada... quer dizer, estás estranha. – disse a medo com o sobrolho levantado.
- Estranha já sou eu ... – disse a rir e eles riram comigo.
O empregado começou a subir as escadas.
- Ora aqui estão as bebidas e o jantar. – apareceu atrás dele outro rapaz que trazia a comida.
Começamos e acabamos de comer em silêncio. Descemos juntos e o Victor foi pagar, eu e os outros dois fomos andando para o carro. O Will ia a meu lado:
- Tu estás a esconder-nos algo...
Não respondi e olhei para ele magoada. Ele percebeu que era preferivel não continuar com a conversa, “Gostas desse rapaz?...” perguntaram na minha cabeça com a voz carregada. Apanhou-me de supresa e olhei vi-o á porta do restaurante com um olhar ameaçador para o Will. Desatei-me a rir e o seu rosto relaxou de imediato “Ele!?... Não me faças rir, ainda á uns dias odiava-o... Não gosto dele definitivamente!!” Ainda me estava a rir quando o Will me perguntou com um olhar confuso:
- De que estás a rir? Eu fiz algo de engraçado?...
- Tu não... – disse virando as costas para os dois dirigindo-me ao carro para ao pé do Lee – Mas ele sim!... – apontei para trás e ele viu o Victor com um sorriso nos lábios.
- Tem cuidado... – sissibilou ao passar ao pé dele. Olhei para o ele reprovadoramente. Abriu-me a porta ainda com aquele sorriso no canto da boca.
Então entrou também e partimos para a nossa casa.
“Porque é que fechas-te a mente ainda á pouco?” perguntou o Victor curioso, “Queria pensar em algo meu... só meu” respondi-lhe a sorrir, voltei a fechar a minha mente a ele, que ficou a olhar para mim com um beicinho.
“Verdade ou Consequência” pensei.
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MensagemAssunto: Re: Cavaleiros das Trevas   Qui Nov 22, 2007 5:21 pm

Meus amigos aqui vai haver sangue... bem como outras coisas.
~///~

VII – O teu Sangue Puro


Estavamos ainda a caminho de casa quando eu adormeci, não sei bem se foi porque estava cansada ou se foi por causa deste último acontecimento. Não foi de modo algum um sono repousante continuava inquieta com os sonhos que estava a ter....
Aquele rapaz novo que tinha dito para disparar sobre nós estava a ajudar-me a fugir de algo dizia que me ia proteger acontecesse o que acontecesse... e depois os gritos que tinha ouvido quando estava a falar com aquela pessoa, continuavam a atormentar-me...”Lyra foge!!!” ouvia repetidamente esta frase e pensava na senhora que tinha visto, quando foi atacada.
Apercebi-me que o carro parara.
- Vão buscar as vossas coisas ao porta-bagagens, e Lee fecha aí o carro.
Senti as mãos do Victor a pegarem em mim, ainda dentro do carro. Abri os olhos e ele disse ao meu ouvido: “Deixa-te estar eu levo-te até lá acima....” dei-me um beijo na orelha e pegou-me delicadamente ao colo. Agarrei-me ao casaco desapertado dele, estava frio devia já ser tarde. “Obrigado...” murmurei baixo o suficiente para ser ele o único a ouvir. Vi a respiração dele em forma de vapor, “Está mesmo frio...”.
O Lee e o Will já estavam á espera e o porteiro também abriu a porta e comprimentou o Victor. Subimos um pequeno lanço de escadas e atravessamos o hall até aos elevadores. Conseguiasse ver através dos vidros uma frondosa floresta.
- Qual é?...
- Décimo segundo, último andar. – o Will arquejou as sobracelhas, mas o Victor estava impassivo.
Entramos e subimos, rapidamente. Eu e o Victor eramos os únicos a ter dois andares pegados, completamente para nós dois.Com uma grande biblioteca e um salão de música e de dança. Era do melhor para nós que tinhamos gostos mais clássicos, tinha inclusive uma piscina coberta na ala a sul.
- Tira a chave do meu bolso esquerdo, se fazes favor, Will. – disse a olhar para os meus olhos semicerrados.
Ele abriu a porta e entrámos, e depois ouvi-o a bater a porta devagar e a vir para ao pé de nós, o Victor estava a deitar-me no sofá e acendeu um candeeiro.
- Vocês têm uma grande casa.... e é só para vocês. - o pobre do Lee estava estarrecido com aquilo tudo, quer dizer eu sei que ele não era pobre, mas isso não o impedia de ficar admirado. O Victor soltou um riso abafado.
- Venham por aqui, vou mostrar-vos os vossos quartos para vocês poderem dormir. Amanhã nós arranjamos qualquer coisa para fazer. – disse calmamente.
Começou a subir as escadas ao lado da entrada da sala. Eles seguiram-no.
Eu abri os olhos e pensei que ele tinha razão, mais cedo ou mais tarde eu ia sentir algo sério por ele. Sentei-me e coloquei a cabeça entre as mãos apoiando-me nos meus joelhos. Estava a começar a gostar dele, e o que fazer a seguir? Afinal ele é um vampiro, levantei a cabeça e olhei para o vazio. E se ele me transformasse...
Levantei-me completamente tirei a camisola de lã e fiquei só com uma camisa de linho branco muito pequena e justa, “Tenho que te dar reforma” pensei para mim, desabotoei os três primeiros botões. Acendi um candeeiro da biblioteca não ia adormecer tão cedo sem o Victor em casa, tinha-me acustomado á sua presença... Avancei por entre umas quantas pilhas de livros que tinha de arrumar, eventualmente, fiz uma careta ao pensar nisso. Peguei num livro com uma capa velha inspecionei-a tinha uma grande camada de pó em cima, pu-lo novamente no seu sítio. Olhei em meu redor, “Podia sempre começar a arrumar”disse rindo-me:
- Pois sim!...
E vi em cima da minha secretária umas cartas.
- Vieram para ti... durante esta semana. – disse o Victor passando a mão pelos meus cabelos.
Assustei-me com ele e virei-me, estava mesmo ao pé de mim. Abraçou-me:
- Eles ficaram deitados a dormir... eu dei-lhes uma ajudinha. – olhou intensamente para mim. - Eu não tenho que ir... estou cansado e não me apetece. Na verdade era só para prevenir, eu tinha comido ontem. – sentou-se no sofá e olhou para mim – O que é que vais fazer?...
Continuou a olhar ponderando se havia de ir ou não. Estava de facto a ver se era seguro deixar-me aqui com eles, eu percebi isso, abanei a cabeça, deixando algumas madeixas de cabelo taparem-me o olho direito, e sorri sedutouramente.
- Dormir não vou... vou ver isto e, provavelmente ler alguns livros... – peguei nas cartas e na faca de papel para as abrir, mas estava com a cabeça noutro sítio e quando comecei a rasgar o papel cortei-me.
- Oh... – exclamei.
Deixei a faca cair no chão, não queria desmaiar agora... elevei a mão até á boca, mas parei e olhei para ele. Os seus olhos verdes estavam agora vermelhos, olhava para mim com uma respiração tensa. Aproximei-me dele com cuidado e sentei-me ao seu lado e estendi-lhe o dedo a sangrar.
- Toma... ajuda um pouco. – olhou para mim e sorriu constrangido ouvi algo como “És incrivel...”, depois pousou uma mão na minha cara fazendo-me uma festa e depois tirou-a:
- Isto pode acabar mal. – Segurou na minha mão delicadamente.
- Nunca acaba mal.... mesmo que isso acontença, não há problema.
Levou a mão á boca e limpou o sangue que estava a escorrer, o golpe ainda era fundo por isso o sangue continuou a escorrer. Ele continuava de olhos fechados a saborear o seu festim, sentia-o a sugar mais sangue e depois senti os dentes dele estava a considerar a hipotese de me morder. Levantou a cabeça e vi os seus lábios cheios de sangue meu e mesmo assim não desmaiei nem tive visões.
Eu sabia que fugir era o correcto mas nem isso eu conseguia fazer limitava-me a olhar para ele corada, nunca cheguei a compreender porquê, pois não me estava a doer, era algo diferente. Estava mais preocupada com ele...
Olhou para mim ofegante, com aqueles olhos vermelhos a brilharem. Eu pensei “Hoje é até ao fim....” sorri de forma cativante, estava nas mãos dele transformar-me ou não, seja de que forma for ele ira morder-me.
Inclinou-se para mim, obrigando-me a deitar no sofá, parou mesmo á frente da minha cara dando-me tempo para lhe dizer que não, eu sabia que depois de ter provado o meu sangue era dificil de parar.
Puxou, delicadamente, a cabeça para o lado e aspirou a fragrância da minha pele, ouvi-o a murmurar qualquer coisa incompreencível, depois passou ao de leve a língua e a seguir mordeu-me.
Fechei os olhos ao sentir os seus dentes a cravarem-se na minha pele, magoou-me, mas nada que nã se conseguisse aguentar.
Deixei-o alimentar-se do meu sangue sem qualquer receio. Mesmo que, estivesse com medo e quisesse sair, não o podia fazer porque ele estava em cima de mim, a segurar a minha cintura para eu não me mexer evitando que me magoasse. Aquilo que a príncipio era doloroso mostravasse, agora, algo diferente, sentia que estavam a roubar-me algo, mas muito suavemente... não conseguia explicar bem, era como se estivesse meio atordoada... Ele estava sem duvida a fazê-lo com muito cuidado, era melhor assim ele tinha consiência que tinha de quando tinha que parar. Estive muito quieta durante alguns minutos.
O seu corpo era pesado e não se mexia, estava tanto silêncio que quase que o conseguia ouvir engolir. Eu comecei a respirar mais depressa a agarrei o pescoço dele, o peso dele dificultava-me a respiração. Então ele tirou a mão da minha cabeça e agarrou a mão que eu tinha pousado no pescoço. Neste instante apercebi-me que ele não me tinha transformado... não fazia mal este foi um passo muito grande, pois ele nunca tinha feito isto e nem sequer o ousava fazer, até hoje...
Levantou lentamente a cabeça e olhou para mim os seus olhos estavam outra vez verdes, mas a sua boca escorria sangue e o seu pescoço estava igualmente sujo com o sangue das minhas veias. Ele olhou para mim com um olhar arrependido.
- Não te atrevas a estar arrependido.... – disse-lhe cansada.
Ele sorriu-me e cheirou o meu pulso, e a seguir encostou a cabeça no meu peito largando a minha mão e pondo a sua ao lado da minha cabeça.
- Só tu me levarias a fazer isto.... estou tão cansado, o teu sangue é tão... Tive a tentação de te transformar e tornar-te minha... – suspirou – O teu Sangue Puro.... não se compara com nada. – não compreendi o que ele queria dizer com aquilo.
Olhei para o tecto e afaguei-lhe os cabelos pretos, eu estava tão cansada como ele. Senti ainda algum sangue a correr do pescoço, os meus cabelos deviam estar cheios de sangue e a camisa também.
Adormece-mos.
Ficamos assim durante algumas horas pois quando eu olhei para o relógio era duas e meia da manhã. Tirei a mão da cabeça dele e virei a cabeça, ele levantou a dele e olhou para mim:
- Esta tudo bem?... – perguntou preocupado.
- Sim, eu por mim ficava contigo assim até de manhã, mas hoje não estamos sozinhos, e não estamos de modo algum apresentaveis. – olhei para ele com um olhar que nem eu própria sabia bem decifrar.
- Tudo bem, vamos lá, apesar de não me apetecer mexer. – enterrou novamente a cabeça no meu peito e depois olhou para mim com um olhar que deixou o meu coração aos pulos. “Será que ele já compreendeu?” perguntei a mim mesma, embora não tivesse a certeza se era isso que eu queria...
A partir do momento em que ele me tinha salvo eu pertencia-lhe. Era uma das tradições dos vampiros, ele devia-me tornar numa deles, num monstro disfarçado de humano.
Ele levantou-se e eu ainda fiquei deitada a respirar fundo e a olhar para ele, e ele para mim, pegou na ponta dos cabelos:
- Estão todos sujos de sangue... Desculpa... – fechou os olhos.
Eu levantei-me e num gesto suave aproximei-me dele e peguei-lhe na cara, olhei para ele. Tinha aberto os olhos outra vez, então muito devagar eu beijei-o na testa, tirando as dúvidas a ele. Se isto tinha acontecido, tinha sido eu a levá-lo a fazer aquilo porque queria...
Afastei-me e dei com ele a sorrir, estava feliz, sorri com ele, e depois levantamo-nos. Agarrei-me a ele porque estava um pouco tonta, depois de ele me ter roubado sangue era natural.
Levantou-me do chão
- Ei!! Não é preciso eu vou sozinha.
- Eu levo-te afinal fui eu que te roubei...
Levou-me para o quarto, sentou-me á beira da cama.
- Vou tomar banho... tu devias fazer o mesmo. Depois temos de falar sobre o incidente de hoje... – olhei para ele curiosamente.
- Tudo bem..
Saiu do quarto, eu levantei-me devagar para não ter tonturas, e peguei no meu pijama. Ainda estava a pensar no que tinha acontecido na biblioteca. Suspirei e dirigi-me para a casa de banho. Olhei para o espelho; o meu pescoço estava cheio de sangue á volta de dois pequenos buracos, onde ele tinha cravado os dentes, passei os dendos por lá... não me doía nada. Tinha a sensação que já me tinham mordido uma vez, não era a primeira vez que eu sentia isto.
Olhei para a minha camisa estava com uma mancha de sangue enorme, o cabelo branco estava agora vermelho, peguei numa madeixa e levei-a ao nariz, “Porque é que não desmaiei?” perguntei a mim mesma, de qualquer forma não importava.
Toda eu estava suja de sangue, inspirei fundo e fechei os olhos “já me tinha visto assim mas quando...?”, abri-os estavam brancos. Ouvi de novo gritos. Mas estes eram de socorro, ouvi também um choro de criança. Estava tudo muito confuso á minha volta, ouvia o tinlintar de espadas... e depois ouvi algo: “És minha....”, sustive a respiração.
Fechei os olhos rapidamente não me queria lembrar.
Despi-me e fui para a banheira levar com uma chuveirada de água quente para me acalmar um pouco. Cada vez mais, não tinha a certeza de querer lembrar-me do que aconteceu á doze anos atrás...
Tinha sido um dia estafante, sobretudo em termos psicológicos. Esfreguei bem a cabeça e o corpo para retirar aquele cheiro a sangue. Depois deixei-me estar mais um pouco debaixo de água e saí.
Sequei-me e vesti o meu pijama que consistia numas calças de fato de treino e um top de alças. Entrancei o cabelo e passei o secador por ele, e coloquei um penso no dedo. Quando regressei ao quarto ele já lá estava á minha espera vestindo apenas as suas habituais calças. Estendeu-me os braços e olhou para mim amavelmente:
- Vamos conversar...
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MensagemAssunto: Re: Cavaleiros das Trevas   Qui Nov 22, 2007 5:27 pm

Desculpem lá o tamanho dos capítulos... mas é que quando começo a escrever não dá propriamente para parar.
Por isso peço-vos paciência, quando as ideias apertarem tenho a certeza de que o tamanho dos capítulos vai diminuir!

Espero que gostem dos últimos capítulos!!!
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MensagemAssunto: Re: Cavaleiros das Trevas   Dom Nov 25, 2007 1:26 am

VIII – A Adorada

Quando acordei ainda estava no corredor e o meu relógio marcava três e meia da manhã. “Mas que raio...?” pensei. Depois levantei-me e abanei a cabeça, as coisas começavam a vir á minha memória, meti a mão no bolso: o cd estava lá. Olhei para o tecto e lembrei-me da rapariga, encostei-me á parede. “O toque dela parecia tão real...” passei a mão pela cara como que para ver se ainda lá estava pousada a mão dela.
Caminhei pelo corredor escuro e vi um porta, abria-a. Estava no lado oposto do salão, numa passagem secreta. Já não estava ninguem no salão, coloquei o capuz da minha capa preta e avancei silênciosamente pelo salão.
Espreitei pela porta e saí. “Onde eu me teria ido meter...” suspirei, não conseguia tirar a rapariga da cabeça, a forma como ela cuidou de mim, estava a acalmar-me e a voz dela... era tão doce. Tentei, em vão, afastar estes pensamentos da minha cabeça, subi no elevador até ao piso térreo e saí para o carro.
- Quem vem aí? – perguntou o segurança, eu não queria ser apanhado a estas horas da noite aque dentro por isso mudei de aparência, para o Jones um Cavaleiro mais ou menos da minha idade.
- Sou eu Sir Jones, estive na biblioteca e depois a treinar e depois adormeci a um canto do salão....
- Ah, Sir Jones... perdoe-me mas não é costume sairem tarde daqui.... Pode passar.
Cheguei ao pé do carro e arranquei furiosamente para o meu apartamento, fui o mais depressa que pude, queria tanto ver o que estava dentro daquele cd, estava a dar comigo em doido.
Cheguei ao portão e abri a garagem, meti o carro lá dentro e galguei as escadas até é minha porta. Larguei tudo no chão da sala e atirei-me para o sofá, estava estoirado, não queria acreditar nas regras que quebrei... “Espero não ter arranjado nenhum problema.”. Peguei no cd e olhei para ele, tenho a sensação que isto vai mudar o rumo das coisas.
Levantei-me e fui até ao portátil que tinha em cima da mesa junto de uma montanha de papelada, depois fui até á cozinha e fiz um café, “Lá por não comer, não quer dizer que não saiba apreciar.”. Na academia nós tinhamos aprendido a passar por humanos, o que no fundo não é dificil, temos a aparência a seguir é tudo uma questão de hábitos. Tirei o café dirigi-me para a sala e acendi o candeeiro ao lado da mesa, para ter alguma luz. Tinha de ter cuidado de como abordar de novo a rapariga, da próxima vez não deve ser tão dificil, mas nunca se sabe.
Estava a pensar até que ponto eu ia levar isto..., devia ser dificil de “sacar” informações ao Mestre Morgan sem criar suspeitas, quando o telefone tocou. Por momentos assustei-me. Estendi o braço e agarrei no telefone.
- Estou? – perguntei cautelosamente.
- Estou, Michael? Estou a tentar telefonar-te á horas!!! O que se passa? – aquela voz era do Aisem, um amigo e colega, dei graças a Deus por não ser o Sir Rochiel.
- Nada... Eu só queria estar um pouco descansado por isso tirei o som ao telefone. Mas de resto estou bem... – respondi normalmente, não havia nada mais a dizer.
Eu estava a meter o cd na gaveta do computador, enquanto falava ao telefone, deixei o computador a abrir os documentos.
- Ah... Tudo bem. Olha amanhã não vão haver treinos... Eu e os outros vamos tentar arranjar aquelas armas que o Sir Lionel pediu, queres vir? – estava com uma voz esperançosa, na verdade estava tão embrenhado na história da rapariga que não me apetecia fazer outra coisa.
- A que horas vão? – perguntei, indiferente ao tom dele.
- Vamos mais á noite....
- Ok, é assim eu amanhã á tarde ligo-te e digo se posso ir. – disse amavelmente – Tenho de tratar de uns assuntos pessoais. – ele percebia o que eu queria dizer com isto. Aliás a maior parte das pessoas da Academia sabia perfeitamente que eu não me dava muito bem com a minha família, é verdade que estava lá pela honra da família mas também eu gostava de combater.
- Está bem... Boa sorte, então! Até amanhã....
- Obrigada e até amanhã.
Desliguei e olhei para o ecrã, que mostrava uma fotografia de uma rapariga. Estava vestida com umas calças pretas e uma camisa branca justa que evidenciava as suas curvas, havia uma gravata aos quadrados que não chegava sequer ao meio da camisa. Estava gravado num dos bolsos um ”V”, tinha vários colares com cruzes. Trazia calçadas umas botas muito grandes e nas suas mãos estavam meias luvas pretas, “estou a ver que tem um estilo muito pessoal” ri-me, era esbelta e desenhava com os seus lábios um sorriso endiabrado. Os seus cabelos brancos desciam um pouco mais da sua cintura perfeitamente delineada e, depois, havia os olhos... Aqueles olhos de cores diferentes, lindos. “Gostava de ouvir a sua voz outra vez”, pensei. Minimizei a fotografia e abri o documento escrito. Bebi um pouco de café e comecei a ler:
« Lilith Soreny de la Luna Arabasta Saint-Allura.
Nascida a quinze de Dezembro de dois mil e noventa em Londres, sabe-se que o pai tinha como apelido Noclem.
A sua casa ficava, algures a norte de Portland, era uma mansão, que hoje está abandonada, lá dentro foram encontrados os corpos dos seus entes, não foi possivel a identificação destes. Viveu com estes até dois mil e noventa e cinco, tendo a sua família sido assassínada perto da noite do quinto aniversário em pleno Inverno, (Ver o Relatório de Sir Elboen).
Sabe-se muito pouco daquele que terá sido o massacre da sua família, apenas ela sobreviveu, o que terá acontecido nos dias seguintes ainda não foi descoberto...»
Olhei para a chavena de café, a família dela tinha sido massacrada... Voltei a abrir a fotografia da Lilith... ou Lyra, olhei para ela e lembrei-me que á uns bons anos atrás fora assassinada uma família, dizia que eles se estavam a tornar demasiado poderosos... e que tinha nascido uma, Saint-Beast ou um arcanjo, no seio da família. Mas isto não quereria dizer que fosse a dela, até porque segundo o relatório de Bringem, ficaram todos mortos... Eram perigosas essas criaturas, sendo a sua educação dada pelos antigos, possuiam grandes poderes...
Passei umas páginas á frente e reparei em algumas frases:
« ...a criança é portadora de poderes especiais, embora não tenham sido divulgados. Tais residem na telepatia e a capacidade de ver o passado e futuro... está a ser feita uma verificação de dados mais recentes em que...”
«...O Relatório de Sir Adam Morgan, demonstra que a criança deverá ter Sangue Puro, mas esta informação ainda não está confirmada. Serão levadas a cabo algumas experiências para confirmar esta afirmação.
22 de Outubro de 2100, Relatóro Genesis»
Havia ainda muitas páginas neste documento que eu não consegui ler, algo tinha-me chamado a atenção... Sangue Puro. Morgan estava metido nisto até ao pescoço, o que é que ele queria dela... era perigoso. Ele costuma ser bastante possessivo se apesar destes anos todos ele continuava atrás dela, era mau sinal. Devia ter sido ele a dirigir esta missão, “E como é que raio ele sabia que ela era portadora do Sangue Puro....?” perguntei a mim mesmo desorientado.
Levantei-me e foi á minha biblioteca, subi o escadote e procurei por um livro antigo; “Oblivium”, descobri o nome e tirei a massuda encadernação, tinha uma grande camada de pó em cima dele, “Eventualmente terei de dar um arranjo a isto...” pensei limpando a superficíe do livro. Sentei-me na secretária e procurei no livro um nome. Passei algumas horas á volta do livro, com pensamentos negros na cabeça... “Ele quer apanha-la por razões muito óbvias...” se o que eu estava a pensar fosse verdade, começava a ficar preocupado. Enquanto procurava o que queria tinha encontado um capítulo sobre vampiros. Em tempos conheci um vampiro, eram criaturas fascinantes. Podiam ser muito crueis e em parte a maioria era, mas havias aqueles que ficavam tão ligados aos humanos que desistiam praticamente da sua própria raça. Continuei a virar as folhas.
Parei um pouco e encostei-me, não era assim tão obvio que ela fosse aquilo de que eu estava á procura. “Tenho que ir pesquisar coisas sobre Arcanjos” suspirei e continuei á procura no livro. Virei umas quantas páginas e descobri o que procurava:
«A Adorada, também muitas vezes chamada de A Senhora dos Imortais, foi uma descendente da quinta raça, essa criança foi criada na casa dos Antigos.
Ela aparece de quinhentos em quinhentos anos (aproximadamente, pois não se sabe ao certo), sendo a última de uma raça extinta, é a adversária natural dos Nocblurem.
Ela tem poderes iguais aos vampiros, no que toca á telepatia e telequinese, e geralmente vem acompanhado do dom da visão. É um ser bastante frágil no ínicio de vida, mas uma vez, que os seus instintos sejam despertados, desenvolvem-se a um ritmo celere...»
O texto continuava por muitas páginas mas aquilo chegou para eu entrar em pânico. Quer dizer ela ainda não tinha acordado e isto não quer dizer que seja ela. Por outro lado estes textos podem exagerar um pouco.
Neste momento eu fiquei em estado de choque. “Poderia alguem assim existir...?” pensei, ela era mesmo poderosa, mas não tinha consciência disso. Fechei o livro marcando a página, fui buscar os dois discos externos para o meu computador.
Passei todos os documentos que estavam dentro do cd para os discos e destrui o cd, “Não haverá provas...para já”.
Passei a noite toda a passar as páginas do livro pelo scaner, e voltei a guardar o livro no sitio dele sujando-o um pouco para não se notar que ele tinha sido mexido. Voltei a guardar a informação dentro dos discos. E um ficou no meu bolso das calças, para onde quer que eu fosse isto ia comigo, e o outro guardei-o dentro do segundo cofre no chão.
A quinta raça... não tinha ideia do que era.
“Isto está só a começar...”
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MensagemAssunto: Re: Cavaleiros das Trevas   Ter Nov 27, 2007 4:40 pm

Ois malta!!
there is another one!!
See ya!

IX – O despertar para a realidade

Depois de ter terminado todo aquele processo, foi tomar um banho. “Tenho que relaxar, desse lá por onde desse.”, suspirei.
Entrei na banheira e deixei que o chuveiro quase me escalda-se com a água a ferver. Estava cansado de tanta confusão, eram, simplesmente, intrigas a mais. “Hoje tenho de ir a uma biblioteca...”, pensei.
Saí e vesti um par de calças de ganga e mais nada, sentei-me no sofá, e voltei a pensar nela:
- Tenho de a ver.... Tenho de conhecê-la.
Usei os meus poderes para abrir o computador, para ver a fotografia dela, que lá tinha deixado. Era de facto invulgar... Tinha de pensar numa maneira de poder começar a arranjar mais informações, para isso tinha de me tornar mais próximo de Morgan. Até aí acho que conseguia, o pior era fazer com que a conversa divergi-se para esse assunto... ou talvez não fosse preciso. Levantei-me, eu só tinha de conseguir ficar sozinho na sala ou entrar lá sem nínguem dar conta... afinal a minha habilidade para me tornar invisivel estava a ser mais útil.
Era de facto uma grande vantagem em pertencer a uma das mais antigas famílias dos Nocblurem, graças ao sangue que circulava nas minhas veias os meus poderes aumentavam, príncipalmente no escuro. Hoje tinha que voltar á passagem secreta, mas de forma aque não desconfiassem de mim.
Fui ao bolso das calças e tirei o disco externo, procurei a morada da Lyra, “Era melhor trata-la por esse nome, não fosse desconfiar de algo”, pensei rindo da minha nova faceta de espião.
Creio que hoje terei muitas coisas que fazer mas primeira será ir até a casa dela, depois a biblioteca e á noite a escursão. Continuava a rir-me de mim mesmo, nunca pensei vir fazer isto, quer dizer nem sei bem o que estou a fazer... Eu respeitava a Academia da Lua ela era a minha vida e servir o Mestre Morgan era o meu maior desejo. Agora eu estava a quebrar as regras... a virar-me contra os príncipios dos cavaleiros, tudo por causa de uma rapariga que não conheço, nem tão pouco falei com ela.
A verdade é que estava a agir ás cegas.
Tinha de despertar para a realidade... ela tinha aparecido do nada, era provavelmente mais poderosa que eu.... e eu a única coisa que queria era vê-la.
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MensagemAssunto: Re: Cavaleiros das Trevas   Ter Nov 27, 2007 4:42 pm

isto foi o q eu consegui fazer... espero q gostem!
X – Bichos


Ele estava com os braços estendidos para mim, por isso eu aproveitei e abracei-o.
- Sabes, eu tenho que dormir.... –disse encostando a cabeça ao seu peito. Estava sinceramente cansada.
- Tudo bem não falamos durante muito tempo... Quem é que entrou na tua mente? – o seu tom tornou-se neutro.
Eu retesei-me não podia contar-lhe o que tinha feito, apesar de ter sido por instinto, ele não ia gostar. Afastei-me dele e pus-me em pé, comeceu a andar de um lado para o outro, pensei de que forma lhe poderia dizer tudo o que vi, ouvi e senti. Quando comecei a falar não olhei para ele estava a olhar para as minhas mãos.
- Eu não sei quem consegui fazê-lo... – a minha voz parecia fraca - Percebi que era um rapaz novo. Mas cada palavra que dizia fazia com que a minha cabeça latejasse com mais força, embora... – olhei para ele os seus olhos estavam vermelhos, não de fome, mas de fúria. Arrepiei-me, era a primeira vez que o via assim.
- Esse rapaz tinha o cabelo castanho e umas madeixas brancas...? – perguntou tentando aplacar o tom de fúria, eu respondi a medo:
- Sim... mas antes de começares a disparatar quero que saibas que ele estava a sofrer tanto como eu... – olhei para o chão e fechei os olhos e pensei como o tinha acalmado. Ele parou durante um momento para pensar.
- Por isso encostás-te a cabeça dele no teu colo, acaricias-te-lhe o cabelo e cantás-te –lhe uma canção de embalar! – os seus caninos estavam saídos, esse pormenor arrepiou-me até ás entranhas, o seu tom estava agora mais elevado e olhava para mim furiosamente – Em vez de o repelires, tomas-te-o nos teus braços e deixa-te te levar... E eu preocupado! – parou ofegante e, depois, olhou-me nos olhos, a sua fúria desvaneceu-se tão depressa como veio.
As minhas feições mostraram-se magoadas:
- Como é que te atreves-te! – disse magoada ele estendeu uma mão para mim, eu esquivei-me do seu toque de veludo – Como é que te atreves-te a ler os meus pensamentos?! – ele olhava para mim arrependido – Sai daqui... sai daqui agora. – a minha voz estava chorosa, a discussão não tinha passado de sussurros, mas foi como se estivessemos estado aos berros um com o outro.
Ele levantou-se e caminhou para a porta, eu já estava sentada na ponta da cama com a cabeça entre as mão a soluçar. Consegui sentir o seu olhar fixo em mim, passado um pouco fechou a porta devagar. Deitei-me abraçando-me a mim própria para diminuir os estremecimentos. Pensei como o Victor era possessivo, agora ainda mais, “Mas eu não lhe pertenço.”. Abanei a cabeça “Porque é que ele fez isto...? Sabendo que eu odeio que ele o faça.”. Por uns segundos senti uma chama dentro de mim, fazia com que eu sentisse ódio, uma voz baralhava-me a cabeça e dizia suavemente ao meu ouvido embargando os meus sentidos num emaranhado: “Não pertences a nínguem....”, sussurrou vezes sem conta, uma fúria avassaladora cresceu dentro de mim, mas esse sentimento esmoreceu rapidamente, a confusão voltou a instalar-se, virei-me para o tecto, “O que é que se passou mesmo agora...”, aquela voz, era a minha voz, mas... De repente uma vaga de sonolência assolou-me, fechei os olhos e cantei para mim mesma, a tão fatídica canção de embalar.
Acordei ás seis da manhã, assustada e com a cara húmida. Lembrei-me dos meus sonhos; estava escuro tinham me prendido com umas correntes pesadas, não conseguia mexer-me mas ao longe ouvia alguém a gritar por socorro. Algo me dizia que não devia ligar a esse chamamento mas era de facto impossível, depois senti uma dor repentina na nuca.
Abracei-me a mim mesma e continuei a chorar. Decorreram poucos minutos até eu reparar que o Victor estava sentado no chão com a cabeça pousada na cama, adormecera ali. Os acontecimentos da última noite assumaram ao meu espirito. O sangue e a discussão, provavelmente já não conseguia ficar zangada com ele outra vez... Afinal ele estava só preocupado comigo, eu na altura tinha reagido por instinto, algo me disse para eu o afastar de mim.
Baixei-me e afaguei-lhe o cabelo negro. Ele despertou de imediato e olhou para a minha cara séria:
- Desculpa Lyra... eu só estava preocupado contigo e quando tiveste aquela reacção eu pensei que ele te tinha feito qualquer coisa... – sentou-se na cama – Não me consegui controlar. Desculpa.
- Estás desculpado. – fiz um esgar – Tenho andado muito confusa...
Abanei a cabeça e pousei-a no seu colo, ele começou a mexer nos meus cabelos e cantarolou qualquer coisa, baixou os olhos para mim e eu encontrei-os:
- Deves ainda estar tensa da jornada de ontem... Hoje não nos podemos esquecer que temos cá convidados. – resmougou na última parte da frase, eu ri-me afinal a ideia tinha sido dele – Temos de ter cuidado... – passou os dedo local onde me tinha mordido, aquilo ir-se-ia perlongar durante algum tempo. Tentou beijar-me mas eu pus os dedos á frente dos seus lábios.
- Deixa-me confiar em ti outra vez... – olhei séria para ele - Hm... Tenho que sair durante um bocado - sorri-lhe
Levantei-me e fui até á casa de banho, lavei a cara e os dentes. Voltei ao quarto e apontei-lhe para a porta, ele fez um beicinho:
- Convencido...
Saiu e eu comecei a vestir-me. Encontrei uma saia vermelha com um xadrez preto, e uns collans igualmente pretos, e depois calcei as minhas botas até ao joelho. Vesti uma blusa branca e por cima pus um colete negro. Fui novamente á casa de banho e comecei a entraçar pacientemente o cabelo. Pircings que tinha na minha orelha e mudei-os.
Desci as escadas dois a dois e fui até á sala para encontrar o olhar avaliador do Victor.
- Estás... muito negra. – disse abafando um sorriso, mas depois ficou sério – Essa saia é curta demais.
- Não me digas que estás á espera que eu a vá tirar? Podes esperar sentado. – sorri sedutoramente, ele resmungou.
Ouvimos passos nas escadas e eu dirigi-me para a cozinha. Tinha de verificar se tinhamos alguma comida. Mas para variar o frigorifico estava apenas com alguns sumos e uns iogurtes fora de prazo. Deitei-os para o lixo tal como o pão bolorento. “Vou ás compras.”, sorri há muito que não fazia isso.
Eram sete e meia, dava tempo para eu ir ao centro da cidade, ouvi na sala o Gabriel a distribuir os bons dias alegremente, sorri e fui até á sala.
- Bom dia. Dormiram bem? – eles ainda estavam em pijama.
- Bom dia Lyra, sim perfeitamente bem. E vocês? – respondeu o Will cheguei-me ao pé deles e sorri pondo a mão no ombro dele. Reparei nos seus musculos bem defenidos, e arquejei uma sobrancelha e sorri endiabradamente. Vi o Victor a olhar para mim ameaçadoramente.
- Hm... – suspirei ainda a olhar para os contornos dele – Como os anjos. Bom, eu vou ás compras. – o Victor já se estava a levantar – Eu vou sozinha, vou de mota para ir mais depressa. – baixei-me e apanhei as chaves da minha querida harley e o telémovel quando o Lee perguntou:
- Lyra o que é isso no teu pescoço? Foi um bicho...? – o Victor retesou-se e o Lee fez menção de me tocar, mas eu afastei-o. Pus a mão no pescoço e fingi avaliar a ferida.
- Afinal o bicho mordeu-me. – disse a rir-me – Não te preocupes já passa.
Virei-me e enfiei o telemóvel e a carteira na mala, vi o famoso vampiro a conter uma gargalhada.
Saí a vestir o casaco e fui para o elevador, tirei o leitor de mp3 da mala.
“E que grande bicho...”, pus a mão no pescoço, olhei para o lado e ri-me.
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MensagemAssunto: Re: Cavaleiros das Trevas   Dom Dez 02, 2007 1:03 am

XI – Lyra

Olhei para o sítio onde tinha estacionado, estava dentro de um condomínio. E conseguia ver a entrada, não havia carros excepto um BM preto com uma matrícula que dizia “ANGEL”, pensei se seria o da rapariga, talvez ela tivesse um feitio mais ousado. Olhei para o relógio marcava um quarto para as oito, já estava ali á uma hora quando a garagem ao lado do carro se começou a abrir e vi uma mota, se não me engano era uma harley e depois vi muitas tranças.
Lá estava ela com um sorriso nos lábios e com uns phones nos ouvidos, estava vestida com o seu estilo muito próprio, por mais estranho que se parecesse ela estava sempre graciosa. Parou á frente da garagem a calçar umas luvas e colocou um capacete, ouvi o rugir da mota, “Está bem afinada.” Pensei que ela devia gostar de velocidade.
Quando arrancou comecei a segui-la, conduzia como uma louca, tentei manter uma distância razoavel para ela não se aperceber que eu a seguia. Liguei o rádio e esperei que ela não olhasse para trás. Estavamos a chegar a uma pequena cidade, por isso reduzimos os dois a velocidade e depois ela parou no parque de estacionamento, tirando as luvas e eu fiz o mesmo, esperei que ela também tirasse o capacete e a mala da caixa.
Assim que saiu eu também saí, ela estacou ao ver-me e abriu a boca, eu estava a olhar e parei ao perceber que ela não sabia como havia de reagir, tinha sido muito estupido ao pensar que ela me receberia de braços abertos. Fechei os olhos e abanei a cabeça, “Tinha de falar com ela e ouvir a sua voz outra vez...”, quando voltei a olhar ela já não estava lá, mas a mota continuava no sítio, olhei á volta e vi-a ao meu lado, quer dizer não bem ao lado talvez um pouco mais afastada, mas não me importei com isso.
Ela estava a sorrir para mim afavelmente, virei-me para ela e apesar de não desfazer o sorriso deu um passo atrás. Provavelmente não se tinha esquecido do tiroteio em St Peters onde eu tinha dito aos soldados para atirar a matar.
- Eu... queria pedir-te desculpa, pelo que aconteceu em St Peters. – baixei o olhar e encolhi-me a última coisa que eu queria era que ela se afastasse mais de mim – Por favor, desculpa-me...
Vi um mão hesitante a estender-se na minha direcção, e depois tocou-me ao de leve na minha face:
- Desde que não voltes a disparar sobre mim, estás desculpado. – olhei e percebi que se tinha aproximado, o seu toque era quente e agradável – Vou fazer umas compras queres acompanhar-me, para podermos falar melhor? Foste tu quem falou comigo ontem, não é assim?
Sorri ela tinha-me aceitado vi as suas faces coradas e as suas tranças a mexerem-se na brisa matinal:
- Eu pago um café...
- Ok. – respondeu, avançando por entre os carros, sem qualquer dificuldade, apenas com uma graciosidade felina.
Caminhamos em silêncio durante uns minutos, e chegamos a um mercado, um pouco antigo, ela fez-me sinal para entrar.
- Como te chamas? E que idade tens? – perguntou avaliando umas maçãs. Tinha sido apanhado desprevenido, não lhe podia dizer a minha verdadeira idade. Fiz um curto silêncio:
- Chamo-me Michael e tenho dezoito anos... não vivo muito longe daqui, e estou a estudar em Port Soul... no colégio de Mazaret.
- Hm... uma descrição completa. Agora é a minha vez. – sorriu de través e aclarou a garganta – Tanto quanto sei o meu nome é Lyra Franckly Kitsune, vivo num condominio aqui perto, como deves ter reparado. – olhou para mim acusadoramente e riu-se ao ver-me corar – E não sei qual é a minha escola agora...
Pegou nuns pacotes de leite e po-los no cesto, e eu como cavalheiro que era retirei-o cuidadosamente da sua mão e carreguei-o.
- Oh, obrigada. – continuamos a andar e a falar de muitas coisas ela continuava as compras e eu respondia ás suas questões. Sinceramente não me interessava muito o que eu dizia eu queria ouvi-la falar... queria a sua atenção.
Por fim acabou e foi pagar. Depois ela indicou-me um café e eu levei os sacos contra os seus protestos.
- Tens convidados em casa, é que levas o suficiente para alimentar um regimento... – disse a sorrir.
- Pode-se dizer que sim, tenho em casa dois colegas do colégio que estavam hospedados num hotel... – olhou para mim e analisou o meu rosto, estava a ver se haveria de dizer mais qualquer coisa - Eu partilho a casa com outra pessoa.
Eu estava a olhar para o chão, percebi porque é que ela analisava a minha cara, afinal ela era comprometida. Levantei a cara atordoado com a notícia e dei com os seus olhos vazios, estava a pensar em algo.
- Mas aviso-te que não é aquilo que tu estás a pensar. – o seu olhar estava magoado, ouvi o empregado a chamar-nos para uma mesa. Depois da última notícia o meu ânimo levantou-se assim talvez tivesse uma hipotese.
Ela começou a despir o casaco, e eu vi algo que me intrigou e sobretudo me assustou. Era uma marca de vampiro... tinham-lhe andado a sugar sangue.
- Lyra, o que é isso que tens no pescoço? – olhei para os seus olhos que pestanejaram algumas vezes, poisou o casaco e levou a mão ao pescoço e avaliou através do tacto o que tinha naquele local.
- Olha... não sei. Talvez algum bicho me tenha mordido... – encolheu os ombros e sorriu sedutoramente, não cosegui resistir-lhe. Pedimos um café para cada um e depois continuamos a conversar.
- Estás em que área? – perguntei olhando para as suas mãos em cima da mesa, tive uma necessidade repentina de a tocar.
- Estou em artes, mas tenho um gosto especial pela música. – vi-a a olhar para algo na janela – Porque é que tens essas madeixas brancas no cabelo?
- Fui eu que as fiz... achei que me dava um ar radical. – fiz um esgar e ela riu-se descontraidamente, reparei que era mais alto que ela.
- Eu não diria radical. – avaliou – Mas sim artistico, posso? – levantou a mão para tocar no meu cabelo, eu acenei afirmativamente escondendo a minha vontade, de lhe fazer o mesmo.
Baixei um pouco a cabeça e senti o seu toque macio a afagar o meu cabelo, mas de repente o telemóvel dela começou a tocar, tirou apressadamente a mão da minha cabeça e atendeu o telemovel.
- ‘Tou? – vi a cara dela séria e depois descontraiu-se – Já vou para aí esperem um pouco. Eu estou só a tomar um café com um amigo, vou já. – desligou o telemovel á pressa, abanou a cabeça – Desculpa eu tenho que ir...
- Tudo bem. – levantei-me e paguei a conta.
Carreguei os sacos até ao estacionamento e depois olhei para ela:
- Como é que tencionas levar isto tudo na mota...? – disse a tentar suster uma gargalhada, pois ela estava a olhar admirada para mim e depois para a mota. Deve ter se distraído ao fazer as compras,e eu acabei por desatar a rir, não consegui aguentar o olhar desorientado dela:
- Desculpa mas eu não consegui pará-la... eu levo isto no meu carro. – olhei para ela estava corada mas subitamente a cor desapareceu das suas maçãs do rosto – O que foi...? – perguntei alarmado.
- É melhor que não subas a minha casa... as pessoas que lá estam vão te reconhecer. – olhei para ela e compreendi o que ela queria dizer:
- Não te preocupes eu vou só levar as compras a tua casa, depois vou-me embora. – disse solenemente.
Abri o porta bagagens e coloquei as compras lá dentro e voltei a fecha-lo, reparei que ela estava mesmo ao meu lado e um desejo de torna-la minha assomou o meu espirito. Agarrei-a pela cintura e encostei-a ao carro:
- Michael... o que raio estás a fazer...? – ela lutou contra mim, mas eu disse-lhe ao ouvido muito suavemente, hipnotisando-a com a minha voz:
- Eu juro-te pela minha vida que te vou proteger até ao fim... aconteça o que acontecer eu estarei lá. – olhei para ela já não estava sob o efeito da hipnose, mas também não se mexia estava espantada. Encostei a cabeça ao peito dela.
Senti as suas mão no meu peito a empurrar-me. Afastei-me rapidamente dela abanando a cabeça:
- Desculpa, desculpa... eu não queria... não fiques zangada. – vi a sua cara corada ela estava ofegante, e olhava para mim constrangida – Perdoa-me...
- Não te preocupes, mas para já é melhor que as coisas fiquem como estão... É para o teu bem... Se tivesse noutra situação... – sorriu-me tristemente.
- Eu não vou retirar o meu juramento e de qualquer forma vou descobrir quem tu és e quando o fizer serás a primeira a saber tudo... – virei-me e entrei no carro, “Sou tão burro!”. Ouvi a mota a arrancar, fiz o mesmo e partimos, novamente para casa dela.
- Lyra.....
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MensagemAssunto: Re: Cavaleiros das Trevas   Dom Dez 02, 2007 1:05 am

XII – Colégio de Mazaret para sobredotados (1ª parte)

A última coisa que eu esperava era que aquele rapaz estivesse apaixonado por mim, tendo em conta que á uma semana ou mais tinha tentado matar-me, estava ainda mais confusa...
Ele deixou-me em casa com os sacos á porta, o tempo estava bastante nublado, graças a deus. Subi no elevador ainda com estes pensamentos, quando reparei que o relógio marcava nove e meia da manhã, “Oh meu deus!!!” pensei, já estava a ver a quantidade de perguntas que iram aparecer. Abanei a cabeça e abri a porta de casa com um esforçado entusiasmo:
- Finalmente em casa! – disse o Lee – Estou a morrer de fome...
- Desculpem... – corei tinha ficado mais tempo do que o previsto, com o Michael.
Fui para a cozinha e deparei-me com o Victor encostado ao frigorifico com cara de poucos amigos, aproximou-se e senti-o a aspirar o ar á minha volta. Olhei para ele com uma curiosidade simulada. “Com quem estavas...?”, a voz dele estava profunda mas controlada, cerrei os dentes e disse em voz alta:
- Com um velho amigo, sabes o rapaz que costumava ajudar-me com os livros antigos. – não estava a olhar para ele continuei a arrumar as coisas, era mais facil mentir-lhe assim, de qualquer forma tinha de lhe contar. “Temos que falar na biblioteca...” disse-lhe mas agora estava a olhar sériamente para ele, “Prometi-te que dizia a verdade, agora tu promete que não vais perder as estribeiras...” vi-o a inspirar profundamente estava zangado.
Aproximou-se de mim e pegou na toalha, sissibilou ao meu ouvido:
- Prometo.
Saí da cozinha com as coisas para por a mesa, quando acabei disse:
- Malta vamos comer!... Eu estou com fome.
- Ei! Mas tu já bebeste café. – disse o Lee na brincadeira – Olha os nossos pais telefonaram eles vem cá buscar-nos, para fazer as inscrições. – encolheu os ombros e depois riu-se – Mas eles perguntam se podemos continuar cá, visto que vamos para o mesmo colégio.
- Ya, o meu pai disse que vocês tinham sido muito simpáticos em acolher-me. – disse o Will agora a pegar no leite e a verter para a chávena – Queres?
- Sim. – estendi a minha chávena –Já agora para que escola ou colégio vamos...? – perguntei por curiosidade, estava a levar o leite á boca para beber, e digo que graças a deus que estava sentada, quando o Will replicou:
- Se eu não me engano vamos para Port Soul... para o Colégio de Mazaret para sobredotados...
Engasguei-me e fiquei sei ar...
- O QUÊ!!! – gritei quando consegui falar.
O Victor olhava agora para mim de um modo incriminatório.
- Qual é o mal...? – tentei pensar em algo óbvio, nunca pensei que conseguisse.
- Esse colégio tem muita reputação... não será um pouco perigoso demais. – questionei mais calma, mas ainda alarmada. Não valia a pena saberem que o Michael estava lá a estudar.
- Se gritaste por causa disso, não vale a pena. – disse abanando a cabeça mais descançado – A minha faculdade faz parte da mesma cadeia de escolas. É a faculdade de Mazaret e eu conheço bem o reitor, por isso não haverá problemas...
Senti que tinha ficado mais branca que o cal, com ele lá ao pé, com o Michael e sabe-se lá que mais... pus a mão na testa e disse entre dentes:
- E eu que não queria dar nas vistas...
- E não vais... quer dizer pelo que eu percebi só há mesmo mais vagas para vocês os três, mas de resto não haverá problema.
Olhei para ele com os olhos semicerrados, e suspirei alto. Olhei para o relógio e vi que eram dez horas.
- De qual quer forma eu quero manter todas as actividades que tinha – encolhi os ombros e peguei num pão – Espero que tenham tudo nessa escola. Eu não tenho que me inscrever também..? É verdade quando é que os vossos pais veêm?
- Calculo que eles apareçam por volta das onze, quanto a ti o teu irmão já te inscreveu...
“Tudo bem...” pensei levantando-me da mesa olhando em volta, “Graças a deus que o Gabriel mantém o pó limpo...”, arrumei umas revistas, peguei numa garrafa de água vazia e no meu casaco pendurando-o no bengaleiro e deitei a garrafa fora.
- Os vossos pais sabem a morada e o andar? – continuei na minha pesquisa por algo mais desarrumado. – Vou arrumar a biblioteca... – olhei para eles estavam a levantar a mesa atabalhoadamente, ri-me, “Os rapazes não têm jeito para nada.”.
- Sim, aliás, os nossos pais são amigos por isso provavelmente veêm juntos, e de qualquer forma ali o Victor disse para lhes dar-mos a morada. – o Lee encolheu os ombros e abanou a cabeça.
Dirigi-me para a biblioteca, olhei para os buracos que estavam vazios nas enormes estantes.
Só reparava como esta divisão era grande quando a tinha de limpar. Era quase tão grande como um salão de baile, tinha duas escadas em caracol uma de cada lado, para se poder aceder ao piso superior da bibliotaca, para além disso havia os escadotes para se poder procurar livros nas estantes mais altas. Por toda a divisão podiam ver-se sofás e candeeiros, mesas pequenas e plantas, era uma sala escura á moda do Victor.
No fundo da sala coberta de livros estava a minha secretária desarrumada e pior que isso eram as pilhas de livros espalhadas. Sorri endiabradamente, levantei os braços e concentei-me.
De um momento para o outro os livros tinham levantado voô e estavam agora nos seus devidos lugares, avancei até á mesa e fiz esvoaçar todos os papeis para dentro de uma gaveta, arrumei os cd’s no pequeno armário que tinha ao lado da secretária.
E depois voltei ao normal olhando em volta para ver se me tinha escapado algo, e vi o sofá onde eu e o Victor tinha-mos estado na noite anterior, o meu coração acelarou quando vi a mancha de sangue seco no sofá e a faca de papel no chão. Baixei-me e apanhei a faca, colquei-a em cima da mesa. Sentei-me no sofá e toquei na mancha, “O que é que vou fazer contigo...?” não queria tira-la dali afinal tinha sido a minha primeira marca de vampiro. “Sentimentalista...” pensei.
- O que se passa? – perguntou alguem atrás de mim tocando no meu pescoço, exactemente naquele local. Virei-me e vi o Victor com um sorriso enorme:
- Assustás-te-me, seu espertalhão!! – estava com o coração aos pulos.
- Desculpa, o que se passa? – baixou-se e falou ao meu ouvido – Estás a pensar o que é que vais fazer com isso, que fiz ontem...? – estava agora inclinado sobre o meu pescoço e tocou com os lábios nas marcas que ele fizera.
- Está quieto. – disse afastando-o, ou tentando afastar – Temos visitas que estão a chegar... - tocaram á porta. Levantou-se relutantemente, e olhou para mim divertido com qualquer piada privada dele.
- A seguir vamos falar.
Coloquei uma manta sobre o sofá e fui abrir a porta, olhei para trás o Will e o Lee estavam muito bem arranjados, e nervosos. Quatro pessoas estavam á porta as duas senhoras eram louras, uma delas com as rugas mais acentuadas e um homem tinha cabelo castanho escuro e o outo tinha o cabelo preto embora com alguns cabelos brancos.
- Bom dia, sejam bem-vindos. – sorri de forma amável, desviei-me – Façam o favor de entrar.
- William!
- Lee!
Vi as duas senhoras a apressarem-se para abraçar os filhos agora envergonhados, os pais juntaram-se depois de me darem um aperto de mão.
- Muito obrigada por albergar os nossos filhos... – ouvi o Seamuor a segredar á mãe que os meus pais tinham morrido quando eu era pequena, vi a senhora a acenar – Eu sou o Robert, o pai do William e esta é a minha esposa Matilde, aquele senhor é o Jonh e a senhora a Marta, eles são os pais do Lee. Como se chama a senhorita...?
- Lyra Kitsune, é um prazer conhece-los. Por favor acompanhem-me. – levei-os até á biblioteca onde o Victor estava a ler descontraidamente, o pais estavam a falar com os filhos, corei aos perceber que género de conversa eles mantinham, depois ouvi as duas senhoras a falar sobre mim e a casa, até que viram e calaram-se. O Victor levantou os olhos do livro conforme eu me aproximei, vendo as pessoas e a seguir colocou-se em pé ao meu lado. As mães esbogalharam os olhos.
- É um prazer conhece-los, eu sou Victor Deaver, o irmão-tutor da Lyra. – parou deixando as senhoras a fazerem um olhar aprovador – Por favor sentem-se.
- Agradeço novamente, o que fizeram pelos nossos filhos... – o Sr. Hall cofiou o bigode – Têm uma magnifica casa...
- Por favor senhores venham conhecer o resto da casa... – disse o Victor – As senhoras ficam?
- Sim ficamos a beber o chá... – olhei para a mesa pequena á nossa frente e vi que tinha um tabuleiro com chavenas, bule e biscoitos. Servi a Sra. Seamour e mãe do Hall serviu-se sozinha – Então minha jovem perdes-te os pais quando eras pequenas foi isso? – olhei para ela neutralmente embora algo me estivesse a fazer perder o equilibrio.
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MensagemAssunto: Re: Cavaleiros das Trevas   Dom Dez 02, 2007 1:06 am

XII – Colégio de Mazaret para sobredotados (2ª parte)

- Sim... perdi a memória, desses dias. Apenas me lembro do meu irmão Deaver a ir-me buscar a um hospital. – disse de forma a que a Sr Seamuor não continuasse as perguntas, o que resultou, pois passamos a meia-hora seguinte a falar de coisas futeis.
- Ora esta casa é magnifica – disse o Sr Hall, ao aproximarem-se de nós – Bom nós temos de ir, depois voltamos a traze-los aqui. – vi o Victor a olhar para mim preocupado, levantei-me e mantive uma expressão séria, mas serena.
- Foi um prazer te-los cá... eu acompanho-vos á porta. – deixei-os ir embora com uma leve despedida, e voltei para ao pé dele, atirando-me para um sofá agarrando a cabeça com as duas mãos.
- O que se passa?
- Estou com dores de cabeça... nada mais.
- Então vamos conversar. – chegou-se ao pé de mim, sentou-se e exalou o meu cheiro – Este não é o cheiro do rapaz da livraria... – olhei para ele assustada com os caninos a crescerem, tinha de aprender que quando estava zangado eles apareciam, no entanto ele estava controlado, mostrando um rosto sereno.
- Foi o rapaz que entrou na minha mente... o mesmo rapaz que tentou matar-me em St Peters... – continuei a olhar para o chão – Mas ele tinha ido ter comigo para pedir desculpa, e para me dizer que vai tentar descobrir quem sou. – senti ele a irritar-se.
- E foste beber um café com o rapaz que te tentou matar... muito bem. – disse irónicamente – E já agora revelas-te-lhe todos os teus segredos? – estava a ser sarcástico.
- Não, não disse nada, o Michael... – já estava de pé e ele estava a olhar para mim com as sobrancelhas arqueadas, os seus olhos estavam escuros.
- Então também já sabes o nome dele, hm... , já estou a ver...
- Não! – gritei, ele espantou-se – Não estás a ver nada, ele jurou que me ia proteger, acontecesse o que acontecesse, e ele estava a dizer a verdade! – senti aquela furia hedionda. Os meus sentimentos por mudaram rápidamente, “Como poderia gostar de alguém como ele?”, abanei a cabeça – Eu pensava...
- E não basto eu para te proteger!? É preciso outros!!? – os seus olhos estavam agora vermelhos – Quantos homens precisas de ter á tua volta, para te sentires protegida! – disse furisamente, retesando-se a seguir.
- És tão.... animal!! – não encontrei uma palavra mais adequada – Ele ao menos é HUMANO!! – gritei em plenos pulmões, virei-lhe as costas e comecei a correr até á porta, eu tinha pisado as marcas.
Porém ele foi mais rápido; agarrou-me no pulso e puxou-me até ele, com uma força colossal prendeu-me de costas para ele.
- Estás a esquecer-te de um pormenor, Lyra. – fincou cada palavra – Eu salvei-te á doze anos atrás, por isso tu és minha a bem ou a mal. – largou um dos meus pulsos e puxou a gola da camisa para o lado, e mordeu-me no mesmo sitio que ontem.
Mas desta vez magoou-me. Estava decidido a transformar-me.
- Victor!! Pára, estas a magoar-me... – disse com a voz a fraca lutando contra ele, mas ele continuava intrincado na sua tarefa.
Continuou a sugar o meu sangue, sem parar para pensar. Senti as lágrimas a vir aos meus olhos.
- Eu não quero... – comecei a soluçar e a tremer, e senti-me desfalecer.
Então ele parou, largou-me em cima do sofá, deixando-me a chorar. Olhei para ele como os olhos marejados de lágrimas, estava longe de mim, com um olhar arrependido. Tinha-se encostado a um armário deixando-se escorregar até ao chão, fechou os olhos e eu também... não era a primeira vez que estava ao pé dele e tinha tido medo. Tinhamos nos magoado aos dois. Passado um bom bocado, levantei-me tendo o cuidado de verificar se me conseguia manter em pé, e fui até ao pé dele.
- Desculpa, Victor...
Olhou para mim e voltou a fixar o chão durante um pouco e depois agarrou-se a mim frazendo com que eu me baixasse devagar, e enterrou a cabeça no meu peito. Eu afaguei-lhe cuidadosamente o cabelo. Ficamos assim durante o que pareceu uma eternidade, e depois falou:
- Desculpa, eu não sei o que se passou comigo... Eu também não te queria magoar. – parou e olhou para mim – Faz parte da tua natureza confiares nas pessoas, eu sei mas... Depois de saber que ele te tentou matar como é que eu posso confiar nele. – abanou a cabeça.
- Creio que é a primeira vez que eu tive verdadeiramente medo de ti... – retesou-se ao ouvir estas palavras e olhou para mim com uma expressão assustada. Agarrou-me com força, e não me deixou sair dali.
- Não me vais deixar pois não...? – eu fiquei em silêncio e abanei a cabeça, não tinha a certeza do que responder, eu queria sair dali.
Não sei quanto tempo estivemos assim, mas a seguir levantamo-nos e fomos cada um para seu quarto, pensar no que tinhamos feito. Tomá-mos banho e almoçamos em casa e em silêncio. Não era a primeira vez que acontecia algo assim.
Depois o Will e o Lee chegaram, e passamos o resto do dia assim.
Amanhã partiriamos para Pot Soul. E nem eu nem ele estavamos dispoistos a falar mais do que o estritamente necessário.Os dois convidados foram deitar-se cedo por causa da viagem que os esperava. Eu, também me foi deitar pouco a seguir a eles.
- Boa noite. – disse.
Subi as escadas depressa e entrei no quarto, para acabar de arrumar as coisas. Olhei para a lista que tinha feito para ver se não me tinha esquecido de nada e depois vesti o pijama para me deitar.
Mais tarde por volta da uma da manhã, ouvi o Victor a vir para cima e a dirigir-se para o seu quarto. Fiquei á escuta durante uns minutos e acabei por ouvi-lo a abrir a porta do quarto outra vez, e a abrir a porta do meu, e fechou-a.
Passados uns segundos senti-o a entrar dentro da minha cama sorri, ele estava arrependido.
- Desculpa. – murmurou, eu virei-me para ele e encostei a cabeça ao seu peito.
Passado um pouco adormece-mos nos braços um do outro.
Quando acordamos com o despertador já tudo tinha voltado ao normal, ainda estavamos juntos eu levantei-me, e peguei nas roupas que tinha escolhido para vestir e dirigi-me para a casa de banho. Ele estava a olhar para mim.
- Aconselho-te a sair daqui para te ires vestir. – disse normalmente, mas acrescentei – Não queria ver o que iam dizer aqueles os dois se te apanhassem no meu quarto assim vestido...
Olhou para si próprio e percebeu; estava vestido só com as calças do pijama, era o habitual. Levantou-se e saiu. Eu lavei-me e vesti-me rapidamente.
Desci as escadas trazendo as malas mais pequenas comigo, envergava a camisola de lã branca e umas calças de cabedal pretas, com as habituais botas. Tinha apanhado o cabelo com vários pínceis. “Muito artistico...” disse alguem na minha cabeça.
- Victor podes trazer os malões para baixo? – pousei as malas pequenas á porta e entrei pela sala a dentro, o Will e o Lee já lá estavam também vestidos mais formalmente. – Já comeram alguma coisa?
- Não...
- Então venham, mas comemos ali na cozinha. – entrei e peguei nas canecas pousado-as, e tirei o pão da caixa – Sirvam-se das coisas que estão no frigorífico.
O Lee não se fez rogado e começou por passar o leite ao Will e continuou a tirar mais coisas.
- Já reparáram que nós vamos entrar no meio do período?
- Não tinha ainda pensado nisso, viste a lista de material, era enorme, os nossos pais, tentaram comprar tudo ontem... e não sei se conseguiram... – respondeu o Lee
- Oh... o Victor já me comprou tudo. – olhei admirada para eles, eu é que estava no hospital.
Ouvi a porta a abrir-se e a fechar-se, espreitei, já não havia malas na sala. Engoli-mos o pequeno almoço á pressa e saímos de casa pegando nas restantes coisas.
Tinha vestido o meu casaco branco, estava mesmo frio... Olhei para a traseira e vi a minha mota presa e tapada com a protecção, entrei no carro.
A viagem foi relativamente rápida, ele não podia acelara muito por causa do atrelado com a mota, mas mesmo assim foi breve. Conforme nos aproximava-mos mais densa ficava a floresta, então vimos a cidade que ficava perto de um enorme lago, circundado por uma magnifica floresta.
Foi paixão á primeira vista quando vi o castelo que seria a nossa escola, tendo várias casas á volta, igualmente trabalhadas.
- Brilhante... – disse, consegui perceber que o Victor se estava a rir.
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MensagemAssunto: Re: Cavaleiros das Trevas   Seg Dez 03, 2007 1:51 am

Escrevi este capitulo ao som de You Could Be Happy dos Snow Patrol, very good music!

XIII – Os Filhos de Port Soul

Estava extasiada com o edificio, não havia mais nada na minha cabeça a não ser a delicada arquitectura do edíficio. Era um sábado muito nublado.
- Está a admirar a paisagem... – riu-se o Will, voltei á realidade após este comentário.
Reparei que dois senhores se estavam a dirigir a nós, eram com certeza assistentes.
- Bom dia, podiam dar-nos a bagagem? – sorriu calmamente.
- Com certeza, onde podemos por a mota? – perguntou o Victor abrindo o porta bagagens.
- Tudo será colocado nos dormitórios correspondentes.
- Muito obrigado... – disse eu.
O Victor liderou-nos até ao gabinete do director, eu ia simplesmente a apreciar tudo o que estava á minha volta. Passamos por arcadas e algumas salas, havia sempre recantos onde havia uma estátua ou uma pintura, era uma pequena maravilha para aqueles que tinham imaginação. Parámos diante de uma porta, o Victor bateu suavemente.
- Entrem, entrem...e sejam bem vindos a Mazaret! – por de trás de uma secretária estava um senhor de uma estatura normal, era um pouco roliço mas apresentava uma cara bondosa, a sua voz era melodiosa – Ora, Victor, é bom ver-te rapaz!
Levantou-se e deu um abraço a ele, e depois avaliou-nos a nós que iamos ser os seus alunos. O seu olhar ficou mais brilhante ao olhar para mim, era como se estivesse á espera á muito tempo, para me ver.
- Desculpe Senhor Coleman, mas eu também tenho aulas, e já faltei a muitas. – o Victor sorriu.
- Claro, vai. – virou-se e deu-me um prolongado beijo na testa.
- Vê-mo-nos nos fins-de-semana...
Olhei para ele espantada ía-nos deixar ali assim....
- Bom, quanto a vocês são os últimos a entrar este ano... – fez uma pausa e avaliou-nos – Seja como for, vocês entraram para uma academia de sobredotados, tal como a vossa antiga escola, mas aqui somos um pouco mais exigentes, e estamos a meio do primeiro período por isso esforcem-se. – bateram, novamente, á porta e entraram dois rapazes com um uniforme muito invulgar, eram ambos dois rapazes normais – Ah já cá estão, apresento-vos o Martin Oliver e o Marc Poskitt. Por favor levem estes dois rapazes, vão para o vosso dormitório.
Apresentá-mo-nos a eles eu despedi-me do Will e do Lee, sentindo-me sozinha. Foi a última vez que falei com eles... nunca mais fiquei tão ligada ao mundo humano. Fiquei á espera que aparecesse uma rapariga para me vir buscar, mas não veio.
- Lyra... – o director olhava carinhosamente para mim – Eu estou a par de todos os pormenores acerca de ti e do Victor. – fez uma pausa para eu me poder recompor da notícia – Vocês chegaram numa altura em que eu não tenho praticamente nenhumas vagas, ou seja os dormitórios femeninos estão cheios.
Suspirou fundo e olhou para mim, a seguir abriu uma gaveta, e retirou um embrulho volumoso.
- Eu tenho de te colocar num dormitório masculino... – eu arregalei os olhos, e ele riu-se – Sabes eu não tenho só humanos nesta escola... eu também tenho vampiros...
Tinha fechado os olhos mas espantou-se quando os abriu. Esta informação tinha aumentado as expectativas acerca deste local. Eu agora estava de braços cruzados e tinha posto um sorriso endiabrado, ele acenou e ficou mais descansado com a minha reacção.
- Prefiro confiar em ti para ficares no dormitório deles... são só rapazes. – ele levantou-se e foi até ao pé de mim – Eu dou-te isto porque, quero garantir a tua segurança... e a deles. Sei que tens aulas de defesa pessoal, por tanto ficas responsável por eles.
Dentro do volumoso embrulho de veludo estava uma magnifica arma prteada, algo veio á minha cabeça, uma recordação, espreitei e vi que tinha também uma corrente na ponta da arma e umas munições.
- Eu depois dou-te mais munições, agora vamos andando...
Caminhámos em silêncio, para fora da sala, e pelo corredor até ao exterior, eu queria falar, mas não queria que mais ninguem ouvisse. Olhei á volta.
- O senhor ensinou o Victor aqui nesta academia... de Mazaret?
- Sim fui, e ele era um exelente aluno... mas muito violento. No enteanto era o único capaz de te ter a salvo.
- Eu lembro-me... – fiz uma pausa para avaliar as palavras - Que nos primeiros tempos, não foi com o Victor que eu estive, foi consigo, não foi? – eu estava a olhar para o chão e depois olhei para a cara do director. E vi que a sua cara bondosa exalava alegria.
- Então lembras-te de mim... Nunca pensei que acontecesse, não te perguntás-te a ti mesma quem é que te tinha adoptado...?
- Sim, mas... a minha memória nunca foi muito de fiar e eu lembro-me mais do Victor por isso assumi que tinha sido ele...
O director abraçou-me num gesto muito paternal, algo que eu nunca tivera, á muito tempo. Percorremos o caminho a falar animadamente, apesar do frio que se fazia, estava nublado.
Chegamos a um edificio grande tão antigo como o da escola, “Sem dúvida que os outros foram construídos postriormente.”, disse a mim mesma, estavamos mais distanciados dos outros dormitórios, agarrei a mochila, lá dentro estava a minha arma.
- As tuas coisas estão lá dentro, incluindo o teu uniforme. Toma as chaves do dormitório. – olhei espantada - O Victor vem aqui muitas vezes e fala de ti... É provavel que estas pessoas saibam algumas coisas sobre ti, sabes eu falo muito. – sorriu amistosamente – Porque nasceram cá, eles são bem conhecidos, tendo a maior parte das raparigs fracos por eles... três deles são vampiros de sangue puro.
Vi a minha mota estacionada numa das garagens. Avança-mos até á porta, e como estava aberta entrá-mos, senti um ligeiro odor a sangue. A seguir fomos até á sala. Vi-os, eram cinco, eu nunca tinha visto tantos juntos.
- Apresento-te os Filhos de Port Soul.
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MensagemAssunto: Re: Cavaleiros das Trevas   Sex Dez 07, 2007 12:53 am

XIV – Guardiã

Assim que entrei na sala todos me fitaram. Eu estava estranhamente calma e eles aperceberam-se disso, ou pelo menos um deles, pois estava a sorrir.
Curiosamente, foi ele que me chamou primeiro á atenção; tinha o cabelo negro comprido até á base do pescoço. Estava cortado com tamanhos diferentes, dando-lhe um ar selvagem. Tinha uns olhos cor-de-mel magnificos, que se encaixavam perfeitamente na sua cara angular. Ele era lindo.
Tive de despregar o olhar dele e dei umas vista de olhos nos outros que agora também começavam a esboçar sorrisos.
- Apresento-vos a Lyra Kitsune. – pos um braço á volta do meu ombro – Lyra, aquele rapaz com o com a camisa branca é o Lucas, aquele que tem o cabelo louro é o Raphael, o que está ao lado é o Phillip, o que está de pé é o Daniel e o que está a ler é o Alexiel. Ele também está em artes, embora um ano adiantado ao teu, creio que vão ter algumas aulas juntos... Ali o Phillip também é de artes e está no mesmo ano que tu.
O nome do último rapaz foi o que eu decorei primeiro por ser, aquele que eu achava lindo... os outros serão com o tempo. Olhei em volta a analisar o resto da sala e sorri, Romantismo e Idade Média, estava tudo muito bem exposto, poder-se ia dizer que quem ornamentou a sala tinha bom gosto. Suspirei estava apaixonada pelo local, já para não falar no mistério.
- Bom, Lyra espero que saibas cozinhar... – olhei para ele admirada – Assim eles já não vão ter que ir jantar á cantina... A despensa esta cheia, e podes começar já com o almoço.
Comecei a rir-me, e abanei a cabeça estava a ver o que tinha a caminho... muito inteligentes mas pouco doutados para as coisas simples.
- Tenho que me ir embora. – apontou para mim – Tu vais ter as extracurriculares habituais, só que uma delas será em particular... Adeus e divirtam-se! – saiu.
Percebi imediatamente a aula á qual ele se referia, o treino de luta, era relativamente importante logo agora que estava com tantos vampiros. Comecei a tirar o casaco e pendurei-o no bengaleiro ao pé da porta, quando voltei eles continuavam a olhar para mim, falei e a minha voz estava clara e límpida:
- É um prazer conhecer-vos a todos. – arquejei as sobrancelhas – Sabem me dizer onde é o meu quarto? – a esta pergunta um deles levantou-se e olhou para as malas.
- É só isto? – perguntou com uma voz cristalina, estava espantado, eu pestanegei, achava isto muito mas ele não.
- Sim... e já é muito...
Sorriu e encaminhou-se para o andar de cima, eu fui atrás inspecionando cada centimetro da casa, quando chegamos ao andar de cima percebi como a casa era grande. Havia um hall, e depois disso umas salas, mas depois ainda havia outro arco onde estava uma sala quadrada com três portas.
- Estas salas aqui, são de estudo ou no nosso caso, as de pintura nós estudamos na biblioteca lá em baixo. – deduzi que este era o Phillip, o seu cabelo era castanho e os seus olhos igualmente castanhos, abriu a porta para me mostrar uma sala cheia de materiais especializados em artes, depois abriu uma segunda porta e do outro lado viam-se instrumentos musicais, mas o que me agradou mais foi a piano de cauda magnifico.
- Uau!! – sussurrei, estava, mais do que nunca, entusiasmada.
Voltou a fechar a porta e passámos pelo arco.
- Estes são os quartos. – atravessou a sala quadrada e abriu a porta que estava alinhada com o arco, viu-se uma pequena sala comum com duas portas – Deste lado é o teu quarto, e deste o do Alexiel.
Olhei espantada, técnicamente nós tinhamos de dividir o quarto. Abriu a porta do lado esquerdo, e eu esbugalhei os olhos. Era enorme. Tinha uma cama onde cabiam três pessoas, que continha um tecto fazendo com que esta estivesse ladeada por um véu, havia um tocador, duas cómodas, um guarda vestidos e uma escravaninha, já para não falar de uma casa de banho. Reparei que em cima da cama estava um uniforme negro.
Ele tinha posado as minhas coisas, e estava a rir-se da minha tamanha admiração.
- Diz uma coisa... – olhei para ele com um sorriso – Tu cozinhas?
- Sim, afinal é uma arte. – olhei para o relógio, marcava onze e meia – E se quero fazer almoço para todos o melhor é começar....
Olhou para mim e sorriu, se todos fossem assim simpáticos, ia ser muito fácil.
Descemos sem pressa e quando chegamos á sala já alguns se tinham ido embora, o Phillip pos a mão no meu ombro e levou-me á cozinha. Ficou comigo durante algum bocado a explicar-me como todos eles tinham experimentado cozinhar,e como tudo tinha corrido mal. Eu perguntei-lhe se gostavam de algo em especial e ele respondeu de imediato lasanha. Ao que eu perguntei se era voto unânime ou único. Eu ri-me com ele e depois ele disse:
- Bem eu vou para a sala por a mesa... se precisares de algo pergunta a mim ou aos outros.
Agora que estava sozinha permite-me a um olhar avaliador pela cozinha, era espaçosa, e estava bem equipada. Tratei de por as mão á obra. Conforme ia trabalhando ia ficando com calor por isso retirei a camisola de lã ficando com uma camisa. Ao meio dia e meia estava tudo pronto, fui até á sala e vi o Alexiel no mesmo sítio e o Phillip a jogar consola no outro, cheguei-me ao pé deles e disse estafada:
- Já está pronto! – o Phillip alegrou-se como uma criança e eu por pouco não desatei ás gargalhadas.
- Vou chamar os outros! – pos-se em pé rapidamente, e eu virei-me para a cozinha e foi buscar a comida. Sem dar conta fui seguida pelo Alexiel que apareceu por trás de mim:
- Eu levo... – disse numa voz suave e sussurrada, agitou-me um pouco o facto de eu não o conseguir ouvir ou sentir. Corei ao sentir a mão dele roçar no meu braço, o seu toque era gelado. “O do Victor nunca era...” pensei para mim.
Levou o tabuleiro até á mesa e eu fiquei parada a olhar para a mesa tinha tudo... incluindo um comprimido pequeno em cada copo. Reconheci imediatamente o que era, por isso fui até á cozinha e enchi um jarro de água, e levei-o para a mesa. O Victor alimentava-se muitas vezes com eles. Aqueles comprimidos reagiam á água e efeverchiam dando origem a um bom copo de sangue. “Yack!” pensei.
O Phillip e o Alexiel já estavam na mesa quadrangular, mais aquele que eu pensei ser o Lucas. Vi o Alexiel a apontar discretamente para o lado dele. Percebi que aquele era o meu lugar e que muito provavelmente ele era um dos que tinha o sangue puro, pois ele exalava uma aura autoritária.
Sentei-me a seu lado e os outros dois apareceram, esperaram que me servisse e depois serviram-se a si mesmos. Durante os primeiros minutos estava tudo muito calado e depois um dos que tinha chegado mais tarde á mesa pos-se a olhar para mim e eu senti uma pressão na minha cabeça e sorri:
- Isso comigo não resulta. – olhei para ele, estava admirado fui, cuidadosamente, a sua mente ver o nome dele - Odeio que me façam isso Raphael. – sorri educadamente e continuei a comer e o Lucas, deduzi eu, perguntou:
- Porque é que estás tão á vontade ao pé dos vampiros...? – eles estavam mais ou menos á vontade... eu tinha noção de o quanto o meu cheiro era apelativo. Os seus olhos estavam semicerrados, os restantes ocupantes da mesa também olhavam para mim. Fiquei surpreendida pelo director não ter contado. Suspirei fundo.
- Desde dos meus cinco anos e meio que eu vivi com um vampiro. – pensei no Victor e a minha testa enrugou-se, se calhar viria amanhã ver-me, arrepiei-me ao me lembrar dos últimos acontecimentos. Olhei á minha volta e eles estavam admirados, creio que nunca tinham conhecido uma humana assim.
- A sério!? – perguntou o Phillip, estava a sorrir – Porque é que vives com ele? – quis saber, ao fazer esta pergunta eu fiquei séria e tensa, ainda não era altura de partilhar os meus segredos. Assim mantive-me em silêncio e olhei o Phillip nos olhos, graças a deus o Alexiel compreendeu.
- Creio que esse tema ainda é muito fragíl para ser abordado agora... – sorriu – Em que escola andavas antes desta? – olhei e descontraí o meu corpo, suspirei profundamente.
- Andava em St Peters...
- Foi assaltada, ouvimos nas notícias. – disse o Daniel – Tu vieste com mais dois rapazes, não foi? São teus amigos? – sorriu.
- Sim eles vieram comigo, mas não os considero bem amigos, apesar de tudo...
Voltou tudo ao silêncio até ao final da refeição. E o Lucas disse satisfeito.
- Temos cozinheira!... – e bebeu o resto do seu copo. Os outros acenaram afirmativamente, e eu preparei-me para levantar a mesa e lavar a louça.
- Não, não disso trata-mos nós... Vai arrumar as tuas coisas. – disse o Raphael u pouco rispidamente, com o Lucas e o Daniel ao lado, enquanto que os restantes foram para o sofá. Eu também fui para a sala quando o meu bolso vibrou com o telemovel. Era o Victor, reparei que eles olhavam para mim interessadamente.
- Estou?
- Oi, então tudo bem por aí? Como está a ser? – estava cansado.
- Está tudo bem, não houve nenhuns problemas até agora. – olhei para eles com olhos penetrantes, o Victor não sabia que eu estava com eles.
- Olha eu vou á vila no próximo Domingo, aparece para falarmos sobre uma coisa, chamada Michael... – engoli em seco e fiquei entresteci a expressão.
- Temos mesmo falar desse assunto específico, é que ainda não o encontrei...
- Logo veremos... tenho de ir. Beijos, adoro-te.
- Eu também.
Desliguei e atirei-me para o sofá, mas a seguir levantei-me e fui para cima. Tinha-me esquecido da marca que tinha no pescoço. Entrei no quarto e tirei de dentro do saco um penso e coloquei-o no pescoço. Fiquei mais descançada.
Comecei a arrumar as coisas, pousei a mala grande em cima da cama e desfi-la. O mesmo fiz com as outras pus em cima da mesa de cabeceira o mp3 e as chaves da mota. Arrumei tudo o mais rápido que consegui.
Desta vez senti algo quando o Alexiel entrou, o mal é que já estava ao pé de mim.
- Tu és uma rapariga invulgarmente bela... e com um cheiro muito tentador. – disse quando eu me virei para ele, corada. Estavamos a apenas uma questão de centimetros, esticou a mão para o meu pescoço, senti os dedos gelados a tirar o penso e passando-os pelas marcas – Esse vampiro trata-te assim tão mal...? – o seu toque de veludo fez-me arrepiar, não consegui responder logo. Estava paralizada e levemente confusa.
- Não, não... – tive que desviar os olhos dos dele porque senão não me concentrava o suficiente.
- É que estas marcas de caninos foram feitos, com demasiada força... – pos a mão no meu queixo para me obrigar a olhar para ele – Nós aqui também te temos de proteger, tal como tu nos proteges a nós. - tive uma vontade irresistivel de lhe contar a verdade.
- Eu e ele discutimos no dia anterior... ele ficou zangado e fez-me isto. - fechei os olhos .
Voltei a abrir os olhos e ele estava sério, a olhar para mim. Então baixou-se até ao meu pescoço os seus lábios eram frios mas suaves, eu fiquei paralizada. Senti algo fresco naquela zona. Depois afastou-se e sorriu:
- Adeus Guardiã.
Foi-se embora, levei a mão ao pescoço, já não havia marcas nenhumas. A minha cara estava a ferver, aquele rapaz punha-me o coração aos pulos.
O restante dia passou-se rapidamente o Lucas e o Phillip aproveitaram o tempo para me mostrar a academia. Olhei para o céu repleto de nuvens e sorri.
- Isto está preste a tornar-se interessante.
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MensagemAssunto: Re: Cavaleiros das Trevas   Seg Jan 07, 2008 10:51 pm

Desculpem mas eu estou com um grave bloqueio... e não consigo sair daquele capítulo...
Eu prometo que vou continuar a história...
Deixei-me apanhar uma grande lufada de ar ou então isto vai sair demasiado á pressão...

Sorry... x///x
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MensagemAssunto: Re: Cavaleiros das Trevas   Dom Abr 13, 2008 3:07 pm

Beem.

Começei a ler no inicio e depois perdi o fio á meada..

._.'

Mas escreves tao bem. *-*

Quando tiver mais tempo livre vou continuar a le-la todinha.

Keep.

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MensagemAssunto: Re: Cavaleiros das Trevas   Qua Jun 18, 2008 11:27 pm

Mesmo bonita, muito bem escrito.

More, more, more!
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MensagemAssunto: Re: Cavaleiros das Trevas   Seg Set 01, 2008 5:13 pm

Desculpem ter estado tanto tempo sem vir aqui... ~~
Eu já escrevi mais nesta história, até ao capitulo 32, ou seja tinha era mais que vir aqui postar. Gome.
Mas pronto, para quem quiser, aqui fica um novo capitulo ^^

Beijinhos



XV – Estranhos acontecimentos

A primeira semana não passou muito depressa...
Todos no dormitório ainda se afastavam de mim, tensos, eles não eram maus para mim simplesmente não queriam “tentar o diabo”. Quer dizer todos excepto o Phillip, que me adorava.
Eu creio que, no fundo, eu não os podia culpar, o meu cheiro era delicioso, divinal segundo Phillip, mas ele disse que aguentava o suficiente para estar ao pé de mim.
De manhã, geralmente, eu era a primeira a sair deixando tudo feito para eles, evitando encontros desagradáveis para eles...
A seguir eu ia para o pavilhão central e encontrava uma rapariga chamada Jenifer, que era muito faladora; basicamente fiquei a saber a vida dela em cerca de uma hora...
Acabei por ficar ao lado dela em certas aulas, o que não era tão mau quanto isso, ajudou-me a por as matéria em dia e a conhecer várias pessoas tais como o John Quiver, Justin Gardenner, Caleb Weaving, Nick Gates e outros. Estavam em Artes, tal como eu, excepto o John e o Nick.
Apresentaram-me nos primeiros dias, e eu fiquei mais ou menos integrada na turma. Sentei-me o mais longe possível dos vampiros, bem pelo menos não do Phillip. Ele andava colado a mim...
Almocei sempre com eles, os humanos, pois na cantina, eram todos muito simpáticos. Enquanto o Justin passava metade da vida a dar cabo da minha cabeça, o Caleb estava mais interessado em conhecer-me. Tinha tirado o meu diário gráfico e folhei para procurar uma fotografia que tinha posto lá dentro, para mostrar á Jen.
- Então estás a gostar disto? – perguntou o Caleb sorrindo. Estávamos a conversar animadamente, não me sentia muito mal ao pé deles... aliás ao pé deles não me sentia nada inibida. “O que é estranho... muito estranho mesmo” pensei para mim mesma.
- Sim... os edifícios então, põe-me a sonhar. – disse a sorrir ele concordou acenando a cabeça, estava mesmo ao meu lado.
- Que aulas é que gostas mais? – perguntou inclinando-se para ver as páginas do caderno.
- Música e pintura... eu durmo nas aulas de Design. Já alguém reparou nisso? – eles riram-se da minha pergunta. O Caleb roubo o diário da minha mão.
- Hei!!! Isso é meu! – estendi o braço para o tirar das suas mãos e ele colocou-o mais alto que conseguiu – Isso não vale... – disse aborrecida, ele riu-se de mim.
- Vou só ver... – depois olhou para mim provocadoramente – Ou há algo que eu não possa ver...? Hm....? - senti a minha cara a aquecer, abanei a cabeça e fiquei a olhar para a coca-cola á minha frente, olhei outra vez para ele estava ainda a sorrir, mas mais contido - Tens aqui uns desenhos muito fixes...
Olhou para mim. Passou o caderno para minha mão e inclinou-se, senti-o a aspirar o ar á minha volta e eu senti um arrepio.
Desviou o olhar de mim, algo fez a minha adrenalina despoletar, os meus olhos brilharam. Senti-a pulsar nas minhas veias.
Sorvi mais um pouco da coca-cola, estava gelada e acalmou-me um pouco, não tinha percebido nada disto... primeiro o facto de não estar inibida e segundo a adrenalina, tive vontade de gritar.
Mas depois ouvi o toque.
- Ah meu! Agora temos Design... – resmungou o Justin, eu sorri.
- Lá vou eu por o sono em dia...! – disse animadamente. A Jen abanou a cabeça.
- Eu não vou á aula hoje. Tenho de fazer umas coisas... – saiu de ao pé de nós.
Olhei um em volta e pus-me em pé, o Justin e o Caleb puseram-se cada um a meu lado e eu pensei que afinal não ia por o meu sono em dia...
Suspirei enquanto vi o Justin e o Caleb a rirem-se da minha cara desanimada.
- Não te preocupes que nós nos vamos certificar que não dormes nem um bocadinho na aula. – o Justin pôs-se ao meu lado assim como o seu companheiro.
Saí-mos da cantina e entramos no edifício onde estava localizada a sala, avançamos pelo corredor apinhado de gente, até á sala de aula. Eu continuava a pensar no que me tinha acontecido ao almoço... não era normal que eu tivesses estes “repentes”, principalmente adrenalina.
Talvez fosse o facto de tudo me ser novo.
Talvez...
Suspirei ao sentar-me ao lado do Caleb e do Justin.
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